segunda-feira, 30 de março de 2015

The Walking Dead - 5ª temporada (parte 2)

Chega de histórias paralelas e várias linhas narrativas! O grupo do Rick finalmente se reuniu durante esta temporada. Com perdas e ganhos, sim, contudo mais unido do que em qualquer outro momento da série.

Recapitulando, vagando em pequenos grupos desde a a derrocada do Governador na primeira metade da 4ª temporada. O grupo principal finalmente se reúne no super estimado Terminus no início deste quinto ano. O suposto local onde todos sobreviveriam e perseguido pela maioria dos personagens durante meia temporada. Finalmente se mostrou não apenas como uma enganação, mas uma passagem bem mais curta, porém explosiva do que o esperado.

Unidos, mas novamente na estrada sem suprimentos, armas e perspectivas. É hora de lembrar que os zumbis não são necessariamente a pior coisa que se pode encontrar neste novo mundo. Um padre que não compreende nem perdoa suas fraquezas (ou seria covardia) humanas, canibalismo, um novo grupo de hierarquia suspeita (um novo tipo de escravidão?) cruzam o caminho de nossos personagens, até que estes se encontrem sem esperança alguma.

É aqui que o novo cenário desta temporada Alexandria. Um grupo sortudo de pessoas que conseguiu construir, e manter, um muro em torno de uma cidade sustentável logo no  início do apocalipse zumbi. E apesar de terem eventuais baixas, o conforto e estabilidade parece ter criado uma falsa noção do mundo real nos moradores.

Sim, eventualmente eles precisam sair para buscar mantimentos que não podem produzir e encontrar novas pessoas para suprir as baixas e manter a comunidade viva. Mas isso nem de longe, lhes dá o preparo necessário para enfrentar esse mundo, sua falta de habilidade aliais é o motivo de tantas baixas. E consequentemente de Alexandria precisar tanto do grupo de Rick quanto estes precisam de abrigo.

É claro, que um conflito cultural é iminente. Enquanto a líder Deanna Monroe é adepta de longas análises discussões e julgamentos, Rick já está no nível "fazer o que é preciso". Depois da Prisão, Woodburry, Términos e o Hospital onde Beth esteve cativa, o Xerife acredita que Alexandria não vai sobreviver da forma que é administrada, e parece não se importar de tomar medidas extremas para manter aquele lugar. Leia-se quase se tornar o Governador.

Mas os conflitos não se restringe aos líderes. Os comportamentos divergentes do grupo causam brigas e mortes quando postos em confronto. Intrigas e problemas sociais existentes desde que o mundo é mundo, também se fazem presentes. Existem tempo até para indicar futuros interesses românticos. Ah, e claro, tem zumbis, muitos deles!

É nesse acerto de ponteiros e na necessidade fazer os moradores de Alexandria "cairem na real" a qualquer custo, que se foca este final de temporada. Mesmo porque novos vilões já foram introduzidos, os "Lobos" uma dupla que não faz amizades, e usam zumbis como armas contra outras pessoas com suprimentos em potencial. Para equilibrar o universo, Morgan também retorna. Primeiro a encontrar com Rick na primeira temporada, e com uma breve aparição no terceiro ano,. Ele parece finalmente ter superado a morte da esposa e filho, e agora acredita que toda vida é sagrada.

Cheia de reviravoltas e com boas escolhas narrativas. The Walking Dead aparentemente confirmou ter encontrado seu rumo na temporada passada. Mantendo o equilíbrio tanto em momentos de histórias paralelas, quanto em situações com todo o grupo reunido. Inclua aqui, uma melhor distribuição do foco. É claro Rick ainda é o protagonista, mas há espaço para trabalhar outros personagens como Tyreese, sua irmã Sacha, os moradores de Alexandria e claro Noah.

Impossível não mencionar a participação de Tyler James Williams (o Chris que todo mundo odeia), que começou como uma piada interna (já que Vincent Martella, o Greg na série Todo Mundo Odeia o Chris, participou da temporada anterior), mas teve um arco decisivo para o comportamento do grupo. Outras participações especiais surpresas foram a de Keisha Castle-Hughes, ainda na primeira metade desta temporada. Além de David Morrissey (o Governador), Brighton Sharbino e Kyla Kenedy (respectivamente as irmãs Lizzie e Mika), estes últimos ao lado de outros falecidos desta temporada em uma alucinação de Tyreese.


Manter Alexandria viva e recomeçar a civilização, enfrentar os agressivos "Lobos" ou tentar as duas coisas. É a dúvida sobre que caminho a sexta temporada já confirmada, mas sem data de estréia, deve seguir. 

O final da quinta temporada de The Walking Dead, foi exibido por aqui simultaneamente à transmissão "estadunidense" no último domingo (29/03), legendado, sem comerciais em com mais de 1h de duração.  Para quem perdeu, o episódio final deve será reprisado hoje, no horário habitual da série, com a opção de áudio em português.

Não perca! Enquanto isso, lembre-se, corte a cabeça ou destrua o cérebro!

Leia mais sobre The Walking Dead. Confira o texto sobre a primeira metade da 5ª temporada.

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