quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bienal do Livro 2011

Na época da escola, ir a Bienal do Livro, ano sim ano não, era mais que um passeio. Era uma oportunidade de matar aula com permissão ver as novidades e comprar livros baratinhos. Foi impossível não lembrar desses tempos quanto visitei a feira este ano, infiltrada como acompanhante em um ônibus que levava professoras de uma escola municipal.

Infelizmente este ano tive a sensação de a feira estar menor, com poucos stands e até pouco público para um sábado. Embora tenha batido recorde de público e atraído 200 mil pessoas nos primeiros 4 dias.

Os convidados são ótimos, admito. Entretanto o acesso limitado aos espaços que os recebem, torna impossível para quem mora mais longe, e que mesmo saindo cedo chega depois, conseguir uma senha. No último sábado, estavam por lá Alyson Noel, Maurício de Souza, Ziraldo, Talita Rebouças, Padre Fábio de Mello e Raí. Para este último não tinha fila nem precisava de senha. Mesmo assim, por algum estranho motivo, nem eu nem minhas companheiras quisemos comprar o livro e pegar uma autógrafo do jogador..

Nem só de palestras e convidados vive a Bienal do Livro, a principal atração são mesmo os títulos. De olho em promoções, de livros que estão na minha listinha de "comprar no futuro", qual não foi minha decepção quando descobri que não seria vantagem compra-los por lá. Os preços eram iguais ou superiores aos das livrarias de shoppings, e online. Promoções eram na maioria de títulos infantis. Não dos infanto-juvenis como Percy Jackson e aventuras semelhantes, mas daqueles, que brilha, piscam, acendem, são macios, feitos para crianças de do máximo oito ano. Esse também pareciam estar em maior volume que qualquer outro gênero.

Resgatamos então, um antigo hábito da época que íamos com a escola, não tínhamos cartões de créditos, e só podíamos comprar livros que coubessem na nossa mesada. Vasculhar cada cantinho de cada stand e encontrar pechinchas em meio a livros menos famosos que provavelmente nem conheceríamos, se não estivessem por lá. 

Surpresa! "O livro mais barato", que já comprei, e mencionei na série de posts "10 livros em 10 dias" estava disponível, e ainda custava os mesmos míseros 4 reais. Para a felicidade de minha amiga que reclamava por eu não ter lhe comprado uma cópia desde 2007.

Entre os meus achados/pechinchas, livrinhos infantis das Princesas Disney para minha sobrinha. Cartas ao Harry Potter, de Bill Adler, que reúne simpáticas correspondências escritas por crianças de todo mundo para o bruxinho. Nossa Aventura na Tela, de Carlos Roberto de Souza, que conta a trajetória do cinema nacional, dos primeiros filmes até Central do Brasil. E O Estranho Caso do Yoda de Origami, que traz conselhos, de uma icônica dobradura de papel. 

Ao fim das contas, o resultado foi positivo. Afinal, minha imensa pilha de "livros para ler", ganhou mais alguns andares. É hora de descobrir como arrumar mais tempo para por tudo isso em dia. Alguma sugestão? Talvez eu encontre algum livro sobre isso na próxima Bienal do Livro. Que venha 2013!



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