sexta-feira, 19 de agosto de 2016

WarCraft (o livro)

Hollywood ainda não descobriu a fórmula perfeita para transportar as aventuras dos games para as telas. Logo não é surpresa que a grande aposta deste ano, Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos, chegasse às telas não com um mais com dois "reforços". O prequel Durotan e a novelização do roteiro do longa.

E Christie Golden, que também escreveu o prequel, teve realmente como base principal o roteiro de Chis Metzen, a visão do do diretor Duncan Jones e até o trabalho do elenco. E sim, com pouquíssimas surpresas o filme traz uma transcrição um pouco mais detalhada, porém fiel ao filme.

Draenor, o mundo dos Orcs está morto. Logo, a espécie precisa de um novo lar e com ajuda de magia chegam à Azeroth, que pretendem colonizar. Mas este novo reino é habitado, e os humanos vão defender seu território de invasores. Vale sempre lembrar, toda magia tem seus perigos, toda guerra tem dois pontos de vista e em ambos os lados da disputa há heróis e vilões.

Assim, os motivos das duas raças são bastante claros. Os humanos precisam defender seu mundo, enquanto os Orcs estão em uma busca desenfreada, e desmedida, para garantir sua sobrevivência.

Sim, os dois parágrafos acima são exatamente a mesma sinopse que usei na critica do filme. A diferença no livro fica no espaço estra para desenvolver melhor o que os personagens sentem e pensam.

Assim, as suspeitas de Hadggar conforme seus estudos evoluem ficam mais evidentes, bem como a instabilidade do Guardião. As dúvidas de Durotan mais fortes. Os relacionamentos mais detalhados, seja os de amizade entre Medivh, Rei Lane e Lothar, seja o relacionamento deste último com seu filho e a mestiça Garona.

E por falar na meio-orc, meio-humana, é ela a personagem que ganha um pouco mais de espaço que no filme. Quando o livro oferece uma ou outra informação importante sobre seu passado, que espectadores mais atentos podem ter percebido nas entrelinhas do longa.

Menos livre que o prequel, este volume tem seu ritmo complicado pelo excesso de personagens, tramas simultâneas e o formato com resquícios de um roteiro. Temos a invasão da Horda, o clã de Durotan, a resistência humana, a pesquisa de Hadggar, as ações do Guardião, os relacionamentos de Lothar. O vai-e-vem entre os diferentes núcleos é frenético e pode atrapalhar o ritmo de leitura. Especialmente no início quando estamos tentando aprender nomes, costumes e motivações de tantos personagens.

Os pontos positivos são os mesmos dos filmes, um universo rico, com personagens complexos e carismáticos. Uma história de origem (curiosamente origem de uma guerra), que cumpre seu papel de apresentar este novo mundo para não iniciados. E que ainda nos deixa curiosos sobre os rumos desta batalha pelo mundo.

WarCraft, o livro, não é excepcional. Mas, é um ótimo complemento para quem gostou daquele universo, seja nas telas ou games. Além de deixar uma bem vinda vontade de descobrir mais.

WarCraft
Christie Golden
Galera Record

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