quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Once Upon a Time in Wonderland

Era uma vez uma série de sucesso com um universo grande o suficiente para ser expandido e condenar a produção a um spin-off. Assim nasceu Once Upon a Time in Wonderland, produção derivada da série de TV Once Upon a Time.


Mantendo a ideia de ir além do "felizes para sempre", após visitar o País das Maravilhas pela primeira vez, Alice (Sophie Lowe) passa a infância e a adolescência tentando provar que a terra mágica que visitara era real, e não um devaneio infantil. Já adulta, se apaixona por um Gênio da Lampada (sim, existe mais de um) mas, Cyrus (Peter Gadiot) é dado como morto, e a mocinha volta para casa e é internada em um sanatório por falar sobre gatos risonhos e coelhos de cartola. Prestes a ser submetida a um tratamento para esquecer o País das Maravilhas, ela é resgatada pelo Valete de Copas (Michael Socha) e o Coelho Branco (John Lithgow), com a notícia de que seu amado pode estar vivo.

Alice segue em uma jornada no Pais das Maravilhas, para salvar seu "boy magia", literalmente, acompanhada de outro "boy magia". Inclua-aí uma incômoda sensação de triângulo amoroso mágico que faz lembrar certa franquia vampiresca. Mas os problemas não acabam por aí. O trio principal peca em carisma, e o curto romance de Alice e Cyrus (que provavelmente será ampliado mais tarde por flahsbacks) não convence. Dificultando a torcida do expectador pelo casal.

Outro problema é a ausência de personagens conhecidos do universo, uma vez que o Chapeleiro Maluco e a Rainha de Copas (que atende pelo nome de Cora "vódrasta" da Branca de Neve) estão na série original, longe dos domínios de Wonderland. Mas então, quem governa aquele país. A Rainha Vermelha (Emma Rigby) de Alice Através do Espelho, em uma interpretação inexpressiva e desprovida da realeza cruel que tal personagem exige.

Os irreais cenários do mundo mágico, que na produção original poderiam ser interpretados como um contraponto entre o mundo real e o conto de fadas. Aqui parece apenas CGI mal feito, uma vez que além de não haver o mundo real, muitas cenas são gravadas em uma floresta genérica e comum, daquelas que você não esperaria encontrar no País das Maravilhas. Falta unidade entre os cenários.

Na produção, salva-se apenas a interpretação de Naveen Andrews (o Sayid de Lost) como Jafar (aquele do Aladin). O ator consegue convencer apesar do figurino exagerado parecer engessa-lo.

Sem as protagonistas femininas fortes, carismáticas e com uma grande missão, ou ainda vilões complexos e cheios de motivações que agradaram na produção original, Once Upon a Time in Wonderland desperdiça todo um universo mágico. Ao menos, estas foram as primeiras impressões da série, ainda há tempo de fazer ajustes para o restante da temporada. Enquanto isso, resta torcer para terceira temporada de Once Upon a Time chega chegar logo em terras brasileiras?

As duas séries são exibidas no Brasil pelo canal Sony. Once Upon a Time in Wonderland é exibida nas quartas-feiras às 22hs. Once Upon a Time atualmente está na pausa entre temporadas por aqui, mas já está em exibição nos EUA. Qual das duas séries é sua favorita?

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