sábado, 16 de dezembro de 2017

Star Wars - Os Últimos Jedi

Mesmo bem desenvolvido e executado O Despertar da Força não ficou livre das críticas, principalmente por sua fórmula que reutiliza o caminho de Uma Nova Esperança. Logo, é inevitável comparar Os Últimos Jedi com seu "equivalente" na trilogia original, O Império Contra-Ataca. Curiosa, e surpreendentemente, as semelhanças entre os "filmes do meio" são poucas, a principal delas é seu tom mais sombrio e urgente.

O episódio VIII se inicia imediatamente após o final da aventura anterior. Apesar de destruir a gigantesca arma da Primeira Ordem, a resistência continua em desvantagem, e fuga constante. Na luta desesperada pela sobrevivência Finn (John Boyega) e Poe (Oscar Isaac), embarcam cada em missões próprias. Enquanto Rey (Daisy Ridley) tenta persuadir Luke (Mark Hamill) à participar da batalha.

Separar um protagonista dos demais, levando a história a saltar de de um arco para outro, é a outra semelhança evidente com o episódio V. Mas as comparações param por aí, já que o filme dirigido por Rian Johnson decide adotar a quebra de expectativa a partir da primeira sequência. Sim, ele tradicionalmente joga o expectador diretamente em uma batalha, mas em uma na qual a resistência está em grande desvantagem, muito diferente da pequena vitória em que os deixamos. E o que dizer da reação de Luke, à entrega do sabre por Rey? Nada, não vou estragar sua experiência, basta dizer que o rapaz de Tatooine está longe de ser o grande mestre Jedi das lendas que o cercam.

Do outro lado do universo Poe, Finn e Rose (Kelly Marie Tran), cometem os erros típicos da urgência da juventude, batendo de frente com a experiência e a parcimônia de seus sábios líderes, a General Leia (Carrie Fisher) e a Vice Almirante Amilyn Holdo (Laura Dern). Quem também encara seu superior são o General Hux (Domhnall Gleenson) e claro, Kylo Ren (Adam Driver). Enquanto o primeiro falha em manter a postura e eficiência de sua patente, mas se recusa a desistir, gerando boas cenas cômicas. O jovem Solo continua em conflito com os lados da força.

De todas as muitas jornadas que Os Últimos Jedi  se propõe a abordar apenas a de Finn, tem momentos duvidosos. Sem usar a Força, saber pilotar ou grandes habilidades, ou mesmo posto de estratégia ou liderança, o ex-stormtrooper parece meio perdido na batalha. E mesmo ganhando uma excelente companheira (Rose é um dos melhores novos personagens) poderia ter sua jornada encurtada. Ainda sim, a aventura da dupla é eficiente para mostrar um lado novo das guerras estelares: não existe apenas, a luta entre o bem e o mal. Como toda guerra, há quem lucre com ela e consequentemente o interesse em mantê-la.

É também na sequencia de Finn e Rose que estão a maioria das novas criaturas e até um estilo de vida e planeta novos. O universo é infinito e em constante expansão lembra? O realismo deste admirável universo novo é garantido pela boa mistura de efeitos práticos e CG. Maquiagem, fantoches e animatrônicos povoam a tela, a computação gráfica complementa tudo isso.

Tecnicamente perfeito, como era esperado, o filme também é visualmente deslumbrante. Pode ser facilmente considerado o mais belo da saga, com inúmeros momentos plasticamente icônicos. A escolha das cores predominantes (vermlho, preto e branco), especialmente nos momentos de clímax não é gratuita. Além de linda, a paleta aumenta gradualmente a tensão e urgência da guerra.

Desperdício de verdade fica por conta das participações da Capitã Phasma (Gwendoline Christie) e do Líder Supremo Snoke (Andy Serkins). Levemente apresentados em O Despertar da Força não cumprem a promessa de mostrar a quê vieram. O caso de Snoke é ainda mais preocupante, já que sua relação e influência sobre Kylo Ren, ou mesmo sua origem permanecem uma incógnita. Mesmo que estas histórias sejam exploradas no universo expandido, não deixa de ser um desperdício de dois bons atores, e uma falha com aqueles que só acompanham a franquia pela tela grande. O filme tem que funcionar por conta própria.

De volta a quem tem arcos bem aproveitados, é a relação entre Rey, Luke e Kylo Ren que enriquece a Força. Nada é  mais tão simples, bem e mal, luz e trevas, a Força tem tons de cinza, e qualquer um pode pender para um dos lados, mesmo com a melhor das intenções, tudo depende de seu passado, obstáculos e escolhas.

Já Leia, ganha uma atenção especial proposital e acidentalmente, uma vez que sabemos que é o último trabalho da atriz, e fica difícil não se emocionar cada vez que Carrie Fisher aparece em cena. Se houve muitas mudanças após a morte da atriz é difícil notar, seu arco que envolve o amadurecimento de Poe é fluido e até empodera um pouco mais nossa Princesa nos mistérios da Força. E já que estamos falando de despedida este também é o último filme de Erik Bauersfield na franquia. O ator que faz a voz do Almirante Ackbar ("It's a trap!"), também morreu em 2016.

Easter eggs e fan-services também não faltam, alegram os fãs sem alienar os não iniciados. Alguns até geram bons momentos cômicos. E por falar em humor, este não falta e está bem inserido, mesmo nesta trama mais urgente e sombria.

Star Wars - Os Últimos Jedi, é sobre conflito de gerações, aprender com os erros e se fazer especial ou importante por conta própria (repara nas origens dos novos protagonistas, uma órfã catadora de lixo, um piloto, um stormtrooper faxineiro, e não esqueçamos Rose que cuida da tubulação). O longa mostra novos ângulos da Força e motivações para a guerra, além de começar a passagem definitiva do bastão para as novas gerações. 

É o filme mais "diferentão" da saga, mas completamente integrado e coerente a ela (inclua uma ajuda da excelente trilha de John Williams aqui). Amplia o já gigantesco universo, e oferece novos rumos à ele. E claro, também é divertido, empolgante, emocionante e tudo mais que puder te fazer sair satisfeito da sala, após 2h30 que passam mais rápido que um salto no hiperespaço!

Star Wars - Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi)
EUA - 2017 - Star Wars: The Last Jedi
Fantasia/Ficção Cientifica


Leia mais sobre Star Wars, relembre a crítica de O Despertar da Força e Rogue One
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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Turma da Mônica - Lições

A turminha está um pouco mais velha nesta nova aventura criada pelos irmãos Vitor e Lu Cafaggi. E como em todo processo de crescimento, cometem erros, lidam com suas consequências e aprendem ao longo do processo.

Depois de "fugir de casa" para encontrar Floquinho em Laços. Mônica, Cebolinha, Cascão e Magali se metem em encrenca na escola. Além do castigo, grandes mudanças vem como consequência deste erro. Os quatro terão que lidar com essas "novidades" sozinhos, cada um com desafios diferentes.

É quando a molecada tem que enfrentar o novo que os Cafaggi, tem a oportunidade de abordar de forma sutil, porém contundentes, temas como, bullying, conflitos de gerações, medos, e claro, a solidão. Sair da segurança de seu grupo de amigos e conhecer pessoas novas pode ser assustador em qualquer idade.  Se na primeira aventura, o quarteto reforçou os Laços, que sustentam sua amizade. Em Lições eles vão descobrir se podem mantê-los apesar das circunstâncias.

Cada desafio imposto a cada um dos personagens, no entanto apenas reforçam a essência e personalidade que crescemos adorando, a gulodice da Magali, os problemas de fala de Cebolinha, a fobia de água do Cascão e a força da Mônica.

E assim que saem pelo mundo, a turminha o descobre maior, e com isso novos personagens do universo mauriciano tem a chance de aparecer. Dudu, Quizinho, Xaveco, Tonhão e até as meninas do bairro das Pintagueiras. Outras referências dentro do próprio universo ficam por conta do Bilu, Capitão Pitoco e de Mônica e Cebolinha no Mundo de Romeu e Julieta. Esta última aventura, que já foi peça, quadrinho e animação ganha uma fofa homenagem. Seguindo a tendencia da obra anterior as alusões não ficam restrita às criações do MSP, trazendo elementos da cultura pop para as páginas. Estas, vou deixar por sua conta descobrir.

Assim como os personagens, o trabalho de Vitor e Lu Cafaggi também está evoluindo e amadurecendo. A dupla conseguiu aprimorar o traço e inserir mais detalhes, nem descaracterizar o belo visual criado anteriormente. O sentimento não é apenas de continuidade, mas de evolução da arte e da narrativa. 

Passado majoritariamente de dia, Lições é mais colorido que o noturno Laços, mas não chega a trazer grandes contrastes ou cores vibrantes. Os tons médios e a escolha de cores acompanham o tom melancólico da narrativa completando a unicidade da obra. Nacolorização, os irmãos trabalharam com Paula Markiewicz.

Assim como no volume anterior, a grafic novel termina com um espaço dedicado à criação. Revelando de forma rápida como a Grafic Novel foi criada, desde a escolha dos novos persoangens, até as referências. A novidade aqui, são ilustrações que continuam a história "depois que ela acaba".

Lições é como a turma que ocupa suas páginas, cheio de personalidade e corajoso para enfrentar novos caminhos. Ambos estão amadurecendo, sem perder sua essência e ternura.

Turma da Mônica - Laços
Vitor Cafaggi, Lu Cafaggi
Panini Comics

Parte do projeto Graphic MSP Lições é o segundo volume de uma trilogia que os irmãos Vitor e Lu Cafaggi iniciaram em Laços e terminaram em Lembranças lançada durante a CCXP 2017.

Leia as cíticas de Turma da Mônica - Laços e Bidu: Caminhos, outra HQ do projeto.
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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Extraordinário

Algumas fazes da vida são aterrorizantes, mas necessárias para nosso desenvolvimento. Deixar a segurança do lar e frequentar a escola é um desses desafios comuns a todos e extremamente importantes para aprendermos a viver em sociedade. É por isso, que em Extraordinário, a mãe de August Pulman insistiu para que o garoto encarasse o desafio, apesar da grande capacidade das crianças de serem cruéis e diretas.

Auggie (Jacob Tremblay) e já passou por 27 cirurgias para ajudá-lo a sobreviver as deformação facial com que nasceu. Mas, seu rosto ainda chama atenção das pessoas, e afeta na como o menino é encarado por elas. Aos 10 anos ele vai frequentar uma escola comum pela primeira vez e aprender a lidar com as diferentes, e geralmente negativas, reações das pessoas.

Seguindo o formato do livro homônimo de R.J. Palacio em que foi baseado, o longa aborda este período da vida de Agguie a partir de diversos pontos de vista, passando pelo olhar (e narração constante) do protagonista, sua família e amigos. Assim, apesar de ser o centro da trama, o foco em sua deformidade não é excessivo. Não importa como August se parece, mas como as pessoas vivem naquele universo.

Acompanhamos as reações mais verdadeiras, as das crianças que despidas das normas de "conduta" e do politicamente correto, podem sim ser cruéis. Mas também não se intimidar pela diferença, ou voltar atrás e deixar os preconceitos de lado. Tudo bem conduzido por um elenco miri, bem escolhido e conduzido. Entre eles o destaque fica com Noah Jupe, intérprete do bom, porém influenciável, garoto. E das meninas Millie Davis, a mente aberta Summer, e Elle McKinnon, a avoada Charlote.


Via (Izabela Vidovic), irmã de Auggie que passou a vida se anulando para poupar a família de mais problemas começa a se descobrir. É na trama dela que descobrimos a curta, porém eficiente participação especial de Sônia Braga. É com ela também a ligação mais forte com outra personagem de ponto de vista Miranda (Danielle Rose Russell, roubando as atenções quando aparece). Owen Wilson, está confortável no papel do "pai legal", que ajuda o filho a enfrentar dificuldades com muito bom humor.

Contudo, são Julia Roberts e Tremblay os verdadeiros destaques do filme. Longe da figura de Uma Linda Mulher, mas ainda com o sorriso que ilumina a cena, Roberts passa verdade na pele de uma mãe incansável, zelosa e dedicada, que nunca desiste de tentar dar a melhor vida para seu filho, apesar das dificuldades. 

Jacob é quem carrega o filme. Mesmo sob pesada, e muito bem feita, maquiagem, o protagonista de  O Quarto de Jack, consegue transmitir muito todos os sentimentos do garoto. Passando pelo medo, desesperança, euforia sempre com um tom lúdico inspirado pelos sonhos do menino de conhecer o espaço e os ícones relacionado ao tema. Muitas referencias à Star Wars presentes. 

A não ser pelo preconceito, não há um grande vilão ou um dilema gigantesco, apenas empasses do dia-a-dia. Daqueles que quando finalmente enfrentamos deixam de ser um problema gigante. Em outras palavas, dilemas fáceis para qualquer audiência se relacionar. E mesmo o preconceito, que é mais difícil de combater, é um desafio presente em nosso cotidiano. 

Dividido em diversos pontos de vista, Extraordinário consegue conferir camadas, mesmo que não muito profundas ate ao menor dos personagens, sem perder o foco em seu corajoso protagonista. Seus problemas reais e familiares ao público geram empatia espontânea, enquanto seu elenco carismático e eficiente garante as lágrimas. Tudo isso com um tom lúdico e otimista que confere leveza à narrativa. Com tantas qualidades, as mensagens edificantes são apenas um bônus!

Extraordinário (Wonder)
2017 - EUA - 113min
Drama
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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Crisis on Earth-X

Os encontros entre os personagens e as menções à seus companheiros de Arrowverse acontecem de "vez em sempre" nas séries da CW (canal produz as séries de heróis da DC, exceto Gotham). Entretanto, uma mega reunião com membros de todas as equipes não acontecia desde de o bem sucedido Invasion. O novo crossover Crisis on Earth-X (Crise na Terra-X), encontrou um motivo mais feliz para reunir a super-equipe.

Personagens de Arrow, FlashSupergirl e DC Legends of Tomorrow se reúnem para o casamento do velocista. Mas é claro, tanta gente poderosa junto atrai atenção do público errado. Nazistas vindos da Terra 35 (ou Terra-X) na qual Hitler ganhou a guerra,  invadem a cerimônia com os tradicionais planos mirabolantes de quadrinhos, que incluem dominar o mundo, eliminar os heróis e roubar o coração de Kara(?!).

A nova reunião acerta principalmente no ritmo ao abandonar quase que completamente a divisão dos episódios. Oficialmente o especial fora dividido em quatro partes exibido em duas noites nos EUA (e em maranota no Brasil*) com um episódio de cada série: Supergirl, ArrowFlash e DC Legends of Tomorrow necessariamente nesta ordem. Entretanto, poucos detalhes como os créditos em um pouco mais de foco no protagonista em questão indicavam a que série a parte em questão pertencia. O resultado foi uma aventura mais coesa e equilibrada.

Ainda assim, o programa não escapou do "remanejamento" de personagens para conseguir lidar com o enorme elenco participante. Oliver, Barry, Kara e Sara, protagonistas das quatro séries, estavam todo o tempo em cena, assim como alguns de seus coadjuvantes principais (Iris, Felicity e Alex). Os demais precisavam se revezar para que todos tivessem tempo de tela, algumas idéias para isso funcionaram mais tempo que outras. A conveniente saída de Wally (não precisamos de dois velocistas, né?), juntamente com o pai e madrasta, a inconsciência de Cisco, a aparição repentina do time Arrow e a demora em contactar as lendas restantes (como assim Barry não convidou todos para o casório?), estão entre as explicações mais estranhas.
Em outro ponto do multiverso Kara e Ray seriam primos...rs

Com a divisão clara de tempo, e o foco nos protagonistas a presença constante de  Stein e Jax, acaba por denunciar seu desfecho. Ainda mais que o arco do professor-herói da melhor idade vinha caminhando para uma aposentadoria. Sim, é uma produção da DC, existe espaço para consequências e sequencias mais pesadas em meio à aventura. Mesmo que as viagens no tempo de Legends desfaçam tudo depois.

Felizmente, o Nuclear não é o único personagem cujo arco desenvolvido durante o especial. Os protagonistas (e Alex) resolvem questões em seus relacionamentos amorosos, de um jeito mais rápido e bem humorado do que geralmente acontece em episódios dedicados à isso.

Alons-y, Alonso! (referência interna, nerds entenderão)
Já que os vilões vem de outra Terra do multiverso, que tem suas próprias versões de nossos adorados personagens, há e pretexto para trazer de volta rostos conhecidos e dar ao elenco fixo chance de viver personalidades diferentes. Entre os doppelgängers, Melissa Benoist e Stephen Amell até funcionam, mas não convencem muito como suas versões malvadas. O destaque fica com Winn (Jeremy Jordan, irreconhecível) e Quentin Lance (Paul Blackthorne, intenso) da Terra-X. Entre os retornos, Wentworth Miller é o mais esperado. Leo-X, outra versão do Capitão Frio é tão carismática quanto a anterior e traz o relacionamento com outro herói em potencial The Ray (Russell Tovey).

Também sobra tempo para explorar interações entre personagens que normalmente não se encontram. Difícil não querer ver mais das duplas, Snow e Rory, Alex e Sara, Curtis e a Waverider. Assim a maioria dos coadjuvante consegue um ou outro momento de atenção.

Os efeitos especiais são bons dentro dos padrões das próprias séries, assim como os figurinos e direção de arte. As cenas de ação poderiam se destacar mais, mas também estão apenas na média da produção. Já as referências à cultura pop são um prato cheio para quem gosta, e vão desde outros produtos da DC, até a Noviça Rebelde.


Sim, o roteiro é tradicional e em alguns momentos até previsível, mas Crisis on Earth-X consegue a proeza de encontrar espaço para suas três dúzias de personagens. Entregar uma história uniforme, com bastante ação e diversão. Sim, tem falhas, mas os acertos são maiores que os erros, e o resultado é uma aventura divertida e bem produzida.

Arrow, Flash, Supergirl, Sara, Nuclear, Ondatérmica, Nate, Amara, Zari, Átomo, Kid Flash, Cisco, Nevasca, Rene, Dina, Curtis, Alex, Guardião, Capitão Frio, The Ray... Minha conta parou em 20 personagens que colocaram seus uniformes (menos o Sr. Rory que ainda luta de jeans e agasalho) e partiram para a briga em ao menos uma cena, neste maior e melhor crossover. E ainda ficou gente de fora.

Ao final da maratona fica apena uma dúvida: se em quatro episódios Crisis on Earth-X precisou fazer malabarismos para mostrar todo mundo, como o pessoal de Vingadores: Guerra Infinita vai resolver em apenas duas horas? Mas aí passamos de DC para Marvel, e isso é assunto para outro post.

*A Warner exibiu os quatro episódios em sequência na última sexta-feira (01/12/2017), apenas em versão legendadas. Ignorando a linha do tempo das exibições regulares e até fornecendo alguns spoilers. As versões dubladas provavelmente serão exibidas na ordem cronológicas em suas respectivas séries. 

Leia mais sobre  Flash , Supergirl e DC's Legends of Tomorrow , confira as críticas dos outros crossovers, Invasion! e Duet.  
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Está pronto para a CCXP 2017?

Alguém deve estar brincando com a linha do tempo, já é dezembro outra vez! Junto com o último mês do ano, vem os quatro dias mais nerds e épicos que você pode viver. É claro, que vou bater ponto na Comic Con Experience novamente e a correria já está grande para preparar tudo para a viagem. Isso porque mais uma vez vou na companhia da equipe do Roteiro Adaptado, o projeto que junta viagem e cultura pop.
Evana Linch sendo "Luna" e fofa na CCX2016!
Acompanhe as redes do Roteiro Adaptado para ver tudo que rola na convenção e mais algumas surprezinhas (Facebook, Instagram, Twitter, G+). Enquanto a diversão não começa, hora de fazer aquele esquenta relembrando os anos anteriores.

As imagens deste post são todas da edição 2016 do evento, mas todos os textos indicados estão repletas de fotos das edições anteriores. Divirta-se!

O texto reúne as respostas para a maioria das dúvidas dos visitantes. Além de dicas para aproveitar melhor o evento sem passar por perrengues.

2016
A Experimentando a Comic Con Experience - confira como foi o clima de toda a convenção (texto publicado no blog parceiro Roteiro Adaptado.
A Feira - confira um pouco de tudo que você podia encontrar nos corredores da convenção.
Os Painéis - o melhor dos painéis da última edição

Mãe Nerd, eu tenho!
2015
O segundo ano da feira sofreu o primeiro grande "boom" de público e atrações, por isso tem muita coisa para conferir!

2014
A primeira edição do evento foi única. Menos visada e muito mais confortável, haviam dúvidas quanto ao sucesso do evento, que surpreendeu logo no primeiro dia.

Vale sempre ressaltar aquelas diquinhas básicas:
Foco: decida quais coisas são mais importantes para você e se organize para vê-las.
Paciência: Comic Cons e filas andam juntas. Tem fila para tudo, então relaxe e aproveite!
Aproveite o evento como um todo: é possível, que você não consiga ver algumas das atrações para que se programou, não deixe que isso estrague seu dia. É o maior parque nerd do mundo, sempre tem alguma coisa interessante acontecendo.
Cavaleiros de Ouro!
Pronto, agora você tem o máximo de informações possível para aproveitar a experiência ao máximo a CCXP. Entre no modo nerdice e #VivaOÉpico!

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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Livro vs Filme: Assassinato no Expresso do Oriente

Hercule Poirot está de volta aos cinemas com uma nova versão de Assassinato no Expresso do Oriente. E como toda adaptação literária para as telas, essa tem sim suas alterações necessárias para funcionar na tela grande. É hora de apontar as mudanças feitas no clássico de Agatha Christie e tentar entender porque foram necessárias.

O ministério dos "spoilerfóbicos" informa: este post contém SPOILERS do livro e do filme!


1 - Uma introdução para Hercule Poirot
Agatha Christie é muito popular, mesmo assim, é provável que  muita gente nunca tenha ouvido falar do melhor detetive do mundo Hercule Poirot. Logo, não é surpresa que o filme ache necessário apresentar o personagem para o grande público. Por isso, começamos nossa jornada no Expresso do Oriente começa durante a resolução de outro caso, que mostra as principais características do protagonista, como a necessidade de simetria, perfeccionismo, e o pensamento analítico. Enquanto no livro, encontramos Poirot já a espera do próximo trem.

2 - Coronel que virou Doutor
No livro o personagem de sobrenome Arbuthnot, é um coronel. No filme ele ganhou o título de Doutor, cumprindo também o papel do  Dr. Constantine , médico que ajuda a analisar o corpo na versão original. Além de médico, no filme, o personagem é negro, vivido por  Leslie Odom Jr.. Acrescentando uma discussão de preconceito à narrativa.

3 - Mudando de Nacionalidade
No livro a personagem de Penélope Cruz é de origem sueca e tem o nome de Greta Ohlsson. No filme ela ganhou novo nome, Pilar Estravados para se adaptar melhor a sua ilustre intérprete. Esse nome foi tirado de outro romance de Agatha Christie, O Natal de Poirot de 1938.

4 - Um Poirot mais ativo
Nos livros Hercule Poirot acredita que é possível resolver um crime "apenas sentado na sua poltrona", o máximo de ação que ele faz nas páginas é visitar a cena do crime. O filme inclui algumas cenas de ação para melhorar o ritmo, e tornar mais palpável para o grande público..

5 - Protetor de Bigode
No livro não há menções sobre Hercule Poirot usar um protetor de bigode para dormir. Este "mimo" pertence apenas ao filme, e é hilário!

6 - Saindo do trem
O livro se passa quase que inteiramente no trem. Depois de embarcar a história se mantém nos vagões, especialmente após a parada causada pela neve. O filme utiliza também a área coberta de neve ao redor da locomotiva, e a estrutura da ponte em que o filme fica parcialmente parado, um túnel e até a cozinha do trem.

7 - Pequenos detalhes
Alguns detalhes do caso e da investigação são diferentes, para dar mais fluidez ao filme. Mas nada que altere muito o desenrolar do caso.

Lá vem um spoiler grande! Continue por sua conta e risco...

8 - Comparações e referências
O filme deixa de lado a comparação do 12 membros de um juri com o número de culpados. Para quem contou, o filme traz 13 culpados, lindamente emoldurados em uma referência a Última Ceia de DaVinci, mas nos livros 12 pessoas esfaquearam Casseti. A Condessa Andrenyi (Lucy Boynton no filme), tem saúde mental frágil e não participa diretamente da vingança.
Contou 14? Deixe de fora o proprietário do Expresso Oriente!
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As diferenças entre livro e filme são poucas, e necessárias para adaptar a narrativa ao gosto dos expectadores do século XXI. Nada que corrompa a história, ou enfureça fãs sensatos.

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Justiceiro - 1ª temporada

Frank Castle, roubou a cena - no bom sentido - na segunda temporada de Demolidor. Por isso, ninguém achou ruim quando a Marvel e a Netflix anunciaram a série solo do Justiceiro. Todos queriam mais episódios focados na máquina de matar, mas não precisavam ser tantos assim.

Castle (Jon Bernthal) é um personagem simples, um fuzileiro naval que perdeu toda a família e mergulhou em uma jornada por justiça vingança. Jornada que ele encerra logo na primeira cena da série. Sem um objetivo na vida, o personagem mergulha no vazio. Trabalhando obsessivamente para ocupar mente e corpo nem uma tentativa inútil de se manter fora de encrencas. É claro, que não demora muito para que esta rotina seja quebrada e Frank tenha que voltar à ação, mas não sem muitos dilemas e hesitação.

Enquanto isso acompanhamos também Dinah Madani (Amber Rose Revah), policial persistente que descobriu corrupção no sistema, e tenta incansavelmente fazer justiça. Lewis Walcott (Daniel Webber), soldado com stress pós traumático, que não consegue se ajustar a vida de civil e frequenta o grupo de ajuda de Curtis Hoyle (Jason R. Moore), ex-companheiro de pelotão de Castle. Billy Russo (Ben Barnes, o Principe Caspian de Nárnia) é o extremo oposto, boa-pinta e bem articulado, o outro ex-companheiro de guerra do protagonista abriu sua própria empresa e se tornou milionário após deixar o serviço militar. Micro (Ebon Moss-Bachrach), assim como Frank "já morreu", mas sua jornada é um reflexo com chances de final feliz da mesma história. E não podemos esquecer de Karen Page (Deborah Ann Woll), uma das poucas pessoas que sabem que o Justiceiro está vivo, e que adora se meter em encrencas.

Achou gente demais? E é. Cada um com seus arcos e tramas próprias, que são interessantes e preenchem os 13 episódios da temporada, mas não necessariamente colaboram para o desfecho da trama principal. Competindo em atenção com o protagonista, que em alguns momentos cai para o segundo plano. O que somado aos seus muitos dilemas diminui o potencial de "matança" em tela. Um pouco decepcionante para aqueles que esperavam ver a máquina de matar dos quadrinhos.

Calma, pois a série ainda tem seus momentos. Momentos de grande violência, brutal, gore e nada bonita - acerto por não glamourizar a violência. E Bernthal, com sua falta de articulação, grunhidos e passo pesado, comprova mais uma vez que nasceu para este papel, inclusive nas sequências em que o personagem é atormentado por dilemas e lembranças. Dilemas esses que tentam dar mais profundidade para um personagem que funciona melhor quando é simples (perda = vingança), e principalmente para apontar que a produção está ciente de ter um homem treinado e altamente armado como "herói", em um país em que massacres por supostos justiceiros estão virando lugar comum.

A criação deste tipo de - por falta de palavra melhor - justiceiro deturpado, é um dos arcos mais interessantes dos coadjuvantes. A jornada de Lewis Walcott, discute as consequências do pós-guerra, o abandono dos EUA aos seus soldados, e a sustentação de uma ideologia deturpada de justiça. Sempre reforçando que o protagonista anti-herói é bastante diferente de um terrorista comum. 

Outro acerto é a relação entre Micro e Frank. Dois homens com mesma história e objetivos, mas com perspectivas completamente diferentes. A química de opostos entre Ebon Moss-Bachrach (excelente) e Bernthal é impecável. Assim como a atuação de todo o elenco. É difícil não cair na conversa cheia de charme de Billy Russo por exemplo. O ponto fraco fica por conta de Amber Rose Revah, que pouco consegue imprimir força que Dinah Madani, policial cheia de convicções e de origem árabe (um dilema pouco explorado) necessita.

Apesar de muitos arcos e discussões, como a questão do porte de armas - outra em que a Netflix, não declara um lado - ainda sobra tempo para triângulos amorosos e romance platônicos. - Sim, estou shippando Karen e Frank. - Tornando o miolo da série um tanto quanto arrastado. 

Marvel e Netflix tem consciência das responsabilidade de trazer um anti-herói possível (ele não tem super-poderes, só treinamento e armas) e tão violento para o universo mais realista que criou para as séries do serviço de streaming. Logo, é compreensível que a série gaste certo tempo justificando as ações de Castle, e explicando que apesar de protagonista, ele não é exemplo a ser seguido. Ainda sim, o ritmo poderia ser melhor com menos episódios para preencher.

Justiceiro não é livre de falha, mas é um bom acréscimo à franquia, principalmente pelas boas atuações e pelos momentos em que a simplicidade do personagem supera a complexa trama. Não é bonito admitir, mas o que realmente gostamos em Frank Castle é suas habilidades de matar.  

Este Justiceiro apareceu pela primeira vez na 2ª temporada de Demolidor. Sua série própria tem 13 episódios todos, já disponíveis na Netflix
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