segunda-feira, 21 de novembro de 2016

The Art of the Brick - A arte de criar...

Quando se pensa em LEGO, os blocos coloridos de montar, a maioria das pessoas geralmente tem uma destas três relações com o brinquedo. A primeira é a de tentar criar algo, fracassar e partir para outro projeto. A segunda é de escolher um projeto, ser bem sucedido, admirar sua obra por um curto tempo, desmontá-la e começar uma nova. A última é a sensação desagradável de pisar em um das adoráveis porém doloridas pecinhas.
Imagem Facebook The Art of The Brick

Pois a exposição The Art of the Brick pretende mudar essa relação. As obras do "estadunidense" Nathan Sawaya já passaram por diversos países e fizeram uma bem sucedida passagem por São Paulo antes de chegar à cidade do Rio de Janeiro. Com mais de um milhão de peças de lego, espalhadas em dezenas de esculturas e a capacidade de encantar públicos de todas as idades.

Logo na entrada somos recebidos por uma peça exclusiva para a turnê brasileira, inspirada no país. A representação escolhida foi uma imagem de Pelé, prestes à marcar mais um gol. Sawaya cria uma peça nova dedicada cada país que suas obras visitam. Mal posso esperar para que ele resolva criar uma exposição que reúna essas obras. Por hora seguimos por alas para conhecer seu trabalho.

Em “Ateliê do artista”, temos um vislumbre do processo de criação do artista. Rascunhos, idéias, projetos, materiais (leia-se caixas enormes, com peças multicoloridas) e obras mais - por falta de palavra melhor - "simples", nos dão uma prévia do que está por vir.


A “Sala dos Retratos” traz fotos conhecidas reproduzidas com as pecinhas. A brincadeira aqui, é observá-las bem de perto para ver a intricada teia de bloquinhos. Depois se afastar e perceber que notaria que que são brinquedos se não soubesse.

Mas é nas alas “Expressões Humanas” e “Condições Humanas”, que o artista realmente diz à que veio. Hora criando réplicas impressionantes do corpo humano. Hora mesclando-os com diferentes formas e até ausências para expressar sentimentos e emoções de forma lúdica.

Fica à dica: não deixe de ler as plaquinhas informativas sobre as obras. Os títulos e textos são tão inspiradores e divertidos quanto as obras que apresentam. O mesmo vale para falas do artista espalhadas pela parede.

Uma homenagem à criançada é o esqueleto de Tiranossauro Rex com seis metros de comprimento e 80.020 peças, que ocupam uma sala inteira com ambientação especial. A ala “Dinossaurium”, traz um T-Rex filhote, como as crianças que o admiram tanto quanto aos blocos coloridos. Afinal oficialmente os "LEGOs" são feitos para crianças.
Imagem Facebook The Art of The Brick

Entre uma ala e outra, áreas para projeção de vídeos mostram um pouco mais do dia-a-dia de um escultor de lego. A criação, as dificuldades, os desafios são apresentados enquanto acompanhamos depoimentos e a construção de algumas peças.

  Na área dedicada aos “Mestres do Passado", o artista reproduz pinturas e esculturas famosas de diferentes épocas e partes do mundo. DaVinci, Michelangelo, Rodin entre outros grandes nomes estão lá recriados em tamanho natural com o brinquedo.

Suas duas obras finais tem alas dedicadas à elas. "Blue" traz um nadador que conta com projeção e efeitos sonoros que tornam a fluidez da escultura quase em movimentos reais. Já "Yellow" é a peça mais icônica do artista, um homem rasgando o peito que transborda pedrinhas e impressiona pela intensidade.

Mas não acaba por aí. O passeio termina em uma lojinha com produtos licenciados e lembrancinhas para todos os bolsos. E em uma sala onde os visitantes podem jogar os video-games da franquia LEGO e se liberar a criatividade com milhares de pecinhas à disposição em mesas enormes. Fica dica para você adulto: não precisa fingir que não está com vontade de montar. Mergulhe de cabeça! E se tiver filhos, boa sorte ao tentar tirar a criançada de lá.

Ex-advogado que abandonou a carreira segura, por uma muito mais interessante, Nathan Sawaya tem uma relação completamente única com os blocos. Aquela que todos desejamos ter algum dia (alguns ainda desejam), de criar qualquer coisa que a imaginação pedir. Quando a imaginação é o limite, as possibilidades são infinitas, e nessa "brincadeira", as esculturas criadas por ele criam em nós, meros expectadores de todas as idades, de sua arte uma nova relação, a de aprender sobre arte e se inspirar com o brinquedo.

A vontade de encontrar a vela caixa de LEGOs no armário é inevitável!


The Art of the Brick está no Museu Histórico Nacional, de – 17 de novembro de 2016 a 15 de janeiro de 2017. Visitações de terça a domingo (inclusive feriados), das 10h às 17h. Os ingressos custam R$20 (R$10, a meia entrada), podem ser comprados antecipadamente pela internet e dão direito à visitar à todas as exposições do museu. Mais informações no site.

Leia sobre outras exposições, ou confira a resenha de Uma Aventura LEGO.

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