quinta-feira, 5 de maio de 2016

Supergirl - 1ª temporada

No final o saldo foi positivo! Isto é, na humilde opinião da blogueira que vos escreve. Muito se debateu sobre a série de TV da Supergirl, na ocasião de seu lançamento. Com a temporada completa entregue, a série está longe de ser perfeita, mas traz mais acertos do que erros.

Kara Zor-El (Melissa Benoist de Glee) de 12 anos foi enviada à Terra logo após seu primo Kal-El/Clark Kent (ou Superman para os íntimos), com a missão de cuidar do bebê. Mas sua nave se perdeu e a menina ficou em animação suspensa por muito tempo. Quando finalmente chegou Kal-el, já era um adulto, enquanto Kara permanecia com 12 anos. Aqui, a menina foi adotada pelos Danvers (atenção às participações especiais de Helen Slater e Dean Cain, respectivamente a Supergirl do filme homônimo de 1984, e o Superhomem da série Lois & Clark), Kara teve uma infância o mais normal possível.

Aos 24 anos um acidente força a moça a usar seus poderes, sem deixar de ser notada pelo mundo. É aí que ela decide abraçar a vocação de família e se tornar uma heroína. Sem abandonar sua vida normal, que inclui amigos e um emprego como assistente da chefe de um grande conglomerado midiático. Cat Grant (Calista Flockhart, ótima), claramente inspirada na personagem de Meryl Streep em O Diabo Veste Prada.

Voltada para uma parcela bem específica do público (garotas criadas à base do GirlPower de Frozen), a série deixou muito nerd de quadrinhos confuso, com os romances platônicos, aquele momento de "provar figurinos", dramas de auto-descoberta, entre outras coisas. 

Consequentemente foi taxada como ruim pelos marmanjos já iniciados, mas interessante para essa nova faixa a ser apresentada ao mundo dos super-heróis. Vale sempre lembrar, todos tivemos uma porta de entrada que talvez, se analisada hoje, pode não ser tão excepcional quando quando éramos pequenos. A minha foi Lois & Clarke a sua?


Além disso, com o tempo (e alguns ajustes), era inevitável que a série abandonasse a iniciação e ampliasse sua mitologia. Logo conhecemos os criminosos da Zona Fantasma (a super prisão kriptoniana foi responsável pelo desvio na rota de Kara, e chegou na Terra junto com a menina), que inclui membros de sua família.

Descobrimos que o Ex-agente da CIA e chefe do Departamento de Operações Extra-Normais -DOE-, Hank Henshaw (David Harewood) é na verdade J'onn J'onzz, o Marciano (ou Ajax, para os mais velhos). Junto com a identidade secreta uma trama que envolve o passado da família Danvers.

A irmã adotiva Alex Danvers (Chyler Leigh), James "Jimmy" Olsen (Mehcad Brooks), o melhor amigo Winslow "Winn" Schott, Jr. (Jeremy Jordan), a mãe e a tia de Kara ambas vividas por Laura Benanti. Completam o núcleo de relações da super moça.

E as relações entre os personagens, inclusive os romances platônicos evoluem. A mais interessante é entre Kara e sua implacável chefe Cat Grant. 

Mas o ibope sobe mesmo quando Flash dá as caras. Com personalidades parecidas, a dinâmica entre os personagens é boa. O crossover foi possibilitado após muita negociação (as séries são de canais diferentes) e da capacidade de Barry de viajar entre universos.

Cospobre de Mística dos X-Men? Não, é a vilã Indigo.
O maior problema é a péssima caracterização dos vilões. Sem conseguir equilibrar a caricatura colorida dos quadrinhos, com a realidade da tela, o resultado é uma galeria de criaturas hilárias, para não dizer "mal feitas". Há quem lembre dos divertidos "cospobres", a diferença aqui é que a caracterização é levada a sério. A qualidade ruim inclusive ofuscou a participação especial de Laura Vandervoort (a Supergirl de Smallville), escondida sob um maquiagem azul e peruca desbotada.

Ignorando a aparência dos vilões, a história evolui em um bom ritmo. Desenvolvendo arcos dos personagens, e até apresentando reviravoltas. E o ponto forte, nunca recorrendo ao Superman, para salvar o dia. Clark existe, é claro, mas só aparece em forma de mensagens e silhuetas. No final é Kara quem precisa, e consegue, resolver os problemas de Nacional City.

A Supergirl é um bom modelo e iniciação para a molecada, e não deve irritar os pais. Só precisam de um departamento de arte melhor.

A série exibida no Brasil pela Warner é uma produção do canal "estadunidense" CBS, que ainda não oficializou uma segunda temporada, devido aos altos custos da série (com aquela maquiagem?), e a oscilação da audiência. Rumores afirmam que a CW, canal de Flash e Arrow, estaria disposta a adquirir os direitos da série, assim como fez com Constantine.

Em uma emissora ou outra, jeito é torcer para que a última filha de Kripton, tenha a oportunidade de ajustar seus erros. Para se tornar uma referência para novas fãs de quadrinhos, e uma alternativa à soberania das princesas entre as pequenas!

Leia as primeiras impressões sobre Supergirl, mais sobre séries, ou continue na DC com Flash e Gotham.

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