quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Star Trek: Sem Fronteiras

Após duas aventuras sem se distanciar muito da Terra com sua nave de última geração, em Star Trek: Sem Fronteiras, finalmente encontramos a USS Enterprise no terceiro ano de sua primeira missão de 5 anos desvendando o universo. Até então tudo vai bem com, missões estelares rotineiras (se é que isso existe), a tripulação estreitou ainda mais suas relações pessoais, começa a sentir falta de casa, e para alguns até uma espécie de tédio.

Um pedido de socorro resgata Capitão Kirk (Chris Pine) e companhia do "marasmo", levando os de encontro ao vilão Krall (Idris Elba) em um planeta desconhecido. Curiosamente, apesar de ser a primeira aventura desta nova geração longe do planeta Terra, é nesta que a trama se passa mais tempo em "terra firme".

Com um roteiro co-escrito por Doug Jung e Simon Pegg (que está em cena como Montgomery Scott), o filme abre espaço para os outros personagens e diminui o foco do bromance Kirk-Spock, que dominou os filmes anteriores. A escolha é acertada, pois assim há chance de desenvolver outros personagens pouco aproveitados até então.

Assim conhecemos a família de Sulu (John Cho), e consequentemente sua orientação sexual. A homenagem ao seu intérprete original, gay e ativista das causas LGBT, George Takei (que aparentemente não entendeu muito a intenção) foi alardeada pela imprensa, mas no filme é incluída de forma orgânica sem exagerar no teor da mensagem. O universo Star Trek é diverso, e a homossexualidade é uma parte natural dele. Essa informação, não muda nem define o personagem que acompanhamos,  há dois filmes na pele de Cho. Muito menos a versão original de Takei, que pertence à universo alternativo.

E por falar em diversidade, outra personagem feminina é apresentada, Jaylah (Sofia Boutella, de Kingsman: Serviço Secreto). A guerreira vem diminuir o peso sobre os ombros de Uhura (Zoe Saldana), única personagem feminina de peso até então. Uma solitária de personalidade forte, a personagem pode até não ser muito original, mas é uma escolha infinitamente melhor que a loira Carol Marcus (Alice Eve) do longa anterior.

Enquanto isso outros personagens, divididos em duplas, constroem novas relações. Assim, descobrimos a química entre Magro “Bones” (Karl Urban) e Spock (Zachary Quinto), pode ser tão eficiente, e até mais divertida que a tradicional relação de opostos entre o capitão e o vulcano.

Kirk se vira bem na companhia de Checkov (Anton Yelchin), na participação de maior destaque do tripulante de sotaque engraçado até então. Embora não proposital, a valorização do personagem, não deixa de ser uma digna homenagem, e triste despedida à seu intérprete morto recentemente em um acidente.

A homenagem bem elaborada, é a feita para Leonard Nimoy. O intérprete original de Spock teve participações especiais nos filmes anteriores, e aqui tem sua "trama" encerrada.

Acredite ou não, tudo isso fica bem distribuído em meio a muitas, e longas sequencias de ação. Batalhas no espaço, fugas, explosões, lutas corpo-a-corpo, camisas vermelhas sendo descartadas, o ritmo é acelerado, mas não desenfreado. O novo diretor Justin Lin (da franquia Velozes e Furiosos), equilibra de forma eficiente a adrenalina em meio à clássica trama do bem contra o mal.

O único grande porém fica com a maquiagem do vilão de Idris Elba. O personagem muda ao longo do filme. E apesar da maquiagem bem feita, as alterações constantes podem confundir os desatentos. Além de limitar a atuação de seu excelente interprete.

Disponível em 3D e Imax, tecnologias quase sempre eficientes quando o cenário é o espaço, Star Trek: Sem Fronteiras, supera seu antecessor Além da Escuridão, com um episódio simples, divertido e cheio de ação. Episódico sim, afinal essa é a pegada da série de TV na qual a franquia nasceu. E tendo este episódio bem desenvolvido e encerrado, a tripulação está pronta para a aventura seguinte. Ainda em direção audaciosa para onde ninguém jamais esteve, e claro, para uma nova sequência.

Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond)
EUA - 2016 - 123min
Ação / Aventura / Ficção científica

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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Filme vs Livro: WarCraft

Este é mais um raro caso em que o filme veio antes do livro (outro que analisei assim foi Os Goonies). Neste caso quase descartei a existência do post comparativo, pois o livro é quase uma adaptação literal do que foi para telas. As divergências são muito poucas, no entanto, existem!

Draenor, o mundo dos Orcs está morto. Logo, a espécie precisa de um novo lar e com ajuda de magia chegam à Azeroth, que pretendem colonizar. Mas este novo reino é habitado, e os humanos vão defender seu território de invasores. Vale sempre lembrar, toda magia tem seus perigos, toda guerra tem dois pontos de vista e em ambos os lados da disputa há heróis e vilões.Assim, os motivos das duas raças são bastante claros. Os humanos precisam defender seu mundo, enquanto os Orcs estão em uma busca desenfreada, e desmedida, para garantir sua sobrevivência.

Vale sempre lembrar: SPOILERS à frente!

1- Mais Espaço = Mais Detalhes
Essa diferença é comum a quase toda adaptação. Livros tem mais tempo para descrever e detalhar universos e personagens. O que aqui é uma ajuda e tanto para quem não conhece o universo criado nos games e suas regras.

O resultado é mais conhecimento sobre dos costumes dos Orcs. Além do maior entendimento da personalidade e motivações dos personagens. Aqui podemos literalmente ler seus pensamentos e sentimentos, detalhes que no filme ficam à cargo das nuances nas performances dos atores. O resultado mais gritante desta diferença é um romance entre Garona e Lothar. Assim como o luto deste último pela morre só filho, e desconfiança do cavalheiro  em relação ao guardião.

2 -   As escolhas do Guardião
E por falar em Medivih ele é um dos mais beneficiados pelo "espaço extra". Entendemos melhor como e proquê o guardião foi corrompido. Isto inclui a única grande diferença entre livro e filme.

Senta que aí vem spoiler grande!

Medivih revela aos leitores que Garona é sua filha, ao agradecer à Tristão pelo momento com ela, logo após as negociações com os lobos do gelo. A cena existe no filme, mas não esta fala em particular. A sensação é que tal versão pode ter sido gravada, mas por algum motivo ficou de fora da versão final. Eu aposto no fato de que no game  ela é na verdade meio-orc, meio-draeney, não humana. E isso poderia incomodar os expectadores gamers. 

Ainda sim, visualmente é evidente que a moça é meio humana, já os draeneis, são meros figurantes no início do filme e passam despercebidos pela maioria. Enquanto isso, o expectador mais atento, provavelmente criou esta hipótese na mente ao ouvir a história que Medivih conta à mestiça. Ele fala sobre suas viagens e como em uma terra diferente conheceu um povo nobre e forte e dentre eles uma fêmea que o amou. Se você foi um desses detalhistas, parabéns você acertou!

3 - Pau de Fogo
Apresentada rapidinho na primeira cena em Azeroth, as armas criadas pelos anões. Aparecem nas mesmas cenas, mas nos livros o impacto de que eram uma novidade fica mais evidente. Especialmente em relação ao espanto das personagens, atiradores e vítimas, quanto à sua eficiência.

4 - Cenas diferentes
São poucas, algumas mais longas ou curtas. Ritmos diferentes (até porque durante a leitura quem dita o ritmo é o leitor). O que à exceção do detalhe "bombástico" acima, não traz muitas informações extras.

5 - Durtoran
O maior número de detalhes extras fica por conta do outro libro da série, também lançado simultaneamente ao filme. WarCraft - Durotan conta a história do clã dos Lobos do Gelo, antes de invadirem o mundo dos humanos. Os costumes, as diferenças entre os diversos clãs que formam a horda, as discordâncias e motivações ficam muito mais claras com este volume extra.

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Entretanto, não é necessário ler Durotan, para compreender livro e filme. Assim como não é preciso consumir ambas as versões, ou mesmo conhecer o game da Blizzard que as inspirou para compreender a trama. As livro e filme funcionam bem sozinhas (como deveriam), mas sim, se complementam. Em comum, o estímulo à curiosidade quanto ao que está por vir. O consumo das duas versões é a pedida certa para quem, amou aquele universo, já era fã, ou ainda se descobriu curioso.

WarCraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos, é inspirado no universo da franquia de games da Blizzard e chegou aos cinemas brasileiros em junho de 2016. Os livros WarCraft - Durotan e WarCraft, chegaram às livrarias junto com o lançamento das telas. 

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Romance com o Duque

Talvez este livro devesse ter outro título! - Admito que esta foi uma das primeiras coisas que pensei, afinal o título entrega a parte mais importante da trama. Isso, se você não conhecer o currículo de sua autora. Tessa Dare tem vários prêmios por seus romances históricos para maiores. Tendo essa informação a questão importante não é a existência do romance, mas quando e como ele vai acontecer.

Em Romance com o Duque, a filha de um famoso escritor de fantasia, Isolde "Izzy" Ophelia Goodnight, se encontra em apuros. Após a morte repentina de seu pai, se descobriu sem recursos, quando seus bens foram passados para seu primo, uma vez que no século XIX mulheres não tinham direito à herança, à menos que indicada em testamento. Felizmente, seu padrinho Conde Linforth fez exatamente isso, deixou algo para todas as suas afilhadas.

Izzy se torna dona de um castelo. Infelizmente esta propriedade já tinha um dono e residente, o tal Duque do título. Não precisava nem da dica no título para perceber que a dupla vai se apaixonar enquanto briga pela posse do castelo. A parte interessante fica por conta do desenvolvimento deste romance e da personalidade dos protagonistas.

A mocinha, cresceu cercada por contos de fadas, mas sabe que a vida não se parece nem um pouco com eles. Se considera uma mulher sem atributos que provavelmente passará a vida sozinha. Já Ranson, o duque, é um rico amargurado que após um evento trágico se tornou um recluso. A dupla vai descobrir entre um namoro e outro, como superar seus traumas e dificuldades.

Novamente, não é uma história extremamente original, mas seu desenvolvimento prende o leitor. Especialmente por causa da linguagem simples e direta de Dare e pelo carisma que a autora dá à seus personagens. Os mais exigentes podem ficar incomodados com alguns detalhes incertos, e imprecisões históricas. Como detalhes da deficiência de um personagem, ou do absurdo número de fãs dos livros de Goodnight (suficiente para uma convenção, com direito a cosplayers) em uma época que a educação formal não alcançava grande parte da população.

E por falar na série de livros de Goodnight, eles trazem um universo à parte dentro da narrativa. Uma vez que estes também foram interrompidos com a morte do pai de Izzy. Fazendo com que a mocinha vire alvo da curiosidade dos fãs. Fãs estes que se comportam como os fãs de hoje em dia, organizando clubes, trocando correspondências, fazendo cosplay. Talvez seja historicamente impreciso, mas é de fato divertido. Além disso há quem ficará tão interessado na história dentro da história, quanto na trama principal.

Assim como em Uma semana para se perder, o final soa um tanto apressado. Uma característica da autora que não agrada a esta blogueira que vos escreve, mas parece ser constante e não incomodar a maioria. Considerando que o romance foi vencedor do RITA Awards (Romance Writers of America) em 2015.

Romance com o Duque é o primeiro volume da série Castles Ever After*, que conta as histórias das afilhadas do Conde Linforth e seus castelos recém-herdados. E entrega o que promete no título, além do estilo habitual de quem já conhece o trabalho de Tessa Dare. A intenção é proporcionar algumas horas de entretenimento leve e divertido. Tarefa que cumpre muito bem.

Romance com o Duque (Romancing the Duke)
Série Castles Ever After
Tessa Dare
Gutemberg

*A editora Gutemberg já publicou no Brasil o segundo volume da coleção, Diga sim ao Marquês.

Leia também a crítica de Uma semana para se perder.
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quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Nerve: Um Jogo Sem Regras

Um novo jogo é lançado, vira sucesso instantâneo ao ponto de chamar a atenção da mídia quanto aos extremos que os jogadores estão dispostos à alcançar. Não. Eu não estou falando de uma notícia sobre Pokémon Go. Até porque, o game de capturar monstrinhos é coisa de criança perto de Nerve.

É como verdade ou consequência, sem a parte da verdade! O jogo Nerve é anunciado assim ainda no trailer do filme. Sem coragem de sequer contar para a mãe que quer cursar uma faculdade diferente, Venus "Vee" DeMarco (Emma Roberts) é assumidamente apenas uma expectadora dessa nova febre. Até que uma discussão com sua amiga Sydney (Emily Meade) leva a garota a tentar se provar entrando no jogo. Os jogadores precisam realizar desafios propostos pelos observadores e logo no primeiro ela conhece Ian (Dave Franco), com quem passa à compartilhar a "aventura".

É claro, os desafios ficam mais perigosos conforme se avança no jogo,e com ele as relações entre jogadores e observadores. E apesar do título nacional Nerve: Um Jogo Sem Regras, este tem sim seu regulamento, que desclassificam o jogador que falhar ou desistir de um desafio. Dedurar a brincadeira para as autoridades também é proibido.

Impossível não fazer relação com aplicativos da vida real, especialmente Pokémon Go, que como Nerve traz a brincadeira para fora dos smartfones, e leva os jogadores para diferentes pontos da cidade. Obviamente o filme leva as ações ao extremo, criando de forma peculiar um retrato exagerado dos nossos tempos. Especialmente entre os jovens que além de lidar com os vícios da tecnologia, foram criados pela sociedade para buscar atenção e popularidade à todo custo.

Tudo isso em um trilher, que usa bem a linguagem que aborda na própria narrativa. Imagens de celulares, gráficos, textos na tela, tudo faz referência ao mundo dos computadores, jogos, aplicativos e redes sociais.

O elenco jovem entrega uma atuação eficiente. Além Roberts, Franco e Meade, traz o rapper Machine Gun Kelly, Miles Heizer, Samira Wiley e Kimiko Glenn (estas duas últimas vivem o casal Poussey e Soso em Orange is the New Black). Juliette Lewis completa o elenco como a mãe de Vee.

Baseado no livro Nerve de Jeanne Ryan, o longa não é imprevisível, mas guarda bons momentos de tensão e adrenalina. Fala diretamente com o público jovem, mas deve se relacionar muito bem com qualquer um que viva nos dias de hoje. E com alguma sorte fará todos nós pensar um pouco sobre limites e extremos. Além de fazer muita gente perceber que Pokémon Go, nem é tão perigoso assim!

Nerve: Um Jogo Sem Regras (Nerve)
EUA - 2016 - 96min
Suspense
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Hora de Falar das Olimpíadas do Rio

Fazendo uma pausa nos filmes, séries e livros e relembrando as origens deste blog (nascido como um espaço de comentário geral), esta blogueira que vos escreve abre um parênteses para falar um pouco de nosso recente período olímpico. Isso mesmo, não resisti à um post sobre o  bom é o ruim dos jogos olímpicos do Rio. Embora eles ainda não tenham terminado de fato, as paraolimpíadas estão chegando.

E esse é o primeiro detalhe difícil de ignorar, os jogos paralímpicos foram meio que deixados de lado pela mídia. Isso aconteceu, até este fim de semana, quando clima de despedida tomou conta da imprensa, que dizia "adeus às instalações olímpicas", e os expectadores começaram à se questionar, ué mas os para-atletas não vão usar as mesmas áreas de competição? Depois disso foi revelado que poucos ingressos para as competições foram vendidos e a busca por ingressos se tornou uma prioridade. Mesmo assim, a cobertura da mídia quanto à segunda parte dos jogos não tem metade das atenções que as semanas anteriores. Isso sempre acontece, mas já que esta edição é em nosso quintal, bem que podíamos fazer direito ao menos uma vez!
A tocha hipinótica!

Do lado positivo, presenciamos um crescimento do orgulho brasileiro. Mais que necessário, neste período crítico do país. A parte surpreendente? Nem precisamos de medalhas para isso! Bastou uma cerimônia de abertura muito bem feita, (leia-se cultura nacional de verdade, longe de estereótipos) para o brasileiro lembrar das partes boas de se viver por aqui.

Enquanto nós fugimos dos estereótipos, os nadadores estadunidenses fizeram um desfavor á sua nação abraçando aquele estereótipo de jovem irresponsável, que costumamos ver em em seus filmes sobre universitários. Bebedeira, arruaça, mentira, falsas acusações, além de fazer um papelão quase causaram um incidente internacional. Felizmente as autoridades envolvidas, entenderam o mau comportamento dos atletas e aparentemente, após alguns procedimentos legais, resolveram, tratá-los como as crianças que são. Sem indisposições entre os países, apenas um bom castigo (espero) para os mimados.

Ok! Eu sei que os meninos do futebol finalmente conquistaram a medalha de outro, único título que ainda não tínhamos. Mas, é bom não esquecer que foi o time feminino que jogou bem durante todo o campeonato, e não apenas quando a situação ficou insustentável, e depois de darem muitas coletivas equivocadas. Caso você tenha um lapso de memória é só procurar no Google as atitudes arrogantes de Neymar pós medalha. Apesar da mídia o retratar como herói, se Weverton não tivesse defendido o chute anterior, a cobrança dele e nada seriam a mesma coisa. Só calhou de ele ser propositalmente e midiaticamente escolhido para ser o último a bater. Também vale lembrar: é triste, mas uma vitória por pênaltis não é maior que uma goleada!
"Fugindo do assunto" para ilustar o post com quem merece!
Getty Images / Shaun Botterill

Mas o rei do besteirol ainda é o prefeito do Rio. Eu sei que Eduardo Paes é o prefeito da cidade sede, logo sua autoridade e porta voz. Mas convenhamos, a Olimpíada mexe com todos os brasileiros, não apenas os cariocas, e o resto de nós não votou nesse cara. E se ele não pensa antes de falar devia perder este privilégio de falar por nós.

Mas não faltaram bons exemplos, bons discursos, de atletas brasileiros e de todas as partes do mundo. E provavelmente não preciso descrevê-los para você. Cada um já deve ter seus momentos favoritos gravados na memória. Aliais, se quiser compartilhe nos comentários!

Empoderamento feminino? Medalhas de esportes que nem sabíamos que existia? Teve sim!
Foto: Alex Livesey  Getty Images

Clicks perfeitos? Teve também! 
(Como assim ele sorriu para a foto? - Briga entre as Coreias? Aqui não!)
Fotos: Getty Images e Dylan Martinez - Reuters

E teve claro, os momentos da torcida! Essa torcida maluca que torceu para o juiz, cantou clássicos do cancioneiro nacional para atletas estrangeiros que não deviam fazer ideia do que se passava, adotou atletas de outros países estrangeiros por motivos mais diversos, transformou a arena do vôlei numa boate à céu aberto e compõe o maior coral não ensaiado do mundo. Animou a si mesma, aos jogadores, ao pessoal que assistia em casa. E no final transformamos tudo em meme!

E a empolgação começava com o mascote Vinícius! Aquele que inicialmente achamos muito estranho (afinal ele tem partes de diferentes animais brasileiros em cores nada tradicionais), mas acabamos nos apaixonado por ele!



Pode não ter sido os jogos olímpicos mais perfeitos (ou justos, a maratona terminar no sambódromo foi só para vender mais ingressos né?). E não estávamos muito animados no início, mas deu certo. Foi divertido, levantou o moral, celebramos literalmente por toda a cidade e não fizemos vergonha. E ainda recebemos o Mário no Maracanã, e depois teve samba, claro!

Agora é esperar os para-atletas, se programar para tentar viajar para Tóquio. E torcer para que o supra-mencionado legado também "dê certo"!
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Eu sei, estes comentários não foram nada ortodoxos. São apenas as observações aleatórias de uma brasileira comum. E tem mais desses textos!

Leia sobre as Olimpíadas de Pequim, e o Jogos Pan-Americanos do Rio.
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domingo, 21 de agosto de 2016

Sherlock: fã de carteirinha

Demorou, mas as meninas do The Hillywood Show retornaram com outra de suas impressionantes paródias. Desta vez, a brincadeira é com a série Sherlock da BBC Com o crescimento do canal, e apoio dos fãs o profissionalismo da dupla está crescendo. Se antes elas surpreenderam conseguindo participações de quase todo o elenco de Supernatural, agora elas viajaram para a terra da Rainha.

Em Londres, usaram locações reais da série da BBC. Além de Hanna e Hilly Hindy respectivamente John e Sherlock, o vídeo também conta com Osric Chau como Moriarty, Chris Rankin como Mycroft. Além de uma participação especial que deixarão os fãs da série do sociopata funcional (e também do Time Lord) de queixo caído.



Para quem gosta dos detalhes, o canal também liberou os bastidores das gravações e o Diário de Sherlock. O pacote todo no ar de uma só vez!

Assista mais vídeos de Fãs de Carteirinha da cultura pop. Leia mais sobre Sherlock, ou veja outros vídeos das irmãs Hindy, de quem esta blogueira que vos escreve é fã de carteirinha.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

WarCraft (o livro)

Hollywood ainda não descobriu a fórmula perfeita para transportar as aventuras dos games para as telas. Logo não é surpresa que a grande aposta deste ano, Warcraft - O Primeiro Encontro de Dois Mundos, chegasse às telas não com um mais com dois "reforços". O prequel Durotan e a novelização do roteiro do longa.

E Christie Golden, que também escreveu o prequel, teve realmente como base principal o roteiro de Chis Metzen, a visão do do diretor Duncan Jones e até o trabalho do elenco. E sim, com pouquíssimas surpresas o filme traz uma transcrição um pouco mais detalhada, porém fiel ao filme.

Draenor, o mundo dos Orcs está morto. Logo, a espécie precisa de um novo lar e com ajuda de magia chegam à Azeroth, que pretendem colonizar. Mas este novo reino é habitado, e os humanos vão defender seu território de invasores. Vale sempre lembrar, toda magia tem seus perigos, toda guerra tem dois pontos de vista e em ambos os lados da disputa há heróis e vilões.

Assim, os motivos das duas raças são bastante claros. Os humanos precisam defender seu mundo, enquanto os Orcs estão em uma busca desenfreada, e desmedida, para garantir sua sobrevivência.

Sim, os dois parágrafos acima são exatamente a mesma sinopse que usei na critica do filme. A diferença no livro fica no espaço estra para desenvolver melhor o que os personagens sentem e pensam.

Assim, as suspeitas de Hadggar conforme seus estudos evoluem ficam mais evidentes, bem como a instabilidade do Guardião. As dúvidas de Durotan mais fortes. Os relacionamentos mais detalhados, seja os de amizade entre Medivh, Rei Lane e Lothar, seja o relacionamento deste último com seu filho e a mestiça Garona.

E por falar na meio-orc, meio-humana, é ela a personagem que ganha um pouco mais de espaço que no filme. Quando o livro oferece uma ou outra informação importante sobre seu passado, que espectadores mais atentos podem ter percebido nas entrelinhas do longa.

Menos livre que o prequel, este volume tem seu ritmo complicado pelo excesso de personagens, tramas simultâneas e o formato com resquícios de um roteiro. Temos a invasão da Horda, o clã de Durotan, a resistência humana, a pesquisa de Hadggar, as ações do Guardião, os relacionamentos de Lothar. O vai-e-vem entre os diferentes núcleos é frenético e pode atrapalhar o ritmo de leitura. Especialmente no início quando estamos tentando aprender nomes, costumes e motivações de tantos personagens.

Os pontos positivos são os mesmos dos filmes, um universo rico, com personagens complexos e carismáticos. Uma história de origem (curiosamente origem de uma guerra), que cumpre seu papel de apresentar este novo mundo para não iniciados. E que ainda nos deixa curiosos sobre os rumos desta batalha pelo mundo.

WarCraft, o livro, não é excepcional. Mas, é um ótimo complemento para quem gostou daquele universo, seja nas telas ou games. Além de deixar uma bem vinda vontade de descobrir mais.

WarCraft
Christie Golden
Galera Record

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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Razão x Emoção - o curta metragem que inspirou Divertida Mente?

Antes da Pixar nos apresentar de forma simples um complexo conflito de emoções dentro do cérebro de uma garotinha, foi lançado Razão x Emoção. O curta metragem criado por alunos da escola americana Ringling College of Art and Design retrata um conflito parecido de forma ainda mais primitiva.

Ao invés de diferentes sentimentos, a batalha aqui é travada entre Razão e Emoção, diretamente da sala de comando do cérebro de um rapaz. Esta última bastante parecida com a da cabeça da pequena Riley. A ocasião? O desconfortável primeiro encontro. Quem será que vence essa batalha?



O curta é de 2013, e há quem diga que serviu de inspiração para Divertida Mente (2015). Concorda? Ou foi apenas coincidência?

Razão x Emoção (Brain Divided)
EUA - 2013 - 5min
Animação/Curta-Metragem

Leia a crítica de Divertida Mente.

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

38 participações em Gilmore Girls que você deveria reconhecer - parte 2

Continuando nossa maratona para lembrar quem é quem nas participações especiais de Gilmore Girls. A segunda parte começa com uma revelação da TV atual. Confira a primeira parte aqui.

Vale lembrar esta lista exclui aparições fáceis de lembrar, ou que fizeram mais que apenas uma ponta, como Melissa McCarthy, Jared Padaleki, Todd Lowe e Milo Ventimiglia.

21 - Rami Malek o protagonista de Mr. Robbot, ou o faraó da Franquia Uma Noite do Museu era um dos alunos da universidade de Lane no quarto ano da série.

22 - Larry Pine conhecido por House of Cards e O Grande Hotel Budapeste, foi o pretendente de Emily Gilmore quando seu casamento ficou abalado.

23 - Gregg Henry pai do último namorado de Rory, Logan. O Sr. Mitchum Huntzberger aparece pela primeira vez na quinta temporada. Henry trabalha muito na TV, seus mais de 160(!) créditos incluem, The Killing, The Following, Scandal, Chicago Med entre outras.

24 - John Kapelos é outro com uma quantidade absurda de créditos (180!). Logo, participou de quase todas as séries que você conhece e outras que nunca ouviu falar, além de alguns filmes. Para ficar no exemplo mais simples ele está em Clube dos Cinco.

25 - Leann Hunley a mãe de Logan, exige muito esforço dos cinéfilos para lembrar que a viram no longa Família Buscapé numa longínqua Sessão da Tarde. O trabalho mais recente dela foi em Raising Hope.

26 -Lexi Ainsworth que você conhece de General Hospital apareceu pequenininha na lanchonete de Luke, na sexta temporada de Gilmore Girls.

27 - Mark Harelik dá um emprego no jornal para Rory. Ele apareceu no terceiro Jurassic Park e continua dando as caras em séries como The Leftovers, Unbreakable Kimmy Schmidt e Preacher.


28 - Dale Dickey apareceu na sexta temporada de Gilmore Girls em muitas produções de sucesso como Breaking Bad e Homem de Ferro 3, sempre em papéis secundários. Resultado? É uma daquelas atrizes que você conhecem mas não lembra de onde.

29 - Danny Pudi de Comunity, é um dos colegas de Rory no Jornal de Yale.

30 - Monique Coleman antes de ficar conhecida no segundo grau de High School Musical, ela já frequentava a faculdade de Yale e até escrevia no jornal. Não deve ser coincidência, já que Kenny Ortega diretor do longa musical comandou vários episódios da série.

31 - Abigail Spencer é uma das madrinhas que dormiu com o irmão da noiva, Logan o namorado da Rory na sexta temporada da série. Você deve reconhecê-la de True Detective.

32 - Leslie Odom Jr foi presidente do jornal de Princeton em um debate de que Rory participa. SupernaturalLaw & Order: SVU, Smash e Person of Interest estão entre seus trabalhos de maior destaque.

33 - Paul Anka, não o cachorro, o astro da música. Apareceu como ele mesmo em um sonho de Lorelay.

34 - Melora Hardin de The Office é uma pretendente que Emily tenta juntar com Christopher na sexta temporada da série.

35 - Krysten Ritter a Jessica Jones, ou a "vadia do apartamento 23", frequentou Yale com Rory em seu último ano. Já era maluquinha, porém fofa, naquela época.

36 - Kathy Baker foi a dona de hotel, Mia que deu abrigo e emprego a Lorelay na adolescência. Você a conhece principalmente de Edward Mãos de Tesoura.

37 - Vanessa Marano a filha de Luke, April também aparece em Desaparecidos, Dexter e atualmente está em Switched at Birth. Ela irmã mais velha da estrelinha do Disney Channel Laura Marano.

38 - Hayley McFarland de Lie To Me e Invocação do Mal é uma das coleguinhas de April, filha do Luke.


- Ei, acho que está faltando gente nesta lista! - Com certeza!!!

A lista original passava de 80 participações, que incluía rostos poucos conhecidos dos brasileiros. E até políticos "estadunidenses". Logo, uma redução aleatória foi necessária.

E aí, você reconheceu todos? Quem você acha que devia estar na lista? Já está preparado para a próxima lista de participações especiais e futuras estrelas? 

Já podemos incluir a primeira dama estadunidense, Michelle Obama nessa contagem. Você já viu este promocional da nova temporada da série?



Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar, a continuação da série chega à Netflix dia 25 de Novembro. Contará com quatro episódios de 90 minutos cada, um para cada estação do ano, e trará de volta boa parte do elenco original.

Leia a primeira parte deste post, ou descubra outras séries da  Netflix
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