sexta-feira, 29 de julho de 2016

Orphan Black - 4ª temporada

Após uma terceira temporada que aparava arestas e pontas soltas, Orphan Black retorna as suas origens em seu quarto ano. Literalmente, já que um longo flashback que ocupa quase todo o primeiro episódio ressuscita Beth (Tatiana Maslany). Sua investigação, seu suicídio e suas motivações voltam ao centro da atenção. 

Uma ótima escolha de resgate, uma vez que a  personagem morre no episódio piloto e tudo que sabemos sobre sua investigação é o que seu parceiro Arthur "Art" Bell (Kevin Hanchard) sabia. Ou seja, quase nada! Detalhes como a existência de M.K. (Tatiana Maslany) a clone haker, vivendo nas sombras desde então e os misteriosos planos ainda em curso da Neolution. O "campo de estudo"/sociedade secreta apresentado na primeira temporada, acredita que a ciência é o melhor caminho de aprimorar a humanidade.

Assim, Sarah (Tatiana Maslany), Kira (Skyler Wexler), Shioban (Maria Doyle Kennedy) e Kendall (Alison Steadman) são descobertas em seu esconderijo e estão de volta ao jogo. Este, agora sem excessos é bem explicado para o expectador: Leda e Castor, respectivamente linhagens feminina e masculina dos clones, são dois braços distintos do mesmo experimento. E tem a mesma origem genética Kendal Malone.

Logo, tanto a cura para a doença quanto o conhecimento para produzir novos clones depende do acesso à Kendall. A disputa é ente o "clube dos clones" que tentam eliminar sua doença, e os membros da Neolution que querem reiniciar a experiência com as cópias genéticas. Mantendo Sarah, Cosima (Tatiana Maslany) e Rachel (Tatiana Maslany) focadas no prêmio principal, embora de lados distintos.

Apesar de ainda em luto por Delphine (Evelyne Brochu), é ótimo finalmente ver Cosima ganhar espaço para desenvolver sua personalidade. Cientista brilhante em busca da própria cura, a personagem perdeu muito tempo sendo "a homossexual com uma complicada vida amorosa". A personagem é mais que seus romances ou opção sexual.

Enquanto isso Alison (Tatiana Maslany) e Donnie (Kristian Bruun), normalmente o alívio cômico e retorno ao cotidiano, agora ganham uma trama mais densa ao lidar com as consequências de suas atividades criminosas anteriores. Krystall (Tatiana Maslany) e M.K., aparecem pontualmente com informações especiais e atitudes que influenciam a trama principal diretamente. A esteticista apresentada no ano anterior, também assume grande parte do alívio cômico da trama, com seu estilo carismaticamente exagerado.

Os clones masculinos, não tão bem aceitos ainda estão presentes de forma moderada. Outra que perde espaço de tela é Helena (Tatiana Maslany), embora ainda haja tempo para que ela crie uma relação curiosa com Allison e Doonie.

Enquanto Felix (Jordan Gavaris) busca sua própria família biológica. E Kira (Skyler Wexler) começa a mostrar maior conexão com os clones. As histórias de ambos são a grande incógnita da temporada. Sem uma função clara, ou desfecho, será preciso esperar a próxima temporada para descobrir se foram desperdiçadas ou uma preparação para algo maior.


Outros destaques do elenco Rosemary Dunsmore, Cynthia Galant, Ari Millen e Jessalyn Wanlim. Mas as atenções continuam mesmo sobre Tatiana Maslany e seus múltiplos personagens. A contagem está em 22 clones, 8 com participação constante em cena. Todos com sua personalidade, maneirismos e história própria.

Orphan Black, ainda é uma história complexa e cheia de reviravoltas. Personagens aparecem e somem de acordo com a conveniência da trama. E Shioban ainda é pouco verossímil, sua conveniente ligação com Kendall, parece apenas desculpa para manter a instável personagem em cena. Entretanto a produção trouxe uma quarta temporada melhor elaborada, mais acessível (leia-se menos confusa) para o público. Continuando como uma das séries mais distintas em cartaz, com uma ficção-cientifica complexa, e inteligente, mas que não negligencia o fator humano. Afinal a parte mais interessante é descobrir as identidades únicas dos clones, e ver como elas interagem e criam laços.


À exemplo de seus personagens que tenta reinventar a humanidade rescrevendo seu genoma, a série encontrou o caminho para se reinventar. Reescreveu seu início apresentando eventos pré episódio piloto. Ficou mais coerente, e igualmente empolgante.

Desde Maio deste ano Orphan Black é uma produção exclusiva da Netflix no Brasil. A quarta temporada acaba de ser disponibilizada na íntegra no serviço e tem 10 episódios. Assim como, os três anos anteriores também disponíveis. Recentemente, os produtores anunciaram a confirmação da quinta e última temporada.

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