sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O caso da Sociedade do Anel

Além de colecionar bons filmes na memória, o ato de ir ao cinema proporciona outro tipo de lembranças. Por mais concentrados que estejamos no longa, impossível não recordar das coisas estranhas que acontecem na sala escura, ou mesmo na fila do ingresso, da pipoca, ou na ida ao banheiro pós-filmes. Não sei se essas experiências acontecem com todos, ou se eu é que atraio bizarrices. Entretanto enquanto a maioria das pessoas apenas reclamariam aos montes das interferências na seção ou dos absurdos no entorno do cinema resolvi tornar essas situações mais produtivas. Se não tem graça quando acontecem no minimo podem render posts curiosos, não?

Inauguro aqui a série de posts Só na sala escura. E começarei pelo princípio, uma das lembranças mais antigas que tenho dessas situações absurdas:

O caso da Sociedade do Anel

31 de Janeiro de 2002, mais de um mês após a estréia do primeiro loga de O Senhor dos Anéis. Taí uma coisa rara de eu fazer hoje em dia, esperar tanto tempo para ver um filme. Dez anos atrás os cinemas eram poucos e chegar até eles era mais complicado, talvez por isso a demora. 

Na comapania da minha, agora habitual "coleguina de filme", peguei uma seção no finado Cine Icaraí, em Niterói. Um antigo cinema de rua à beira mar, muito bonito. É claro, que não sabíamos na época, mas o simples comentário que ouvimos aquele dia era o primeiro de muitos acontecimentos estranhos na sala escura.

O filme, passou após horas no encantamento de visitar pela primeira vez a Terra Média, o longa chegou ao fim, com a sequencia de Sam (Sean Astin) quase se afogando para seguir segamente seu mestre Frodo (Elija Wood). Todos levantam devagar após encarar 201 minutos sentados na cadeiras "de antigamente" do cinema. Então uma voz indignada surge da multidão na sala, ainda parcialmente escura:

- Não acredito! 3hs sentada aqui para descobrir que o Frodo é gay.

Virou comédia. Explosão de rizos! E foi assim a primeira de muitas piadas sobre a masculinidade de Frodo que ouvi. A indignação da moça é justificável. Por incrível que pareça muita gente foi assistir o longa sem saber que se tratava de uma trilogia, e que portanto o primeiro não teria um final. Mas a piada valeu!

P.S.: Sim eu fiz um post enorme para destacar uma única frase. Acostume-se.


0 comentários:

 
Copyright © 2014 Ah! E por falar nisso... • All Rights Reserved.
Template Design by BTDesigner • Powered by Blogger
back to top