quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Precisamos falar sobre Supernatural!

Agora que a 11º temporada de Supernatural (ou Sobrenatural) chegou oficialmente ao fim em sua exibição nacional no Warner Channel. E, diante dos últimos acontecimentos da trama, esta blogueira sentiu a necessidade de comentar as escolhas da série.

Antes de mais nada, adoro a série os personagens e aventuras, mas tenho consciência a série deveria ter terminado ao fim da quinta temporada. E acredito que seu "formato original" acabou naquela ocasião. De lá para cá a produção precisou expandir sua mitologia, ajustar o tom (menos terro, mais aventura e comédia) e aprender a rir de si mesma e de seus absurdos. Afinal quantos eventos com escala de um apocalipse o mundo pode ter? E quantas vezes este é evitado pelas mesmas pessoas? É devido à essas mudanças, e ao apego dos fãs que a série continua firme e forte.

Tendo consciência disso, como expectadora não espero grandes surpresas, além de aventuras e carisma dos personagens. Então a 11º temporada traz de volta Chuck Shurley!

Apesar de abordar diferentes religiões e mitologias, especialmente o cristianismo, a série sempre foi sábia ao deixar Deus de fora. Evitando maiores polêmicas religiosas. Sua figura e obras são mencionadas, alguns fatos sugerem que ele opera às escondidas quando imprescindível, mas sua participação para por aí. Além disso, a teoria de que ele sempre estivera por perto na figura de Chuck Shurley (Rob Benedict), e sua misteriosa saída de cena ao final do já mencionado quinto ano, criavam um charmoso final em aberto para quem não tem problema em teorizar. E não ofendia os que achariam falta de respeito.

Desde então seis anos se passaram e depois de matar Morte, aparentemente não havia outro caminho. Maior que a Morte, só o criador em pessoa. Assim a série arrisca e traz Chuck de volta. Foi neste ponto que fiquei surpresa. Não acreditei que os criadores tinham intenção de mexer na perfeita finalização da quinta temporada, e confesso que fiquei receosa desta ser arruinada. Sem falar nas complicações de lidar com tal personagem.

E Chuck chega já em final de temporada em um episódio muito bem escrito. Onde em uma longa conversa com seu escriba Metatron (Curtis Armstrong), ele responde sem muitos rodeios ou melodramas as perguntas essenciais e que poderiam trazer problemas. - Por onde esteve? Porque não fez nada? - AS respostas são simples, diretas e sem muitos detalhes. Afinal, Deus não deve satisfações à ninguém. É aí que está a esperteza da produção. Ele sumiu, porque precisava deixar seus "filhos" aprenderem a andar sozinhos. E só voltou para deter sua irmã Amara, a Escuridão.

E por falar na moça, sua inclusão também faz parte da construção deste complexo personagem que é Deus. Luz e Escuridão, feminino e masculino, vida e morte, tudo e nada, Yin e Yang, forças fundamentais, opostas e que se completam. Um conceito simples sobre equilíbrio, comum à várias mitologias. Fácil de entender, afinal é só uma série de TV, e que duvido que ofenda alguém. Trabalhar esse equilíbrio em forma de uma relação de irmãos, agora voltamos aos meios tradicionais da série.

É claro, a partir daí, puderam abordar sua personalidade autoritária e irredutível. Além de obviamente deixar Sam e Dean (Jared Padaleki e Jensen Ackles) quebrar a barreira de sua onipotência. Foram apenas quatro episódios, mas até sobrou até tempo de explorar seu "lado paterno", com seus filho mais problemático Lúcifer (Mark Pellegrino). Mas isso é assunto para outro post.

Salvando o mundo, outra vez....
Divertida e inteligente, a escolha tirou o charme da dúvida: "Chuck é Deus?", mas funcionou bem. Sim a mitologia continua rocambolesca. E a quantidade de coisas impossíveis de acontecer, mas acontecem, e sempre com as mesmas pessoas é absurda. Mas os roteiristas ainda parecem empolgados e esforçados com seu universo. Se esforçando ao máximo na difícil tarefa para não se perder em sua própria mitologia. Mesmo que às vezes precisem de uma pausa pouco charmosa para explicações. No final das contas, isso é qualidade!

Supernatural já deveria ter acabado, sabemos disso. O tom mudou, as situações são extremas e absurdas. Mas, se continuarem com o bom humor e as saídas espertas, acho que vamos continuar assistindo por muito tempo.

Agora, a questão é: depois de reconciliar Deus e Escuridão, trazendo equilíbrio ao universo. Que desafio pode ser maior? Boa sorte criadores!

Leia mais sobre séries e sobre Supernatural.

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