terça-feira, 5 de abril de 2016

The Walking Dead - 6ª temporada (parte 2)

- "Eu não acredito que ele matou o cameraman!!!" -

Infelizmente esta afirmação sarcástica será provavelmente a informação mais presente em sua memória, quando a sétima temporada de The Walking Dead chegar em Outubro deste ano. Uma pena, afinal esta segunda metade de temporada foi considerada a mais regular de toda a série. 

VALE LEMBRAR ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS!!!

The Walking Dead é uma série de altos e baixos e os fãs persistentes já estavam até se acostumando com esta condição. Entretanto, após uma primeira metade do sexto ano, com a maior discrepância de qualidade entre episódios, e um mistério forçado, a série voltou do hiato surpreendendo muita gente. Com uma leva de episódios regulares que conseguiam equilibrar o desenvolvimento da trama com os arcos dos personagens.

Finalmente em sintonia com os moradores de Alexandria, e novamente na posição de líder. Rick teria que se preocupar apenas com os mortos-vivos e suprimentos, certo? Errado! Porque não existe folga no apocalipse zumbi. E antes mesmo de Alexandria se restabelecer pós-ataque dos Lobos e da fracassada "Daryl's Zombie Parade" (leia mais aqui), Negan já dava pistas de que traria problemas*. Além, claro dos problemas individuais dos personagens que já conhecemos.

Maggie ganha mais espaço e começa a se moldar como líder, além de criar uma relação com Enid. Padre Gabriel, Eugene e a quase médica Denise, querem se provar como sobreviventes do apocalipse. Carol começa a ser influenciada pelo lema de Morgan, "toda vida é preciosa". Enquanto o próprio Morgan começa a repensar seus conceitos. 

Já Daryl se arrepende por ter poupado uma vida. E Abraham, no pé na bunda mais honesto da história televisiva, resolve que quer ter uma "vida" no apocalipse. - "Eu pensei que você era a última mulher da terra. Você não é!" - alega o grandalhão na cada de Rosita.

Jesus - visual de pinturas medievais europeias, habilidades ninjas...

Também somos apresentados a Jesus, e suas habilidades quase messiânicas (com o perdão do trocadilho), e a comunidade à que ele pertence, Hilltop. Com tanta coisa acontecendo, sobrou para o protagonista manter tudo interligado com sua postura de "não mais correr riscos". Sobra até tempo para um relacionamento com Michone que pegou todos de surpresa.

Tudo em movimento constante, sem muita enrolação. Apresentações e desenvolvimentos de personagens incorporados de forma orgânica à trama principal. Foram essas características que criaram uma temporada com maior qualidade narrativa que as outras.

De volta à Negan e seus Salvadores. Apesar do personagem ser um dos vilões favoritos nos quadrinhos, sua apresentação foi construída de forma lenta, em um suspense crescente ao longo dos episódios. Uma construção de personagem impecável, que mexia com o imaginário até de quem o conhecia. A escolha de seu interprete não podia ser mais acertada. Já conhecido do público Jeffrey Dean Morgan (Comediante de Watchmen e pai de Sam e Dean em Supernatural) é talentoso, e muito eficiente em criar o medo sem exagerar nos trejeitos e voz. Sua primeira aparição, é a última cena da temporada em meio ao auge da tensão construida ao longo do episódio. Assustadoramente deliciosa de se assistir.

Mas então,  chegam seus últimos segundos e todo o perigo de morte alardeado por vários episódios e até pelo título do season finale "The Last Day on Eart" (O Último Dia na Terra), perde seu brilho. Quando o temido vilão estreia seu adorado bastão Lucille em cena, assassinando o câmera-man.

Brincadeiras à parte (sabemos que não foi o câmera), a escolha por colocar a câmera em primeira pessoa é lógica e eficiente considerando que a censura televisiva não permitiria uma cena tão gráfica, como a de um crânio sendo esmagado na TV aberta. Mas o erro não foi este, e sim não revelar a identidade da vítima. Ainda seria possível utilizar o recurso sem deixar a dúvida sobre a pessoa morta em questão.

SPOILER de quem morre nas HQs!!!
Mas o programa preferiu criar mais um cliffhanger desnecessário. Já temos Carol e Morgan conhecendo gente nova, Alexandria desprotegida e todo o elenco capturado. Não faltam motivos para o espectador esperar pela nova temporada. Sendo assim a escolha soou covarde e até desrespeitosa com o público. Difícil eliminar a sensação de quê eles tiveram receio de escolher uma vitima, e deixaram a decisão para a próxima temporada. Com uma ajudinha do debate dos fãs, se possível.

Uma pena! Não fosse por este último minuto de covardia, esta provavelmente seria considerada a melhor temporada da série até agora.  Ao invés disso vamos lembrar apenas do final decepcionante, e nos preocupar com a identidade da vítima. Quando poderíamos especular sobre o futuro da série, que tomando novos rumos, parece vai deixar os zumbis como detalhe e explorar a "nova ordem social".
Cookies de beterraba?

Amando ou odiando, o jeito é esperar até outubro. Até lá, lembre-se, corte a cabeça ou destrua o cérebro!

Leia mais sobre The Walking Dead ou sobre outras séries.

* Uma questão que passou pela cabeça desta blogueira que vôs escreve. Se Negan já estava pelos arredores, e ele tem um número considerável de homens fazendo patrulha, como ninguém notou a horda gigantesca de zumbis seguindo Daryl em sua moto? É algo difícil de passar despercebido! Será que eles viram todo o trabalho, e resolveram deixar Rick resolver a ameaça pra eles. Espertinhos....

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