sexta-feira, 20 de março de 2015

How to Get Away with Murder

...Ou em tradução livre Como Sair Impune de um Assassinato. É uma série de nome enorme que demorou demais para chegar no Brasil (a primeira temporada foi exibida em 2014 nos EUA). E também uma das melhores novidades da temporada.


Annalise Keating (Viola Davis), é uma advogada implacável, e também temida professora de Direito Penal. Aula que ela carinhosamente apelidou de "How to Get Away with Murder" na fictícia Universidade de Middleton. Todo semestre Keating escolhe 4 melhores alunos para trabalhar com ela em seu escritório defendendo na maioria dos casos assassinos em potencial. Os sortudos da vez são Connor Walsh (Jack Falahee), Michaela Pratt (Aja Naomi King), Asher Millstone (Matt McGorry - Orange Is The New Brack), Laurel Castillo (Karla Souza) e o sortudo Wes Gibbins (Alfred Enoch - Harry Potter), que surpreendeu a professora e conseguiu uma quinta vaga.

Aí você deve imaginar: série procedural, a cada semana um novo caso no qual alunos vão aprender, e professora vai surpreender. Acertou! Mas, também existe uma trama contínua paralela ao "caso da semana", envolvendo um assassinato (claro!) e os alunos. Devidamente apresentada em forma de flashforwards desordenados ao longo da temporada.

A ideia é interessante, ter a protagonista salvando pessoas geralmente culpadas da cadeia, também vai de encontro às dezenas de séries policiais e de tribunal que encontramos TV à fora. O elenco também não deixa a desejar. Além da premiada Viola Davis, e dos jovens promissores, também estão presentes Tom Verica, Liza Weil, Charlie Weber, Billy Brown, Katie Findlay.

É na trama paralela e na montagem que mora o perigo e as falhas de How to Get Away with Murder. Entretanto, da mais complicada delas a série escapou. Apesar de se passar em tempos e ritmos distintos, as duas tramas não parecem séries diferentes dividindo o mesmo espaço. Existe uma uniformidade entre os momentos.

O grande problema está na montagem. A começar com os flashforwards da trama contínua. Extremamente picotados, muitas cenas se repetem várias vezes. A tentativa é criar uma montagem rápida e descolada, mas a repetição soa como enrolação e suspense barato em muitos momentos.

E por falar no estilo "rápido e descolado", ele também traz montagens aceleradas, musicas em momentos equivocados, e uma irritante necessidade de relembrar o expectador da cena que acabou de ver. Ok, recapitular acontecimentos de episódios anteriores. Mas, não precisa repetir a cena inteira daquela visita suspeita, quando um dos alunos finalmente descobre as verdadeira intenções do visitante, apenas quatro cenas mais tarde. - Ei, não somos desmemoriados se o personagem consegue fazer a conexão, nós também!

Ainda sim, os casos são inteligentes, as personagens cheias de facetas, e o mistério central intrigante o suficiente para tornar as falhas quase insignificantes. Não é atoa que a primeira temporada foi bem recebida pelo público, e garantiu a renovação para um segundo ano. Resta torcer para que a série não se estenda mais que deve e se torne um "novelão", como já aconteceu com outras obras da produtora Shonda Rhimes. Ela é responsável por Grey's Anatomy, Private Practice e Scandal.

A primeira temporada de How to Get Away with Murder tem 15 episódios. Está sendo exibida no Brasil pelo Canal Sony, nas quintas-feiras às 21h30.

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