segunda-feira, 22 de maio de 2017

Unbreakable Kimmy Schmidt - 3ª temporada

Já que ela é "inquebrável", Kimmy Schmidt (Ellie Kemper) está de volta à Netflix. Agora mais habituada ao "mundo moderno", embora ainda não uma nativa. O desafio da vez é evoluir. Seguir em frente, melhorar de vida. Tarefa bem complicada, considerando que o passado não para de bater à porta do apertado apartamento que ela divide com Titus Andromedon (Tituss Burgess). Desta vez na forma de um divórcio! Sim, por incrível que pareça o casamento de Kimmy com seu sequestrador é oficial, e a moça ainda está ligada ao excêntrico reverendo (Jon Hamm).

Caso você tenha ficado presa em um bunker nos últimos anos, e não faça ideia do que estou falando, segue uma breve introdução. Unbreakable Kimmy Schmidt é uma série original de comédia da Netflix escrita por Tina Fey e Robert Carlock (Saturday Night Live e 30 Rock). Kimmy foi sequestrada ainda adolescente por um líder de uma seita apocalíptica e passou 15 anos presa em um abrigo subterrâneo com outras três mulheres e o "reverendo". Em sua primeira temporada ela, precisou "descobrir o futuro", já que foi presa por volta do ano 2000, e perdeu o 11 de setembro, a popularização dos celulares entre outras centenas de coisa. O segundo ano também trata do tempo perdido, Kimmy precisa terminar a escola e sobreviver neste novo mundo. Agora a protagonista, precisa crescer e decidir o que fazer de sua vida... ou quase isso, considerando que se trata de uma comédia, que usa o absurdo para fazer graça e crítica à sociedade.

Kimmy terminou a escola, e começa a pensar seriamente em sua vida profissional. Além de lidar com resquícios de seu passado, ela ainda acha que esconde sua vida de "mulher toupeira" - termo que a imprensa usa para chamar as vítimas do reverendo - de todos. Titus, que tinha conseguido um namorado e uma boa oportunidade de emprego da última vez que o vimos, tem que encarar mais um fracasso, a insegurança que ele traz e as suas possíveis causas. Lillian (Carol Kane) resolve se envolver com os assuntos da vizinhança que tanto preza. Enquanto Jacqueline (Jane Krakowski) assume que seu relacionamento, e ideiais são mais importante que se reposicionar que esposa troféu. É claro, nenhum dos quatro vai traçar caminho previsível, ou mesmo alcançar o objetivos que acreditamos. Graças as reviravoltas deste universo louco. Muitas delas, absurdas e aparentemente impossíveis, mas nenhuma sem um fundo de verdade ou uma crítica por traz.

Tudo no ritmo frenético que a série assumiu ainda em sua estreia. As circunstâncias mudam rápido, assim como a percepção dos personagens, e consequentemente a sua. O foco dos episódios muda frequentemente, o que causa um desequilíbrio narrativo, que pode confundir. Como o momento em que Kimmy consegue sua esperada vaga em uma universidade, apenas para demorar mais alguns episódios para de fato frequenta-la. Ela precisa lidar com outros assuntos antes.Talvez seja o formato de meia hora, que isola os temas em cada capítulo, talvez seja realmente falta de fluidez no roteiro. É um assunto para se discutir, especialmente entre quem faz maratona, e quem aprecia com moderação. Na maratona, achei inconstante.

Mas isso é apenas o que corresponde ao elenco fixo. Com tanta coisa acontecendo com quatro personagens base, não faltam retornos de personagens de outras temporadas como Xanthippe (Dylan Gelula) e das outras "mulheres toupeiras". Assim como participações especiais, desde a recorrentes aparições de Tina Fey, e outras surpresas, que não convém estragar contando.

As críticas à nossa sociedade, e as piadas continuam inteligentes e afiadas. Problemas sérios novamente apontados de forma divertida e sarcástica, em um ritmo Acelerado - inclua aqui a velocidade em que os personagens falam, especialmente Kimmy e Titus. E por mais que se trate da mesma formula, esta não se esgota, já que os problemas continuam aí, outros aparecem, e as referências só aumentam. Sim, tem muitas piadas relacionadas à acontecimentos do último ano.

E já que estamos falando em temática, o empoderamento feminino parece ser uma constante este ano. Com três personagens femininas, em busca de "seu lugar no mundo", há muita discussão sobre o que elas "podem ou não" fazer, e a forma com que fazem. Também há um bom espaço para discutir religião e crenças.

Para quem prefere a temática pop, ela ainda está lá aos montes. Kimmy ainda, tem os anos de 1990 como referência, embora já consiga acompanhar os acontecimentos atuais, mesmo que não entenda. Mas é Titus, o rei da referência. O astro eternamente em ascensão, tem espaço para covers. Além de ganhar mais canções, para felicidade dos fãs de Peeno Noir.

Mesmo sem o frescor da novidade Unbreakable Kimmy Schmidt, se mantém envolvente, divertida e inteligente. E agora já conta com nossa familiaridade com os personagens. Nos importamos tanto com eles, como com sua relação. Não entendemos a amizade entre Jacqueline  e Lillian, por exemplo, mas adoramos que ela exista. E que apesar da loucura, o bom grupo formado por Kimmy e companhia pareça inquebrável!

Leia a crítica da segunda temporada, ou confira nossas Informações úteis para sua maratona de Unbreakable Kimmy Schmidt.
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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Indesejadas

Admito, livros policiais não são aqueles que mais procuro. Sim, gosto do gênero, mas na hora das escolhas neste mundo que não é possível ler tudo os crimes acabam perdendo para a fantasia, aventura e ficção-cientifica. Então começo essa resenha com duas coisas que aprendi em minha mais recente leitura. A Vestígio é um selo dedicado à livos policiais - como não notei isso antes? - E escritores escandinavos gostam de literatura policial.

Em Indesejadas de Kristina Ohlsson, o desaparecimento de uma menina em um trem para Estocolmo incia uma investigação aparentemente comum de disputa de guarda. O que o leitor logo percebe, mas é claro que os investigadores não, é que o caso é muito mais complexo que isso. Trata-se de uma série de crimes (não é spoiler, tá na capa) brutais tendo início. 

Acompanhamos o dia-a-dia dos investigadores Fredrika, Peder e seu chefe de equipe Alex, a partir do momento em que a menina é dada como desaparecida. Vale lembrar que em qualquer investigação desse tipo as primeiras horas são cruciais, por isso a correria para desvendar o caso o mais rápido possível. Entretanto, diferente dos investigadores de séries televisivas que abandonam tudo durante a investigação, estes policiais precisam continuar funcionando. É quando eles voltam para casa, após um dia cheio, que o livro encontra tempo também para abordar aspectos de suas vidas e nos fazer entender suas escolhas ao longo do caso. 

Alex é um chefe cheio de experiência, e por isso com um excesso de segurança que pode prejudicar as investigações. Peder é um jovem investigador em ascensão e arrogante por isso, com sérios prolemas em seu casamento, logo um pouco distraído. Ambos fazem pouco de Fredrika por ser uma cívil. A analista criminal não fez carreira na academia de polícia. O trio compartilha a condução da história, e consequentemente o protagonismo.

Esta divisão de pontos de vista, oferece dinamismo à trama, além de oferecer diferentes pontos de vista e formas de lidar com o mesmo caso. Enquanto Peder e Alex seguem a linha padrão, e geralmente mais comum nestes casos, Fredrika insiste em revisar todos os ângulos. É claro, como conhecemos um quadro maior do caso, tendemos a torcer pela moça menosprezada pelos colegas. Ao mesmo tempo, que não podemos discordar da lógica investigativa dos veteranos. Geralmente a explicação mais simples é a correta.

O carisma dos personagens bem construídos, somado à este dinamismo entre pontos de vista, e o quebra cabeças que o leitor aceita tentar juntar são os pontos fortes do título. Que ainda complica a trama, com falsas pistas, personagens secundários suspeitos e todos os elementos comuns à uma trama policial. E, caso esteja se perguntando: sim, o trio vai aprender a trabalhar junto, e se respeitar suas diferenças até o fim do caso. Ao ponto deste livro ser o ponto de partida de uma série, cujas sequencias Silenciadas e Desaparecidas, já foram lançadas por aqui, 

O ponto fraco fica por conta do ritmo. Desde a capa, o leitor sabe que haverão múltiplos crimes contudo, passamos mais da metade do volume, seguindo apenas o caso da menina desaparecida no trem. Para na segunda metade a velocidade dos acontecimentos aumentar bruscamente. É compreensível, um início mais lento, para apesentar os personagens e o universo em que vivem. Mas, esta introdução é lenta demais e torna a leitura um tanto quanto irregular. 

Já o desfecho, apesar de muito bem conduzido não é dos mais criativos. O leitor descobre as motivações do crime muito antes dos detetives. Isso enfraquece os personagens, e a construção daquelas "pistas falsas" que mencionei anteriormente. Aliás talvez sejam estes detalhes bem posicionados, que criem uma certa expectativa de uma reviravolta que não vem. Você desconfia que entendeu o cenário, e espera que os investigadores tenham uma capacidade extra que você leitor não tem, e revelem um detalhe que você não notou. Mas, não. Você acertou, é tão ou mais esperto que a polícia!

A pequena decepção do desfecho, no entanto não estraga a jornada. Uma linguagem dinâmica, clara e bem conduzida por alguém demonstra certo conhecimento deste universo - a autora trabalhou por muito tempo em uma organização policial por muito tempo - Conduzida por personagens complexos, e bem apresentados. Resultam em uma trama intrigante, se não surpreendente, ao menos satisfatória. Ao final, tudo faz sentido e não há pontas soltas. 

A primeira edição lançada pela vestígio, não é das mais luxuosas. De fato, é uma encadernação extremamente simples, mas é leve e prática. Tamanho e peso perfeitos para quem gosta de carregar um livro como companhia para todo lugar que vai. Foi essa a edição que literalmente carreguei por aí. Já a segunda edição ganhou capa nova, e a informação de que se trata do primeiro volume de uma série. É possível encontrar ambas as edições nas lojas. 

Indesejadas (Askungar)
Kristina Ohlsson
Vestígio
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Rei Arthur: A Lenda da Espada

Quase todo mundo acredita que conhece bem o Rei Arthur e suas lendas. Mas historiadores afirmam que há muito mais dúvidas que certezas sobre os detalhes em torno do mito britânico. Aparentemente é nessas incertezas que Guy Ritchie aposta para criar sua releitura da história do rapaz que tirou a espada da pedra.

Após uma longa guerra contra feiticeiros, seguido de um golpe que tirou seu direito ao trono Arthur (Charlie Hunnam) cresceu em um bordel sem saber de sua origem nobre. E, apesar das circunstâncias cresceu muito bem no ambiente em que se encontrava, lidando como ninguém com o dia-a-dia e as intrigas das ruas de Londonium. A reaparição repentina da espada do antigo rei, a Escalibur é claro, muda as circunstâncias. Uma vez, todos os homens são testados pelo usurpador Vortigern (Jude Law), que teme perder seu trono. Adivinhou que à certa altura o relutante Arthur terá de assumir seu lugar como lider para livrar o povo da tirania do atual rei.

Fugindo das lendas mais tradicionais, este Rei Arthur tem sua ascensão ao trono focada na ação. Assumidamente exagerado e mundano - se comparado ao mito dos cavaleiros nobres. Arthur não apenas tem que lutar contra o rei, mas dominar a espada que o desafia a enfrentar seus medos. Tudo isso, é claro, às escondidas. Correndo, clandestinamente entre becos, se aliando à renegados e membros da parte "menos nobre" da sociedade da época.

E aí o longa oscila entre sequencias de ação empolgantes - mesmo que estasnem sempre façam sentido se você parar para pensar -  e monstros de CGI pouco críveis. Entre as soluções assumidamente "moderninas" encontradas pelos personagens e textos piegas proferidos com pompa pelos mesmos. Entre fugir das lendas tradicionais, mas entregar aquele final que você já conhece, afinal o nome do filme é Rei Arthur!

Apesar de se assumir mero entretenimento, e não se levar a sério em muitos momentos. Esta oscilação entre ser divertido e ser um grande épico de ação, enfraquece a trama que já não é das mais surpreendentes e tem muitos buracos. Quem procura por algo mais que cenas de ação, eventualmente vai se pegar pensando coisa do tipo: se esse personagem tinha esse poder aí, porque não usou antes? Porque fulano se desfez de uma peça de roupa apenas, para pegar outra parecida na sequencia seguinte? Aliás essa personagem não tem nome mesmo?  - entre outros furos que saltam aos olhos.


Já os fãs do mito de Arthur podem não gostar muito das adaptações e mudanças tanto na história, quanto nos personagens. Tornando impossível apreciar os bons momentos do filme. Aqueles em que a produção não se leva muito à sério e tenta apenas divertir você.

E por falar em diversão, o elenco embora sub-aproveitado está aparentemente se divertindo com a produção. Conta pontos, mas não é suficiente para criar empatia por todos. Além de Law e Hunnam, Djimon Hounsou, Eric Bana, Aidan Gillen, Tom Wu, Craig McGinlay Astrid Bergès-Frisbey e Annabelle Wallis completam o elenco principal.

Talvez a trama de Rei Arthur: A Lenda da Espada funcionasse se se tratasse de um outro rei qualquer, inspirado pelas lendas de Arthur, como tantos que existem. Mas ao atrelar seu nome à lenda, a produção se confere uma responsabilidade que não está pronta para cumprir. Apesar de ter um elenco empolgado, verba para fazer um grande filme e bom humor para fazer uma versão moderna e desprendida do personagem. Faltou mesmo decidir que história contar, e de que formar para torna-la grande e eficiente.
Take batido e piegas? Temos sim!
Quem sabe com um pouco mais de equilíbrio e esforço sobre o roteiro este novo rei não conseguiria chegar perto de fazer jus ao mito que ajudou a criar a identidade britânica, encanta gerações e continua influenciando novas histórias até os dias de hoje. Por hora, é apenas mais uma aventura qualquer sobre um cara que foi capaz de tirar uma espada da pedra.

Rei Arthur: A Lenda da Espada (King Arthur: Legend of the Sword)
2017 - EUA, Austrália, Reino Unido - 126min
Ação, Aventura, Fantasia

P.S.: Sim, aquele é o David Beckham, em uma participação especial!
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

O Rastro

Sozinho o cenário já é assustador: um hospital público carioca em condições tão precárias que está prestes a ser fechado. Se precisar ficar internado lá já deixaria qualquer um com medo, imagina se incluirmos, rangidos, aparições, trilha de suspense, criancinhas bizarras...

Em O Rastro, João Rocha (Rafael Cardoso) é um médico talentoso em ascensão com um trabalho complicado. Ele supervisiona a transferência de pacientes quando um hospital carioca é fechado. Um trabalho de guerrilha considerando a escassez de vagas no sistema público. É durante um fechamento conturbado, com direito a protestos na porta do hospital que uma criança desaparece levando João à uma busca obsessiva e perigosa.

Você leu direito. Cinema nacional tem terror, sim e bem produzido. É claro, que o filme de J. C. Feyer não reinventa a roda no gênero (e acredito que não era essa a intenção), muito menos é isento de falhas. Entretanto, se conquistar seu espaço entre o público pode ser um marco do terror no Brasil, onde atualmente o únicos trabalhos relevantes são de José Mojica Marins e seu estilo peculiar e único. Falta uma produção que fale com o grande público, e o faça tomar gosto em se assustar sem legendas.

O hospital insalubre garante o visual que lembra o terror japonês, enquanto a trama segue a formula de suspense e terro comum ao estilo hollywoodiano do gênero. Inclua aqui, corredores escuros, cortes rápidos e trilha que sobe repentinamente.

A trilha sonora, aliás é o ponto fraco do filme. O conceito é interessante, usar apenas som diegéticos para criar o ambiente e todo o suspense. assim o que te deixa nervoso, é o zumbido do ventilador, o gotejar do bebedoru antigo e por aí vai. Mas a boa ideia caí por terra quando a produção volta para o clichê de aumentar absurdamente o som, no "momento de susto", e exagera nesse efeito. Causando o efeito oposto em muitos momentos, o expectador não apenas espera pelo susto, como acha graça.

De volta aos pontos positivos. O bom elenco empenhado conta ainda com Leandra Leal, Claudia Abreu, Jonas Bloch, Felipe Camargo, Alice Wegmann e Domingos Montagner. Entre figuras de autoridades, colegas de trabalho de João, ex-funcionários e médicos do hospital fechado e sua esposa, todos tem sua função incluir mais uma peça neste quebra-cabeça na obsessão de João. Ganhando ou perdendo importância conforme a trama avança

Enquanto o protagonista procura desesperadamente pela menina desaparecida. Nós tentamos decidir, se a ameaça é sobrenatural, real ou apenas uma alucinação de Jõao. Manter o expectador nessa busca, já é um mérito do filme diante de uma audiência mais que acostumada com esta fórmula hollywoodiana de terror.

O desfecho não é criativo e curioso, deve satisfazer o grande público. Embora esta blogueira que vos escreve tenha sentido uma certa indefinição quanto a real natureza da ameça. Ou qual das situações de terror o filme escolhe como predominante. Mas que isso não posso dizer sem estragar a brincadeira.

Ao final das contas O Rastro não é surpreendente, mas é competente. Entrega o que promete, e prova que o cinema nacional sabe sim produzir outros gêneros. Só precisa de mais oportunidades e prática, para aí sim surpreender o público.

O Rastro
2017 - Brasil - 110min
Suspense/Terroe
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domingo, 14 de maio de 2017

As mães em Harry Potter

Continuando os posts não ortodoxos de Dia das Mães, vamos exaltar as figuras maternas de outro universo fantástico. Será que sua mãe se parece com alguma destas mães do universo de Harry Potter?

Lílian Potter
A mãe do protagonista, claro, é a primeira da nossa lista. Ela já está morta quando a história começa, mas ainda sim muito presente. Lily era uma mãe recente, vivendo às escondidas com o marido e seu único filho, Harry com um ano de idade, quando é assassinada por Voldermort. Antes de morrer o Lorde das Trevas ofereceu a oportunidade de fuga, mas ela recusou morrendo para defender seu bebê. Isso conferiu a Harry o contra-feitiço de proteção mais poderoso que existe. Foi este sacrifício por amor à seu filho, que fez com que o garoto se tornasse o "menino que sobreviveu" e renegou Voldermort à uma existência sem corpo. A proteção de Lílian continuou com Harry por anos, até seu arqui-inimigo encontrar uma maneira de contorná-la. Mesmo assim a mãe de nosso "herói" continuou presente, nas memórias de quem a conhecia e até deu as caras como fantasma uma vez.


Molly Weasley
É a mãezona de Hogwarts! Tem sete filhos seus (Gui, Carlinhos, Percy, os gêmeos Fred e Jorge, Rony e a caçula Gina), mas "adota" Harry sem pestanejar, assim como recebe bem Hermione e é carinhosa com as crianças em geral. Dedicada e severa, chega até exagerar e envergonhar os filhos com o excesso de zelo, mimos e as broncas. Impossível esquecer os casacos feitos por ela, e a bronca épica dada via berrador à Ron e Harry no segundo ano. Mas deixou todos boquiabertos mesmo ao derrotar sem grandes dificuldades Belatrix Lestrange, para salvar Gina. Magia de mãe tem mais força!

Augusta Longbottom e Alice Longbottom
Sim a expressão "filho de vó" está de volta. Não que a mãe de Neville, Alice não quisesse estar presente para o filho. Valente, ela foi torturada até a loucura por comensais da morte. É aí que sua sogra virou a "mãe" do também bebê Neville. Exigente e perfeccionista faz o melhor que pode embora não tenha muito tato com o menino. Nunca a vimos nos filmes, mas suas roupas fizeram uma aparição mais que especial, por assim dizer!

Petúnia Dursley
Irmã e de Lílian , tia de Harry e mãe de Duda. Nunca gostou das habilidades mágicas de Lílian, por isso nunca criou muito afeto por Harry, nem se tornou uma figura materna para ele. Mas aceitou acolhe-lo, apesar de tudo, logo não deve ser de todo mal. Como mãe, mimava Duda ao extremo. Muito mesmo! Especialistas em educação afirmam que não é a melhor maneira de criar uma criança, mas quem sou eu para criticar a forma como cada um cria seus rebentos...

Narcisa Malfoy
A mãe de Draco nunca foi uma comensal da morte ativa, nem Marca Negra ela tinha, mas concordava com os ideais do grupo maléfico. Isso até Voldemort colocar a vida de seu filho em risco, o pedir que executasse tarefas arricadas - leia-se matar Dumbledore. Extremamente dedicada à Draco, mudou de lado e em troca da informação sobre a segurança de seu filho na batalha de Hogwarts. Acobertando a sobrevivência de Harry, dando ao rapaz a oportunidade de agir quando o vilão menos esperasse. Mãe é mãe, acima de ideologias maléficas, não é mesmo?

Ninfadora Tonks
Mais uma mãe que lutou para dar um mundo melhor a seu filho. Tonks deixou o ainda bebê Edward "Teddy" Remus Lupin, com sua mãe Andrômeda e vai para a batalha de Hogwarts atrás do marido Remo. Ambos morrem na batalha, e Teddy é criado pela avó, com a ajuda do padrinhoo Harry Potter. Mas Ninfadora deixou mais uma coisa para o filho, suas habilidades de metamoformagia.

Rowena Ravenclaw
Rowena também não aparece nos filmes.
Co-fundadora da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, e criadora e primeira diretora da Casa Corvinal, tecnicamente é mãe de todo um clã de alunos. Biologicamente é mãe de Helena, cujo fantasma ainda perambula por Hogwarts sob a alcunha de Dama Cinzenta. Não sabemos muito sobre a relação das duas, mas sabemos que não devia ser das melhores e que deveria haver muita exigência e competição. Isso porque à certa altura Helena roubou e escondeu o diadema da mãe, que tornava quem o vestia mais inteligente. Antes de abandonar a matriarca e nunca mais voltar a vê-la. O diadema, considerado perdido foi encontrado séculos mais tarde, mas isso é outra história...

Qual sua mãe favorita do universo criado por J.K. Rowling? Deixamos alguma de fora?
Parabéns à mães, bruxas e trouxas de todo o mundo!

Leia sobre as mães de Westeros e as da Disney!
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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sense8 - 2ª temporada

Em seu primeiro ano, Sense8 apresentou um conceito completamente único de abordar empatia. O que acarretou em uma mitologia completamente nova: exitem no mundo seres humanos com a habilidade de se comunicar sensorialmente, compartilhando habilidades, experiências e sentimentos. E este início foi bastante lento. Além de compreender este novo mundo, - não completamente, ainda existem mistérios -  precisamos conhecer os oito protagonistas que vão descobrir universo com a gente, ao mesmo tempo que estes conhecem uns aos outros e suas novas habilidades. Logo, foi só no final da temporada que temos realmente noção dos perigos que cercam a vida de um "sensate", e temos um e a jornada maior que eles precisarão enfrentar juntos.

Após um episódio especial de natal, que não avança muito a trama, a audiência estava mais que ansiosa pelo segundo ano. Reencontramos  Will (Brian J. Smith), Riley (Tuppence Middleton), Capheus (Toby Onwumere), Sun (Doona Bae), Lito (Silvestre), Kala (Tina Desai), Wolfgang (Max Riemelt) e Nomi (Jamie Clayton) já cientes e dominantes de suas novas habilidades, tentando equilibrar os novos dilemas com a vida cotidiana. Uns, sendo melhor sucedidos nisso que outros. O que causa a primeira discrepância.

Enquanto Will, Riley e Nomi estão presos na brincadeira de gato-e-rato com o Whispers (ou Susurros se você viu dublado - Terrence Mann) e a OPB, a organização que caça sensitivos. Os demais personagens tem seus arcos próprios melhor desenvolvidos paralelamente à trama. Não que estes não estejam envolvidos, ou cientes da ameaça maior, ou que a Nomi e Will não tinham problemas pessoais a enfrentar. Mas o tempo de tela dedicado à vingança de Sun, ou ao drama de Lito é muito maior que o tempo que a hackivista tem para limpar seu nome na justiça por exemplo.

Mas repare, o tempo dedicado aos arcos é diferente, não o tempo de tela das personagens. Isso porque, agora no controle de suas habilidades, não faltam visitas e compartilhamentos de habilidades entre eles. O que, afinal, foi o ponto alto da primeira temporada. Adeptos do ditado "a união faz a força", também há muito mais sequencias do grupo todo reunido, mesmo que a presença de algum deles não seja necessária - Como uma DJ pode colaborar em uma cena de perseguição e luta? - Esse excesso, tira um pouco da "preciosidade" de cada encontro, e subestima reuniões entre dois personagens, geralmente mais reflexivas, mesmo quando o assunto parece ser trivial. Como aquela em que Capheus explica para Kala, como uma TV pode ser mais importante que uma cama, em uma realidade onde há pouca esperança.

Outro excesso é o de sequências em câmera lenta, acompanhada de uma trilha marcante. Ok, entendemos que as experiências sensoriais são mais profundas, e os oito personagens saboreiam cada segundo. Mas para nós expectadores fica a sensação de repetição e trama arrastada. Tudo que é demais enjoa não é mesmo?

Nem sempre, não enjoamos dos protagonistas por exemplo. Embora cada pessoa eleja seus prediletos, nos conectamos com todos. Este é provavelmente o maior acerto da produção, tornar aqueles personagens críveis e empáticos o suficiente, para acreditarmos que poderíamos conhecer ou ser qualquer um deles. O mesmo vale para os "homo-sapiens", as pessoas comuns, que o cercam.


Amanita (Freema Agyeman), Hernando (Alfonso Herrera) e Daniela (Eréndira Ibarra), já haviam roubado a cena. Agora se firmam como pontos importantes em suas tramas, saibam eles ou não da existência dos "sensates". Angélica (Daryl Hannah) e Jonas (Naveen Andrews) também retornam, mais para confundir que assustar. Trazendo fragmentos de informação que os protagonistas - e expectadores - tentam unir e decifrar. É aqui que surgem as novas dúvidas e mistérios, inclusive sobre coisas que acreditávamos ter entendido, como a extensão das habilidades dos empatas. Além da trama cientifica ameaçadora por trás de tudo, experiências, medicamentos, lobotomia, outros "sensates", que aprendemos ser "homo-sensórius"... Há todo um novo mundo à ser explorado. Ele é confuso, e não vai ser completamente esclarecido nesta temporada. Esteja avisado.

Com tantos detalhes, não é de surpreender que falhas aconteçam. Algumas delas gritantes como "pessoas comuns" aparecendo em situações de "visita", quando um membro do cluster vai onde outro está. Conexões entre "sensates", difíceis de explicar ou que escapam à regras pré-estabelecidas. Infelizmente nenhuma série é infalível.

Apesar de algumas falhas e excessos, Sense8 apresentou um segundo ano eficiente. Avançou as tramas individuais dos personagens e amplificou a ameaça maior. Sem deixar de lado a ação ou, abandonar os temas que chamaram a atenção em sua estréia, como o valor da diversidade e se colocar no lugar do outro. Achou que eu ia falar,  homossexualidade, transgêneros, perseguição à minorias, desvalorização das mulheres? Sim estes temas também voltaram, mas acredito que são vertentes dos dois primeiros. 

É uma série sobre empatia, se colocar no lugar do outro e consequentemente compreende-los e aceitar suas diferenças . E o maior trunfo para conseguir isso, é com seus personagens bem apresentados, e abraçados por seus intérpretes. Mesmo o Capheus, que ganhou um novo rosto. É com os personagens que nos preocupamos, e nos colocamos no lugar. Logo não questionamos se a "fossa" do Lito é um problema menor que a perseguição pela OPB. É uma dificuldade, e não deve ser menosprezada. 

Lembrar ao expectador que todos tem problemas, que devemos respeitar a individualidade de cada um, e ainda ter tempo para cenas de ação explosivas. São muitos méritos para uma série de TV, não acha?

A segunda temporada de Sense8 tem dez episódios, mais o especial de natal de duas horas, todos já disponíveis na Netflix.

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terça-feira, 9 de maio de 2017

Alien: Covenant

Covenant é uma nave colonizadora que partiu da Terra para criar um novo lar em Origae-6. E, se você leu o resto do título, já deve imaginar o que eles devem encontrar em sua jornada para um novo lar. Esta é interrompida por um evento cósmico, que obriga o androide Walter (Michael Fassbender) à acordar os 17 membros da tripulação do sono criogênico, sete anos antes do fim da viagem. Convenientemente, nesse momento eles encontram uma alternativa mais rápida melhor à vida humana, e muito mais próxima que o destino original. Além da tripulação, centenas de colonos, embriões e ferramentas esperam por um novo lar.

É claro, como bons personagem de filme de terror, a tripulação escolhe, sem muitas objeções, trocar o certo, pelo duvidoso porém mais atraente. Convenhamos, não se desce em um planeta qualquer, sem antes se fazer um reconhecimento extenso, de sua atmosfera, plantas, micro organismos e fauna. Foco na fauna.

É aliais nesse planeta que encontramos as ligações com Prometeus. A trama de Covenant se passa dez anos após o polêmico filme de 2012, duas décadas antes de Alien, o Oitavo Passageiro. Ridley Scott retorna à sua própria jornada de mostrar as "origens" do universo de Alien, mas desta vez focado em apontar como o xenomorfo chegou à sua forma icônica. Para descontentamento de quem esperou pelas respostas das questões levantadas no longa anterior.


Enquanto Prometeus arriscou um novo caminho e deixou opiniões divididas (e muitas dúvidas), Covenant faz exatamente o oposto e praticamente repete a fórmula do longa de 1979 com Sigurney Weaver. Infelizmente, sem o frescor, originalidade e coragem do original, já que se entrega à megalomania Hollywoodiana atual de "quanto mais melhor". Vale lembrar, só foi preciso um passageiro clandestino para aterrorizar uma geração.

Assim temos uma tripulação que escolhe ir alegremente para a ameaça, para nós óbvia. Uma protagonista que só assume seu posto oficialmente lá pela metade do filme, embora novamente os expectadores já saibam quem ela é - tá no poster, ué! - E claro, uma tripulação montada especialmente para morrer, ao longo do filme, bem no estilo resta um. Inclua aí, personalidades inexistentes, o capitão, o negro, o cara de chapéu de cowboy. E a previsibilidade das mortes: se afastou do grupo? É o próximo; agiu como idiota? É o próximo; achou que está seguro? É o próximo; tá namorando? É o próximo, e por aí vai...

Um claro desperdício de elenco, especialmente Katherine Waterston (de Animais Fantásticos e Onde Habitam), que por mais que se esforce não consegue tirar Daniels do status de sub-Ripley. Apenas Fassbender, tem dilemas mais complexos para trabalhar, e entrega o que o roteiro propõe: uma discussão não muito profunda da relação entre criador e criatura.

Alien: Covenant é menos controverso, e mais acessível que seu antecessor. Parece sim se encaminhar ao encontro da mitologia criada em 1979. A fórmula é batida sim, mas funciona como entretenimento. Fãs do gênero provavelmente sairão com a sensação de um bem feito "mais do mesmo". Já, não iniciados e expectadores menos exigentes, vão tomar um susto ou outro e até dar algumas rizadas - no bom sentido, eu juro!

Alien: Covenant
2017 - EUA, Reino Unido - 122min
Ficção científica, Terror, Ação
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