segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

8 anos falando nisso...

Interrompemos nossa maratona do netflix folia de carnaval, para celebrar mais um ano de blog. Aliais, nem é preciso interromper, basta aumentar a festança, não é mesmo? Já são 8 anos blogando, seja para muitos leitores, seja para o grande buraco negro da rede mundial de computadores. Blogar é preciso!

Sem mais delongas, segue o tradicional balanço do último ano:

Este é o post de número 915 do blog. 150 textos foram publicados desde o último aniversário, sobre cotidianoTVliteratura, e muitos sobre cinema entre outras coisas...

Nas redes sociais estamos alcançado cada vez mais leitores (a mais popular, está chegando aos 400 seguidores). Pode não parecer muito, mas vale lembrar: tudo isso foi alcançado apenas com conteúdo. Nada de prêmios, ou outras estratégias não tão legais (leia-se troca de links, compra de seguidores, entre outras coisas estranhas que rolam pela blogsfera). E com uma equipe de exatamente 1 pessoa. Esta blogueira que vos escreve, que por sua vez, ainda não vive de blog. Infelizmente.

É por essas e outras que agradeço aqueles que me acompanharam por mais este ano. Sejam leitores desde o início, adeptos recém iniciados, e até quem "cai aqui de para quedas", vez ou outra. E como além do carnaval (que é oficialmente quando o ano começa em terras brasucas), esta semana também se comemora o ano novo chinês, nada mais apropriado, que começar tudo outra vez e seguir em frente.

Aprimoramentos e novidades à caminho
Iniciando a temporada 2016 do Ah! E por falar nisso... assim que acabar a maratona do Netflix folia!

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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Deadpool

Está procurando uma pessoa que pode honestamente dormir sem culpa todas as noites? Seu nome é Ryan Reynolds! Não que ele seja o único culpado por arruinar duas adaptações de super-heróis distintas. Da mesma forma que divide os méritos por Deadpool, afinal cinema é uma arte coletiva. Ainda sim, seu rosto era o símbolo destes erros do passado, que finalmente serão enterrados.

Ironicamente, a redenção vem por trás da máscara de um anti-herói que não tenta (nem pode), abusar do rosto de seu interprete famoso. O ex-militar e mercenário Wade Wilson (Ryan Reynolds) descobre ter câncer em estado terminal. Sem alternativas, aceita ser cobaia de um experimento cientifico que pode lhe trazer à cura, entre outras coisas.

Infelizmente uma dessas "outras coisas", são efeitos colaterais desastrosos. É a partir daí que nasce Deadpool, um anti-herói que neste filme busca vingança pela experiência malfeita.

Sim, outra história de origem. Mas não se engane, está longe de ser mais do mesmo. Á começar pelo tom de comédia abusada, desbocada, sem limites ou pudores adotada desde a promoção do filme. A falta de censura se estende às violentas cenas de ação. A censura brasileira ficou em 16 anos (particularmente acho pouco, mas nesse país o que um adolescente ainda não viu?)

A produção não impõe barreiras ou limites para contar a história que pretende. O que inclui a quebra recorrente da quarta parede. Deadpool, quer nos contar sua história. E ele vai, pessoalmente, do seu jeito peculiar, que inclui flashbacks, piadas palavrões, metalinguagem.Toda piada em potencial pode e será usada pelo filme. E caso alguma delas seja ruim, tudo bem, admitir isso também é uma piada.

Por mais caótico que possa soar, uma vez estabelecido o tom, a narrativa flui muito bem para contar esta (pasmem!) história de amor e vingança. Já que pouco antes de descobrir seu estado terminal Wade encontrou sua cara metade na figura de Vanessa (Morena Baccarin, com prática no assunto quadrinhos, já que também está em Gotham). A química de romante perturbado de Reynolds e Baccarin é perfeita.

Toda a busca pelos responsáveis pela nova condição do protagonista também não decepciona. Já que além de tradicionais sequencias de ação e perseguição, traz combatentes super-poderosos. Ajax (Ed Skrein, o Dario rejeitado original de Game of Thrones) e sua assistente Pó de Anjo (a lutadora de MMA Gina Carano). Além dos X-Men Clossus (Stefan Kapičić, interprete nos filmes anteriores Daniel Cudmore recusou a oferta de retorno para este) e Negasonic Teenage Warhead (Brianna Hildebrand).


Apagando completamente sua encarnação anterior do personagem em X-Men Origens: Wolverine, Reynolds se entrega à personalidade abusada, bem humorada e careteira de Deadpool. Deve agradar os fãs, e apresentar apropriadamente o anti-herói aos não iniciados. Além de proporcionar duas horas de ação hilária. Como de costume, não saia antes do fim dos créditos e, procure por Stan Lee. Também não perca os créditos iniciais, um dos melhores dos últimos anos.

Deadpool
2016 - EUA - 106min
Ação/Comédia
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Informações úteis para sua maratona de Between

Nós já empoderamos jovens protagonistas em aventuras fantásticas, distopias e invasões alienígenas: Próximo passo: deixar a juventude responsável por toda uma cidade em crise. Essa é a proposta de Between parceria da Netflix com o serviço de streaming canadense shomi.


Mortes súbitas e sem explicação começam a acontecer em um dia qualquer na pequena cidade de Pretty Lake. Com o tempo nota-se que apenas os moradores com mais de 21 anos são afetados pelo evento misterioso. Logo, não demora muito para que uma quarentena seja imposta, e para que todos os moradores restantes sejam crianças, adolescentes, e jovens adultos.

Assim a garota gravida, a filha do pastor, o líder do time de futebol, o rapaz da fazenda, os "caipiras", o garoto problema, entre outros tipos conhecidos precisam cuidar da cidade e dos mais jovens. Enquanto tentam não sucumbir a suas divergências (leia-se brigarem até a morte). Some aí o misterioso "virus" que matou os adultos, e o comportamento estranho das autoridades. Suspense e caos, são o carro chefe da trama.

Informações úteis para sua maratona de Between

1 - Sim, a mina do poster é a menina do ICarly (não a Carly, a amiga dela Sam). É o primeiro papel de peso de Jennette McCurdy. Rosto mais conhecido da produção é considerada a protagonista, embora com o tempo se perceba que se trata de uma daquelas séries com "vários protagonistas".


2 -  Já que estamos falando de séries infanto-juvenis, os melhores fisionomistas podem reconhecer Jordan Todosey, de Minha Vida com Derek.

3 - Não se engane. Pretty Lake não é uma típica cidadezinha estadunidense. A história acontece no Canadá.

4 - Aliais a série é a primeira parceria canadense da Netflix com o serviço de streaming shomi. E foi exibida no canal de TV do Canadá "Global City".

5 - No Netflix seus episódios foram disponibilizados semanalmente na maior parte do mundo.

6 - Entrentanto Netflix Canadá só disponibilizará o primeiro ano de Between às vésperas da estreia de sua segunda temporada.

7 - Junto com Between foi produzida uma websérie chamada Between The Lines. Lançada no site do canal City com oito mini-episódios de 2 minutos. Segue personagem Amanda (Krystal Nausbaum) enquanto ela entrevista alunos de Pretty Lake para o anuário da escola. A websérie acompanha o pré-surto, e continua durante toda a quarentena. Infelizmente o produto não foi liberado por aqui.

8 - Apesar de ser uma série onde 99% dos personagens tem menos de 21 anos, mortes e acidentes trágicos não estão fora do enredo. Em outras palavras, morre muita gente. A série até tem um contador de mortes. E algumas destas pessoas são crianças pequenas e fofas.

9 - Provavelmente você vai se perguntar se aos 21 era tão problemático quanto a maioria daqueles jovens. Uma vez que além de não concordar em nada, eles parecem não conhecer as prioridades em uma quarentena.
Suprimentos? Quem liga? Bora criar treta com nossos rivais de colégio!
11 - Também vai achar incrível, que apesar de ser uma cidadezinha do interior do Canadá (daquelas em que apenas uma família é dona de quase tudo) Pretty Lake tenha uma prisão de segura máxima e um zoológico.

12 - Tente não passar toda a temporada pensando porque, apesar de ser um gênio, esse menino não consegue pentear o cabelo? Não dá para usar a quarentena como desculpa, ele já começa a série assim.

13 - Sim, Between se parece bastante com Under the Dome. Mas ao invés de intrigas orquestradas para tomar o poder, a gurizada briga mesmo, deixando emoções, vontades e instintos falarem mais alto. Ainda sim deve agradar quem curtia a trama de sítio da prisão invisível.
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A primeira temporada de Between tem 6 episódios, todos já disponíveis no Netflix. E a segunda temporada já foi confirmada para 2016.

Leia mais sobre séries, ou confira outros posts da série Informações úteis para sua maratona - Sense8, Orange is The New Black, Demolidor, Umbreakable Kimmy Schimidt, Narcos e Jessica Jones

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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Fã de Carteirinha: O Senhor dos Anéis + Queen

A internet ficou em polvorosa com o mais recente trailer de Esquadrão Suicida, ao som de Bohemian Rhapsody do Queen. O que nem todo mundo online ficou sabendo é que o grupo de anti-heróis não é o único que pode ficar ainda mais interessante com uma nova trilha sonora.

Felizmente, fãs mais dedicados existem, e estão sempre dispostos a criar pérolas ilustrativas do poderes do rock, como o vídeo abaixo. A esquipe em questão é na verdade uma sociedade, que não ficou junta por muito tempo, mas continuaram perseguindo o mesmo objetivo.

Confira o trailer da trilogia O Senhor dos Anéis, no estilo do vídeo de Esquadrão Suicida.



Leia mais posts da série Fã de Carteirinha!

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Entre Quadros – Beginning of a Great Adventure

Lançado em dezembro de 2015 com download gratuito. Beginning of a Great Adventure, como especial foi o presente de natal da Balão Editorial para seus leitores. É sequencia história A Walk on the Wild Side, presente no título Entre Quadros de Mário César.

Aqui, o pai de Lucas, que na história anterior teve um encontro com uma menina misteriosa, que o fez repensar sua vida, continua em seu caminho de redenção. Ele finalmente visita o filho no Natal, e como presente entrega ao garoto, um aparelho MP3, já recheado de músicas. Entre as velharias musicais, a dupla encontra um título que traz fortes lembranças ao pai, ao mesmo tempo que cria uma nova conexão com o filho.

Assim, como sua antecessora A Walk on the Wild Side*, a história também utiliza uma música de Lou Reed como ponto de conexão entre personagens, e caso você seja conhecedor entre a história e o leitor. Para os não iniciados é a oportunidade de descobrir Beginning of a Great Adventure*, que dá nome ao volume. (*clique nos títulos deste parágrafo para conhecer as músicas)

Novamente, a história de um homem comum cheio de problemas cotidianos. Desta vez substituindo a amargura e o distanciamento, por uma desajeitada porém válida tentativa de reconexão. Uma história curtinha, e simples, daquelas que pode estar acontecendo na casa ao lado, ou mesmo com você.

Mantendo o mesmo visual de muitos detalhes porém poucas cores, a narrativa continua acessível. Porém perde o tom misterioso e sobrenatural da história original. Resta saber se o ilustrador, chargista e designer gráfico Mário César, vai dar sequencia à redenção de seu protagonista.

Tomara! Já que começamos....

Entre Quadros – Beginning of a Great Adventure
Mário César
Balão Editorial

Beginning of a Great Adventure, continua disponível para download gratuito no site da Balão Editorial. Também está disponível na plataforma Social Comics, assim como o original A Walk on the Wild Side.

Leia a resenha de A Walk on the Wild Side (e Wake up).

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Livro vs Série: Zé do Caixão

Começa aqui mais uma edição diferente da série "Livro vs Filme". O plano original era de fato transformar o livro de André Barcinski e Ivan Finotti, sobre José Mojica Marins, em um longa metragem. Mas os planos mudam, e no meio do processo a adaptação acabou ganhando o formato de série de TV. Melhor para nós que tivemos mais tempo de tela para apreciar esta cinebiografia.

José Mojica Marins, mais conhecido pela alcunha de Zé do Caixão, é cineasta, ator e roteirista, considerado uma das figuras mais ativas do cinema nacional. E apesar de ter trabalhado com diversos gêneros é mais conhecido por suas fitas de terror. Tinha um jeito próprio de fazer cinema, sem conhecimento técnico, com muito improviso e paixão pelo que faz.

O livro que conta sua trajetória foi lançado originalmente em 1998, em 2015 ganhou nova edição pela Darkside Books. O relançamento aconteceu simultânemamete à estreia da série de TV baseada nele. Confira agora as diferenças entre as obras.

1 - Ponto de partida
Com apropriadamente 666 páginas, o livro vai além da trajetória de Mojica. Acompanhando desde a chegada de seus avós, maternos e paternos ao Brasil, ambos vindos de Espanha. Bem como sua infância de brincadeiras nas ruas de São Paulo, e na sala de projeção do cinema que seu pai administrava. Já a série restrita à 6 episódios, precisa ir direto ao ponto. Começando à partir do primeiro grande trabalho de Mojica A Sina do Aventureiro, pouco antes da criação de seu macabro alterego.

*O pequeno José no livro, as filmagens de A Sina do Aventureiro, uma fita de bang-bang brasileira!

2 - Saltos no tempo
Enquanto o livro tem 666 páginas para discorrer sobre a trajetória pessoal e profissional de seu retratado. A série tem apenas 6 episódios, com 45 minutos para fazer o mesmo. Logo, nada mais natural que a narrativa desta última dê saltos no tempo para enfocar momentos marcantes de sua história.

3 - As Mulheres de Mojica
Ainda por causa do pouco tempo, a "família" de Mojica e condensada na série. Além de uma breve mensão a esposa, apenas um de seus relacionamentos (e vários casos) é mostrado. O mesmo vale para seus filhos. Além disso, os nomes das moças foram alterados. Assim, Rosita com quem teve um filho, virou Conchita. Maria com que teve três crianças nem sequer é mencionada.

O relacionamento que é retratado na série é com Nilce (na tv, Dirce), companheira também na vida profissional. Produtora, montadora, quebra-galho e o que mais precisasse, a moça teve dois filhos com mojica.

4 - O caso de Dirce e Anselmo
Não está no livro. Mas, é uma ótima solução para mostrar o desgaste de seu relacionamento com Dirce, já que o respeito e fidelidade não era mutuo. Assim como para ilustrar um pouco dos tempos conturbados da ditadura.

5 - A Sinagoga e o telefone
Sempre com problema financeiros, o estúdio de Mojica vivia mudando de endereço. O mais inusitado deles uma sinagoga espírita desativada nos anos 1960, no bairro do Brás. A maioria destas sedes nunca teve telefone, as ligações "de negócios" eram feitas de telefones públicos ou mesmo do bar mais próximo. Econômica e prática (imagina ter que explicar cada mudança) a TV mantém toda a história em apenas uma sede. Lá tem telefone.

6 - Nunca leia um livro de cinema.
Mojica realmente ganhou um livro de cinema, que nunca pôde ler, já que seu amigo rasgou e o fez prometer que nunca leria um livro sobre cinema. A diferença é que no livro o presente veio de cineastas cariocas, do Cinema Novo, durante uma viagem de Mojica para divulgar o primeiro filme do Zé do Caixão. Na série o presente chega um pouco mais tarde, e é recebido em São Paulo mesmo.

66 - A cena do cachorro
Nos anos de 1980 quando cineastas independentes não tinham muita opção de trabalho, Mojica assim como muitos migrou para outro gênero, mas claro sem deixar de chocar. Ao dirigir 24 Horas de Sexo Explícito (1985), filmou aquela que é considerada a primeira cena de zoofilia do cinema nacional. O livro deixa claro, que o cachorro não foi muito além de ficar estratejicamente posicionado próximo da atriz Vânia Bournier. Já a série passa uma idéia bastante diferente de como a cena foi feita....

No entanto, em ambas as versões o destino do enorme Pastor Alemão emprestado foi o mesmo. Envenenado pelo próprio dono, que passou a ter ciúmes do animal com sua esposa após o longa de eMojica.

666 - O corte das unhas
O badalado corte das unhas de Zé do Caixão em 1982 (em parte por orientação médica, parte golpe publicitário), na verdade aconteceu no programa Viva Noite, apresentado por Augusto Liberato, o Gugu. Na série, o "ritual" acontece no mesmo programa em que Mojica divulgou seus filmes anteriormente. Aliais todas as entrevistas cedidas pelo cineasta na TV, durante a série são feitas pela mesma apresentadora.


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Zé do Caixão - Maldito, A Biografia, lançado originalmente em 1998, acaba de ganhar uma edição de luxo pela Darkside Books. A série Zé do Caixão foi exibida entre Novembro e Dezembro de 2015 no Canal Space, seus seis episódios ainda estão disponíveis no SpaceGo.

Leia as resenhas do livro e da série de TV. Confira outros posts da série Livro vs Filme.

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