segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Crisis on Earth-X

Os encontros entre os personagens e as menções à seus companheiros de Arrowverse acontecem de "vez em sempre" nas séries da CW (canal produz as séries de heróis da DC, exceto Gotham). Entretanto, uma mega reunião com membros de todas as equipes não acontecia desde de o bem sucedido Invasion. O novo crossover Crisis on Earth-X (Crise na Terra-X), encontrou um motivo mais feliz para reunir a super-equipe.

Personagens de Arrow, FlashSupergirl e DC Legends of Tomorrow se reúnem para o casamento do velocista. Mas é claro, tanta gente poderosa junto atrai atenção do público errado. Nazistas vindos da Terra 35 (ou Terra-X) na qual Hitler ganhou a guerra,  invadem a cerimônia com os tradicionais planos mirabolantes de quadrinhos, que incluem dominar o mundo, eliminar os heróis e roubar o coração de Kara(?!).

A nova reunião acerta principalmente no ritmo ao abandonar quase que completamente a divisão dos episódios. Oficialmente o especial fora dividido em quatro partes exibido em duas noites nos EUA (e em maranota no Brasil*) com um episódio de cada série: Supergirl, ArrowFlash e DC Legends of Tomorrow necessariamente nesta ordem. Entretanto, poucos detalhes como os créditos em um pouco mais de foco no protagonista em questão indicavam a que série a parte em questão pertencia. O resultado foi uma aventura mais coesa e equilibrada.

Ainda assim, o programa não escapou do "remanejamento" de personagens para conseguir lidar com o enorme elenco participante. Oliver, Barry, Kara e Sara, protagonistas das quatro séries, estavam todo o tempo em cena, assim como alguns de seus coadjuvantes principais (Iris, Felicity e Alex). Os demais precisavam se revezar para que todos tivessem tempo de tela, algumas idéias para isso funcionaram mais tempo que outras. A conveniente saída de Wally (não precisamos de dois velocistas, né?), juntamente com o pai e madrasta, a inconsciência de Cisco, a aparição repentina do time Arrow e a demora em contactar as lendas restantes (como assim Barry não convidou todos para o casório?), estão entre as explicações mais estranhas.
Em outro ponto do multiverso Kara e Ray seriam primos...rs

Com a divisão clara de tempo, e o foco nos protagonistas a presença constante de  Stein e Jax, acaba por denunciar seu desfecho. Ainda mais que o arco do professor-herói da melhor idade vinha caminhando para uma aposentadoria. Sim, é uma produção da DC, existe espaço para consequências e sequencias mais pesadas em meio à aventura. Mesmo que as viagens no tempo de Legends desfaçam tudo depois.

Felizmente, o Nuclear não é o único personagem cujo arco desenvolvido durante o especial. Os protagonistas (e Alex) resolvem questões em seus relacionamentos amorosos, de um jeito mais rápido e bem humorado do que geralmente acontece em episódios dedicados à isso.

Alons-y, Alonso! (referência interna, nerds entenderão)
Já que os vilões vem de outra Terra do multiverso, que tem suas próprias versões de nossos adorados personagens, há e pretexto para trazer de volta rostos conhecidos e dar ao elenco fixo chance de viver personalidades diferentes. Entre os doppelgängers, Melissa Benoist e Stephen Amell até funcionam, mas não convencem muito como suas versões malvadas. O destaque fica com Winn (Jeremy Jordan, irreconhecível) e Quentin Lance (Paul Blackthorne, intenso) da Terra-X. Entre os retornos, Wentworth Miller é o mais esperado. Leo-X, outra versão do Capitão Frio é tão carismática quanto a anterior e traz o relacionamento com outro herói em potencial The Ray (Russell Tovey).

Também sobra tempo para explorar interações entre personagens que normalmente não se encontram. Difícil não querer ver mais das duplas, Snow e Rory, Alex e Sara, Curtis e a Waverider. Assim a maioria dos coadjuvante consegue um ou outro momento de atenção.

Os efeitos especiais são bons dentro dos padrões das próprias séries, assim como os figurinos e direção de arte. As cenas de ação poderiam se destacar mais, mas também estão apenas na média da produção. Já as referências à cultura pop são um prato cheio para quem gosta, e vão desde outros produtos da DC, até a Noviça Rebelde.


Sim, o roteiro é tradicional e em alguns momentos até previsível, mas Crisis on Earth-X consegue a proeza de encontrar espaço para suas três dúzias de personagens. Entregar uma história uniforme, com bastante ação e diversão. Sim, tem falhas, mas os acertos são maiores que os erros, e o resultado é uma aventura divertida e bem produzida.

Arrow, Flash, Supergirl, Sara, Nuclear, Ondatérmica, Nate, Amara, Zari, Átomo, Kid Flash, Cisco, Nevasca, Rene, Dina, Curtis, Alex, Guardião, Capitão Frio, The Ray... Minha conta parou em 20 personagens que colocaram seus uniformes (menos o Sr. Rory que ainda luta de jeans e agasalho) e partiram para a briga em ao menos uma cena, neste maior e melhor crossover. E ainda ficou gente de fora.

Ao final da maratona fica apena uma dúvida: se em quatro episódios Crisis on Earth-X precisou fazer malabarismos para mostrar todo mundo, como o pessoal de Vingadores: Guerra Infinita vai resolver em apenas duas horas? Mas aí passamos de DC para Marvel, e isso é assunto para outro post.

*A Warner exibiu os quatro episódios em sequência na última sexta-feira (01/12/2017), apenas em versão legendadas. Ignorando a linha do tempo das exibições regulares e até fornecendo alguns spoilers. As versões dubladas provavelmente serão exibidas na ordem cronológicas em suas respectivas séries. 

Leia mais sobre  Flash , Supergirl e DC's Legends of Tomorrow , confira as críticas dos outros crossovers, Invasion! e Duet.  

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