segunda-feira, 25 de julho de 2016

Dica: fique atento a estes curtas nacionais!

Enquanto o pessoal se preocupa com as polêmicas da Lei Rouanet, com opiniões polêmicas, opostas, equivocadas, desnecessárias, entre outras. Há quem ainda tente fazer cinema por conta-própria, por puro amor a arte. Logo, fica aqui a dica de três curtas-metragem independentes para você conhecer.

Cinzas e Café
Roteiro e direção: Daniel Gravelli
Elenco: Andréa Schiavone, Michele Capri, Adriana Rabelo, Helga Nemeczyk, André Ramiro, Erom Cordeiro, Gustavo Maranhão, Neuza Rodrigues e Did Raychal.

Júlia, Vanessa, Barbara e Antônia são amigas desde de sempre e nunca existiu nada que, juntas, elas não conseguissem superar. Até que uma notícia avassaladora promete mudar suas vidas. Uma história sobre medo, amor e determinação.

Confira o trailer:




Soldado de uma guerra vazia
Direção: Paulo Olivera
Roteiro: Daniel Gravelli
Elenco: Daniel Gravelli, Ian Konder, Cesar Castro, Yuri Izar e Selton Ribeiro

E, se a vida que você leva não for nada daquilo que você pensa?! E, se o seu mundo for um completo emaranhado de incertezas?! Soldado de uma guerra vazia explora a história de um homem perdido em meio as marcas deixadas pelo tempo e a contínua luta contra si mesmo diante seus maiores medos.

Confira o trailer:



A delirante historia de um homem morto
Roteiro e direção: Daniel Gravelli
Elenco: Helga Nemeczyk, Paulo Olivera, César Castro, Yuri Izar e Kalani Serimarco Carvalho

Até onde você iria em busca de liberdade? Um homem se vê vítima de mentiras e histórias mal contadas que o leva a viver toda vida preso sob circunstâncias inimagináveis. Um segredo guardado durante anos, uma mãe impondo sua criação e o explosivo momento da verdade que ressalta a linha tênue entre o amor e a obsessão.

Confira o trailer:


Ficou interessado? Quer saber como e onde assistir? O Cinzas e Café tem sua própria página do Facebook, basta seguir. Para descobrir mais sobre Soldado de uma guerra vazia e A delirante historia de um homem morto, acompanhe a página da produtora dos curtas, a  Wallaroo Corp

#FicaADica
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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Stranger Things - 1ª temporada

Uma cidadezinha do interior, um grande mistério, coisas estranhas que apenas crianças munidas de estilingues, walkie-talkies e bicicletas percebem. E claro, uma grande jornada da qual a maioria dos adultos está alheia. Não, não é um filme de Spielberg. Tão pouco uma adaptação de Stephen King, ou um clássico esquecido da sessão da tarde nos anos de 1980 (mas, isso você vai perceber logo que os efeitos especiais não corresponderem a estética da época, mas eles são a exceção).

Estou falando de Stranger Things, série original da Netflix liberada na última sexta-feira (15/06). E "maratonada" por uma multidão empolgada logo em seu primeiro fim de semana.

Will Byers (Noah Schnapp) desaparece misteriosamente na pequena cidade Montauk, Long Island. Autoridades, família e comunidade procuram o menino através dos métodos tradicionais, mas seus melhores amigos Mike (Finn Wolfhard), Lucas (Caleb McLaughlin) e Dustin (Gaten Matarazzo) também saem a sua procura. Aficionados por Tolkien, RPG, cinema, música e a cultura pop de sua época, a série se a passa nos anos 80, a criançada não demora muito para perceber que o desaparecimento do amigo não é tão comum assim. A situação complica mais ainda com o aparecimento da estranha Onze (Millie Brown). Enquanto as crianças investigam Joyce Byers (Winona Ryder), a desesperada mãe de Will também começa a duvidar da eficiência dos "métodos tradicionais" no caso de seu filho e presenciando ocorrências estranhas.
Diversão sem eletrônicos. Sim crianças, isso existe!!!
Embora Winona Ryder esteja muito bem em seu papel de mãe solteira no limite. É o elenco infantil o verdadeiro destaque da trama. Com excelentes atuações, os atores mirins caem de cabeça na recriação de uma época que sequer viveram, ao se aventurar por aí com bicicletas, travar intensas batalhas de Dungeons and Dragons. E principalmente, nas discussões e conversas sinceras que apenas a amizade da infância proporciona. Estas vão de assuntos mais simples, como a melhor estratégia para vencer um jogo, à conspirações, conceitos ciêntíficos políticas e relacionamentos. Sempre de forma simples, honesta e crível, mesmo quando crianças de onze anos tentam explicar buracos de minhoca.

Enquanto Mike, Lucas e o impagável Dustin "toothless" (cuja doença que atrasa o crescimento dos dentes realmente existe), evocam a amizade e aventuras de uma década. É Millie Brown, intérprete de Eleven (ou Onze) quem tem a tarefa mais complicada. Desprovida de vivência em sociedade e até de vocabulário, a menina precisa expressar quase sem palavras tudo que sua personagem sente. O resultado é uma atuação intensa e surpreendente, para contar a história triste e cheia de segredos da garota.


E como se a ambientação, os gostos e referências dos personagens não fossem nostálgicos o o suficiente, os criadores da série Matt e Ross Duffer admitiram que o trabalho é altamente influenciado por obras dos anos 80. Assim não faltam referências à E.T., Conta Comigo, Poltergeist, Goonies, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, entre outras diversas obras que marcaram época. Acertando ao selecionar as melhores coisas de cada um deles. Some aí também a trilha sonora escolhida à dedo, também sobre essa influência nostalgia.

O ritmo do suspense, que também remete à obras da época, pode causar estranheza nos mais jovens, especialmente nos primeiros episódios. Nada que comprometa o interesse, ou o ritmo da narrativa. Esta por sua vez pode soar desprovida de grandes surpresas, para quem conhece as inúmeras referências. Sim, podemos deduzir o caminho, mas isso em nada diminui a graça da aventura.

Além de Ryder e das crianças, o elenco também conta com David Harbour (Chefe de polícia Hopper), Matthew Modine (Dr. Martin Brenner). Charlie Heaton e Natalia Dyer respectivamente Jonathan Byers e Nancy são os adolescentes envolvidos, que também tem seu espaço no mistério.

Uma excelente surpresa Stranger Things, é uma releitura/homenagem à uma década que já se foi. Gera curiosidade nos mais novos, e muita nostalgia em quem de alguma forma vivenciou aquela realidade. Além de ser muito bem produzido e trazer ótimas recomendações.

A série tem apenas oito episódios (em maratona, a sensação é de estar vendo um filme um pouco mais longo), com cerca de uma hora cada, todos disponíveis na Netflix. A segunda temporada foi confirmada antes mesmo da estréia da produção, mas ainda sem data de estreia.


Leia mais sobre séries, e confira outras produções da Netflix. Ou ainda releia a resenha de Super 8, que traz o mesmo tom nostálgico oitentista de Stranger Things
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quarta-feira, 20 de julho de 2016

A Lenda de Tarzan

Tarzan foi criado em 1912, virou livro em 1914. Logo em seguida ganhou novos volumes e desde então foi adaptado para as telas uma centena de vezes. Não é atoa que o órfão criado por macacos, faça parte do imaginário coletivo popular. Ao ponto de muita gente reconhecer o personagem apesar de nunca ter lido ou assistido algumas das obras citadas anteriormente. Talvez por isso também, que ninguém ache estranho o lançamento de A Lenda de Tarzan, cuja história se passa após a origem clássica do herói.

Fazem oito anos desde que Tarzan (Alexander Skarsgård) e Jane (Margot Robbie) estão casados e vivendo na Inglaterra. Quando é convocado pelo Primeiro Ministro (Jim Broadbent, em ponta de luxo) para se tornar emissário do Parlamento Britânico no Congo. Empenhado manter sua vida como Lorde Greystoke, o herói recusa inicialmente. Mas é convencido pelo americano George Washington Williams (Samuel L. Jackson), que lhes mostra que talvez haja um trabalho maior a ser feito. É claro, Jane os acompanha. E sua expedição é bruscamente interrompida pelos planos do corrupto Capitão Rom (Christoph Waltz). A partir daí, o longa segue em uma aventura selva à dentro, com animais inteligentes, tribos amigáveis e selvagens, tráfico de marfim e comércio de escravos.


Tarzan ensaia o conflito de evitar suas origens da selva e manter o legado de Greystoke como John Clayton III. Jane agora é americana, independente e avessa ao papel de donzela em perigo. George Washington Williams (sim, o nome é forçado) traz o enredo contra escravidão e escolhas ruins. Enquanto Christoph Waltz adiciona mais uma figura curiosa e eficiente em sua galeria de vilões.

O elenco é eficiente com Skarsgård adotando um Tarzan melancôlico, e um tanto travado ao ter que se ajustar seus modos e até porte físico aos modos britânicos. Já o empoderamento feminino de Jane, incomum na época mas pré-requisito para o cinema atual, não soa forçado, mas divertido com os trejeitos de Robbie. Mas os destaques ficam mesmo para Waltz e Jackson. Sim, é repetitivo rever o ator que roubou a cena em Bastardos Inglórios fazer mais um vilão excêntrico. Por outro lado, o ator o faz tão bem que não demoramos a deixar o detalhe de lado. Já Samuel L. Jackson, entrega sua personalidade carismática de sempre, e até encontra espaço para ser um alívio cômico eficiente quando preciso.


O desperdício fica por conta do papel limitado dado ao eficiente Djimon Hounsou (Chefe Mbonga). E a curiosidade é o ator Casper Crump (o Vandal Savage de DC's Legends of Tomorrow), como Capitão Kerchover, um mero capanga que vai passar sem ser reconhecido pela maioria.

Tudo isso acontece na velocidade de uma aventura projetada para se tornar um blockbuster de verão. Logo, sem grandes comprometimentos. Os conceitos e conflitos estão lá, mas não há muito tempo para discuti-los em cena. fica a cargo do expectador pensar neles, ou não.

CGI em grande escala é outro elemento obrigatório á um hit de verão. E este é até eficiente para os animais (embora não tão impressionantes quanto os que vimos em Mogli este ano). Mas, falha completamente na versão digital do protagonista. Quando Tarzan viaja por cipós ou tem cenas de ação complexas, temos certeza de que aquele não é Skarsgård. Outro ponto franco é a escolha do uso do 3D. A técnica apenas torna ainda mais escura a fotografia, já naturalmente com puoca luz, e é nula nas muitas cenas com pouca profundidade de campo. É desnecessária e torna algumas sequencias difíceis de compreender.

Curiosamente, as cenas mais interessantes são os flashbacks, que mostram o passado de Tarzan, sua infância na selva, seu encontro com Jane. Fazendo o expectador pensar porque está assistindo uma sequência de um filme que não foi produzido, e pensar que talvez o filme de origem devesse existir. Pois, apesar da centenas de versões, já era hora de apresentar um novo Tarzan e live-action para novas gerações. E talvez, com uma apresentação adequada, conseguíssemos nos apegar mais aos personagens. Enquanto essa pseudo-sequência poderia ganhar mais profundidade. Evitando essa sensação de é apenas mais uma aventura entre centenas.

A Lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan)
EUA - 2016 - 110
Aventura
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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Bates Motel + Escape60

Se você já se interessou um pouco que seja por jogos de computador, provavelmente já se deparou em algum momento com um room escape. Um desafio onde o jogador se encontra preso em um aposento misterioso e precisa encontrar as pistas que o o ajudem a escapar. Mais populares no estilo point and click, já existiam e frustavam pessoas desde a época do MS-DOS.

A novidade agora, é a versão no mundo real do desafio. O Escape 60' traz diversas salas temáticas das quais os jogadores (em grupos de 4 à 16 pessoas) precisam escapar em 60 minutos. Trabalhando em equipe, seguindo pistas desvendando enigmas e tentando não se desesperar com o contador regressivo gigante na parede. A brincadeira surgiu há três anos na Ásia, e já atravessou a Europa e os Estados Unidos antes de chegar em território brasuca.

Quem participa afirma, é como fazer parte de um filme de detetive. Mas, caso isso não seja suficiente para você, caro cinéfilo, a rede de jogos e o canal Universal fizeram uma parceria e criaram uma sala inspirada na série Bates Motel, celebrando a chegada da quarta temporada da série. Agora você pode se hospedar em um dos quartos do famoso hotel de Psicose e descobrir se se sairia bem neste mundo.

Um crime aconteceu na pacata só que não White Pine Bay, você e seu grupo são os principais suspeitos. E se encontram presos (trancados de verdade) em uma das suítes do Motel Bates, com a polícia à caminho. Em 60 minutos o xerife Romero deve chegar e efetuar sua prisão à menos que você prove sua inocência com as pistas encontradas no quarto.

E isso é tudo que posso contar, sem estragar a brincadeira. Conhecer a série de TV e o clássico de Hitchcock ajuda, mas não é pré-requisito para se divertir. E acredite você vai se divertir, mesmo que não fosse fã desse tipo de jogo na versão digital. E também não fique chateado se não conseguir desvendar todas as pistas, é difícil mesmo. Além de uma ótima desculpa para brincar novamente. Eu já estou morrendo de vontade de voltar.

A sala exclusiva de Bates Motel no Rio de Janeiro fica na filial de Copacabana por aproximadamente três meses. Também há uma versão na Vila Olímpia em São Paulo.

A nova temporada de Bates Motel estreia hoje (18/07) no Universal Channel. Leia as resenhas de todas as temporadas anteriores e outros posts sobre a série aqui.
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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Fã de carteirinha: Orphan Black

Se tem uma coisa que impressiona em Orphan Black, é a capacidade de Tatiana Maslany em se transformar em múltiplas personagens. A construção não é tão simples, a moça tem uma esquipe para ajudar (leia mais aqui), e os efeitos especiais são caprichados.

Ainda sim, o trabalho impressiona até quem trabalha na produção. Ok! Admito, estamos falando de uma criança, possivelmente de fácil impressionabilidade. Mesmo assim, essa fã de carteirinha em questão se esforçou para provar que curte a série.

Cynthia Galant, interprete de Charlote, a mais jovem dos clones, e de todas as versões infantis entrou na onda e fez sua própria versão da "Clone Dance Party", que encerra a segunda temporada da série. É claro, interpretando mini versões de todos os clones adultos, Sarah, Cosima, Alison e Helena. Só faltou mesmo o Félix.



Gostou da versão mirim da festa dançante dos clones? Então aproveite para conferir como a cena original foi criada para a série. Uma cena que levou dias para ser gravada, e traz uma incrível interação entra as personagens.

Ao final do vídeo, é possível conferir a equipe inteira do programa celebrando o final do trabalho complexo. Incluindo as dublês das personagens devidamente caracterizadas. Ganha um doce, quem encontrar a verdadeira Tatiana Maslany* ali no meio.



*Fica a dica: Maslany está perto de Skyler Wexler interprete da pequena Kira. Olhos atentos!

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Caça-Fantasmas

Se você tem menos de 25 anos é provável que não saiba para quem ligar caso haja algo estranho em sua vizinhança. E como vivemos na era dos remakes, tal situação não poderia continuar por muito tempo. Logo, é a vez de uma nova geração de Caça-Fantasmas chegar aos cinemas.

A retomada da franquia tem dois objetivos bastante claros, distintos e comuns à refilmagens e sequencias: apresentar o universo para novas gerações e cativar as antigas pela nostalgia. Esta última, uma tarefa complexa considerando o carisma dos filmes da década de 80. As produções são adoradas não apenas pelo roteiro e efeitos especiais, mas pelo time de humoristas que o estrela. Três décadas mais tarde, reunir o antigo elenco não é tão simples. Assim como recrutar um novo time de humoristas que evite comparações.

A solução foi abandonar os acontecimentos anteriores (mas não a identidade da franquia) e reiniciar a história. Além de subverter os gêneros, invertendo a dinâmica e as piadas sexistas que os anos 80 permitiam, e ainda aproveitar a onda de empoderamento feminino, que invadiu a tela grande. Agora as protagonistas são mulheres, a secretária "sex simbol" desprovida de cérebro é um interprete de super-herói da moda. E Nova York ainda não descobriu o sobrenatural.

Erin Gilbert (Kristen Wiig) está prestes a conseguir o emprego de sua vida, mas tem seus planos arruinados pelo relançamento de um livro que escreve anos atrás com a antiga amiga, Abby Yates (Melissa McCarthy). Ao mesmo tempo ocorrências paranormais começam a acontecer por toda a cidade. Jillian Holtzmann (Kate McKinnon) é a atual parceira de pesquisas de Abby. Já Patty Tolan (Leslie Jones) conhece a cidade como ninguém e resolve adicionar seus conhecimentos ao grupo, apoós presenciar uma atividade paranormal.

Com o time formado, o longa segue uma divertida trama, digna de Scooby Doo, mas com monstros reais. Autoridades atrapalhando o serviço, um bem elaborado "papo cientifico sobrenatural" e muitas, muitas referências. Aos filmes originais, à filmes de fantasmas e a cultura pop como um todo.

As referências aliais, são parte importante da construção da nostalgia. Esta conta com participações especiais pontuais, velhos monstros conhecidos, e até trechos da icônica música tema inseridos nos diálogos. Escancarados ou escondidos, os detalhes vão entreter os fãs de todos os níveis.

A dinâmica entre as protagonistas é eficiente, e individualmente elas são excelentes. E, embora, as mais conhecidas Wiig e McCarthy puxem a trama, não falta espaço para McKinnon e Jones mostrarem à que veio. Todas tem sua função e espaço no grupo, e mais importante: personalidade própria. Felizmente fugindo da fácil e preguiçosa recriação dos personagens de Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Ernie Hudson em versão feminina.

Se houve polêmica por causa da escalação feminina, nem as protagonistas nem a produção ligam. Fazem piada inteligentes com o absurdo, à começar por sua "secretária". Kevin (Chris "Thor" Hemsworth), este sim uma recriação invertida assumida da versão original, que surpreende quem acreditava que o ator não teria timing para comédia.

Com o avanço da tecnologia à seu favor, os efeitos especiais são bem produzidos. As criaturas são horripilantes e engraçadas na medida certa. Há quem fique incomodado porém com o excesso de gosma em cena. Mas vale lembrar, que a produção tem que agradar também a criançada acostumada a banhos de gosma nas premiações da Nickelodeon. Gosma atirada na tela nos leva direto ao 3D que é eficiente e recomendado.

Existem cenas durante quase toda a sequência de créditos, o que inclui até um mini-vídeoclipe. Além de uma cena pós-créditos. Logo, não saia correndo da sala. E já que estamos no momento das dicas também aproveite para esquecer o trailer ruim e as polemicas sexistas. Você veterano, não vai ter sua infância estragada, vai até sentir aquela nostalgia gostosa. Já os novatos finalmente vão descobrir para quem ligar. Soa clichê, mas é diversão para todas as idades!

Caça-Fantasmas (Ghostbusters)
EUA - 2016 - 116min
Ação, Comédia , Fantasia
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

WarCraft - Durotan

O que são orcs? De onde vem? O que comem? Como vivem? Estas e outras perguntas são respondidas em WarCraft - Durotan, o livro é o prequel do filme WarCraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos. E conta a saga de um desses dos universos que colidem no filme que adapta a franquia de games da Blizzard. E uma ajuda e tanto para não iniciados à entender os Orcs.

O clã do Lobo do Gelo, vive feliz sob a sombra da Montanha do Grande Pai, na Serra do Fogo Frio, caçando talbuques e fenocerontes para sobreviver. Mas os invernos estão cada vez mais rigorosos e a calça ficando escassa. Tudo fica ainda mais complicado quando o grupo liderado por Garad, recebe a visita de Gul'dan, um sinistro orc de pele esverdeada que tem uma proposta suspeita para o clã. Logo após rejeitar a oferta do forasteiro Garad morre de forma suspeita, deixando para seu filho Durotan a tarefa de comandar o grupo e preservar suas tradições tem tempos cada vez mais difíceis.

Enquanto o jovem chefe tenta fazer o melhor para seu grupo. Nós aprendemos as tradições e hábitos dos orcs. Sejam aqueles comuns à maioria dos clãs como a Mak'gora (um duelo de honra), ou particulares dos Lobo do Gelo, como montar e respeitar os lobos. Ao mesmo tempo que tentamos entender as regras daquele mundo que está morrendo. O Lobos acreditam que o mundo é protegido pelos Espíritos da Terra, do Fogo, do Ar, da Água e da Vida. Mas estes não tem agido normalmente causando estranhos e destrutivos fenômenos.

Momento com Spoiler - Se você conhece o game ou já assistiu ao longa metragem lançado este ano, provavelmente já sabe: Durotan eventualmente vai aceitar a oferta de Gul'dan. O estranho orc promete uma terra rica em alimentos, desde que o clã se una a ele. Abandonar suas terras, tradições e autonomia está longe das intenções dos Lobos do Gelo. Mas com o mundo chegando ao seu fim, como e por quanto tempo eles poderão evitar essa opção é a grande questão. - fim do Spoiler

Eu coloquei aviso de spoilers no parágrafo anterior, pois a internet anda histérica quanto à isso. Mas sinceramente não acredito que o conhecimento de tais informações atrapalhem a experiência. Primeiro porque nesta jornada, como em muitas, o mais interessante não é "o que acontece", mas "como acontece" e "quando acontece". E segundo pois o volume, é mais um guia que uma grande aventura de fato.

O livro nos apresenta melhor os personagens e suas motivações. Além de esclarecer alguns detalhes que o filme não teve tempo de explicar, como os motivos que fizeram os orcs abandonarem seu mundo. A estranheza dos métodos de Gul'dan, e a desconfiança de alguns de seus seguidores sobre ele.

Em outras palavras, o livro mostra o ponto de vista dos invasores de Azeroth. São orcs gigantescos, sim. Invadiram a terra de outros, sim. Mas no final são "gente como a gente", a maioria apenas procurando um lar seguro, e equivocadamente seguindo cegamente a única oportunidade, na figura de um líder ruim.

A edição tem capa inspirada no filme, e foi lançada simultaneamente com a novelização do próprio filme WarCraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos, e à tempo da estreia nos cinemas (o filme chegou no Brasil em dois de junho).  A editora Galera anunciou seu lançamento em Abril deste ano, e aparentemente o tempo para a tradução e revisão foi curto. Alguns erros de tradução e concordância passaram  por esta primeira edição. E infelizmente não podem ser ignorados, já que em alguns momentos podem deixar o leitor meio confuso. Nada que comprometa muito a leitura no entanto, e acredito que as versões seguintes devem ganhar uma atenção extra.

A linguagem no geral é simples e objtetiva. A exceção são os nomes como Drek'Thar e Nokrar, que com o tempo acostumamos (mas talvez não saibamos pronunciar). Imaginar talbuques e fenocerontes também pode ser um desafio, mas é aí que está a graça, não é?! O Romance é de Christie Golden, baseado na história para as telas de Chris Metzen e com tradução de Alvez Calado.

WarCraft - Durotan
Chris Metzen
Galera Record

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Between - 2ª temporada

Uma misteriosa epidemia matou todos com 22 anos ou mais na cidade de Pretty Lake. O governo tentou eliminar os jovens para eliminar o vírus, mas a incursão foi mal-sucedida e quatro semanas mais tarde ainda exitem cerca de 540 crianças e jovens presos na quarentena de 16km. É assim que começamos a segunda temporada de Between, com a contagem de tempo, e de vivos.

Agora já acostumados à sua nova condição de vida, os jovens passam boa parte do tempo tentando encontrar comida, já que o governo os abandonou. A parte complicada, é que a maioria continua no esquema "cada um por si", criando uma quantidade desnecessária de conflitos e deixando para alguns poucos a responsabilidade de cuidar dos muito pequenos.

Tracey (Jordan Todosey), Gord (Ryan Allen) e irmãzinha Franny (Shailyn Pierre-Dixon), são os mais responsáveis em questão. E embora eles tenham seus próprios dilemas, e estejam tentando manter todos seguros, curiosamente não são os protagonistas da trama. Assim como o ex-presidiário Mark (Jack Murray), que acidentalmente cria conflito com um grupo recluso que ainda não havíamos encontrado, comandado por Renee (Mercedes Morris).

O foco continua na mãe adolescente Wiley (Jennette McCurdy de ICarly) e gênino Adam (Jesse Carere). Enquanto a garota está focada em manter seu bebê vivo, o rapaz sabe mais que a maioria e pretende escapar. É claro, seu plano não é perfeito, mas eles acabam descobrindo que o governo não tem planos para salvar os sobreviventes.

E ao longo de seus seis episódios Between, vai desenvolvendo seus pequenos núcleos que eventualmente se esbarram e se separam, até eventualmente se encontrarem na grande trama de conspiração por trás de tudo que ocorre na cidade.  Não. Você não leu errado, a segunda temporada da série, assim como a anterior, tem apenas seis episódios. Ainda sim consegue desenvolver uma teoria de conspiração governamental, e lidar com os dilemas de uma comunidade formada por crianças e adolescentes que ainda não sabem como processar o luto.


Além da mãe adolescente, dos jovens responsáveis, do ex-presidiário e dos novatos, ainda retornam do primeiro ano, o riquinho Chuck (Justin Kelly) e sua ex-namorada Stacey (Samantha Munro). E o encrenqueiro Ronnie (Kyle Mac), aparentemente enfrentando problemas psicológicos após a morte do irmão Pat (Jim Watson).

Between tem semelhanças com a adaptação de Stephen King, Under the Dome, mas estas param na quarentena e nos conflitos dos moradores. Já que com metade dos episódios por temporada, Between, traz uma narrativa mais ágil e uma trama menos rocambolesca. A ausência de explicações sobrenaturais para tudo também é um diferencial.

A série tem um estilo "resta um" e inclusive um contador de mortes.  O número decrescente de personagens, a urgência está em encerrar a quarentena o mais rápido possível, e continuar vivo até lá. Seja por um conflito, ou por completar 22 anos, vidas estão sempre em risco. E a série não tem receio de matar personagens importantes.

O elenco de jovens talentosos, e a direção de arte com estilo civilização pós-apocalítica. Ajudam a aumentar o suspense  e a sensação de risco iminente. Não há descanso, para os moradores de Pretty Lake, nem respiro para o expectador. Cheia de tensão, curtinha e bem produzida Between merece sua atenção.


Between é uma parceria da Netflix com o serviço de streaming canadense shomi. Suas duas temporadas tem seis episódios cada, e estão todos disponíveis na Netflix. O terceiro ano ainda não foi confirmado.

Confira as Dicas úteis para sua maratona de  Between, ou leia mais sobre outras séries da Netflix.
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quarta-feira, 6 de julho de 2016

A Era do Gelo: O Big Bang

A turma de A Era do Gelo está de volta, mais uma vez enfrentando uma ameaça catastrófica à sua existência. Nada surpreendente, já que sabemos, o destino destas espécies sempre foi ser extinta, mas não ainda. Embora Scrat se esforce bastante! Desta vez o obcecado esquilo persegue sua amada noz até o espaço, e por lá causa o plot do filme (ou não!).

De qualquer forma, o mundo está sobre ameaça e Manny (Ray Romano/Diogo Vilela) e cia, é claro saem em uma jornada para salvá-lo. Além do mamute, a aventura conta com Sid (John Leguizamo/Tadeu Mello) e Diego (Denis Leary/Márcio Garcia) parceiros desde o primeiro filme. E uma família gigantesca acumulada ao longo de três sequências. A mamute esposa de Manny, Ellie (Queen Latifah/Carla Pompílio) sua filha Amora (Keke Palmer/Bruna Laynes), os gambás Crash (Seann William Scott/Patrick de Oliveira) e Eddie (Josh Peck/Gustavo Nader), a namorada de Diego, Shira (Jennifer Lopez/Andrea Suhett), a Vovó (Wanda Sykes/Nádia Carvalho) e a doninha louca Buck (Simon Pegg/Alexandre Moreno).

Reparou que eu transformei a breve sinopse do filme em uma enorme lista de personagens, interpretes e dubladores? Isto é porque após doze anos do lançamento do primeiro filme, este é provavelmente o maior atributo da franquia. Os personagens carismáticos, e seus bons interpretes, seja qual for o idioma. Já o enredo escorrega no "mais do mesmo", com um dilema familiar (geralmente de Manny), sendo adiado por um problema mais urgente, que curiosamente é solucionado ao longo da jornada para o bem maior. O drama da vez é o casamento de Amora e sua eminente saída de casa.

Outros personagens também tem seus pequenos dilemas. Sid se sente solitário. Diego e Shira tem medo de não terem vocação para pais. E Buck, evidentemente têm sempre inimigos conquistados pela sua espirituosa personalidade. O restante da trupe garante as piadas físicas para os pequenos.

Entre as novidades o namorado de Amora Julian (Adam DeVine), a preguiça gigante riponga Brooke (Jessie J./Ingrid Guimarães) e o líder espiritual Shangri Lhama (Jesse Tyler Ferguson). E a reaparição dos dinossauros, apresentados como "não extintos" no terceiro filme, novas espécies aparecem para complicar um pouco mais a viagem.

Longe de ser uma grande novidade, A Era do Gelo: O Big Bang (título nacional que perde o sentido  após assistirmos o filme, a tradução literal do original seria Rota de Colisão, complicado demais para os menores), vale mais pelo carisma de seus personagens que pela história em si. Embora alguns deles, como Shira e os gambás, não tenham grande função para a trama. Ao menos este últimos são responsáveis pelas piadas. Muitas piadas, para todas as idades. Os adultos por exemplo podem se distrair com muitas referências que os pequenos, ainda não tem bagagem para reconhecer.

Em outras palavras: Manny, Sid e Diego conquistaram pequenos e adultos em 2002, e revisitá-los é sempre interessante para quem é fã. Mesmo que a história não surpreenda, também não decepciona.

O tom bem humorado, as piadas cheias de referências e a equipe de dublagem fiel por 14 anos (a única perda significativa foi a substituição de Claudia Jimenez, pela também eficiente Carla Pompílio) garantem a diversão, para os não aficionados. E claro, tem Scrat perdendo para a Noz de todas as maneiras imagináveis, em um 3D eficiente, mas não essencial.

A Era do Gelo: O Big Bang (Ice Age: Collision Course)
EUA - 2016 - 95min
Animação

Leia as resenhas de A Era do Gelo 3 e A Era do Gelo 4.
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