terça-feira, 7 de junho de 2016

Gotham - 2ª temporada

Procedural e constante, assim foi a primeira temporada de Gotham, que não agradou a todos. Houve quem ficasse cansado com a tentativa de apresentar um novo personagem a cada semana, e o consequente uso limitado dos mesmos. Agora em seu segundo ano, a série sobre a Cidade do Batman antes do homem-morcego, acertou estes últimos ponteiros e parece ter encontrado seu formato.


Colocando o cargo de seu protagonista, o detetive James Gordon (Ben McKenzie, de The O.C.), sempre em perigo. A série quase abandona por completo o formato de "caso da semana", para desenvolver melhor os personagens que já conhecemos, em dois arcos bem distintos, separados pelo obrigatório hiato de fim de ano.

Assim, na primeira metade da temporada, vemos Jim ultrapassar limites para continuar protegendo Gotham, atrelada à nova condição de poder do "Pinguim" (Robin Lord Taylor, ainda perfeito). Simultaneamente acompanhamos a ascensão relâmpago (e cheia de más intenções) de Theo Galavan (James Frain) na vida política. Inclua neste processo alguns pacientes perturbados do Asilo Arkan. Já Nygma (Cory Michael Smith) finalmente começa desenvolver sua psicopatia. O jovem Bruce Wayne (David Mazouz), e Alfred estão ocupados descobrindo a batcaverna uma sala secreta na mansão, que pode abrigar os segredos sombrios de seu pai.

De uma forma ou de outra os arcos acabam levando a Arkan, onde se desenvolve o grande vilão da temporada. Hugo Strange (B. D. Wong, de Jurassic World) tem um dedo na maioria dos problemas da cidade, e ainda uma fábrica de monstros no porão. Enquanto os arcos correm e se encontram em direção ao cientista, os perigos aumentam e a temporada segue em um crescente até o grandioso season-finale, que amplia ainda mais a tal "ascensão dos vilões", tema desta temporada
Strange, colocando em prática toda a genética que aprendeu em Jurassic Park....
O novo formato, tornou a temporada mais interessante. Bem como as reviravoltas dignas de quadrinhos que a série não teve vergonha de trazer. Assim, temos experiências genéticas, personagens mortos retornando à vida, rituais satânicos, identidades confusas, o treinamento nada ortodoxo do futuro Batman e sua relação complicada com Alfred e Selina (Camren Bicondova), o vai-e-vem da situação de Gordon na polícia, e com as namoradas Barbara (Erin Richards), e Lee (Morena Baccarin). E claro, o mistério sempre maior por trás de cada nova descoberta.

O visual estranho e exagerado, que mistura referências de diferentes épocas como celulares e jornalistas com topetes dos anos de 1960, dá personalidade á produção. Além de fazer bom uso dos recursos disponíveis, e da necessidade do cenário-personagem, a Gotham. A cidade é cinzenta, sombria e constantemente nublada, os visual dos personagens e da direção de arte acompanha. Mas traz em seus uniformes alguns tons de loucura e urgência a este universo. 

A produção de arte e o elenco esforçado e bem escolhido, são provavelmente os pontos mais fortes da série. Felizmente, a produção não depende apenas deles, Gotham parece finalmente ter encontrado seu estilo. E terminou o segundo ano com muitos problemas e mistérios para terceira temporada. A torcida agora, é que a produção consiga manter a qualidade. 

Gotham é transmitida no Brasil pelo canal Waner. Leia mais sobre a série

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