sábado, 6 de maio de 2017

How to Get Away with Murder - 3ª temporada

Eu sei, a terceira temporada de How to Get Away with Murder terminou em fevereiro nos Estados Unidos, e mês passado no Canal Sony aqui no Brasil. Logo você deve estar se perguntando: porque a crítica só está saindo agora? Bom, para começar, entre um hiato absurdamente grande e reprise, a Sony atrasou o season finale em 2 meses inteiros - Sim eu espero assisto pela TV - e ainda dividiu o episódio final de duas horas. Mas este nem é o motivo mais grave!

Após assistir o episódio 15 deste ano, intitulado Wess, eu juro: fiquei esperando mais um. Isso porque o desfecho ficou muito aquém do esperado e da qualidade da série nas temporadas anteriores. Consequência de um ano mal delineado, e com um roteiro assumidamente sem um rumo definido. O showrunner Pete Nowalk assumiu por exemplo que não decidira o desfecho antes da metade da temporada.

O Ministério dos série-maniacos adverte: este texto contém spoilers da 3ª temporada!

Neste ano em How to Get Away with Murder as duas linhas narrativas retornaram, mas a trama ganhou uma divisão. Em sua primeira metade, o grande mistério era descobrir quem morrera no incêndio q destruiu a casa de Annalise Keating (Viola Davis). Passada a primeira metade, temos a certeza de que o incêndio foi criminoso e uma nova dúvida: Quem matou Wess (Alfred Enoch)?

A nova divisão é bem vinda, mas a execução deixa a desejar. A cada final de episódio, um "íncrível reviralvolta" que desvalidava qualquer hipótese que tivéssemos criado até então. O resultado é uma sensação de incerteza quanto aos caminhos que o programa pretende tomar, e a diminuição de impacto no desfecho. Com tantos "momentos bombásticos" o grande finale soou apenas como mais um deles.

O desenvolvimento dos personagens também foi irregular. Enquanto a relação entre os alunos foi discutida e reafirmada, especialmente entre Connor (Jack Falahee) e Oliver (Conrad Ricamora). Laurel (Karla Souza) entra em colpaso com a morte de Wess. Bonnie (Liza Weil) precisa ser o porto seguro de todos quando Annalise após duas temporadas de luta constante, entrega os pontos e finalmente se mostra vulnerável, em um arco excelente e muito bem executado por Davies.


Entre aqueles que o arco foi fraco estão Nate (Billy Brown) e sua ambiguidade recém adquirida. E principalmente Frank (Charlie Weber), antes o cara que "resolvia os problemas", de repente se apresenta um personagem fraco, perdido e submisso, sem que hajam grandes motivos para mudança tão radical. As atitudes dessa dupla são as que menos fazem sentido e mais arrastam a trama.

Desde o primeiro ano, tinha minhas dúvidas quanto à continuação da série. Sempre achei que a trama original era auto-suficiente e continuações poderiam torna-la repetitiva e desgastar os bons personagens, como aconteceu com outras séries da Shondaland. Diante desta temporada irregular e fraca, tenho mais certeza de que as continuações enfraquecem a produção. Não importa o quanto Viola Davis seja boa, nem o melhor ator pode salvar uma trama esgotada.

A mais recente temporada How to Get Away with Murder não foi um fracasso completo, apenas irregular. Mas entre bons e maus momentos, é de longe a mais fraca das três. O quarto ano da série já foi confirmado, e eu aqui fico na torcida, que além de melhor este seja um desfecho para a história de Annalise e cia, antes que todos se cansem dela. E claro, que a transmissão brasileira também seja melhor.

Leia mais sobre How to Get Away with Murder.

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