sexta-feira, 27 de maio de 2016

Orphan Black - 3ª temporada

Na primeira temporada Sarah Manning (Tatiana Maslany), tenta dar um golpe de identidade através de uma sósia e acaba descobrindo que sua suposta vida de orfã comum tem um objetivo muito maior. Ela é um clone. E passa todo o primeiro ano tentado não ser pega por assumir a identidade de Beth Childs (Tatiana Maslany), descobrindo suas "irmãs", fugindo de um grupo de fanáticos religiosos e entendendo suas origens. Esta última tarefa, ainda em curso, faz com que o mundo de Orphan Black cresça em seu segundo ano. Esta expansão súbita na ficção-cientifica, traz uma série de ramificações, consequências e conspirações que podem levar a trama para rumos confusos.

Logo, a terceira temporada da série sobre clonagem tem a intenção de aparar estas arestas. Além de reforçar as relações humanas e sua necessidade de prevalecer sobre toda a ciência fria. Helena (Tatiana Maslany) é o exemplo perfeito desse novo rumo. 
Helena, letalmente fofa disfarçada de Alison!

Finalmente integrada ao "clube dos clones", a ex-assassina, e cópia mais selvagem do grupo já vinha apresentando um carisma incomum. Neste ano seu personagem tem um arco aprimorado. Ao mesmo tempo letal e ingênua, ela mantém seu instinto assassino, mas agora para proteger suas "sestras", e a família que veio com elas. Dessa personalidade de extremos, surgem algumas das melhores cenas de humor da produção.

Mas é com Alison Hendrix (Tatiana Maslany) que fica a tarefa de trazer momentos de leveza em meio à conspirações cientificas. Seus arco de problemas mãe do subúrbio é ao mesmo tempo um alívio necessário e surreal que não tem receio de parar a série para se desenvolver. O artifício funciona muito bem para quem assiste os episódios em maratona e precisa de uma pausa para entender tudo o que viu. Já quem acompanha a transmissão semanalmente pode ficar frustado por alguns instantes ao perceber que terá de esperar mais uma semana, para que a trama siga. Antes de ser resgatado pelo humor absurdo e as relações entre os clones que aqui ganham espaço para se desenvolver.

Cosima (Tatiana Maslany) , continua em sua batalha para administrar seus interesses amorosos, o compromisso com as irmãs e a ciência. Até Rachel (Tatiana Maslany), o clone do lado negro da força começa ganhar seu espaço.

Sarah continua sendo o elo e a "detetive" do grupo, indo em busca de suas origens, que agora inclui o ramo masculino do projeto Leda. O projeto Castor, havia sido introduzido de forma confusa na temporada anterior, e aqui ganha melhor contextualização com os clones masculinos (Ari Millen), criados como braço militar da experiência. 

Assim como as mulheres, eles buscam uma cura para seus "defeitos" genéticos e sua origem, o que ocasionalmente podem ser a mesma coisa. Infelizmente, o efeito dos personagens de Millen, não é tão impactante quanto as múltiplas caras de Maslany. Provavelmente porque todos os clones masculinos que apareceram até agora foram criados como militares, logo sua aparência e personalidades não são tão distintas, quanto as das garotas..

Tornando essas relações mais complexas, o sempre carismático Felix "Fee"(Jordan Gavaris), tem menos trabalho. Uma vez que o marido de Allison Donnie (Kristian Bruun), o Detetive Arthur "Art" Bell (Kevin Hanchard), e o amigo cientista de Cosima Scott (Josh Vokey) estão presentes para dar suporte ao clube dos clones em diferentes aspectos. 

O escorregão fica por conta de Sra. "S" (Maria Doyle Kennedy), a mãe adotiva de Sarah e Fee, ultrapassa o limite da ambiguidade. Não parece ser uma personagem com camadas, mas sim uma personagem que não conhece a si mesma. Mudando de lado constantemente, e convenientemente revelando informações importantes que antes parecia desconhecer.

Kristal, clone novo!
Vilões de diferentes lados, mais clones, mistérios e sempre uma nova e maior organização misteriosa arquitetando tudo. Orphan Black segue direitinho a cartilha da ficção cientifica com mistério e doses de humor. Mas é ao voltar as atenções para as relações e as diferentes personalidades de cada um dos clones, que a série ganha valor e encontra novos rumos nesta terceira temporada.

É claro, a história continua rocambolesca (e deve ficar mais, o criador quer 8 temporadas e um filme), e o final cheio de ganchos para o quarto ano. E mais importante, ainda acreditamos que cada clone é um individuo único, esperando um momento que Maslany esgote as possibilidades de atuação (algo que parece distante de acontecer). Logo, o "clube dos clones" ainda tem fôlego para novas aventuras.


Orphan Black está atualmente em sua quarta temporada. Desde Maio deste ano a série passou ser uma produção exclusiva daNetflix no Brasil. As três primeiras temporadas já estão disponíveis no serviço de streaming, com 10 episódios cada. Ainda não há previsão para a estreia do quarto ano por aqui, uma vez que a Netflix não produz a série e precisa respeitar a janela de exibição fora do país.

Confira também Dicas para sua Maratona de Orphan Black, ou leia mais sobre séries e Netflix.
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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Dia do Orgulho Nerd - 2016

Chegou novamente. Hoje é Dia do Orgulho Nerd! Sim, tem todo ano e a cada vez com mais entusiasmo. Uma vez que desde a estreia de O Despertar da Força, Star Wars voltou a ser legal no senso comum, mágico no imaginário infantil e onipresente nas gondolas e prateleiras de todo o mundo, em forma de todo e qualquer produto nerd.

Caso você ainda seja um leitor normal, vale lembrar que a saga das estrelas está no cerne da "nerdice". Em outras palavras, foi onde a coisa começou a se expandir virar vicio e abranger outros produtos. Não é atoa, a data de estreia de seu primeiro filme Uma Nova Esperança, foi escolhida para celebrar a cultura Geek/Nerd ao redor do mundo. O dia 25 de Maio também é o Dia da Toalha, data comemorativa nerd por natureza.

Ainda não entendeu tudo? Calma, eu explico nos mínimos detalhes. Mas antes, um vídeo comemorativo feito por Fãs de Carteirinha do Queen e de Star Wars, porque qualquer coisa fica legal Bohemian Rhapsody, até nerds desafinados!


Sobre o Dia do Orgulho Nerd
Acho sua falta de toalha perturbadora
A primeira celebração aconteceu na Espanha e na internet, em 2006. No ano seguinte a comemoração cresceu, alcançando todo a Espanha, e com vários eventos oficiais promovidos por várias instituições. Houve até doação de sangue nerd. Em 2008 o Dia do Orgulho Nerd foi comemorado também nos Estados Unidos, divulgado por vários blogs e sites. Em 2009 alguns eventos (como este) vão comemoraram a data em terras brasucas. Desde então a comemoração vem crescendo ganhando novas caras a cada ano.

Sobre o Dia da Toalha
Comemorado na mesma data, o Dia da Toalha, homeageia a série O Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams. Na saga vivida por Arthur Dent a toalha é equipamento especial de qualquer mochileiro, uma vez que é útil nas mais diversas situações. Nesse dia não é incomum ver pessoas carregando toalhas pelas ruas, a forma mais eficiente de comemoração. Convenhamos, isso também é muito nerd!

Segue agora manifesto nerd (é claro que temos um!). Aparentemente não é necessário seguir todas as diretrizes para se considerar um nerd, adoramos a diversidade.

Direitos
  1. O direito de ser ainda mais nerd.
  2. O direito de não sair de casa.
  3. O direto de não ter um par romântico e de ser virgem.
  4. O direito de não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
  5. O direito de se associar a outros nerds.
  6. O direito de ter poucos (ou nenhum) amigo.
  7. O direito de ter tantos amigos nerds quanto quiser.
  8. O direito de não ter que estar "no estilo".
  9. O direito ao sobrepeso (ou subpeso) e de ter problemas de vista.
  10. O direito de expressar sua nerdice.
  11. O direito de dominar o mundo.
Deveres
  1. Ser nerd, não importa o quê.
  2. tentar ser mais nerd do que qualquer um.
  3. Se há uma discussão sobre um assunto nerd, você tem que dar sua opinião.
  4. Guardar todo e qualquer objeto nerd que você tenha.
  5. Fazer todo o possível para exibir seus objetos nerds como se fosse um "museu da nerdice".
  6. Não ser um nerd genérico. Você tem que ser especialista em algo.
  7. Assistir a qualquer filme nerd na noite de estréia e comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.
  8. Esperar na fila em toda noite de estréia. Se puder ir fantasiado, ou pelo menos com uma camisa relacionada ao tema, melhor ainda.
  9. Não perder seu tempo em nada que não seja relacionado à nerdice.
  10. Tentar dominar o mundo!
Veja outros posts comemorativos do Dia do Orgulho Nerd/Dia da Toalha!
Outra data comemorativa nerd em em Maio é o Star Wars Day, conheça!
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segunda-feira, 23 de maio de 2016

Alice Através do Espelho

Era inevitável, apesar da reação morna de público e crítica, Alice no País das Maravilhas de 2010, fez muito dinheiro (em parte graças a tecnologia 3D), e uma vez que existe um segundo livro, haveria uma sequencia. A parte complicada vem com o fato do primeiro filme dirigido por Tim Burton, não ser exatamente fiel à obra de Lewis Carroll. De fato, esta primeira aventura na tela grande se passa 13 anos após a história original, já seria a segunda visita de Alice ao submundo e trazia referências dos dois livros.

Consequentemente, também não haveria como esta sequencia ser fiel à Alice Através do Espelho. Logo, a não ser pelo título, essa trama segue caminhos próprios ampliando as partes favoritas do filme de 2010, e criando uma nova aventura naquele mesmo universo.

O Chapeleiro está doente (Johnny Depp), é claro, Alice (Mia Wasikowska) é a única capaz de ajudá-lo. Para tal ela precisa viajar no tempo, para corrigir algumas coisas. Como se brincar no tempo não fosse perigoso o suficiente, no País das Maravilhas o Tempo, não é apenas uma dimensão, mas um personagem vivido por Sacha Baron Cohen. Adivinhou quem achou que ele não vai gostar de ter sua continuidade violada.
Em casa, Alice que seguia os passos do pai no comércio marítimo, precisa lidar com uma sociedade que ainda não está pronta para lidar com sua independência. Tentando, recoloca-la em seu "papel de mulher" à sombra dos homens. Os argumentos são bastante interessantes, luta contra uma sociedade machista, aceitar erros do passado, família e claro as consequências de alterar o tempo. Mas seu desenvolvimento é simplista e deixa escapar muitas oportunidades.

Assim, o dilema no mundo real fica em segundo plano, e é resolvido em poucas cenas. Enquanto no País das Maravilhas, se desenrola uma perseguição frenética através do tempo. Esta nos dá vislumbres dos passados, até então desconhecidos dos personagens. Especialmente do Chapeleiro e das Rainhas Vermelha (Helena Bonham Carter) e Branca (Anne Hathaway), dando uma motivação para suas personalidades e atitudes na vida adulta. - Desde quando Wonderland precisa de "motivos" e "porquês"? -

Tudo isso de forma contida e linear. O tempo, como ele mesmo se apresenta é imutável. Assim complicações maiores são evitadas. Estragar o futuro ao mudar o passado, ou mesmo ter vislumbres das aventuras anteriores estão fora de questão. Se por um lado essa construção do Tempo se torna bastante acessível e até didática (vide os lacaios "Segundos", que se unem em "Minutos") para os muito pequenos. Para os mais velhos fica a sensação de excesso de simplicidade e o desejo de que a aventura tivesse mergulhado mais na loucura que os conceitos de tempo podem fornecer.

Aceitando que esta é uma aventura para crianças, com a liberdade de adaptar elementos do mundo de Carrol à sua aventura própria. Encontramos em Alice Através do Espelho, uma aventura mais simples e melhor construída que em Alice no País das Maravilhas. Onde o design de produção e os efeitos são o ponto alto, embora o excesso de GCI possa incomodar alguns, mas a proposta sempre fora esta.

Já o elenco tem seus altos e baixos, enquanto Helena Bonham Carter e Johnny Depp estão mais que acostumados com a excentricidade de seus personagens. Mia Wasikowska, continua o bom trabalho com sua Alice determinada e meio abusadinha. Já Anne Hathaway continua fora do tom com sua rainha branca etérea, cheia de modos de princesa (entenda-se braços desconfortavelmente levantados todo o tempo) e com olhar meio perdido. Enquanto Sacha Baron Cohen precisa se esforçar para entregar seus conhecidos trejeitos, caras e bocas, no engessado figurino do Tempo (sim, o tempo é engessado, talvez metafórica e propositalmente).


Quem só conseguir conferir a versão dublada ainda vai perder as atuações de Stephen Fry, Toby Jones, Michael Sheen, Timothy Spall e Paul Whitehouse, todos vozes de personagens em CGI. Além do último trabalho de Alan Rickman. Morto em janeiro deste ano, o Snape de Harry Potter, dá novamente voz ao outrora lagarta, atual borboleta Absolem, em uma breve participação.

Com diretor novo, James Bobin (de Muppets, Tim Burton é apenas produtor), Alice Através do Espelho é mais colorido e simples. Claramente preocupado com a compreensão dos pequenos. Infelizmente, para os crescidinhos, deixa de lado as temáticas complexas e atemporais do clássico. Podendo até ser desconsiderado como "adaptação", e outra história no mesmo universo. Uma aventura divertida para levar as crianças, que graças ao elenco, efeitos e o preço do 3D (não é indispensável) pode repetir os bons números na bilheteria.

Alice Através do Espelho (Alice Through the Looking Glass)
EUA - 2016 - 113min
Aventura/Fantasia


Leia também a crítica de Alice no País das Maravilhas
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domingo, 22 de maio de 2016

Doctor Who - 9ª temporada

Para nós acostumados com novelas e enlatados "estadunidenses" é complicado acompanhar as séries britânicas e suas temporadas curtas e irregulares. Ainda mais quando estas encontram dificuldades em seres exibidas por aqui seja em TV paga ou aberta. Apesar de ter mais de 50 anos, e ser uma das séries mais populares da terra da Rainha, Doctor Who é uma dessas séries que tem dificuldades de se manter em exibição por aqui.


Este ano a produção encontrou um novo canal comprometido com a exibição, e a nona temporada da nova geração da série acaba de chegar ao final no SyFy (com exceção do especial de natal, que por direitos de exibição só deve chegar ao canal em junho). A segunda temporada com Petter Capaldi como protagonista, se mostrou um ano complexo e com uma grande carga dramática.

Com uma transição difícil do jovem Matt Smith, para o experiente Capaldi, na oitava temporada, a série precisou recuar e encontrar um novo tom para seu protagonista. Buscando maior aceitação do público o personagem ficou menos ranzinza e mais rock'n'roll. Além de encontrar seu centro na amizade com Clara (Jenna Coleman), exatamente quando a personagem está de partida. Em seu quarto ano como companion, muito da audiência destes dois anos, ficaram sobre seus ombros. Logo, esta despedida não poderia deixar de ser traumática.

Com a morte/despedida como tema principal, assistimos uma temporada dramática e triste. Uma ou outra aventura mais leve se intercalam com o arco principal, que ocupa a maioria das histórias e inevitavelmente termina no season finale com uma grande despedida. Estes episódios se destacam, e provavelmente são aqueles dos quais você vai recordar. Quase todos contam com a presença de Maisie Williams, muito bem em seu primeiro trabalho de grande apelo além de Game of Thrones, além de personagens já conhecidos de outras aventuras.


As mudanças funcionaram. Apesar de mais triste, o Doctor de Capaldi ficou mais acessível ao público, com uma explicação razoável para sua aversão à abraços e música como identidade. A única bola fora foi a troca doa tradicional "chave de fenda" por "óculos escuros sônicos". Sim há um motivo para a troca, mas o objeto não tem o mesmo apelo, e já foi devidamente substituído.

A nona temporada de Doctor Who, começa devagar sobre a sombra de uma troca de protagonista complicada. Mas cumpre sua tarefa de firmar a 12ª regeneração do Doctor e abrir espaço para novos acompanhantes. Tudo isso com uma alta carga dramática, que aumenta sua empatia por essa nova encarnação do protagonista, além é claro de aventuras e tramas rocambolescas já características da série de ficção científica.

Com todas as peças encaixadas, é hora de Capaldi viajar por conta própria (sem a Clara como muleta). E de preferência em busca de um tom mais leve e divertido para próxima temporada.


Doctor Who, é uma produção da BBC. No Brasil tem temporadas disponíveis na Netflix e reprises em diferentes horários no SyFy.

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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Sobre a dificuldade de "Destruir este Diário"!

Outro dia um meme de facebook me fez lembrar: não estou destruindo meu diário. Embora já fizesse ideia de que a tarefa proposta por Keri Smith na publicação Destrua Este Diário seria complicada para alguns amantes de livros mais apegados. E tenha assumido que este era um projeto a longo prazo, não achei que depois de quase dois anos com o livro em mãos não teria destruído nem metade dele.

Mais surpreendente ainda, é descobrir que colegas que tem a mesma publicação, estão com a mesma dificuldade. Ainda não foram capazes de começar. Ou pior assumiram de vez, que não vão destruir um livro.

"A idéia de trabalhar o desapego, relaxar, fazer terapia, ou mesmo liberar seu lado artístico parece não ser suficiente para amantes das páginas.´

A maior dificuldade é amar e cuidar dos livros, e conseguir desapegar dele para sujar, hahahaha! Tipo, tem uns "troços" lá que eu não vou fazer, mascar chiclete, jogar café, enterrar o livro. rs"
Afirma Geisy Almeida, amante incondicional de livros
e da belezura que eles ficam na nossa estante..
.

Eu por exemplo, colei coisas, rabisquei outras e juntei uma quantidade infinita de coisas dentro e nos arredores (na estante onde o livro fica), de idéias para bular ou abraçar a destruição. Mas por os planos em prática... aí são outros quinhentos.

Então navegamos pela internet e encontramos pessoas que mergulharam de cabeça no projeto. Seja na sua vertente natural destrutiva, ou na alternativa artística. Impossível não nos perguntarmos: esse problema é só com a gente?
Minha destruição até o momento...

Meme que causou a epifania!
Será que existem outras pessoas, que ao invés de encontrar uma forma alternativa de terapia apenas ficam mais estressadas com a possibilidade de destruir uma coisa pela qual pagou? Ao mesmo tempo pensando no desperdício que é deixar o volume lá, uma vez que não há nada para ler, e estamos negando seu propósito inicial? Não é apenas uma questão de desapego, estamos criando um dilema existencial.

Este é o propósito deste post, encontrar pessoas com problema semelhante e dividir experiências. Quem sabe superamos esse apego pelos volumes bem cuidados, sem orelhas e lindamente dispostos em nossas estantes? Além de nos preparar para os volumes que vieram depois, onde é preciso, cumprir tarefas, fazer listas, responder perguntas, colorir, ligar pontos e fazer todo o tipo de loucura com esses objetos.

Destruição da Geisy Almeida, amante incondicional de livros 
E então você já destruiu o seu diário? Ou vai entrar para os "ALA", Amantes de Livros Anônimos?

Destrua Este Diário (Wreck This Journal)
Keri Smith
Intrínseca


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quarta-feira, 18 de maio de 2016

X-Men: Apocalipse

Reparamos a linha do tempo em Dias de um Futuro Esquecido, agora podemos finalmente recomeçar os X-Men como deveriam ser, certo? Errado. Pois os atos heroicos de Mística (Jennifer Lawrence) para salvar o mundo de Magneto neste mesmo filme, deixou a relação entre mutantes e humanos não evoluídos em uma incomum trégua.

O mundo aceitou os mutantes, alguns até admiram sua heroína azul. Xavier (James McAvoy) reiniciou sua escola, mas ensina apenas como se aceitar e controlar suas habilidades para se encaixar na sociedade. Enquanto Magneto (Michael Fassbender), o homem mais procurado do mundo, encontrou um novo estilo de vida. Mas calmaria não faz filme, por isso a franquia recorre à um vilão milenar para sacudir as coisas.

Apocalípse ou En Sabah Nur (Oscar Isaac) é considerado o mutante original, superpoderoso acreditava ser destinado a governar o mundo, e o fazia, no Egito antigo. Quando acorda em 1983, se descobre em um mundo muito maior, governado por sistemas e "falsos deuses", e onde as habilidades mutantes são consideradas uma avanço genético, não uma dádiva divina. 

Adotando uma posição de líder religioso, embora mal desenvolvida, ele recruta seus quatro cavaleiros do apocalipse. O velho conhecido Magneto, e os novatos Psylocke (Olivia Munn, com mais caras e bocas do que falas), Anjo (Ben Hardy, eficiente) e Tempestade (Alexandra Shipp, em uma adaptação bastante diferente e superior à versão de Halle Berry).

Com a ameaça estabelecida resta ao time da Xavier impedi-la. O único problema, essas crianças não estão sendo treinadas para a luta. Assim, o dilema de Jean Grey (Sophie Turner, a Sansa de Game of Thrones), Ciclope (Tye Sheridan, de Como sobreviver a uma ataque zumbi) e Noturno (Kodi Smit-McPhee, de Planeta dos Macacos: O Confronto) é superar o medo de explorar suas habilidades. Aumentam o time a agente do FBI Moira MacTaggert (Rose Byrne) Destrutor (Lucas Till), o agora professor Fera (Nicholas Hoult), uma Mistica que adotou novamente a identidade de Raven e Mercúrio (Evan Peters).

E por falar no velocista, é novamente dele a melhor sequencia do longa. A fórmula é a mesma da usada em Dias de um Futuro Esquecido, mas o escopo é maior, e o personagem agora tem motivações para passar mais tempo em cena.

Em que outra época o visual da Jubileu funcionaria?
Outro acerto é a escolha pela ambientação nos anos de 1980. É verdade ficamos com a sensação de que mutantes envelhecem mais devagar (a Mística é a única que tem uma explicação cientifica para este fato), afinal já se passaram duas décadas desde o incidente de X-Men: Primeira Classe. Por outro lado a década é perfeita para abraçar o visual colorido reconhecível dos quadrinhos em sua fase mais produtiva, sem parecer falso ou exagerado.

A falha fica por conta da necessidade excessiva de explorar o rosto de suas estrelas. Assim, Mística quase não aparece azul, com a desculpa de que não quer ser reconhecida como a heroína que salvou o presidente. Já Fera continua usando o soro para manter sua aparência humana, deixando de lado todo o conflito "médico e monstro" proveniente de sua mutação.

Outro ponto fraco é o visual do vilão, trazendo Oscar Isaac (o Poe Dameron de Star Wars: O Despertar da Força), se esforçando para atuar debaixo de uma maquiagem pesada e emborrachada. Também falha o desenvolvimento de suas motivações. O argumento religioso que poderia trazer muitos questionamentos, tanto para os jovens mutantes, quanto para  a humanidade é logo abandonado pelo plano maior. Aquele de sempre "conquistar o mundo". Nem mesmo entre seus discípulos, os quatro cavaleiros, a superioridade divina é questionada, no final é apenas uma questão de obter mais poder.


Felizmente, a busca por poder tende a gerar cenas de ação e destruição grandiosas. Quem ficou incomodado com a destruição de Metrópolis em Homem de Aço, vai ficar horrorizado com o estado em que os mutantes deixam o mundo neste filme. Tudo isso usando seus poderes, bem distribuídos especialmente entre os novatos. Apesar da megalomania, o 3D bem feito, não é indispensável.

Para os fãs, tem sequências dos primeiros filmes desta nova trilogia, uma bem situada participação especial de Wolverine (Hugh Jackman), que teria mais efeito se não tivesse sido revelada nos trailers e até piadas, referências visuais e falas da trilogia original. Stan Lee e sequencia pós-créditos, tudo como manda o figurino. Já os não iniciados, não vão ficar perdidos com uma profusão de mutantes e histórias pregressas complexas, caso a produção fosse extremamente fiel aos quadrinhos.

X-Men: Apocalipse, pode não ser excepcional, mas cumpre sua tarefa de dar sequencia à franquia, e apresentar (e iniciar na luta) o que seria a "segunda classe" de X-Men, de forma divertida e acessível ao grande público.  Além de trazer um elenco excepcional e bons efeitos especiais. Só sendo um fã xiita, daqueles que em em 2016, ainda não entenderam a necessidade das mudanças em adaptações para diferentes mídias, para não se divertir.

X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse)
EUA - 2016 - 144min
Ação/Aventura

Confira as críticas dos filmes anteriores, X-Men: Primeira Classe e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, ou leia mais sobre a "comunidade mutante"!
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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Informações úteis para sua maratona de Orphan Black

Faz alguns dias a Netflix Brasil pegou fãs de surpresa ao liberar sem aviso a terceira temporada de Orphan Black, e na sessão "Originals" do canal, com logo da empresa no rótulo. Mas calma, a Netflix não produz a série. O programa é uma produção original canadense que sempre teve uma transmissão conturbada pro aqui em canais pagos.  Enquanto isso as temporadas disponíveis no canal de streaming, estavam ganhando espaço no boca-a-boca. Nada mais natural que a Netflix garantisse a exibição exclusiva da série por aqui.

Em uma estação de trem Sarah Manning (Tatiana Maslany), presencia o suicídio de uma mulher idêntica a ela. Com problemas financeiros, ela não pensa duas vezes antes de assumir a identidade da "sósia". Se pensasse, perceberia que alguém que comete suicídio não deve ter uma vida simples. Logo, Sarah se vê no centro de um mistério que inclui muitas outras mulheres iguais a ela.

Informações úteis para sua maratona de  Orphan Black 

(esta é uma série de mistério e reviravoltas, então sim: este texto pode conter spoilers)

1 -  Elas são clones. Isso não é spoiler de fato. Afinal, quando passa de três mulheres iguais, ainda no primeiro episódio esta é opção que faz mais sentido. Elas até tem um "clone club" (clube dos clones) Dito isso...

 2 - Tatiana Maslany interpreta todos clones. A contagem atual (durante a 4ª temporada) chega à 21 personagens entre protagonistas, participações especiais, e clones vistos apenas em gravações, arquivos e fotografias. A pergunta que não sairá de sua cabeça é: será que Maslany recebe por personagem?

 3 -  Maslany de fato é muito eficiente, em criar personalidades, maneirismos e estilos diferentes para cada um de seus alter-egos. Por incrível que pareça, os fãs ainda estão esperando por um momento que os personagens serão tantos, que você não vai mais conseguir acreditar na atuação da moça. Parece longe de acontecer!

Mas ela tem ajuda. A atriz colabora com o criador Graeme Manson para criar uma história de vida para cada clone. Também há uma equipe de continuidade apenas para evitar que ela misture as personagens, levando o maneirismo de uma para outra.


Tatiana Maslany crioa playlists que se encaixam com as personalidades de cada clone, para ajudá-la a entrar no clima. Para Cosima, ela ouve e dança rave e eletrônica; Alison, gosta de balé, e Sarah, punk rock. Já para Helena ela fica trancada sozinha em seu trailer.

 4 -   Maslany é canadense, mas interpreta personagens britânicos, americanos, alemães e ucraniana. Inclua aqui, os sotaques. Ela é também o rosto de pessoas da França, Itália e Austria.

 5 - Achou pouco. Ela também é a voz de "Pupok" escorpião das alucinações de Helena. "Pupok" é ucraniano para "umbigo". Helena fala com o próprio umbigo! Será que essa expressão existe em todo lugar?

 6 -  A única clone que Maslany não interpreta é Charlotte, a mais jovem delas, ainda criança. Vivida por Cynthia Galant, que também vive as versões jovens das clones adultas.

Felix e Kira
 7 -  Mas não é só de Tatiana Maslany que vive Orphan Black. Ela é apenas uns 50% do elenco. Você também deve se apegar bastante à Felix (Jordan Gavaris), irmão adotivo de Sarah e membro honorário do "clube dos clones". E a pequena Kira (Skyler Wexler) filha de Sarah, e aparentemente a pessoa mais inteligente (e com habilidades especiais?) da série.

 8 -  Sim, o cara que aparece na segunda temporada é Michiel Huisman, o Daario Naharis de Game of Thrones. Já o rosto familiar que vai te incomodar no terceiro ano é de Justin Chatwin que já apareceu em Smallville, Guerra dos Mundos e é o Goku de Dragonball Evolution, entre outras produções.

Aquele humor com violência...
 9 -  O criador e co-produtor da série Graeme Manson, planeja 8 temporadas e um filme para contar sua história.

 10 -  Essa é uma série de ficção-cientifica e mistério. Logo, se prepare para ficar meio confuso de vez em quando. Mas, também tem humor e um pouquinho de violência, e muitas vezes essas duas coisas vem juntas! E lembre-se sempre há uma instituição/plano maior...

Outros 50% do elenco....
 11 -  Apesar da ciência ser confusa, os termos científicos estão bem aplicados, graças a uma consultora chamada Cosima. Cosima também é o nome do clone cientista, não foi coincidência.

 12 -  De volta aos clones: sim, existe a versão masculina do misterioso projeto de copiar pessoas. Ari Millen vive os clones masculinos. Ele é eficiente, mas não tão impressionante quanto Maslany. em parte porque todos os clones masculinos que apareceram até agora foram criados como militares, logo sua aparência e personalidades não são tão distintas.


Alison garantindo o humor cotidiano...
 13 -  E por falar em aparência, as perucas melhoram conforme as temporadas passam. Assim como os modelos de telefone.

 14 -  A história se passa principalmente no Canadá, mas há vislumbres de diversas partes do mundo.

 15 -  Existem clones, mas a vida continua. Eventualmente você vai se encontrar em um episódio onde há uma pausa na briga cientifica, para um bem humorado vislumbre do cotidiano de uma pessoa que tem clones. Essa tarefa de tornar a narrativa mais leve, geralmente fica por conta de Alison.

 16 -  Não tente, e nem é preciso, decorar o nome de todos os clones. Eventualmente você vai aprender a reconhecer aquelas que estão no centro da narrativa. Mas eu dou uma ajudinha, Sarah, Alison, Cosima, Helena, Beth e Rachel estão no centro da ação (nas primeiras temporadas).
Rachel, Alison, Sarah, Cosima e Helena
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Orphan Black está atualmente em sua quarta temporada. As três primeiras já estão disponíveis na Netflix, com 10 episódios cada. Ainda não há previsão para a estreia do quarto ano no serviço de streaming, uma vez que a Netflix não produz a série e precisa respeitar a janela de exibição fora do país.

E aí, curte a série? gostaria de ler mais sobre ela? Comente!

Enquanto isso confira outros posts da série Dicas para sua Maratona na Netflix, ou leia mais sobre séries e Netflix
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