terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Comic Con Experience: A Experiência - 2015

Agora que o sangue esfriou, o cansaço diminuiu e as timelines de nerds do país estão mais calmas, é hora de falar sobre a experiência da CCXP 2015. E se você já acompanhava este blog ano passado deve ter reparado, este ano comecei pelo post que deveria ser o último.


E os motivos para a mudança são dois: 1 - o evento cresceu e não faltaram sites e blogs noticiando os painéis e a feira. 2 - o evento cresceu demais e por isso a experiência foi completamente diferente do ano anterior. E como este não é um blog de notícias, mas de opiniões, meus pitacos sobre a feira e os painéis podem esperar.

A Experiência

Então foi tão bom quanto 2014? É difícil não comparar, né!
A edição de 2015 teve muito mais atrações, mas 2014 tinha conforto e organização. O que na humilde opinião desta blogueira influência e muito na qualidade da experiência. E como no ano passado eles acertaram, a expectativa para a segunda edição era melhorar.

Eles bem que tentaram, mas a sensação é que não estava preparados para a quantidade de ingressos que venderam. Á começar pelo espaço, o mesmo São Paulo Expo, ainda em obras. Ano passado os frequentadores mal podiam ver a área em construção separadas por tapumes. Este ano além de ver o pessoal passava por ela, em meio a passarelas improvisadas sobre o barro, para chegar ao pavilhão. Some aí a chuva que transformou tudo em lama.

E por falar em chuva, a tempestade também invadiu o estacionamento (supostamente terminado) onde no primeiro andar se formavam as filas de entrada e recolhiam-se os livros doados. Muitos dos títulos entregues no sábado e domingo foram pegos pelas poças.

As Filas
Sim elas estavam de volta, maiores mais confusa e sem espaço suficiente para serem formadas. O Resultado? Para os painéis de sábado e domingo, a fila do auditório não apenas saiu do "zigue-zague" reservado à ela, como seguiu de um lado para o outro pelos corredores da feira, atrapalhando a circulação, se misturando à fila dos estandes. Criando um caos.

Para resolver o problema, ao invés de tentar organizar a fila, ou informar as pessoas pelo poderosos sistema de anúncios da feira, os ocupantes eram abordados por funcionários que os desestimulavam sua permanência nela. - É impossível, você nunca vai entrar. Devia aproveitar a feira. Mas se quer perder seu tempo o problema é seu! -

O tom mau-humorado e de deboche chegou ao ponto de vermos alguns funcionários parados em meio à fila comentando como aquelas pessoas eram idiotas por tentarem. Como-se não estivéssemos ao seu lado ouvido tudo. Adivinha só! Persistirmos, e entramos. Perdemos os primeiros painéis é verdade. Mas assistimos aquele que mais queríamos.
Foto: Geisy Almeida
Sem contar que a confusão, o stress da situação e o calor causado pelo excesso de gente (tinha ar condicionado, mas o número de pessoas era tanto que não fazia diferença), tornou mais difícil a parte divertida da fila. Colocar a leitura em dia, conhecer gente nova, participar de momentos de atividade coletiva. No sábado, não importava o quantas tentativas o Forlani fizesse, as pessoas estavam cansadas e com sede demais, para fazer o coro do #VaiSerÉpico. Presos no alambrado também não tínhamos acesso à água e banheiros, facilidade que tínhamos na edição anterior.

Os Banheiros, Bebedouros e Alimentação
Tinham muitos sim. Mas não o suficiente, especialmente porque a maioria era do tipo móvel e logo cedo já estavam entupidos. Frequentadores tem parte da culpa aqui. Ainda sim era muita gente para poucos banheiros.

Já os bebedouros sumiram quase todos. Logo, os poucos que funcionavam tinham filas gigantescas. Se realmente já estavam com defeito ou a mudança foi em prol da praça de alimentação não sei dizer.

Mas sei dizer, que os preços não eram uma surpresa. Acima da realidade como acontece em todo grande evento do país. Felizmente era permitido levar seus lanchinhos. As mochilas ficam pesadas, mas o bolso sobrevive.

Os Corredores
Se você seu o texto até aqui, já deve ter adivinhado. Lotado, confuso e cansativo, até dentro dos estandes. Era tanta gente que mal dava para ver os cosplays passando pelo corredor, enquanto você esperava na fila para participar de alguma atividade. Muita gente se perdeu, muitos itens foram perdidos. Lembrou bastante o tumulto que é a Bienal do Livro em várias cidades do país.


 - Mas Fabiane você só reclama? -

Calma, não estou dizendo que foi tudo ruim. A quantidade de atrações, foi muito maior, assim como o número de expositores, a praça de alimentação. Dava para se perder no meio de tanto talento do Artist Alley. O evento cresceu em público e em conteúdo (empolgação) de forma surpreendente em apenas 1 ano.

Infelizmente espaço e organização não acompanharam esse boom. E estes foram exatamente os aspectos que me ganharam na edição anterior, e me fizeram "vender" a CCXP durante um ano inteiro. Era um evento, bem pensado e organizado, para oferecer a melhor experiencia. Este ano nem sequer previram que uma única saída não seria suficiente para os ônibus gratuitos, carros particulares e táxis.

A Experiência
Apesar de todo o "perrengue" ainda sim valeu à pena. Ao menos para mim, que já previa alguns desses problemas e fui um tanto quanto preparada (não sei quanto aos principiantes). Afinal este é ainda é o melhor e maior evento do gênero no país. E desejávamos um evento assim.

Sim, estou juntando moedinhas novamente. Mas, antes de usá-las, espero que os organizadores tenham notado estes problemas, e tragam anunciem uma edição 2016 aprimorada (ano passado fizeram isso ao notar que o auditório precisava ter um formato estádio). Voltando a merecer o "Experience" com letra maiúscula no título.   

A Comic Con Experience deste ano aconteceu de 3 à 6 de Dezembro, em São Paulo. A edição 2016  já está marcada para 1 à 4 de Dezembro.

Acompanhe o blog para saber mais sobre a feira, e os painéis deste ano. Ou leia sobre a Feira, os Painéis e a Experiência da primeira edição.

4 comentários:

Sem Zua disse...

Nossa sério aquele lance da Fila? Não fui mas fiquei triste em saber disto afinal achei que os organizadores da Comic Con BR eram muito mais profissionais!

Fabiane Bastos disse...

É sério sim. Tentamos até gravar a atitude, mas a barulheira era tanta que não captava o som. Tomara que seja só um equivoco gerado pelo crescimento inesperado da edição, e que em 2016 melhore!

Obrigada pela visita! ;)

Ronald Souza disse...

Então, fui aos 4 dias do evento e gostaria de ressaltar alguns pontos...
Algumas da reclamações acima infelizmente estão relacionadas ao local do evento como banheiros, bebedouros e a questão da chuva, e havia placas deixando claro isso que banheiros eram responsabilidade do local não do evento. era visível que o local ainda passa por reformas e expansões contudo se não for lá acho difícil outro espaço para comportar o evento.

Quanto as filas é inevitável em qualquer comic com eles podem ampliar o auditório para 5 mil lugares mas sempre haverá filas em um evento com mais de 100 mil pessoas. O que percebi muito pelas reclamações na internet são pessoas que querem ir um dia ao evento e fazer todas as atividades, painéis, compras, etc... impossível.

Quanto aos avisos que foram feitos pelos organizadores foram sempre humorados a frase citada acima sozinha passa uma ideia ruim. Mas foram dados vários avisos antes de forma humorada e natural com a intenção de ajudar os presentes. os caras inclusive perguntaram "galera que já está no bolsão para entrar. Quem pretende sair nos painéis?" e quase ninguém levantou. o que obvio vendo que a maiorias dessas pessoas (como eu) madrugaram no local para conseguir entrar nos painéis.

Enfim... o evento teve seus problemas claro mas melhorou muito e não gostaria de que outras pessoas fossem desencorajadas a participar no próximo ano por tais problemas... programe-se se organize, converse com quem ja foi para tirar maior proveito... #foiepico

Fabiane Bastos disse...

Eu também fui nos quatro dias este ano, e em três em 2014. E vou comentar os pontos que você ressaltou....

É verdade alguns problemas são do São Paulo Expo, mas quando você organiza um evento escolhe um local, tem que ter certeza de que a locação está preparada para receber seus convidados. O Pavilhão do São Paulo Expo não aumentou de um ano para o outro (eles apenas levaram a área destinada às filas para outro espaço), mas o público aumentou e muito. Um erro de cálculo feio, se este é o melhor espaço para comportar o evento respeite suas dimensões e a quantidade de pessoas que ela comporta.

Atravessar o canteiro de obras das filas no estacionamento até o pavilhão é outro problema que prefiro nem comentar, mas abarca questões de segurança. Assim como a única saída para veículos, você deve ter notado o caos quando carros de passeio, táxis e os ônibus do evento se aglomeravam ao fim do dia.

TUDO ISSO É QUESTÃO DE ORGANIZAÇÃO.

Conheço as filas, estava preparada para elas. Mas, novamente, a organização foi falha e o espaço mal calculado. Seja dentro do auditório que pouco aumentou de um ano para o outro, seja no espaço para comportar quem esperava por uma vaga. O sistema de ventilação ruim, falta de acesso à banheiro e água (que existia ano passado), também foram falhas. O intuito é melhorar a cada ano e não o contrário.

Quanto aos anúncios, não estou falando da "voz do Goku", ou do Forlani esclarecendo a programação para o pessoal, mas dos funcionários do chão da feira, que incapazes de organizar a fila fora do gradio, resolveram tentar elimina-la desta forma no mínimo deselegante.

Finalizando, estive presente no ano passado, e posso afirmar: Não! O evento não melhorou! Errou em coisas que havia acertado na primeira edição (acredito que pelo crescimento repentino). Não estou tentando desestimular ninguém, pelo contrário vendi a CCXP, durante todo este ano. Quero que esses erros sejam apontados, notados e corrigidos. Fazer vista grossa não vai fazer a CCXP evoluir.

- Ah, mas você quer conforto e Comic Cons não são assim! - Ué porque não? Só, porque foi baseada no formato estadunidense, não precisa repetir os erros. Que a CCXP ofereça o conforto e a diversão que o expectador merece. Que as versões de fora nos visitem, e digam:"Caramba! Temos que ser como esses caras!".

Que seja no mínimo tão encantadora quanto ano passado. A primeira edição não foi desprovida de problemas, tinha menos atrações, mas atendeu melhor seus expectadores.

Não me venha dizer que este post, foi escrito por alguém que foi apenas um dia e queria fazer tudo (aliais é direito da pessoa aproveitar o máximo, não impota quantos ingressos tenha comprado). Muito menos que eu não estava preparada. Pois você não sabe do que está falando!

Busque no blog os posts do evento em 2014, para ver a diferença. E continue acompanhando os textos deste ano, para descobrir um ponto de vista, que a "empolgação" que o ambiente oferece, talvez não tenha deixado você ver!

Obrigada pela vista, e pelo comentário.

 
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