Supergirl

Se você está atento às opiniões na internet, deve estar confuso. Tenha você gostado ou não da nova série televisiva da DC, existe uma galera "ostentando" a opinião contrária. Afinal, Supergirl é boa ou ruim. Minha resposta: Depende!

Depende de quem você é. Supergirl pode não ser para você. Com diversos produtos derivados dos quadrinhos chegando às telas grandes e pequenas, já era a hora aparecerem séries que exploram determinado nicho. É o caso das aventuras de Kara Zor-El, claramente criada pra trazer as garotas para o mundo dos Super-heróis.

Caso você tenha ficado preso em animação suspensa nas últimas décadas e ainda não saiba de quem estamos falando, Kara Zor-El (Melissa Benoist), é a prima pré-adolescente de Kal-El/Clark Kent (ou Superman para os íntimos). Ela foi enviada para terra logo após seu primo famoso, com a missão de cuidar dele, mas sua nave se perdeu e a menina ficou em animação suspensa por muito tempo. Quando finalmente chegou Kal-el, já era um adulto, enquanto Kara permanecia com 12 anos.

Adotada por uma boa família os Danvers (atenção às participações especiais de Helen Slater e Dean Cain, respectivamente a Supergirl do filme homônimo de 1984, e o Superhomem da série Lois & Clark), Kara teve uma infância o mais normal possível. Aos 24 anos um acidente força a moça a usar seus poderes, sem deixar de ser notada pelo mundo. É aí que ela decide abraçar a vocação de família e se tornar uma heroína.

Sim, tem romance platônico adolescente, aquele momento de "provar figurinos", dramas de auto descoberta. E até um quê de O Diabo Veste Prada. Tudo isso para dialogar com seu público alvo, crianças e adolescentes, especialmente meninas. De fato vale chamar atenção para o que a série não tem: a presença do Superman.
Este é provavelmente o melhor take do Superman, nessa série.
Torcendo para que continue assim!!!
O Homem de Aço, existe, vive em Metrópoles e tem contato com sua prima. Mas nenhum ator foi contratado (até o momento) para interpretá-lo. Isto porque nas palavras da própria protagonista, esta é a jornada dela. E ligar para seu primo, resgata-lá sempre que a coisa fica complicada, está fora de questão. Uma linha para-la de interessante para as jovens mentes que esta série pretende atingir.

Se a Agente Carter resgata questões feministas (ainda em voga hoje) e Jessica Jones conversa com o público adulto fã de quadrinhos. Kara Zor-El pretende ser um bom modelo para a molecada criada com o "GirlPower" de Frozen. É aí que está seu valor.

Então sim, Supergirl é boa e ruim ao mesmo tempo. É ruim para os mais velhos, que já viram este tipo de narrativa adolescente, quando eram adolescentes. E um acerto para a nova geração, que ainda tem uma vantagem que não tivemos, uma garota independente, em busca de se provar como protagonista.

É claro, nenhum homem mulher é uma ilha, muito menos sustenta uma série sozinha. Entre os aliados e adversários de Kara estão sua irmã adotiva Alex Danvers (Chyler Leigh), também uma profissional independente e bem sucedida. Sua chefe Cat Grant (Calista Flockhart), claramente inspirada na personagem de Meryl Streep em O Diabo Veste Prada. James "Jimmy" Olsen (Mehcad Brooks), buscando novos ares longe do Planeta Diário. O Ex-agente da CIA e chefe do Departamento de Operações Extra-Normais -DEO-, Hank Henshaw (David Harewood). O amigo Winslow "Winn" Schott, Jr. (Jeremy Jordan) e a "memória" de sua mãe Alura Zor-El (Laura Benanti).

Então não se sinta culpado por não gostar de Supergirl, nem diminuído por gostar. Como tudo na vida a série tem seus prós e contras. Na dúvida indique para aquela garotinha que você conhece que poderia fazer melhor uso do bom exemplo feminino.

Supergirl é exibida nas quartas-feiras, às 22h30, no Warner Channel.

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