segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Está pronto para a CCXP 2016?

Está chegando a hora gafanhoto! Faltam poucos dias para você viver os quatros dias mais nerds e épicos da sua vida. A Comic Con Experience 2016 começa nesta quinta-feira, e a grande questão é: você está preparado?

Seja veterano ou marinheiro de primeira viagem, a convenção é sempre uma maratona para tentar aproveitar as atrações ao máximo. Esta blogueira que vos escreve foi nas duas edições anteriores do evento e tem algumas dicas acumuladas. As mais importantes são:
  • Foco: decida quais coisas são mais importantes para você e se organize para vê-las.
  • Paciência: Comic Cons e filas andam juntas. Tem fila para tudo, então relaxe e aproveite!
  • Aproveite o evento como um todo: é possível, que você não consiga ver algumas das atrações para que se programou, não deixe que isso estrague seu dia. É o maior parque nerd do mundo, sempre tem alguma coisa interessante acontecendo.

Quer dicas e detalhes mais detalhados para se preparar para a CCXP? Temos também.


Manual de sobrevivência na CCXP - é um bom lugar para começar. O texto reúne as respostas para a maioria das dúvidas dos visitantes. Além de dicas para aproveitar melhor o evento sem passar por perrengues.

CCXP 2015
Os textos sobre o evento do ano passado oferecem um vislumbre de como as tudo funciona por lá. Detalhes dos painéis e um pouco da experiência como um todo.

CCXP 2014
A primeira edição do evento foi única. Menos visada e muito mais confortável, haviam dúvidas quanto ao sucesso do evento, que surpreendeu logo no primeiro dia.

Agora que você tem todas as informações necessárias, resta apenas tentar controlar a ansiedade e viver o épico. Quem sabe a gente não se encontra por lá?

*Todos os textos indicados estão repletas de fotos das edições anteriores. Divirta-se!

#VaiSerÉpico!!!
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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A Chegada

Preciso assistir este filme outra vez. É o que pensei imediatamente após a sessão de A Chegada, ficção-cientifica de Denis Villeneuve. Não porque o filme seja ruim, pelo contrário, mas porque o filme tem conceitos complexos e os explora em tantas camadas, que merece uma atenção maior.

Doze misteriosas naves chegam à pontos aleatórios do planeta. Nos Estados Unidos o governo convoca uma linguista, Dra. Louise Banks (Amy Adams), para tentar entrar em contato com os alienígenas. Trabalhando com ajuda do matemático Ian Donnelly (Jeremy Renner), ela precisa descobrir o propósito dos visitantes. Entretanto, para isso ela precisa primeiro descobrir como se comunicar com eles.

Os governos dos outros locais de pouso também trabalham para entender os aliens. Mas a colaboração não vai muito longe, diante dos interesses políticos de cada um somado ao medo do desconhecido, o pânico da população e o questionamento da mídia. Colocando mais urgência e peso sobre o trabalho de Louise.

Abordando a linguagem de forma única, o filme traz Louise descobrindo (ou reforçando o conceito existente) de que a forma de comunicação de uma sociedade determina também a forma que pensam. Ela tenta entender como estes seres pensam, ao mesmo tempo precisa explicar para seus superiores como chegar a este entendimento. Curiosamente em alguns momentos, fazer homens que pensam em estratégias de batalha compreender as nuances e limitações de um estudo linguístico, parece ser mais complicados que entender seres de outros planetas.

A compreensão de um "novo idioma" e forma de pensar, a tradução para outros e as escolhas políticas tomadas à partir de cada avanço, e os vários conceitos que estes problemas trazem, já seriam conteúdo suficiente para criar uma ficção científica complexa. O roteiro no entanto, não tem medo da complexidade e inclui o drama pessoal de Louise.

Trazendouma introdução melancólica, conhecemos uma protagonista distante, triste e até um tanto alienada, até que o desafio de entender seres de outros planetas é imposto a ela. A partir daí, a vemos se dividir ente medo e excitação pelo desconhecido. Passando pela dedicação extrema e alcançando uma conexão única com os visitantes. Tudo isso enquanto aprende a compreende-los e a pensar como eles.

Com um ritmo um tanto lento para alguns especialmente no início, mas que cumpre bem sua função de criar tensão, o longa chama atenção por abordar conceitos complexos. Percepção do tempo, o ruido ou mesmo incapacidade da comunicação, mesmo quando o idioma é conhecido, escolhas individuais e em grupo, medo do desconhecido e a sempre mais provável resposta agressiva da humanidade, são alguns dos muitos temas discutidos diante de um simples argumento: alienígenas chegaram à Terra, não sabemos o que eles pretendem.

Quando todas essas peças e conceitos começam a se encaixar, e a linguagem dos ETs começa a fazer sentido. Descobrimos que todos estes dilemas servem muito mais a humanidade, que aos visitantes que causaram tudo.

Baseado no conto The Story of Your Life de Ted Chiang A Chegada é um longa bem executado, com bons efeitos e atuações acertadas. Além de fazer uma coisa rara em Hollywood, não menosprezar a capacidade intelectual do expectador. Pelo contrário, o longa nos instiga a discuti-lo, assistir novamente e tentar redescobrir cenas e diálogos, deixados como pista, que passam a fazer mais sentido ou mesmo finalmente ser notados, quando se tem compreensão do todo. Pois é, eu preciso assistir este filme outra vez.

A Chegada (Arrival)
2016 - EUA - 116min
Ficção-científica
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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

The Art of the Brick - A arte de criar...

Quando se pensa em LEGO, os blocos coloridos de montar, a maioria das pessoas geralmente tem uma destas três relações com o brinquedo. A primeira é a de tentar criar algo, fracassar e partir para outro projeto. A segunda é de escolher um projeto, ser bem sucedido, admirar sua obra por um curto tempo, desmontá-la e começar uma nova. A última é a sensação desagradável de pisar em um das adoráveis porém doloridas pecinhas.
Imagem Facebook The Art of The Brick

Pois a exposição The Art of the Brick pretende mudar essa relação. As obras do "estadunidense" Nathan Sawaya já passaram por diversos países e fizeram uma bem sucedida passagem por São Paulo antes de chegar à cidade do Rio de Janeiro. Com mais de um milhão de peças de lego, espalhadas em dezenas de esculturas e a capacidade de encantar públicos de todas as idades.

Logo na entrada somos recebidos por uma peça exclusiva para a turnê brasileira, inspirada no país. A representação escolhida foi uma imagem de Pelé, prestes à marcar mais um gol. Sawaya cria uma peça nova dedicada cada país que suas obras visitam. Mal posso esperar para que ele resolva criar uma exposição que reúna essas obras. Por hora seguimos por alas para conhecer seu trabalho.

Em “Ateliê do artista”, temos um vislumbre do processo de criação do artista. Rascunhos, idéias, projetos, materiais (leia-se caixas enormes, com peças multicoloridas) e obras mais - por falta de palavra melhor - "simples", nos dão uma prévia do que está por vir.


A “Sala dos Retratos” traz fotos conhecidas reproduzidas com as pecinhas. A brincadeira aqui, é observá-las bem de perto para ver a intricada teia de bloquinhos. Depois se afastar e perceber que notaria que que são brinquedos se não soubesse.

Mas é nas alas “Expressões Humanas” e “Condições Humanas”, que o artista realmente diz à que veio. Hora criando réplicas impressionantes do corpo humano. Hora mesclando-os com diferentes formas e até ausências para expressar sentimentos e emoções de forma lúdica.

Fica à dica: não deixe de ler as plaquinhas informativas sobre as obras. Os títulos e textos são tão inspiradores e divertidos quanto as obras que apresentam. O mesmo vale para falas do artista espalhadas pela parede.

Uma homenagem à criançada é o esqueleto de Tiranossauro Rex com seis metros de comprimento e 80.020 peças, que ocupam uma sala inteira com ambientação especial. A ala “Dinossaurium”, traz um T-Rex filhote, como as crianças que o admiram tanto quanto aos blocos coloridos. Afinal oficialmente os "LEGOs" são feitos para crianças.
Imagem Facebook The Art of The Brick

Entre uma ala e outra, áreas para projeção de vídeos mostram um pouco mais do dia-a-dia de um escultor de lego. A criação, as dificuldades, os desafios são apresentados enquanto acompanhamos depoimentos e a construção de algumas peças.

  Na área dedicada aos “Mestres do Passado", o artista reproduz pinturas e esculturas famosas de diferentes épocas e partes do mundo. DaVinci, Michelangelo, Rodin entre outros grandes nomes estão lá recriados em tamanho natural com o brinquedo.

Suas duas obras finais tem alas dedicadas à elas. "Blue" traz um nadador que conta com projeção e efeitos sonoros que tornam a fluidez da escultura quase em movimentos reais. Já "Yellow" é a peça mais icônica do artista, um homem rasgando o peito que transborda pedrinhas e impressiona pela intensidade.

Mas não acaba por aí. O passeio termina em uma lojinha com produtos licenciados e lembrancinhas para todos os bolsos. E em uma sala onde os visitantes podem jogar os video-games da franquia LEGO e se liberar a criatividade com milhares de pecinhas à disposição em mesas enormes. Fica dica para você adulto: não precisa fingir que não está com vontade de montar. Mergulhe de cabeça! E se tiver filhos, boa sorte ao tentar tirar a criançada de lá.

Ex-advogado que abandonou a carreira segura, por uma muito mais interessante, Nathan Sawaya tem uma relação completamente única com os blocos. Aquela que todos desejamos ter algum dia (alguns ainda desejam), de criar qualquer coisa que a imaginação pedir. Quando a imaginação é o limite, as possibilidades são infinitas, e nessa "brincadeira", as esculturas criadas por ele criam em nós, meros expectadores de todas as idades, de sua arte uma nova relação, a de aprender sobre arte e se inspirar com o brinquedo.

A vontade de encontrar a vela caixa de LEGOs no armário é inevitável!


The Art of the Brick está no Museu Histórico Nacional, de – 17 de novembro de 2016 a 15 de janeiro de 2017. Visitações de terça a domingo (inclusive feriados), das 10h às 17h. Os ingressos custam R$20 (R$10, a meia entrada), podem ser comprados antecipadamente pela internet e dão direito à visitar à todas as exposições do museu. Mais informações no site.

Leia sobre outras exposições, ou confira a resenha de Uma Aventura LEGO.
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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Animais Fantásticos e Onde Habitam

Os fãs já estavam conformados em só poder revistar o universo mágico criado por J.K.Rowling em reprises dos filmes ou relendo os livros de Harry Potter, sem conteúdo novo. Até que em 2013 foi anunciada a adaptação de Animais Fantásticos e Onde Habitam. Fazendo que a magia retornasse aos cinemas apenas cinco anos após o termino das aventuras do bruxinho.

Aliais, adaptação não é a palavra mais apropriada para descrever este filme. O longa e seus personagens foram sim inspirados em um livro. Mas a versão nas páginas de Animais Fantásticos e Onde Habitam é na verdade um catálogo de animais. Um livro utilizado pelos alunos de Hogwarts, que à exceção de uma breve apresentação dos feitos de seu autor Newt Scamander, não tem um arco narrativo. Sendo assim, de um ponto de vista mais objetivo o longa é na verdade um roteiro original.

Acompanhamos Newt Scamander (Eddie Redmayne) em sua primeira viagem aos Estados Unidos, mais precisamente à Nova York. Em sua maleta, óbviamente maior por dentro, todo seu trabalho de pesquisa, o que inclui os bichinhos aí do título. Em algum momento suas criaturas vão causar problemas na cidade, mas elas são apenas pano de fundo para uma trama mais complexa. É a década de 1920, em um pais que ainda não tínhamos visto naquele universo. O mundo, bruxo e trouxa, assim como as regras da sociedade eram bem diferentes do que conhecemos.

Newt esbarra por acidente neste problemas e faz novas amizades no percurso. A funcionária do Congresso Mágico dos Estados Unidos da América (MACUSA), Tina (Katherine Waterston) e sua irmã Queenie (Alison Sudol) nos apresentam a sociedade bruxa "estadunidense", seu dia-a-dia, suas normas, seus problemas.

Enquanto o no-maj (o trouxa) Jacob (Jacob Kowalski), é o cara para quem o mundo mágico precisa ser explicado (junto com alguns expectadores), e o ponto de vista trouxa e o alívio cômico. Mas, pasmem, ele vai além de uma mera ferramenta de roteiro, tem arco e carisma próprio. Vai se tornar um dos favoritos do público fácil.

Com um elenco completamente adulto, seus relacionamentos e problemas também são mais adultos. Um ponto de vista bastante diferente do universo da escola, e das amizades construídas desde a infância de que se tratava em parte os filmes anteriores. Mas chega de comparações, pois o filme se sustenta por conta própria apesar de fazer parte do mesmo universo. Um expectador familiarizado com a franquia vai ter uma experiência mais completa? Sim graças as referências. Mas o novato não vai deixar de entender ou se divertir com a aventura.


Sim, divertir. Pois apesar do tom mais adulto e sombrio (repara na paleta de cores cinzenta e no céu constantemente nublado de NY) o filme consegue equilibrar tensão e humor, nostalgia e novidade.

Redmayne consegue encontrar o tom certo da timidez, ingenuidade e deslumbre pelo mundo de Newt. Ele lida com aqueles animais todo o dia, mas seu olhar é sempre de encantamento, de alguém apaixonado pelo que faz. Fica difícil não se identificar. Alguns podem se incomodar com sua postura, especialmente no início do filme, por parecer com o trabalho de caracterização do mesmo em A Teoria de Tudo. Mas todo seu trabalho corporal serve às características do personagem e muda de acordo com as relações. Tímido e encurvado com pessoas, Newt aparece bem mais confortável com as criaturas.

O elenco acompanha o bom trabalho. Inclusive Colin Farrell que admito, não é um ator que eu imaginaria como feiticeiro. A intensidade de Ezra Miller também impressiona, assim como o carisma de Kowalski e Sudol.

Os efeitos especiais são eficientes. E sim, o 3D vale o ingresso. Existe um momento ou outro de excesso de CGI, mas não deve incomodar a maioria diante do deslumbramento e da imersão na aventura. Com mais quatro filmes anunciados, é claro que há ganchos para a sequência. Mas, à exceção de Newt e da sociedade bruxa, nenhum personagem deste ou mesmo a cidade de Nova York é certeza. Afinal Newt viaja pelo mundo estudando animais, vai saber qual será sua próxima parada.


De fato, mal podemos esperar pela próxima aventura de Animais Fantásticos e Onde Habitam, uma grata surpresa de fim de ano. Inteligente, e bem executado está longe de ser mais um caça-níquel. Pretende realmente expandir o universo, e explorar novas narrativas. Uma história nova, para um admirável mundo conhecido!

Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them)
EUA/Reino unido - 2016 - 133min
Aventura, Fantasia


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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Westworld – Onde Ninguém Tem Alma

Caso você esteja acompanhando Westword na HBO e sua repercursão na internet já deve ter esbarrado com essa informação. A série é inspirada em um filme de 1973. Com isso, e muita teorias sobre a produção atual em mente é quase impossível não ficar curioso sobre Westworld – Onde Ninguém Tem Alma.

O argumento é o mesmo. Existe um parque de diversões que recria períodos distintos do tempo, usando robôs para povoar aqueles universo e satisfazer as vontades dos visitantes. A diferença está na complexidade. A trama do filme é muito mais simples apesar de compreender três parques, além do Westword (o "mundo do oeste" do título), também existem os mundos romano e medieval para os clientes escolherem.

Acompanhamos a visita do turista de primeira viagem Peter Martin (Richard Benjamin), e seu amigo já experiente John Blane (James Brolin) ao mundo do oeste. A dupla acaba comprando briga com o homem de preto Gunslinger (Yul Brynner), o que já era esperado na aventura do parque. Enquanto isso os técnicos do parque começam a falar de um defeito que se espalha entre os robôs como uma infecção. Mas mantém as atividades do parque normalmente.

Você já deve imaginar, que cedo ou tarde tudo desanda. E uma rebelião das máquinas acontece, centrada principalmente na figura de Gunslinger, o robô que interage com os protagonistas. A estes últimos resta tentar sobreviver.

A premissa já era excelente, mas a narrativa extremamente simples e com um final até decepcionante para quem criou muitas expectativas. Além do tempo limitado, o filme precisa contar toda a história em 88 minutos, acredito que a simplicidade se deve também à época de sua produção.

Os conceitos básicos estão lá, leis da robòtica, rebelião das máquinas, o limite da ética humana com relação as máquinas. Mas, em 1973 ainda não existia a evolução técnica necessária para contar esta história de forma contundente. Seja em efeitos especiais, apesar deste ser o primeio longa comercial à usar processamento digital de forma significativa (para mostrar o ponto de vista dos robôs), em complexidade narrativa, e principalmente em tecnologia.

Era o tempo dos computadores que ocupavam uma sala inteira. Tudo era criado com placas gigantescas e muitos fios. Tecnologia wireless, informação integrada por wifi, telas sensíveis ao toque, comandos de voz, são idéias que nem passavam pela cabeça do roteirista. Era o futuro tecnológico possível para alguém de 1973 afinal.

Logo o bate papo sobre as funcionamento do parque, hora soa antiquado, hora não faz sentido algum. Assim como as escolhas dos técnicos, que os põem em apuros sem necessariamente a interferência direta dos robôs. Talvez não se trate da revolução das máquinas apenas, mas sim da incapacidade do homem em administrar a própria criação.

E se você está achando injusto a inevitável comparação com a série de TV atual, fica a dica: é difícil não comparar e encontrar referências não apenas com a versão da HBO, mas com vários produtos de ficção-cientifica e até do western de diferentes épocas. Por exemplo, é difícil ignorar a aparência de Gunslinger muito parecida com a caracterização do personagem do próprio Yul Brynner em Sete Homens e um Destino (1960). Já seu andar duro e sua indestrutibilidade é semelhante a do Exterminador do Futuro. Enquanto seus olhos, brilham como os dos replicantes de Blade Runner. Referências anteriores e posteriores ao filme tem aos montes. quanto mais obras do gênero você assistir, mais temas vai reconhecer.

Westworld – Onde Ninguém Tem Alma é extremamente simples, e até visual e narrativamente datado e antiquado para os expectadores de 2016. Mas seu argumento e temas, criados por Michael Crichton (O Enigma de Andrômeda e Jurassic Park) continuam atuais. Que bom que a versão da HBO resgatou o argumento, colocando o original em evidência para que finalmente possamos redescobrir este filme curioso.

Westworld – Onde Ninguém Tem Alma (Westworld)
EUA - 1973 - 88min
Western/Ficção cientifica

Leia mais sobre Westword, a série.
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domingo, 13 de novembro de 2016

Harry Potter: fã de carteirinha #3

Animais Fantásticos e Onde Habitam, longa que nos leva de volta ao universo mágico criado por J. K. Rowling chega aos cinemas esta semana. É hora de fazer maratonas cinéfila e literária (se você lê rápido), para entrar no clima.

Por aqui nada melhor que fazer isso com o resultado da paixão dos "potterheads" pelo universo de Harry Potter e companhia. O Fã de Carteirinha desta semana, não traz um, mas 3 vídeos! As meninas do canal NotLiteraly criaram paródias inspiradas em 3 das quatro casas de Hogwarts. A casa ignorada? Corvinal, motivo desconhecido.

Perdoamos a falha da falta da Corvinal, apenas porque gente que se orgulha de ser da Lufa-Lufa é coisa rara. E elas fizeram um vídeo inteiro sobre "Hufflepuff Pride"!


Sem querer generalizar, mas olha o povo da Sonserina "se achando" até em paródias!


Pensando bem, talvez possamos dizer a mesma coisa dos Grinifórios...


Será que Lady Gaga, Ke$ha e Katy Perry fariam sucesso no mundo bruxo com essas versões? Hey, garotas, estamos esperando a versão da Beyoncé para a Corvinal!

Enquanto isso conitnuamos o "esquenta" para as aventuras de Newt Scamander, lendo tudo sobre Harry Potter ou relaxamos conferindo outros posts da série Fã de Carteirinha

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

De onde você conhece "Hallelujah"?

"Hallelujah" foi composta por Leonard Cohen 1984 para o álbum Various Positions. E desde então ganhou mais de 300 versões de diferentes artistas. Logo, não é surpresa que cada um tenha descoberto a canção de origens distintas.

A blogueira que vos escreve por exemplo começou a prestar atenção na música em 2001 quando esta entrou na trilha sonora do primeiro Shrek (versão de John Cale no filme, e Rufus Wainwright no álbum). Logo em seguida a música foi adotada como hino às vítimas do 11 de setembro.

De lá para cá ficou fácil reconhecer a música nas mais diferentes situações e obras: Watchmen, Without a Trace (Desaparecidos no Brasil), The O.C., House, Criminal Minds, ER, Ugly Betty, NCIS, na série global Justiça e até em versão brasuca. E se perguntar: como não havia conhecido "Hallelujah" antes?

Já que tanta gente conhece "Hallelujah de origens diferentes, decidi que hoje é dia de apresenta-la apropriadamente, com a voz de seu autor. Leonard Cohen morreu esta semana aos 82 anos.


Cantor, compositor, poeta e romancista Cohen lançou apenas 14 álbuns, mas teve suas composições espalhadas pelo mundo nas vozes de centenas de artistas. "Hallelujah" é apenas uma delas.

Ok, admito! Não consigo escolher (e muito meno postar) apenas uma versão desta música. Ainda mais quando descubro esta versão tocada com sons de Mário (é o video-game). Então vou encerrar com esta versão incrível criada por Rufus Wainwright e um coral de 1500 pessoas em Toronto, no Canadá, gravada em junho deste ano.



Termine conferindo a tradução da música.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Turma da Mônica - Laços

Eu já esperava uma obra esteticamente linda, por causa da capa e material de divulgação de Laços, segunda HQ do projeto Graphic MSP (a primeira é Astronauta, que ainda não pude ler). Não achava, no entanto que seria surpreendida pela beleza também no roteiro da obra.

Não me levem à mal, assim como muitos, aprendi a ler com os personagens de Maurício de Souza e admito, fico com um pé atras quando terceiros resolvem mexer com os personagens. Felizmente meus receios eram infundados pois os irmãos Vitor e Lu Cafaggi encontraram uma abordagem própria, bela e simples para a turminha.

Em Laços, Floquinho desapareceu. Mônica, Magali e Cascão embarcam em uma aventura para ajudar Cebolinha a encontrar seu mascote. Simples assim, uma aventura com os amigos do bairro. Eu não sei as crianças de hoje em dia, mas eu vivi várias. Durante a jornada as personalidades e características que tanto amamos, aparecem para ajudar esse time de crianças peculiares (a Srta. Peregrine que me desculpe, mas as primeiras que conheci foram essas) a enfrentar os perigos.

Referência à expo e livro
"História em Quadrões", quem viu?
É ai que os irmãos Cafaggi aproveitam para trazer as características mais marcantes (porque só o cebolinha usa sapatos?). Além de fazer referências a aventuras, e até à falas, de antigas histórias da turminha, que provavelmente povoaram suas infâncias, assim como a minha.

As referências não param por aí. É clara a referência a aventuras cinematográficas oitentistas como Goonies, Conta Comigo, ET - O Extaterrestre, entre outros. Se você se encantou com resgate da época feito pela recente Stranger Things, vai ficar apaixonado, quando o mesmo é feito com personagens que você já conhece e ama. De fato um dos possíveis nomes para a obra durante sua criação era o título de outro clássico cinematográfico dos anos de 1980, Garotos Perdidos.
Eu sei disso porque além da obra em sim, o volume ainda reserva um espaço para o processo de criação. Revelando de forma rápida como a Grafic Novel foi criada, desde a escolha dos artistas, até a criação do visual e roteiro. 

Foi pura falta de oportunidade que me fez demorar tanto para ler Turma da Mônica - Laços, segunda HQ do projeto Graphic MSP, lançada em 2013 (a primeira é Astronauta, ao todo já foram lançados doze volumes de diferentes artistas). Não pretendo cometer este erro novamente. A publicação é uma bela surpresa, que já ganhou até uma sequencia com o traço e história dos Cafaggi, Lições. Este, e as demais grafic novels entraram para minha lista de prioridades!

Turma da Mônica - Laços
Vitor Cafaggi, Lu Cafaggi
Panini Comics

*Laços é a primeira história da Turma da Mônica a virar filme live-action (com atores), anunciado em 2015, sem data de lançamento prevista. Sim, existe receios quanto às personificações da turminha, mas no roteiro coloco fé!
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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Informações úteis para sua maratona de Luke Cage

Este post provavelmente vai se contradizer em seu primeiro tópico. Mas não desista dele ainda, suas dicas serão úteis independente da forma que você assistir a nova série da parceria Marvel-Netflix.

Luke Cage é a terceira série produzida em parceria da Marvel com a Netflix. O acordo original traz 4 séries com heróis urbanos como protagonistas e um crossover entre elas, formando a equipe Os Defensores. Cage, também conhecido como Poderoso (no original Powerman), surgiu na década de 1970, com os direitos civís como pano de fundo e o visual inspirado nos filmes blackploitation da época.

Informações úteis para sua maratona de Luke Cage

1 - Evite as maratonas! Eu sei, esta dica vai de encontro com o intuito deste post, e com a mania vigente. Não precisa evitar as maratonas completamente. Evite aquelas muito longas, assista dois ou três episódios por vez. Esta série tem um ritmo próprio. É bom dar um tempo para que seu cérebro se acostume com ela.

2 - Não importa o momento em que aconteça, sempre que Luke precisar de um agasalho (porque o seu provavelmente foi crivados de balas), uma peça de seu tamanho vai aparecer. Coisa incrivelmente incomum para alguém do porte de seu intérprete, Mike Colter.

3 - Seus vilões são os mais instáveis. Cornell chega a ser incompetente ao ceder à seus impulsos. O que só torna as maldades mais absurdas.

4 - Sim, há um momento "fã service", onde Luke Cage aparece com o visual original dos quadrinhos. Mas fique atento, é no estilo "piscou-perdeu".

5 - Já Cascavel Kid não vê empecilhos e até arruma uma desculpa para usar um traje moderno, altamente inspirada por seus traje nos quadrinhos.

6 - Outro fã service é ouvir Pop (Frankie Faison) chamar Cage de Power Man, seu "nome de herói" nos quadrinhos.

7 - Fique atento às musicas! Além de excelente, a trilha sonora pontua toda a narrativa.

8 - E por falar em música o retrato gigante com a coroa que Cornell tem em sua sala é de "The Notorious B.I.G".Também conhecido como "Biggie Smalls", o rapper estadunidense assassinado aos 24 anos é considerado um dos maiores e mais influentes rappers de todos os tempos.
9 - No episódio 2, a mulher cantando no clube de Cornell "Cottonmouth" Stokes é Faith Evans, a viúva de Christopher "Biggie Smalls" Wallace, The Notorious B.I.G.

10 - No episódio 6, a voz que ouvimos no rádio é de Trish Walker (Rachael Taylor), a irmã adotiva de Jessica Jones.

11 - Sim. Sônia Braga iterpreta a mãe de Claire Temple (Rosario Dawson).

12 - Que Claire é o ponto de ligação entre Demolidor, Jessica Jones e Luke Cage a gente já sabia. Mas nesta série descobrimos que a Enfermeira da Noite é a melhor profissional do mundo. Desbancando muitos médicos e cientistas com suas habilidades de cura. E ainda bate em uns bandidos se preciso. 

13 - E por falar em habilidades, as de Misty (Simone Missick) de "ver a cena" através das fotos não são consideradas super-poderes. Apenas um brilhante poder de dedução explorado de forma bastante gráfica.

14 - Continuando com as habilidades de Simone Missick, a produção contratou uma dublê para a cena em que a policial joga basquete. Eles não sabiam que a atriz jogava bem e fez tranquilamente os lances necessários para as cenas.

16 - Luke Cage nunca foi um policial ou soldado militar nas versões de quadrinhos. Na série Netflix é mencionado que ele era um ex-policial e que ele serviu em Marine Force Recon.

17 - Os produtores escolheram um capuz para Luke Cage para mostrar que "Um homem negro com um capuz não é necessariamente uma ameaça, ele pode ser apenas um herói". A decisão foi inspirada em parte pelo exemplo de Trayvon Martin, um adolescente negro inocente que foi morto em 2012, por um segurança por que usava um capuz.

Assim Cage retorna às origem de ser um meio de discutir problemas reais da sociedade. Em especial relacionados com a comunidade negra estadunidense. Como acontecia nos quadrinhos.
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Luke Cage tem 13 episódios, e todos estão disponíveis na Netflix.

Leia a crítica da primeira temporada de Luke Cage, outros posts da série e Dicas para sua Maratona na Netflix, ou leia mais sobre séries e Netflix.
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