sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

The OA - 1ª temporada

É inevitável, a primeira coisa que você vai fazer ao terminar a primeira temporada de The OA é correr para internet - Quem mais assistiu? O que o pessoal está achando? Quais as teorias? O que os criadores da série dizem? Vai ter segunda temporada? - Com algumas ou todas as perguntas em mente o expectador só busca entender não apenas a série da Netflix, mas seus sentimentos em relação à ela. Já faz alguns dias que terminei e admito: ainda não sei se gostei.

Praire (Brit Marling) estava há sete anos desaparecida quando reaparece pulando de uma ponte. Mas esta nem é a coisa mais estranha, a moça era cega quando sumiu e volta com a visão recuperada. A cidadezinha em que ela morava com os pais fica em polvorosa. Milagre? Bruxaria? O que teria acontecido com a moça e por que ela não quer contar para ninguém? E esta é a primeira vez que você acha que entendeu para onde a série vai, Mas, antes mesmo do piloto terminar você descobre que está errado.

A mocinha que se apresenta como "The OA" não quer contar aos pais ou autoridades o que aconteceu, logo a série deixa isso de lado. Mas a moça decide "dividir sua experiência" com cinco pessoas aleatórias. O adolescente problemático Steve (Patrick Gibson), seu amigo Jesse (Brendan Meyer), o "bom menino" French (Brandon Perea), o transexual Buck (Ian Alexander) e a professora triste Betty (Phyllis Smith), aceitam se encontrar as escondidas com a moça, em reuniões que lembram uma seita. Aí sim a história começa, na Rússia!?! Vou parar com a sinopse por aqui, pois parte da graça é ficar meio perdido na narrativa tentando entender o que está acontecendo. 

Enquanto isso a história contada por OA passa conceitos de ficção cientifica, multiverso, viagens interdimensionais, EQMs (Experiências de Quase Morte), ao mesmo tempo que traz dilemas humanos e sobre fé. Tudo isso junto, em alguns momentos exige uma boa dose de suspensão de descrença do expectador. Mas a expectativa pelo que está por vir, as dúvidas sobre como Praire retornou e a empatia com as personagens de suas histórias garantem esse esforço extra para acreditar em alguns momentos. Embora duvidar de um detalhe ou outro também faça parte da diversão. Não faz sentido, mas está interessante, então vamos em frente!

Entre trechos da história de Praire temos vislumbres da vida de seus escolhidos, dela própria e de seus pais. O problema é que são apenas vislumbres. De fato nos importamos mais com as pessoas na história que ela conta (que talvez nem sejam reais), do que com as pessoas que estão ouvindo. Um grupo de pessoas distintas que poderiam tanto ter narrativas interessantes por quem são, quanto ter sua vida afetada pela chegada da protagonista. Ao invés disso, ganham arcos rasos que o tornam apenas estereótipos pouco interessantes.

Uma falta de equilíbrio sentida no ritmo dos episódios, sempre mais interessantes nos trechos que contam o passado de Praire. Parece que faltou tempo para explorar o presente o que não deixa de ser estranho, já que a série tem poucos episódios em relação à outras produções da Netflix, apenas oito. Além disso, estes tem uma duração muito irregular. Oficialmente é um drama de uma hora, mas o episódio inicial tem 71 minutos, e o sexto 31.

Talvez causar estranheza em todos os sentidos, até na duração de sua maratona seja o objetivo real da série. Se for este o caso, ela é muito bem sucedida. O presente tem potencial mas é chato e arrastado. O passado irregular, as vezes implausível, infinitamente mais interessante e talvez transforme o presente. Talvez não tenha efeito algum. A mistura de conceitos pode leve a uma descoberta ou desfecho incrível, mas também pode não alcançar nada de concreto. Pode ser tudo verdade, tudo mentira, ou um meio termo.

De fato, quando você já comprou a narrativa mirabolante da protagonista, a série a desconstrói, apenas para depois tentar reconstruí-la. Mas aí você já está completamente confuso e cheio de dúvidas. Tudo isso tem mesmo algum objetivo, ou é uma série de acontecimentos e coincidências planejados para te manter entretido? Esta é provavelmente a maior pergunta da série. Que pode (ou não) ser respondida caso haja uma segunda temporada, junto com uma outra dezenas de questões que o primeiro ano não está preocupado em responder.

Caso um plano para o segundo ano não exista as possibilidades são duas: os produtores não fazem ideia de que história queriam contar; ou apenas queriam levantar muitos questionamentos. e fazer o pessoal discutir. Curiosamente, em ambas as hipóteses eles foram bem sucedidos.

Co-roteiristas, diretor Zal Batmanglij e interprete da protagonista Brit Marling, estão em sua terceira parceria. Os trabalhos anteriores (O Sistema e A Seita Misteriosa) também tem este estilo. O elenco ainda conta com Jason Isaacs, Alice Krige, Scott Wilson (o Hershel de The Walking Dead) e vários rostos conhecidos. A primeira temporada de The OA tem 8 episódios, todos disponíveis na Netflix.
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Fuller House: 2ª temporada

Parando para pensar, Fuller House deve ser uma das séries mais baratas e descomplicadas da Netflix. Afinal ela é completamente gravada em estúdio e quase sempre no mesmo cenário. Ela também é provavelmente a mais bem sucedida série da onda de retornos e remakes que atingiu a TV em 2016. Com isso em mente não ficamos mais tão surpresos com a chegada precoce da segunda temporada da série, em nove de dezembro. A primeira temporada também estreou em 2016, em Março.


Menos dependente da série de origem, Full House, o segundo ano da comédia tem menos participações especiais do elenco antigo. E maior foco em DJ, Steph e Kimmy. Curiosamente, a série mantém o foco nos adultos, enquanto à esta altura a série original já havia descoberto que grande parte da graça estava no elenco mirim e começava a dividir as atenções.

Agora acompanhamos a vida amorosa de DJ (Candace Cameron), e seus dois pretendentes, a de Stephanie (Joodie Sweetin) que se descobre apaixonada pelo irmão caçula de Kimmy (Andrea Barber). Enquanto esta última leva uma relação estranha com ex-marido Fernando (Juan Pablo Di Pace), que agora é parte do elenco fixo. De vez em sempre a série faz uso dos 8 anos de imagens das temporadas anteriores para ilustrar como a relação das moças com os rapazes e entre elas mesmas evoluiu. Além de resgatar convidados especiais daqueles tempos.

Apesar de divertido, é difícil não notar: parece que Fuller House destina muito do seu tempo para tratar de questões amorosas das protagonistas, como se elas se resumissem a quem escolhem namorar. Talvez porque elas não tenham as dificuldades que os rapazes tinham para cuidar das crianças, ou porque a temporada reduzida somada à inevitável maratona tornem os relacionamentos mais frequentes, mas também pode ser um equívoco dos escritores. De qualquer forma, conflitos que vão além de qual pretendente elas devem escolher seria uma abordagem muito mais interessante e atual.Talvez eu esteja pedindo muito de uma comédia despretensiosa de meia hora para toda a família.

Enquanto isso as crianças ainda não tem muito espaço. O bebe Tommy (Dashiell e Fox Messitt) ainda não pode fazer muito. O pequeno Max (Elias Harger) serve mais como alívio cômico. Já Jackson (Michael Campion), entrando na adolescência, tem um pouco mais de espaço. Especialmente quando compartilha conflitos com Ramona, criando uma relação de irmão e irmã postiços, curiosamente inédita neste universo. Mas é Ramona (Soni Bringas) o integrante do elenco infantil que rouba a cena. Se conflitos de meninas são mais interessantes, fáceis de abordar ou se me identifico mais com ele é uma incógnita, que precisarei de mais temporadas para resolver. Mas a primeira vista a filha é bi-racial e bilíngue de Kimmy é a criança com melhores histórias.

Michelle (personagem das gêmeas Olsen, decidiram não atuar mais) ainda não apareceu, e o roteiro continua fazendo piadas sobre isso, sem receio algum. Já o elenco mais velho se faz presente em momentos especiais trazendo altas doses de nostalgia. E até ganhando pequenos arcos pessoais.

Fuller House é uma série divertida e despretensiosa. Agrada à antigos fãs e novos expectadores. Talvez só precise de mais tempo para descobrir novos dilemas para suas personagens. Abraçar o formato de uma temporada por ano, talvez seja a solução para ter tempo de descobrir como empoderar ainda mais suas protagonistas.

Cada temporada de Fuller House tem 13 episódios, e terceiro ano foi confirmado pela Netflix em plena noite de natal.

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Sense8: Especial de Natal

Não faça com os outros aquilo que não gostaria que fizessem com você. - Esta lição que alguns pais ensinam aos seus filhos é nada menos que uma simplificação, ou uma introdução ao conceito de empatia: se colocar no lugar do outro. Sense8 eleva este conceito à um nível literal da experiência. Não é preciso se imaginar no lugar do outro, você simplesmente está lá.

Will (Brian J. Smith), Riley (Tuppence Middleton), Capheus (Aml Ameen/Toby Onwumere), Sun (Doona Bae), Lito (Miguel Ángel Silvestre), Kala (Tina Desai), Wolfgang (Max Riemelt) e Nomi (Jamie Clayton) compartilham uma conexão. E apesar de estarem em pontos completamente diferentes do mundo, e nunca terem se encontrado, se conhecem melhor que ninguém. Diferente, dependente da capacidade de empatia dos espectadores, cheia de metáforas e com ritmo próprio, a primeira temporada causou um burburinho entre os que amam e não compreendem a nova empreitada das irmãs Wachowski, as criadoras de Matrix.

A primeira temporada chegou na Netflix em 2015, mas a complexa logística de produção (a série é rodada em vários países) e problemas com o ator Aml Ameen, que levaram à sua substituição quando muitas enas já haviam sido gravadas tornaram impossível o retorno da série em 2016. Para não deixar os fãs muito tempo esperando o serviço de streaming prometeu um especial de natal, que está disponível desde do dia 23 de Dezembro.

Este episódio de duas horas, não tem muito tempo, muito menos a intenção, de desenvolver as narrativas mais complexas. Aparentemente, sua intenção é apenas reforçar o status quo, trazer a mitologia da série de volta e reforçar a empatia do expectador com os personagens. É claro, pequenos pontos da história evoluem.

Sun se descobre mais presa do que nunca, tentando provar sua inocência diante do poder de seu irmão. Lito tem que lidar com as consequências cruéis de assumir sua homossexualidade em uma sociedade que reage mal ao diferente. Enquanto isso Nomi continua sendo procurada por seu hackivismo, Riley e Will se mantém escondidos do Whispers, Capheus anda as voltas com seu ônibus, Kala tenta se acertar em seu casamento arranjado enquanto Wolfgang lida com o "legado" de sua família.


Entretanto o foco mesmo é mostrar como os oito protagonistas já estão confortáveis com suas novas habilidades. Não apenas confortáveis, mas entregues à essa conexão, se fazendo presentes (embora talvez sem controle consciente) sempre que os outros ou eles mesmo precisem de ajuda, seja para um simples conselho ou uma complexa cena de luta. 

Some-se aí a relação já característica do programa com a música e o sexo. Ambos usados como forma de expressar tanto a liberdade quanto a vontade de compartilhar os bons momentos com quem se ama. E apesar das circunstâncias, não faltam bons momentos a serem compartilhados. Desde um simples mergulho que resulta em uma bela cena aquática inicial, até celebrações de aniversário e festas de fim de ano. Seja com o grupo completo ou simplesmente em duplas, esses momentos compartilhados ainda são os melhores da produção.

Por outro lado, há quem possa ficar decepcionado com o "mais do mesmo". Afinal, já faz mais de um ano que nos desligamos da conexão, e muitos estão ávidos pelo que está por vir. Para esses, o episódio focado no cotidiano e não na evolução da história pode ser um balde de água fria natalino.

Particularmente, acho que evoluir a história nunca fora a intenção deste especial. O foco é nos levar de volta para este universo, aprimorar nossa conexão com os personagens, reapresentar Capheus em seu novo intérprete (ainda não acostumei) e preparar o terreno para a nova temporada. Entretanto, seja qual for o propósito desde episódio em particular, uma característica continua a mesma: Sense8 depende da capacidade de empatia do espectador. Reparou que no primeiro parágrafo mencionei que "alguns pais" ensinam aos seus filhos, a se colocar no lugar do próximo? Não tenho dados estatísticos para comprovar esta afirmação, ela é baseada apenas em observação da nossa realidade. Mas a sensação é que a lição nunca foi ensinada, ou completamente esquecida por muitos, nos últimos anos.

É por isso que talvez este episódio tenha um outro propósito não intencional: nos lembrar daquele conselho de nossos pais. Nos colocar no lugar do próximo. Muito apropriado para um especial natalino, não acha?

A nova temporada de Sense8 estreia em maio de 2017. A primeira temporada tem 12 episódios de uma hora, todos disponíveis no serviço de streaming junto com este especial.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Sing - Quem Canta Seus Males Espanta

É curioso que com a onda de "reality-shows" de calouros que tomou a televisão nos último anos, poucos ou quase nenhum filme tenha saído sobre isso. Mais curioso ainda que a animação Sing que chega agora, com a premissa de colocar animais neste contexto, dê mais atenção a suas histórias que a competição propriamente dita.

Sem um grande protagonista definido, começamos a história acompanhando o Coala Buster Moon (Matthew McConaughey) tentando salvar seu teatro falido. A solução que ele encontra é criar um concurso de dança que supostamente atrairá grande público e excelente competidores. Este últimos se fazem presentes depois de uma grande lista de animais candidatos e canções pop desfilarem em uma montagem rápida. Os felizardos são Rosita (Reese Witherspoon/Mariana Ximenes) uma leitoa dona de casa com 25 filhos para tomar conta; o rato malandro tocador de jazz Mike (Seth MacFarlane); a porca-espinho adolescente Ash (Scarlett Johansson/ Wanessa Camargo); o gorila Johnny (Taron Egerton/Fiuk); a elefanta com medo de palco Meena (Tori Kelly/Sandy) e o colorido Gunter (Nick Kroll/Marcelo Serrado).

Rosita tem que lidar com os afazeres domésticos, a desvalorização de seus esforços em casa e o novo parceiro Gunter. Mike faz malandragens durante todo o filme. Ash precisa lidar com uma desilusão amorosa. Johnny tenta fugir da má influencia de seu pai. Meena precisa encontrar coragem para cantar em público. Buster tenta manter o concurso e o teatro nos trilhos. Com tanta coisa acontecendo, parece que os animais esquecem que são competidores durante a maior parte do tempo.

Menos competitivo que a proposta, mas ainda com história para contar, assistimos cada um dos arcos se desenvolvendo. Vários erros, acertos e desentendimentos que vão culminar em um grande show. É claro! E é no repertório que a produção chama atenção. Com mais de 80 canções famosas que vão de Frank Sinatra à Katy Perry, é o que provavelmente vai prender os adultos. Mas não fique com receio caso você não seja fã de musicais, a maioria das canções não é tocada na íntegra e existe um equilíbrio entre canções e desenvolvimento da trama.

Já a criançada vai curtir o filme como um todo, os animais, as piadas e as cores. O filme é vivo e colorido, e os vários protagonistas bem definidos. O resto dos habitantes da cidade é bastante genérica é verdade, mas pouco da história se concentra neles. Só faltou mesmo entender a escolha das vozes nacionais que escala vários cantores, mas mantém as músicas nas vozes originais. Apenas Wanessa Camargo canta no filme.

Admito, volta e meia fico com um pé atrás com o excesso de animações de animais antropomórficos. Sing - Quem Canta Seus Males Espanta, não é um destaque do gênero como Zootopia, mas felizmente não é ruim. O show de calouros animal, é uma boa ideia para um divertido passatempo necessário para ocupar as férias da criançada.

Sing - Quem Canta Seus Males Espanta (Sing)
2016 - EUA - 148min
Animação
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Invasion! O crossover da DC na TV

A CW (canal produz as séries de heróis da DC) já tinha promovido alguns encontros entre seus heróis. Mas com a transferência da série da Supergirl para o canal o time cresceu em força e importância. Logo, não demorou muito para o canal juntar os seus "melhores heróis da terra" em um crossover entre Flash, Arrow e DC's Legends of Tomorow. A aventura ocorre ao longo de três episódios todos chamados "Invasion!".

A super-moça não tem um episódio no crossover, mas o teaser acontece ao fim de um de seus episódios, "Medusa", quando Barry e Cisco aparecem na sala de Kara (na Terra 38!) em busca de ajuda. No episódio descobrimos que a grande ameaça é uma invasão alienígena. Sem condições de enfrentar problema tão grande sozinho, ele recruta todos os heróis da Warner no cinema (vale lembrar que Gotham é produzida por outro canal). Seu episódio é o recrutamento e treinamento dos heróis.

Arrow ficou com a parte da pesquisa. Celebrando o 100 episódio da série, a parte do arqueiro conseguiu evoluir na descoberta das intenções dos alienígenas e relembrar tudo que aconteceu com Oliver e cia. Resultando no melhor e mais sombrio episódio da "trilogia do crossover", e em um dos melhores da série como um todo. 

Quando chegamos em DC's Legends of Tomorow é hora da batalha. É claro, com um breve desvio no tempo para dar uma vantagem aos heróis. Afinal eles tem uma máquina do tempo. É aqui que finalmente vemos todos os heróis, e sua equipe técnica favorita em ação simultaneamente. Com lutas curiosamente bem coreografadas considerando a quantidade de personagens e a variedade de seus poderes. 

Duas dezenas de personagens, séries com tons diferentes, de períodos e lugares diferentes, cada uma com sua trama em desenvolvimento e alienígenas em CGI, tinha tudo para dar errado. Mas deu muito certo! Ok, a aventura não é isenta de falhas, mas tem muito mais acertos que erros. E o mais importante: é muito divertida.  

A falha que mais incomoda e chama atenção são os personagens que aparecem e desaparecem de acordo com a conveniência. Mesmo porque, apesar de ser uma única grande história cada episódio tem seu tema mais centrado na série a que ele pertence. 

Flash ainda está lidando com o resultado do Flashpoint e com as alterações nas vidas de Caitlin, Wally e Cisco. Por isso o elenco aparece completo em seu episódio. Para os episódios seguintes o excesso é deixado de lado e apenas Caitlin e Cisco continuam em cena. O mesmo acontece em Arrow que traz de volta não apenas todo o elenco atual, mas personagens que já se fora, de volta em seu centésimo episódio. Apenas para descartá-los logo depois, até mesmo Thea é literalmente deixada em casa depois disso. Já a participação dos Legends se resume aos veteranos, estabelecidos antes mesmo da série estrear. Os novatos, só chegam para a batalha final. 


Estas escolhas até fazem sentido vendo os episódios separadamente, mas como por aqui foi exibido em maratona o vai-e-vem ficou evidente. Apesar da manobra de separar parte do elenco por episódios para evitar a super-população, ainda sim alguns sumiços podem ser notados. E você fica com uma sensaçãozinha de que perdeu alguém (onde foi parar o Onda Térmica no segundo episódio mesmo?). O mais evidente, no entanto, é a birra sem muito argumento de Oliver com Kara. Parece que queriam mais era tirar o peso de se ter a Supergirl em algumas cenas. 

A relação da Supergirl com os demais personagens é um acerto. Apesar de forasteira ela é a mais forte do grupo, e o roteiro respeita isso. Ela continua isolada em sua própria Terra, mas agora como é conveniente à trama viajar entre universos paralelos é mais fácil. Sério, algumas soluções para isso soam até meio bobas, mas se é o custo para trazer a personagem, que seja!

 Agora uma pausa para falar dos Dominadores, os alienígenas opositores em questão. Todos em CGI, são bem feitos e assustadores. E pasmem, tem muitas batalhas diurnas, geralmente a opção é pela noite para disfarçar números e erros. Felizmente o recurso não foi necessário, e pudemos ver os vilões em sua plenitude. Mas convenhamos, eles não são lá dos melhores. - MOMENTO COM SPOILER - Eles prendem a equipe Arrow em uma ilusão coletiva. Ok, eles não viram Matrix e não sabem que um mundo perfeito incomoda os humanos e os faz questionar a realidade. Mas também não precisavam colocar uma porta de saída do tamanho de um prédio com letreiro em neon. Sério? É claro que alguém ia notar.

Já que estamos no momento do spoiler. A alteração que o cisco fez no tempo ficou mais explicada. Ele sempre salvou este alien por isso o grupo tinha informações suficientes para voltar? Ou a alteração interferiu apenas naquela conversa futura e na trégua em troca de Barry? Acho que preciso de uma reprise. Alguém aí se habilita a explicar? - FIM DO MOMENTO COM SPOILER

O crossover teve ainda tempo para resolver algumas situações de cada série, e criar novas tramas. Especialmente em Flash e Legends. Reuniu duplas que sempre quisermos ver juntas (Oliver e qualquer personagem colorido), e mostrou mais de outras que já curtimos  (Felicity e Cisco). Além de despejar uma tonelada de referências à cultura pop, piadas internas de cada série, e até piadas sobre outros trabalhos dos atores. Quem captou as de Chicago Med e Superman: Returns?

Muito mais pontos fortes que fracos. De fato as falhas são ocultadas pelo tom aventuresco que remete aos quadrinhos clássicos. Só faltou mesmo arrumar uma desculpa para trazer o Capitão Frio de volta e alguém fazer um traje par Rory. Como achá-lo surrado com seus jeans e casaco surrado em meio à couro e armaduras. Isso fica para o próximo crossover. Como se precisássemos de desculpa para querer outro!

Mas uma próxima reunião dos "maiores herois da Terra" (versão televisiva), ainda não foi programado. Por hora é esperar o crossover musical entre Flash e Supergirl, não esqueça que ambos eram do elenco de Glee. Super-heróis cantando e dançando sem motivo aparente, queremos!

Todas as séries são exibidas no Brasil pela Warner Channel e no momento estão em hiato para as festas de fim de ano. Arrow e Supergirl são exibidas às quartas-feiras, DC's Legends of Tomorrow Flash nas quintas-feiras, sempre à partir das 21h40.

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

The Walking Dead - 7ª temporada (parte 1)

Negan. Sim, duas sílabas descrevem bem a primeira metade da sétima temporada de The Walking Dead: Ne-gan! E assim como em duas sílabas simples, os auges dessa mid-season são o primeiro e o último episódio. Porque? É onde o tal vilão mega-esperado mostra à que veio. Mas calma, caro fã da séries de zumbis, nem tudo é de se jogar fora entre esses dois pontos. Apesar da narrativas de altos e baixos da qual a série não consegue se livrar.

Depois do mais tenso e longo cliffhanger da história televisiva recente, a série foi extremamente bem sucedida em traumatizar personagens e expectadores. Nestes últimos ainda gerou mais um conflito: amar o pior vilão de todos, já que Jeffrey Dean Morgan (Comediante de Watchmen e pai de Sam e Dean em Supernatural) resolveu encontrar em Negan o personagem de sua vida. Carismático e odiável, quem diria que estas duas características andariam tão bem juntas?

Trauma feito, como lidamos com ele? Com bons e maus momentos. Entre os bons a boa apresentação do Reino e seu lider Ezekiel (o cara com o tigre), a aascensão, ainda em evolução, de Maggie em Hilltop e a recém começada relação entre Carl e Negan.

A maior fidelidade com os quadrinhos também surpreendeu. É claro algumas mudanças são necessárias. Daryl (que não existe nos quadrinhos), ganhou uma jornada solo, que nos apresentou melhor ao dia-a-dia e métodos dos Salvadores, o grupo liderado por Negan. Carol, que à esta altura já havia morrido nos quadrinhos aparentemente adotou, junto com Morgan, a jornada que era Michonne no Reino. Já a espadachim tem "tempo livre" para continuar o romance com Rick, que também não existe no material original. - Chega de namorar vítimas em potencial Xerife!

Os pontos fracos estão principalmente na separação dos núcleos por episódio. O que antes fora uma boa solução de ritmo para série (quando tinha apenas dois ou três núcleos) agora parece forçada e soa arrastada. Demoramos demais para reencontrar alguns personagens, enquanto gastamos tempo com outros cuja história não enche uma hora de série. - Sim, estou falando do episódio da Tara. Gosto da moça, mas não precisava de um episódio inteiro para mostrar sua jornada e apresentar o Ocean Side, que aparentemente ainda vai demorar a entrar na trama!

É claro, temos Rick perdendo o poder novamente. Mas convenhamos, quando o protagonista virar o "lider" definitivo, sem pares e questionamentos a história provavelmente estará próxima do fim. Além disso, a desarticulação do personagem feita pelas ações do vilão foi tão bem orquestrada, que o xerife chegou à um estado de desespero e desesperança nunca vista antes. Então perdoamos a repetição em seu arco.

E por falar em falta de esperança. Ao longo destes episódios vimos como cada personagem e núcleo lida com ela e com o luto. Entre desistências, enfrentamentos, negações e planos, aparentemente a maioria chegou à retomada da esperança. O próximo passo lógico, e esperamos que a série não se arraste nisso, é a guerra.

Se e como Alexandria, Hilltop e o Reino vão enfrentar o Salvadores é o grande questionamento para a segunda metade da temporada. Infelizmente, como em uma boa tortura de Negan teremos que esperar até Fevereiro de 2017.

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