terça-feira, 7 de março de 2017

Marvel's Agent Carter - 2ª temporada

Após o bom trabalho "salvando o mundo" na primeira temporada Peggy Carter (Hayley Atwell), conseguiu melhorar seu status na agência, mas não muito. Afinal o atual e inseguro chefe da SSR (Reserva Científica Estratégica) Jack Thompson (Chad Michael Murray) não perde uma oportunidade de roubar os créditos da moça. É assim que Peggy é afastada de seu caso para um supostamente menor, quando o agente Daniel Sousa (Enver Gjokaj), agora chefe da filial de Los Angeles pede reforços.

Assim a agente Carter vai para Hollywood. Convenientemente Howard Stark (Dominic Cooper, novamente em participações especiais) já havia mudado para a cidade, para abrir seu estúdio de cinema, oferecendo à protagonista não apenas estadia, mas também seu mais fiel escudeiro o mordomo Edwin Jarvis (James d'Arcy). À essa altura sabemos: isso é tudo que ela precisa.

É claro, que o simples caso de assassinato logo se desenrola em uma trama gigantesca que coloca o mundo em risco. Inclua aqui, fontes de energia misteriosa (na verdade uma ligação sutil com o universo de Doutor Estranho), experimentos científicos improváveis, sociedades secretas infiltradas em todas as esferas de poder e, claro, uma estrela de Hollywood e todo seu glamour.

Mais segura de si, Carter já superou sua prematuramente interrompida relação com o Capitão América e está aberta a novos relacionamentos, que ela tenta entre uma e outra ameaça ao mundo. Sua confiança também se estende para suas missões, o que acaba colocando-a em perigos desnecessários eventualmente. É claro, estas situações a colocam mais perto da Peggy Carter co-fundadora da S.H.I.E.L.D. e cada vez mais longe da mocinha que esperou eternamente pelo Capitão. Não que a personagem já não fosse independente e forte antes, mas vê-la continuar crescendo em aventuras próprias a eleva à galeria de mulheres fortes e bons exemplos do cinema e da TV.

Já seu parceiro Jarvis ganha mais profundidade, ao ser apresentado pela primeira vez ao lado de sua esposa. Ana (Lotte Verbeek) é generosa, e nada estressada e bem a frente de seu tempo, à ponto de aceitar muito bem o engajamento de seu marido nas missões e abraçar sua amizade com Peggy. A moça é o extremo oposto e a companheira fiel que o mordomo precisa. Além de dar a ele algo com que se preocupar e finalmente se soltar. É perto, ou por causa, dela que o mordomo abandona a pose e deixa suas emoções realmente transparecerem.

Ainda a tempo de desenvolver um pouco o agente Souza, claramente fugindo de seus sentimentos por Carter, E o ambicioso e equivocado Jack Thompson. Já o vilão passa de uma grande empresa, à uma organização secreta, até se tornar um indivíduo super poderoso, falar mais que isso seria "spoiler".

Ao trocar Nova Iorque por Los Angeles, a série também abandona os tons escuros e fotografia cinzenta para abraçar as cores vivas e o sol da cidade. Uma mudança muito bem vinda, que faz sentido dentro da narrativa, e traz uma energia diferente para a temporada. E consequentemente influencia o figurino que agora tem espaço para o glamour de Hollywood. Resultado? O tom mais leve abre espaço até para um curioso número musical.

Em meio a trama de espionagem, traz de volta temas como empoderamento feminino, a sociedade do pós-guerra. E acrescenta novas, como preconceito e segregação racial. Tudo isso em equilibrados 10 episódios (dois a mais que a primeira temporada), que ainda trazem referências ao universo cinemático da Marvel, mas agora tem mais segurança de criar um universo próprio.

Infelizmente é um universo a ser preenchido pela imaginação, já que a série foi cancelada. Apesar de ser um sucesso de crítica, e de elenco e equipe desejem continuar, a produção era a de menor audiência da Marvel e por isso não vai ganhar uma terceira temporada. Ao menos a trama não deixa grandes ganchos e o caminho de Peggy é relativamente conhecido, já que seu personagem aparece, ou é mencionado nas outras produções da franquia.

Apesar de ter vida curta Marvel's Agent Carter, foi a primeira produção com uma protagonista feminina da Marvel. E desempenhou seu papel muito bem, conseguindo abordar o empoderamento feminino no contexto de uma época que a expressão sequer existia. Além de ser produzida e bem divertida. Merece ser vista e revista.

O segundo ano da série foi exibida em horários estranhos pelo Canal Sony em 2016. Se você ficou perdido como eu eu perdeu a transmissão, fico feliz em informar as duas temporadas já estão disponíveis na Netflix.

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