quarta-feira, 11 de maio de 2016

Angry Birds - O Filme

Caso você nunca tenha jogado Angry Birds, a premissa é muito simples. O jogador atira pássaros para destruir os porcos e suas construções recuperando os ovos roubados. É claro, existem espécies de pássaros diferentes, para cada situação, aprimorando a necessidade de estratégia. Mas, a complexidade narrativa para por aí. Como fazer um longa metragem a partir disso?

O jeito foi focar no que tinham, os diferentes passarinhos, escolhendo um deles para conduzir a história. Red (Marcelo Adnet), é o passarinho mais mal-humorado e consequentemente um párea na feliz sociedade da ilha dos passarinhos. Acertou quem pensou que, o excluído é o único a desconfiar da aparição inesperada dos até então desconhecidos, e aparentemente amigáveis porcos liderados por Leonard.

 Enquanto a os pássaros curtem as novas amizades, Red resolve investigar. Para isso ele só pode contar com a ajuda se seus amigos, das "aulas de controle da raiva", Chuck (Fábio Porchat, novamente dublando um trabalho de Josh Gad, o Olaf original de Frozen), e Bomba.

Inclua na jornada um pássaro mítico Mega Águia (Peter Dinklage), e muitas muitas referências. Angry Birds - O Filme é claramente feito principalmente para os pequenos. Mas seus criadores tem consciência de que o jogo tem aficionados de todas as idades, e que crianças não vão sozinhas aos cinemas. Assim, não faltam referências e piadas escondidas para os jogadores crescidinhos. Criando aqueles momentos em que a criança vai se perguntar sobre o que o pai esta rindo. Enquanto os adulto ri e se questiona se essa piada de sentido duvidoso deveria mesmo estar nesse filme. Sim, deveria.

As piadas são bem executadas, tanto as físicas para os pequenos, quanto as de referência e duplo sentido. E o humor é incessante, não há grandes momentos dramáticos, ou reflexivos, o intuito é claramente fazer rir. Além, claro, de criar uma franquia. Logo, Red ganha uma história de origem. E as comunidades tanto de pássaros, quanto porcos, ganham uma mitologia e estilo de vida. Tudo isso em uma profusão de cores e sons, que ficam ainda mais estimulantes na versão em 3D.

Ainda sim a narrativa é bem simples: um párea para assumir o papel de herói, em uma guerra entre invasores e vítimas. Há quem veja aí um paralelo entre os colonizadores europeus, seus navios e quinquilharias, e os nativos americanos (sejam os nossos ou os "estadunidenses") admirados com os novos visitantes e logo explorados por eles. Respectivamente porcos e pássaros.

Felizmente, diferente da vida real, os colonizados tem a chance de revidar. Afinal, em algum momento pássaros precisariam ser lançados de estilingues como no jogo. E essa luta por mais megalomaníaca e absurda que seja (e é muito, graças as "habilidades diversas" dos passarinhos, semelhantes às do jogo), não tem consequências mortais. Assim  como em Tom e Jerry (será que a criançada de hoje assiste?), e outras pérolas da Hanna-Barbera ou Looney Tunes, os personagens enfrentam quedas, grandes explosões entre outras catástrofes e saem apenas chamuscados, com penas amassadas e dentes perdidos. Só faltaram os "passarinhos" sobrevoando cabeças doloridas após cada pancada, mas isso confundiria as crianças.


O elenco ainda conta com Dani Calabresa, Pathy Dos Reis e os Irmãos Piologo, razoavelmente competentes entre os profissionais como Mauro Ramos e Guilherme Briggs. Já a versão original traz Sean Penn, Blake Shelton, Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt), e mais um grande time de comediantes.

Angry Birds - O Filme tem uma grande tarefa principal, expandir ainda mais a muito bem sucedida franquia dos passarinhos raivosos. E o faz muito bem, sem perder o tom do jogo, diversão sem culpa ou consequências. Não vai mudar o mundo, mas oferece 90 minutos de diversão fácil para toda a família.

Angry Birds - O Filme (The Angry Birds Movie)
EUA - 2016 - 95min
Animação

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