quarta-feira, 30 de março de 2016

The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse

Em um dia qualquer, sem nenhuma relação aparente 43 crianças extraordinárias nasceram ao redor do mundo. A maioria de mulheres solteiras sem sinais de gravidez, logo não é surpresa que os bebês que sobreviveram tenham ido para adoção. O cientista milionário Sir Reginald Hargreeves, conseguiu encontrar e adotar sete destas crianças para, segundo ele, salvar o mundo!

Pare por aqui, se você imaginou uma figura patriarcal careca ajudando jovens com habilidades especiais à alcançar seu potencial, em uma mansão superequipada. Seguido por aventuras e missões ao redor do mundo. The Umbrella Academy é bem diferente da Escola Xavier para jovens superdotados. Embora, os dois grupos compartilhem alguns dilemas, como o preconceito dos "humanos normais" por exemplo.

Seus poderes são incomuns, e não são anunciados diretamente pela narrativa, ou alardeados por seu codinome. Apesar de oficialmente uma família, a relação entre os jovens e seu tutor não é exatamente agradável. E as rixas tanto com Hargreeves, quanto entre as crianças não são incomuns. Digo crianças, pois nos são apresentados como jovens pupilos. Mas, nem de longe esta é a condição destes humanos especiais na trama, onde os membros da Umbrella Academy são adultos cheios de bagagens e questões pendentes.

Em sua primeira aventura, Suíte do Apocalipse,  a família disfuncional criada por Hargreeves, é apresentada ao mundo na infância, incompreendida e desfeita na idade adulta. Tudo isso antes de se reunirem para a trama principal, salvar o mundo novamente dessa vez de um dos seus.

Com toda infância e juventude do time relegado à uma breve introdução, não se admire caso não compreenda quem é quem logo de primeira, ou fique confuso quanto à seus poderes. A parte fácil é que os jovens superdotados foram numerados por seu criador (sim, eles tem nomes normais também), assim fica mais fácil lembrar quem é quem.

Já a parte divertida é encontrar os detalhes que perdemos no salto de tempo nos cenários criados por Gabriel Bá, muitas das dúvidas estão esclarecidas por lá, basta observar (fica em desvantagem quem optou pela versão digital da publicação, dependendo das polegadas de sua tela). Contudo, nem com todo detalhismo do mundo, seria possível desvendar todos os pontos cegos desta história. Logo mistérios ainda são deixados para serem apresentados em novos volumes. Assim como mais detalhes das ricas personalidades de seus protagonistas.

The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse criada por Gerard Way (o vocalista da banda My Chemical Romance) é sim uma história de uma super-equipe, mas está longe de ser mais do mesmo. O músico acerta ao fugir do convencional, com personagens extremamente humanizados, cheios de facetas. Deslocados da sociedade, e com tantos problemas que não conseguem harmonia mesmo entre seus iguais. Cercado por um universo de supervilões fantasiosos e absurdos, mães artificiais e macacos doutores.

O absurdo e o exagero funcionam tanto na narrativa (o mundo é estranho em todos os sentidos, e ponto), quanto no visual. Uma vez que permite ao brasileiro Gabriel Bá, criar cenários complexos, cheios de informação, e ambientes grandiosos para o clímax das batalhas. As cores de Dave Stewart, aumentam ainda mais a intensidade e a loucura daquele universo.

Suíte do Apocalipse é uma dica interessante tanto para quem curte o gênero superequipe, quanto para quem procura dramas humanos. Trazendo novidades para fãs dos dois estilos. É diferente, ousado e bem feita.

The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse é dividida em seis partes lançadas originalmente entre 2007 e 2008. No Brasil chegou em 2009 pela Devir, em uma edição caprichada que traz ainda duas aventuras curtas com a equipe, “Mon Dieu!” e ...Mas o Passado Não Perdoa., além de notas e rascunhos da produção. A editora também lançou o segundo volume da série The Umbrella Academy: Dallas. Um terceiro volume, Hotel Oblivion, já está em produção e há planos para uma quarta edição.

The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse (The Umbrella Academy: Apocalypse Suite)
Gerard Way e Gabriel Bá
Devir (Dark Horse)

* The Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse também está disponível no Social Comics, o serviço de streaming de quadrinhos.

Leia sobre o painel com Gerard Way e Gabriel Bá sobre The Umbrella Academy na CCXP 2015
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segunda-feira, 28 de março de 2016

Memes de Making a Murderer????

Versão Zoolander!
A zoeira não tem limites. A zoeira não tem fronteiras. A zoeira não poupa ninguém. Mesmo um assunto sério e preocupante pode ser atacado pela zoeira, especialmente aquela que reside na rede mundial de computadores.

Foi isso que eu pensei ao me deparar com uma enxurrada de memes, quando buscava imagens para ilustrar meu post da série Making a Murderer da Netflix, publicado dias atrás. É claro que não poderia deixar a zoeira passar em branco, logo segue uma galeria com os melhores memes.

Para quem ainda não viu Making a Murderer conta o caso de Steven Avery, que passou 18 anos na prisão por um crime que não cometeu. Quando finalmente consegue a liberdade e começa a retomar sua vida, o que inclui receber uma indenização gigantesca do Estado, ele se torna o principal suspeito de outro crime. A série causou muita controvérsia e agitação em torno do sistema judiciário estadunidense, quando foi lançada em dezembro de 2015. Descubra mais no post Informações úteis para sua maratona de Making a Murderer.

Banco Imobiliário (ou Monopoly) versão do condado de Manitowoc, todas as paradas levam à cadeia!
Essa é uma perita forense que oferece um depoimento para lá de suspeito
- É por isso que o cabelo dela é tão grande, está cheio de segredos....
Os advogados estilo Vila Sésamo? Sei lá porque motivo...

GALERIA MAKING STAR WARS



MAIS ROSTOS


Também não entendi a Adelle....

Então você assistiu Making a Murderer na Netflix?
Me conte como agora você é um detetive experiente

UMA COISA É CERTA:
Uma pessoa não pode simplesmente assistir apenas um episódio de Making a Murderer!
Making a Murderer é uma série documental, sobre um caso criminal que causou comoção desde o princípio, e teve sua discussão reavivada pelo lançamento da série. A temporada de 10 episódios com cerca de uma hora de duração cada, e está disponível na integra na Netflix.

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sábado, 26 de março de 2016

Promoção: Ganhe um kit com cinco livros da Editora Andross!

Tem promoção rolando na editora Andross, descubra como participar!!!
Válido até 31 de Março.
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quinta-feira, 24 de março de 2016

Batman Vs Superman: A Origem da Justiça

Firmar o universo da DC Comics no cinema. Dar continuidade à O Homem de Aço, e de certa forma à trajetória do Batman no cinema. Estabelecer a realidade destes protagonistas. Apresentar novos personagens, incluindo coadjuvantes, vilões, futuros parceiros. Abrir caminho para o filme da Mulher Maravilha, já em produção, bem como da Liga da Justiça. Tudo isso enquanto coloca em confronto direto os dois mais populares heróis da história da nona arte, com tom e formato completamente diferente do seu concorrente, a Marvel. No mesmo ano que este último também coloca em combate seus heróis.

O trabalho de Batman Vs Superman: A Origem da Justiça não é fácil, muito menos pequeno. O que teoricamente justificaria suas mas de duas horas de duração. Mas o longa ainda encontra espaço para várias sequencias de sonho (uma em particular muito mal posicionada), flashbacks, easter eggs e muita pancadaria. O que prova que o tempo não era o problema.

Faz mais de um ano que a humanidade conheceu o Superman (Henry Cavill), infelizmente na pior situação possível. Quando ele e Zod destroem Metrópolis no duelo final do primeiro filme do kriptoniano. Enquanto alguns endeusam as habilidades do extraterrestre, outros veem sua batalha inicial como um aviso da ameaça que ele pode ser para a terra. É claro, Bruce Wayne (Ben Afleck), que teve um ponto de vista bem particular da batalha de Metrópolis, está no segundo grupo.

Enquanto Clarke e Bruce investiga um ao outro (cada um com seus métodos particulares e nada ortodoxos, vale lembrar), Lex Lutor (Jesse Eisenberg), Lois Lane (Amy Adams) e Diana Prince (Gal Gadot) tem seus próprios planos em curso. É aqui que a coisa complica especialmente para a Mulher Maravilha. As tramas de Lois e Lex, tem influência direta na trama principal, mas a semi-deusa tem uma função apenas: lembrar ao público, a Liga da Justiça vem aí!

Logo, apesar de um bom tempo de tela, especialmente em combate, não é possível entender exatamente a personagem. Ela é misteriosa? Sim. É legal? Gostamos dela? E de seu alterego? Não dá para se apegar muito à moça, salvo aqueles que vão se deslumbrar pelo "sex simbol" que ela apresenta. Péssimo para Gal Gadot, cujo porte de modelo, causou muita controvérsia na ocasião de sua escalação. A moça treinou bastante para o papel, é verdade, mas na opinião desta blogueira que vos escreve, não teve tempo de convencer ninguém.

A trama não revela grandes surpresas, além da linha apresentada nos trailers. São os detalhes, como cada evento é articulado, que contam como novidade. E essas pequenas ações são divididas entre os personagens, fazendo o longa intercalar a atividade entre eles exaustivamente. O salto entre personagens e cenários (a trama se passa em principalmente entre Metrópolis e Gotham), durante duas horas e meia pode cansar alguns mais rápido que outros.

Como ponto forte A Origem da Justiça tem seus protagonistas, Batman e Superman como nunca vimos antes (no cinema). Bruce Wayne é um homem cansado de guerra, magoado, raivoso após vinte anos lutando contra o crime e um passado traumático. Enquanto Clark Kent, questiona seu papel na sociedade, tem um relacionamento mais avançado com Lois que qualquer um de seus antecessores e sucumbe à emoções. Afinal ele é uma figura pública cheia de responsabilidades e polêmicas a sua volta, há pouco mais de um ano. O resultado são momentos de descontrole, que tornam o modelo de "bom moço" assustador em alguns momentos.

Outro que aparece bastante, de uma forma nova é Lex Luthor (Jesse Eisenberg), mais jovem e meio psicótico. É um exemplo da geração y, hiperativa, conectada, organizada, um "millenial" com transtorno obsessivo compulsivo. Logo, a escolha do intérprete do criador do Facebook é acertada. Já sua personalidade mais psicótica que megalomaníaca, pode desagradar fãs mais fiéis.

Completam o elenco Diane Lane (Martha Kent), Laurence Fishburne (Perry White) e Jeremy Irons (Alfred). Jeffrey Dean Morgan e Lauren Cohan, respectivamente John Winchester (Supernatural) e Maggie (The Walking Dead), dão vida aos pais de Bruce. Holly Hunter, Michael Shannon, Jason Momoa e Ezra Miller também aparecem.

Batman Vs Superman: A Origem da Justiça, não é um filme excepcional, mas consegue cumprir sua principal função: firmar o universo da DC no cinema. O resultado de verdade, é claro, depende da bilheteria (não duvido que vá ser alta), mesmo sem os números, o filme é competente o suficiente para garantir o interesse pelo Esquadrão Suicida programado para Agosto, e para o filme da Mulher Maravilha já em produção.

Do lado de cá da tela, vai causar muitas discussões, talvez até relações de amor e ódio. Fãs dos quadrinhos e dos games por exemplo, vão ter mais referências que o público comum. Mas, no geral, divertirá a todos!

Batman Vs Superman: A Origem da Justiça (Batman V Superman: Dawn of Justice)
EUA - 2016 - 151min
Ação, Aventura

Leia a crítica de O Homen de Aço e muitos posts sobre Batman.
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segunda-feira, 21 de março de 2016

Batman vs Superman, para quem o elenco da DC na TV torce?

Faltam apenas alguns dias para a estreia de Batman vs Superman - A Origem da Justiça. Particularmente eu não sei porque eu preciso escolher! Mas o elenco das séries de TV da DC já escolheram para quem vão torcer neste embate épico.

Os vídeos tem pipocado na internet e na TV nas últimas semanas, alguns legendados outros não. Confira:


O elenco de The Flash já escolheu seu lado na batalha, e você? #BatmanVsSuperman #QuemVaiGanharBatman Vs. Superman estreia em 24 de março aqui no Brasil!
Publicado por The Flash BR em Terça, 15 de março de 2016




(LEGENDADO) Confira o vídeo e veja para quem está torcendo cada ator de DC's Legends of Tomorrow no filme Batman vs Superman: A Origem da Justiça. Eu estou no #TeamSuperman e vocês?Curta: Sobre Séries | Legends of Tomorrow BR
Publicado por Legends of Tomorrow BR em Quinta, 17 de março de 2016




Ainda faltam os elencos de Arrow e Supergirl para podemos fazer uma contagem definitiva. Prometo atualizar o post caso estes vídeos apareçam (acompanhe nossa página no Facebook para não perder nada!). Enquanto isso fique com esse vídeo bônus com o elenco de iZombie, também fazendo sua escolha.



Vale lembrar que diferente da Marvel que tem um universo compartilhado na TV e no cinema. A DC está trabalhando com multiversos, então você não vai ver participações especiais de nenhuma das estrelas da TV nos filmes. Mas existem versões cinematográficas de Flash e Aquaman.

Para quem está contando, até agora existem a Terra de Arrow, DCs Legends of Tomorrow e Flash, a Terra 2 descoberta pelo velocista. O universo de Supergirl, outro de Gotham, além daquele que vemos no cinema. Ufa! Quem disse que quadrinhos eram simples?

Batman Vs Superman estreia na próxima quinta-feira 24 de Março. Prepare-se relembrando O Homem de Aço!
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quinta-feira, 17 de março de 2016

Cinquenta Tons de Preto

Não é preciso ser um gênio, guru, ou mesmo um profundo conhecedor da indústria cinematográfica, para prever: cedo ou tarde alguém faria uma paródia de Cinquenta Tons de Cinza. Também não era difícil deduzir a presença de algum dos irmãos Wayans na produção. Mas como fazer piada de um filme que, apesar de sucesso de bilheteria, já é motivo de piada para muita gente? Baixando o nível, claro. E sim e possível baixá-lo!

Marlon Wayans dá vida à Christian Black, empresário milionário que fica obcecado pela estudante Hannah (Kali Hawk) após a moça visitar seu escritório para uma entrevista. A paródia segue a risca o roteiro do filme que parodia, inclua aí cenários, figurinos e enquadramentos de câmera. A diferença fica por conta dos protagonistas serem negros, o que permite uma quantidade absurda de piadas preconceituosas e menções a ícones afrodescendentes.

O resto das piadas se resume, a aumentar o nível de absurdo das situações do filme original, piadas físicas, memes desgastados da internet e tentativas de humor sobre a genitália masculina e problemas sexuais de Black. Nem mesmo piadas que relacionem o argumento do filme à outras produções e atualidades de temas semelhantes são aproveitadas.

À exceção de uma breve menção à Magic Mike,  e longas sobre escravidão o foco é Cinquenta Tons de Cinza, apenas ele. Em um mundo onde referências são quase inevitáveis, é difícil não pensar em desperdício, quando um dos veículos que melhor pode aproveitá-las, a comédia, ignora o recurso. Ainda sim, não é desperdício maior que o próprio roteiro. Se a comédia muitas vezes nos ajuda apontar e pensar temas complexos. Há de se imaginar que um sucesso de bilheteria com tema polêmico poderia ser melhor aproveitado.
A dublagem brasileira traz os famosos Marcelo Marrom, Samantha Schmütz e Robson Nunes. E a tradução até que se esforça para situar as piadas para o público nacional. Mas não dá para fazer muito com piadas que parecem criadas por adolescentes bobos de 13 anos.

Ok! Talvez eu esteja esperando muito de um filme dos Wayans. Que por mais que eu proteste, tem seu público próprio, que busca exatamente por isso. Só me pergunto, por quanto tempo esse público ainda vai existir, e quando o Marlon Wayans e seus companheiros de trabalho, vão expandir seus interesses. Olha, que ouvi dizer que até o Christian Gray original, cedo ou tarde aprende alguma coisa.

Cinquenta Tons de Preto (Fifty Shades Of Black)
EUA - 2016 - 92min
Comédia


Leia a crítica de Cinquenta Tons de Cinza.
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terça-feira, 15 de março de 2016

Informações úteis para sua maratona de Making a Murderer

Não é só de ficção e biografias romantizadas que vive a Netflix. Também dá para fazer maratona de documentários. E Making a Murderer é perfeita para espectadores que gostam de séries criminais. Pois acompanha o curioso caso de Steven Avery.
Curioso pois Avery, passou 18 anos na prisão por um crime que não cometeu. Quando finalmente consegue a liberdade e começa a retomar sua vida, o que inclui receber uma indenização gigantesca do Estado, ele se torna o principal suspeito de outro crime.

Informações úteis para sua maratona de Making a Murderer


1 - Não assista se você fica muito exaltado com injustiça, corrupção, perseguição, aproveitadores e burocracia exacerbada. Isso vai afetar seus nervos!

2 - O primeiro crime pelo qual Avery é acusado é abordado em apenas um episódio, o primeiro. Todos dos episódios restantes são dedicados à sua segunda acusação, que ganhou maior atenção da mídia, e gerou comoção nacional.

3 - A série foi produzida ao longo de 10 anos, à partir de sua segunda acusação.

4 - A produção do documentário teve acesso a noticiários da época, depoimentos dos familiares e advogados, além de estar presente no julgamento. Um prato cheio para quem gosta ou quer entender melhor o sistema judiciário estadunidense.

5 - Os fãs dos "CSIs" ou de outras séries criminais, por exemplo, devem gostar de acompanhar com detalhes o processo. A única grande diferença aqui, é que os policiais não são necessariamente os mocinhos.

6 - É muito provável que você termine a trama acreditando na inocência de Avery. Ou no mínimo que as evidências são inconclusivas e o julgamento foi equivocado.

7 - A informação acima não é um spoiler, o titulo da série já sugere isso. "Making a Murderer" significa "Criando um assassino" em tradução livre.

8 - A presunção de inocência é o ponto de vista adotado pelas co-diretoras Moira Demos e Laura Ricciardi. Esta última era advogada antes de virar diretora.

9 - Apesar de bastante convincente, a visão das diretoras não é definitiva e muito menos uma unanimidade.  Existem afirmações de que algumas evidências usadas no tribunal ficaram de fora do documentário.

10 - De qualquer maneira,  Steven Avery já não era um santo antes da primeira acusação, aquela da qual ele era inocente. Ele já tinha ficha criminal por roubo e maus tratos a animais.

11 - Você provavelmente vai morrer de curiosidade sobre o verdadeiro assassino de Teresa Halbach. E vai criar suas próprias teorias. Mas, lembre-se este não é um episódio de CSI.

12 - A série foi lançada próxima ao natal, e incomodou muita gente nos Estados Unidos. Os estadunidenses não queriam estragar as festas com o feio retrato do sistema judiciário que a série apresenta.

Informações com SPOILERS (continue por sua conta e risco)

13 - Desde o lançamento da série, em dezembro de 2015, dois abaixo-assinados online foram criados para tirar Avery da prisão. O primeiro, na Change.org, já tem mais de 160,000 assinaturas. A meta é 200,000. Já a no site oficial da Casa Branca tem mais de 19,000 e precisa de 80,000 para ir para a frente. Também organizaram uma petição que reuniu mais de 130 mil assinaturas direcionadas à Casa Branca, pedindo que o presidente Barack Obama concedesse o perdão oficial a Avery e Brendan Dassey. A Casa Branca emitiu uma nota explicando não poder interferir no caso, que é um assunto estadual e não federal.

14 - Sim, Avery e seu sobrinho Brendan Dassey ainda estão presos. E o lançamento da série reacendeu a dúvida. Ainda há muito a ser investigado. Logo, não se espante se em alguns anos a série ganhe uma segunda temporada, embora nada tenha sido confirmado ainda.

15 - Enquanto isso o Investigação Discovery anunciou a produção de um especial para dar sequência à série. Front Page: The Steven Avery Story pretende apresentar narrativas e informações cruciais para o melhor entendimento da história.

Fim dos SPOILERS

Making a Murderer é uma série documental, sobre um caso criminal que causou comoção desde o princípio, e teve sua discussão reavivada pelo lançamento da série. A temporada de 10 episódios com cerca de uma hora de duração cada, e está disponível na integra na Netflix.

Leia mais sobre séries, ou outras Dicas para sua Maratona na Netflix!
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sexta-feira, 11 de março de 2016

DC's Legends of Tomorrow

Um Mestre do Tempo desobedece as regras de sua comunidade, rouba a Waverider um veículo temporal, viaja até os dias de hoje e convoca uma equipe. Ele e seus companheiros vão se engajar em missões através dos tempos com o objetivo de salvar o mundo. Calma, eu não estou escrevendo o argumento de Doctor Who com os nomes errados!

Este é o argumento de DC's Legends of Tomorrow, série derivada de ArrowThe Flash, que reúne várias das "pessoas especiais" nascidas nas duas produções, mas cujas histórias acabaram por lá. 

Entretanto é difícil não fazer comparações com a série de ficção-científica britânica. Especialmente com Arthur Darvill, dando vida ao tal Mestre do Tempo, Richard "Rip" Hunter. Para quem não lembra ele era o intérprete de Rory Williams, companion do 11º Doctor (Matt Smith). Aliais, o ator é o quarto remanescente de Doctor Who na franquia televisiva da DC, mas isso é assunto para outro post.

Rip retorna à 2016, e escolhe à dedo seus acompanhantes e não são poucos. Sara Lance (Caity Lotz), assassina treinada conhecida como Canário em Arrow, assume a alcunha de Canário Branco nessa nova aventura. Também da série do arqueiro o ciêntista com armadura que voa e encolhe Ray Palmer (Brandon Routh, que já viveu o Super-Homem na tela grande), vulgo Atom.

O cientista sexagenário Dr. Martin Stein (Victor Garber), se une à o jovem impetuoso Jefferson "Jax" Jackson (Franz Drameh), para formar o Nuclear. Seu poderes são efeitos colaterais da explosão do acelerador de partículas em Flash. Também vítimas deste evento catastrófico os ladrões procurados Leonard Snart (Wentworth Miller), o Capitão Frio e seu parceiro Mick Rory (Dominic Purcell), Onda Térmica. A parceria desta dupla aliais, vem de antes destes integrarem o elenco da série do velocista. A dupla já era criminosa lá em Prision Break, também assunto para outro post.

Completam a equipe Kendra Saunders (Ciara Renée) e Carter Hall (Falk Hentschel), respectivamente Mulher-Gavião e Gavião Negro. A dupla é a atual reencarnação da sacerdotisa egípcia Chay-Ara e do príncipe egípcio Khufu. É também o casal quem faz a conexão com o grande inimigo da série Vandal Savage (Casper Crump). O imortal de 4000 anos, tem sua vida dedicada à caçar as reencarnações de Chay-Ara e Khufu,. No tempo que lhe resta, ele conspira com os maiores vilões da história para um dia conquistar o mundo.

Ufa! Parece muita coisa para assimilar? E, é! Mas a série conta coma a vantagem de a maioria dos personagens já ter sido apresentada em Arrow e Flash. Para quem não é expectador do arqueiro e do velocista, ou leitor dos quadrinhos, o primeiro episódio dedica uma edição rápida que esclarecem quem-é-quem no universo televisivo DC. É aqui também o espaço para as primeiras participações especiais das séries irmãs.

Já o formato aparentemente é um pouco diferente. Com um grande vilão em foco e menor número de episódios, a trama contínua vence o formato procedural (o vilão da semana). O super-grupo tem um único objetivo (impedir Savage, sem destruir a linha do tempo), e missões diferentes conforme a trama segue. Estas últimas podem ou não se resolver em apenas um episódio.
Para manter a ameaça constante, Rip está sendo perseguido por um caçador de recompensas, já que é procurado por desobedecer as leis do tempo. E, claro, o Cronos, lembra bastante o Boba Fett

"É assim que todo mundo se vestia nos anos de 1970?"
Ficou confuso com tanta referência? Provavelmente esta brincadeira com conceitos do próprio universo DC e de outros produtos da cultura pop é o ponto forte de DC's Legends of Tomorrow. E inclua aqui referências de diferentes épocas já que viagem no tempo está na premissa principal. Os conceitos mais complexos ficam por conta de Rip, Gideon (o sistema operacional da nave, que é o mesmo que o falso Wells usava em Flash?!) ou um dos cientistas à bordo explicar para os companheiros e consequentemente para nós.

O argumento é interessante, e as novidades (super-grupo, viagem no tempo) são mais que bem vindas no universo televisivo de super-heróis. Resta saber por quanto tempo um vilão único pode ser uma ameaça, se a série pode transcender à sua missão original. E mais importante, se vai conseguir trabalhar tantos protagonistas. 
É tanta gente que não cabe todo mundo em uma foto, aqui falta o Rip.
DC's Legends of Tomorrow terá 16 episódios em sua primeira temporada. No Brasil é exibida pelo Warner Channel, nas quintas-feiras às 21h40.

Leia mais sobre a DC e Flash.
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