terça-feira, 18 de julho de 2017

Transformers: O Último Cavaleiro

Eu não assisti o quarto filme da franquia Transformers, e admito que lembro pouca coisa dos três primeiros. Mas nada disso importa, pois mesmo que eu tivesse feito uma maratona pré Transformers: O Último Cavaleiro, eu não entenderia tudo que está passando na tela. E você também não! Isso porque o filme não é complexo, cheio de mitologias e referências, ele é apenas confuso mesmo. 

Humanos e Transformers estão em guerra, e os robôs gigantes vivem escondidos. Cade Yeager (Mark Wahlberg) é um dos poucos humanos que defendem os personagens título. Em um de seus "resgates", ele conhece Izabella (Isabela Moner), uma garota que ama os Transformers e até entende sua "biologia". Mas não demora muito para ele abandonar os velhos e novos amigos ao ser jogado em uma aventura em busca de um tesouro perdido ao lado de Sir Edmund Burton (Anthony Hopkins, que devia estar com muito tempo livre) e Vivien Wembley (Megan Fox genérica Laura Haddock). Enquanto isso, Optimus Prime viaja pelo universo e Megatron prepara um novo retorno.

Dinossauros, cavaleiros da távola redonda, segunda Guerra Mundial, espaço, presente, passado futuro... a nova empreitada de Michael Bay parece determinada a inflar a franquia de conceitos que não cabem em apenas um filme. Especialmente um que valoriza muito a mais a ação que a trama. Não é incomum sair da sala com a sensação de a história foi criada em torno das cenas de ação que eles queriam fazer, sempre maiores e mais grandiosas.

Mas aí você pode estar pensando: mas Fabi essa é mesmo uma franquia focada na ação! - Verdade e não há nada de errado nisso, mas nesse caso ao menos estas cenas tem que fazer sentido. As sequencias tem cortes rápidos demais, excesso de personagens e explosões (claro!). O resultado é você se descobrir na dúvida de onde estão vários personagens, enquanto assiste o Bumblebee desferir alguns golpes, e esperando a luta acabar para realmente entender o que aconteceu. As cenas inteligíveis não fazem jus ao valor da produção, nem ao esforço de rodá-la inteira em IMAX 3D.

De volta a história é difícil não perceber que a trama praticamente não repete locações. Os personagens saltam de um lugar a outro como se o teletransporte também existisse naquele universo. Também é difícil não brincar de procurar referências. Stranger Things, Robocop, Rei Arthur, O Código da Vinci, Esquadrão Suicida, Game of Thrones e Gravidade devem ter sido algumas das últimas coisas que a sala de roteiristas da produção assistiu e achou que os expectadores gostariam de assistir, mesmo que as ideias não encaixem.

Esse quebra cabeças mal encaixado que é o roteiro ainda arranja espaço para relembrar momentos dos filmes anteriores e trazer de volta personagens conhecidos. O Tenente-coronel William Lennox (Josh Duhamel), está nas forças do governo contra os transformers, enquanto Agente Simmons (John Turturro), faz uma aparição sem grande importância. Já, Stanley Tucci retorna em outro personagem, sem que haja explicação alguma da semelhança física. 

O protagonista de Mark Wahlberg, tenta inutilmente dar liga nessa trama desencontrada, ao menos o ator parece abraçar a loucura e se divertir com isso. Essa também deve ser a explicação para a presença de Anthony Hopkins, ele estava atoa e queria um passatempo. Ao seu personagem é dono do único robô realmente novo e diferente: um mordomo engomadinho, dono das únicas rizadas genuinas e que lembra o C3PO . - Ops! Faltou colocar Star Wars na lista de referências, ou seria Metrópolis?


Transformers: O Último Cavaleiro prometeu muitas novidades, mais aventuras e além de mostrar como os robôs gigantes estão ligados à história da humanidade. Infelizmente, só entregou novas versões de action-figures e um amontoado de explosões em cortes tão rápidos que não dá para saber o que explodiu. Michael Bay afirmou que este é seu último filme na franquia. Mas ele já disse isso antes e a sequencia já está confirmada, assim como o spin-off do Bumblebee. O jeito é torcer para que alguém arrume a casa nos próximos filmes. Não precisamos de personagens profundos, com grandes arcos dramáticos ou uma trama cheia de engajamento. Basta a história fazer sentido e as cenas de ação funcionarem que já me dou por satisfeita.


Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight)
2017 - EUA - 159min
Ação, Ficção científica


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