domingo, 22 de maio de 2016

Doctor Who - 9ª temporada

Para nós acostumados com novelas e enlatados "estadunidenses" é complicado acompanhar as séries britânicas e suas temporadas curtas e irregulares. Ainda mais quando estas encontram dificuldades em seres exibidas por aqui seja em TV paga ou aberta. Apesar de ter mais de 50 anos, e ser uma das séries mais populares da terra da Rainha, Doctor Who é uma dessas séries que tem dificuldades de se manter em exibição por aqui.


Este ano a produção encontrou um novo canal comprometido com a exibição, e a nona temporada da nova geração da série acaba de chegar ao final no SyFy (com exceção do especial de natal, que por direitos de exibição só deve chegar ao canal em junho). A segunda temporada com Petter Capaldi como protagonista, se mostrou um ano complexo e com uma grande carga dramática.

Com uma transição difícil do jovem Matt Smith, para o experiente Capaldi, na oitava temporada, a série precisou recuar e encontrar um novo tom para seu protagonista. Buscando maior aceitação do público o personagem ficou menos ranzinza e mais rock'n'roll. Além de encontrar seu centro na amizade com Clara (Jenna Coleman), exatamente quando a personagem está de partida. Em seu quarto ano como companion, muito da audiência destes dois anos, ficaram sobre seus ombros. Logo, esta despedida não poderia deixar de ser traumática.

Com a morte/despedida como tema principal, assistimos uma temporada dramática e triste. Uma ou outra aventura mais leve se intercalam com o arco principal, que ocupa a maioria das histórias e inevitavelmente termina no season finale com uma grande despedida. Estes episódios se destacam, e provavelmente são aqueles dos quais você vai recordar. Quase todos contam com a presença de Maisie Williams, muito bem em seu primeiro trabalho de grande apelo além de Game of Thrones, além de personagens já conhecidos de outras aventuras.


As mudanças funcionaram. Apesar de mais triste, o Doctor de Capaldi ficou mais acessível ao público, com uma explicação razoável para sua aversão à abraços e música como identidade. A única bola fora foi a troca doa tradicional "chave de fenda" por "óculos escuros sônicos". Sim há um motivo para a troca, mas o objeto não tem o mesmo apelo, e já foi devidamente substituído.

A nona temporada de Doctor Who, começa devagar sobre a sombra de uma troca de protagonista complicada. Mas cumpre sua tarefa de firmar a 12ª regeneração do Doctor e abrir espaço para novos acompanhantes. Tudo isso com uma alta carga dramática, que aumenta sua empatia por essa nova encarnação do protagonista, além é claro de aventuras e tramas rocambolescas já características da série de ficção científica.

Com todas as peças encaixadas, é hora de Capaldi viajar por conta própria (sem a Clara como muleta). E de preferência em busca de um tom mais leve e divertido para próxima temporada.


Doctor Who, é uma produção da BBC. No Brasil tem temporadas disponíveis na Netflix e reprises em diferentes horários no SyFy.

Leia mais sobre Doctor Who.

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