sexta-feira, 1 de julho de 2016

Truque de Mestre: O Segundo Ato

Em 2013 fui aos cinemas assistir à Truque de Mestre nas melhores condições possíveis. Além do título, tudo o que eu sabia era que a produção tinha um elenco de estrelas. O resultado, apesar de não ser perfeito o filme conseguiu surpreender e divertir. A vantagem da "ausência de expectativa", não é um benefício do qual sua sequencia Truque de Mestre 2 dispõe.

A premissa de Robin Hoods modernos, que além de tirar dos ricos para dar aos pobres, o fazem com um incrível espetáculo é ótima. Por outro lado, o primeiro longa não deixa muitos ganchos, a não ser a realidade por trás da misteriosa entidade "O Olho". Logo, instituição recruta os Cavalheiros e os deixa esperando nas sombras por um novo plano misterioso. Quando, este finalmente começa, as coisas não saem tão bem quanto o esperado. Tudo isso adornado com truques de ilusionismo.

O grande chamariz do primeiro ato deste espetáculo cinematográfico, o elenco, está quase todo de volta. À exceção é Isla Fisher cuja ausência é explicada em uma fala preguiçosa. Mas o quatro cavaleiros não poderiam ficar desfalcados, logo Lizzy Caplan é escalada como Lola (Lula originalmente, mas no Brasil renomeada evitando referências políticas). De longe uma das melhores novidades da franquia, sua interação com os outros membros é apressada, mas a moça traz um humor novo para a dinâmica do grupo.

Outra nova adição bem pensada, é a escalação certeira de Daniel Radcliffe (Walter Mabry). O eterno Harry Potter é um empresário que não acredita em mágica. Essa piada é recorrente por todo o longa. E Radcliffe está muito bem apesar do pouco espaço para o personagem.

Enquanto isso os personagenes de, Jesse Eisenberg (J. Daniel Atlas), Mark Ruffalo (Dylan Rhodes) medem forças pela liderança. Woody Harrelson (Merritt McKinney), não tem medo de abraçar a charlatanice ao assumir um segundi personagens. E Dave Franco (Jack Wilder),apenas completa o time. Ao menos Michael Caine (Arthur Tressler) e Morgan Freeman (Thaddeus Bradley), tem papéis maiores neste.

O problema é que ao dar maior espaço para Caine e Freeman, a trama acaba se apegando demais ao filme original, suas consequências e detalhes do passado que desconhecemos, ao invés de trazer novos desafios. Perdendo-se um pouco da premissa de Robin Hood moderno oferecida. E passando longe da possibilidade do truque de ilusionismo no roteiro que o primeiro filme trazia, ao nunca nos deixar prestar atenção ao verdadeiro culpado.

Já o ilusionismo das telas continua. Infelizmente menos impressionante, misterioso ou realista. Enquanto no primeiro filme o expectador ficava dividido entre prestar atenção ao espetáculo e tentar desvendar o truque. Aqui, a explicação por vezes é obvia, ou mal explicada, como o truque com a chuva de Atlas no clímax. Aquilo parecia CGI, não ilusionismo. E o mais preocupante, há momentos que nos perguntamos se o truque era mesmo necessário, como a interminável sequencia da carta de baralho.
Desculpa, não acredito que esse truque é de ilusionismo, e como não pode ser mágica de verdade (pode?), deve ser CGI!
Truque de Mestre 2, tem um bom elenco e uma premissa interessante. Mas peca ao se apegar demais ao passado, desenvolve pouco seus heróis como grupo, e não usa tão bem a mágica como distração para contar a história. Este é o problema da expectativa, inevitável em uma sequência. Quem esperava ver os Quatro Cavaleiros salvarem o mundo, com um grande número de mágica a cada dia, ficou na vontade.

Ainda em abril a Lionsgate confirmou Jon M. Chu como diretor do terceiro longa da franquia. Basta espetar que o diretor, também responsável por este filme, tenha olhado atentamente para esta sequência. E apresente um terceiro ato melhor elaborado.

Truque de Mestre: O Segundo Ato (Now You See Me 2)
EUA - 2016 - 125 minutos
Suspense, Ação

Leia a resenha do primeiro Truque de Mestre .

2 comentários:

Vale Loza disse...

Eu gosto do filme e trabalhar Lizzy Caplan foi profissionalmente desenvolvido em outra série, deixo a revisão: Dr. William Masters (Michael Sheen) e Virginia Johnson (Lizzy Caplan) são dois pesquisadores que ensinaram a amar a América são apresentados no Master of Sex que conta a história de dois pesquisadores da sexualidade e os casos que enfrentam no seu trabalho, acho que o elenco através das quatro estações do ano, evoluiu. A série com uma história diferente, porém, é divertido, ele é definido nos anos 50 e 60, em que falar de sexualidade era quase impensável e este par de pesquisadores deve enfrentá-lo.

Fabiane Bastos disse...

Que bom que gostou do filme. Eu adoro a Lizzy desde "Meninas Malvadas", e até conheço "Masters of Sex" embora ainda não tenha acompanhado devidamente. Mas este post é sobre "Truque de Mestre: O Segundo Ato", e não sobre o trabalho de Lizzy embora, ela seja a melhor novidade da franquia!

Obrigada pela visita! ;)

 
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