segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Manual de sobrevivência na CCXP

Faltam apenas alguns dias, os ingressos estão comprados há meses, passagem e hospedagem garantidas e você não tem mais unhas de tanta ansiedade. Está tudo pronto, você está apto a tirar o melhor proveito dos quatro dias mais nerds da sua vida (este ano)? Não! Ok, é por isto que temos o...


1 - Use roupas confortáveis, mesmo. Lembre-se que você vai andar muito, ficar muito tempo em pé em filas, eventualmente se render e sentar no chão, além de carregar bolsas ou mochilas pesadas. Logo, nada de saias, se tem "nojinho" do chão, calça comprida é essencial. 

Sapato, fechado, aquele velho de guerra que já tomou a forma do seu pé por isso não vai te machucar. - Ah! Mas a rasteirinha é mega confortável - Pode até ser, mas a sandália não vai proteger sus pezinhos de pisões em eventuais aglomerados de pessoas.

2 - Sobre a bolsa: espaçosa, resistente e confortável de carregar. Se der para fazer sistema de revezamento com um amigo melhor ainda, mas confira se uma bolsa/mochila apenas vai suprir as necessidades de vocês dois. Pois além de celular, documentos, o livro da meia-entrada, a bombinha de asma e o pau de selfie, é recomendável que você leve água e lanche. Pretende comprar muitos gibis e colecionáveis, reserve um espaço para estes também, assim como para brindes!
Brindes, brindes, brindes!!!!
Evite malas e bolsas com rodinhas ou carrinhos, é muito difícil andar com elas na multidão;

3 - Leve lanchinhos: É claro que tem praça de alimentação na feira, ano passado tinha até mesmo dentro do auditório, para quem encarou uma maratona de painéis (me incluo aqui). Mas os preços são altos, e as filas grandes, logo não custa estar preparado. Também havia bebedouros para reabastecer garrafinhas de água. Mas atenção às restrições:

Será permitida a entrada de alimentos no evento desde que estejam em suas embalagens originais lacradas ou, caso seja um alimento não industrializado, deverá estar em uma embalagem de plástico que esteja fechada.
Não serão permitidas a entrada de objetos que ofereçam risco à segurança, tais como garrafas de vidro, latas e bebidas alcoólicas.
O público será submetido a uma revista na entrada com a remoção de objetos não autorizados no acesso à CCXP. Não será permitida a entrada de pessoas que se recusem a se desfazer dos objetos não autorizados, ou que tenha qualquer comportamento inadequado e contrário à ordem pública.
Acima de tudo, não esqueça de comer. É sério! Tem muita coisa acontecendo, a empolgação é grande e geralmente esquecemos de parar para comer e beber água. Na dúvida programe o celular para te lembrar!

No caminho....

3 - Para chegar lá: a recomendação é sempre para usar o transporte público. E como o São Paulo Expo é meio distante de tudo, a organização do evento disponibiliza transporte gratuito para convenção. A frota de vans fará o trajeto entre Terminal Jabaquara e o centro de convenções, durante o envento. Atenção aos horários:
03/12 - QUINTA - 10h - 23h
04/12 - SEXTA - 8h - 23h
05/12 - SÁBADO - 8h - 23h
06/12 - DOMINGO - 8h - 21h

4 - Chegue cedo, mas não exagere! Quer garantir vaga na primeira van, chegue cedo na estação. Vai de carro, o estacionamento abre às 07h. Tem uma carona que vai te deixar ainda mais cedo lá na porta ótimo! Chegue ao primeiro raio de sol. Mas NÃO passe à noite na fila.

Aqui é São Paulo, não San Diego! O São Paulo Expo fica em uma área isolada, e não há espaço para acampar. Os organizadores do evento já afirmaram que não se responsabilizam por quem escolher esta opção. Por mais que você veja uma galera desesperada por garantir lugar nos painéis tentando te convencer que dormir por lá é uma boa ideia. Não é!

Chegando lá.....

5 - Prepare-se para filas, sim tem filas para tudo! O que não é necessariamente uma coisa ruim, aproveite este momento, para observar os cosplays, a movimentação, colocar a leitura em dia, jogar conversa fora, fazer amigos. Em nenhuma outra fila você vai encontrar tantas pessoas com os mesmos interesses que você.

6 - Sobre dinheiro. Vai dar uma passada no Artist Alley? Lembre de levar dinheiro trocado para facilitar tem produtos de todos os preços. Aliais, não deixe de reservar um tempinho para passar por lá, é onde você vai descobrir coisas legais, com os melhores preços. E sim, dá para comprar muita coisa com cartão.
Sim, dá para ser nerd na crise. Tem souvenir para todos os bolsos.
Confere só estes bottons fofos que consegui na Artists Alley ano passado!

7 - E por falar na sua agenda. A programação já está disponível no site no aplicativo para celular, e geralmente são distribuídos jornaizinhos com elas e o mapa do evento. Se organize, para tentar ver tudo que deseja. Mas não fique chateado se perder uma coisa ou outra. Afinal é um evento com muitas atrações.

8 - Você vai pelo evento, né! Ok, você pode ter um artista favorito que inspirou a compra do seu ingresso, mas as Comic Cons são uma celebração muito maior. Se você ficar preso apenas a uma atração pode estar perdendo muita coisa.

9 - Tire muitas fotos, filme bastante, faça uma coleção de imagens dos cosplayers mais legais (eu vou fazer). Entretanto fique atento às regras, nos painéis existem momentos com conteúdo exclusivo que não poder ser filmado e fotografado.


10 - Aproveite o camarim de cosplayers. Você não precisa pegar o metrô e a van com sua confortável "roupa de Mística". Tem camarim para a galera se arrumar, e dar uns retoques no look durante o dia.

11 - Lembre-se! Seu fandom não é o único, nem o melhor do mundo. E ninguém é obrigado a gostar de uma coisa só. Aquele cara com cosplay incrível de Kratos, pode sim ser mega fã do Maurício de Souza e tem tanto direito quanto você. O clima não é de competição pequeno gafanhoto, mas de confraternização. Vai que você descobre outro universo que ama!

12 - Não esqueça as recomendações de sempr
  • Marque pontos de encontro caso se perca de seus amigos, de preferencia em locais onde a aglomeração de pessoas é menor. Ano passado o sinal de celular no centro de convenções era fraco em todas as operadoras. Melhor garantir esta opção das antigas para encontrar a galera.
  • A criançada é mais que bem vinda. Mas, não esqueça daquela cadernetinha com os seus contatos, no pescoço do padawan caso o pequeno se perca. 
  • Atenção aos seus pertences. Recolha seu lixo....

Agora sim, tudo pronto! Você está equipado e informado. Pare de roer as unhas e divirta-se, pois #VaiSerÉpico !!!

Leia os posts sobre CCXP 2014 e fique mais preparado ainda. Descubra como foram a  Feira os Painéis e a Experience! Leia mais sobre Comic Cons em geral.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Supergirl

Se você está atento às opiniões na internet, deve estar confuso. Tenha você gostado ou não da nova série televisiva da DC, existe uma galera "ostentando" a opinião contrária. Afinal, Supergirl é boa ou ruim. Minha resposta: Depende!

Depende de quem você é. Supergirl pode não ser para você. Com diversos produtos derivados dos quadrinhos chegando às telas grandes e pequenas, já era a hora aparecerem séries que exploram determinado nicho. É o caso das aventuras de Kara Zor-El, claramente criada pra trazer as garotas para o mundo dos Super-heróis.

Caso você tenha ficado preso em animação suspensa nas últimas décadas e ainda não saiba de quem estamos falando, Kara Zor-El (Melissa Benoist), é a prima pré-adolescente de Kal-El/Clark Kent (ou Superman para os íntimos). Ela foi enviada para terra logo após seu primo famoso, com a missão de cuidar dele, mas sua nave se perdeu e a menina ficou em animação suspensa por muito tempo. Quando finalmente chegou Kal-el, já era um adulto, enquanto Kara permanecia com 12 anos.

Adotada por uma boa família os Danvers (atenção às participações especiais de Helen Slater e Dean Cain, respectivamente a Supergirl do filme homônimo de 1984, e o Superhomem da série Lois & Clark), Kara teve uma infância o mais normal possível. Aos 24 anos um acidente força a moça a usar seus poderes, sem deixar de ser notada pelo mundo. É aí que ela decide abraçar a vocação de família e se tornar uma heroína.

Sim, tem romance platônico adolescente, aquele momento de "provar figurinos", dramas de auto descoberta. E até um quê de O Diabo Veste Prada. Tudo isso para dialogar com seu público alvo, crianças e adolescentes, especialmente meninas. De fato vale chamar atenção para o que a série não tem: a presença do Superman.
Este é provavelmente o melhor take do Superman, nessa série.
Torcendo para que continue assim!!!
O Homem de Aço, existe, vive em Metrópoles e tem contato com sua prima. Mas nenhum ator foi contratado (até o momento) para interpretá-lo. Isto porque nas palavras da própria protagonista, esta é a jornada dela. E ligar para seu primo, resgata-lá sempre que a coisa fica complicada, está fora de questão. Uma linha para-la de interessante para as jovens mentes que esta série pretende atingir.

Se a Agente Carter resgata questões feministas (ainda em voga hoje) e Jessica Jones conversa com o público adulto fã de quadrinhos. Kara Zor-El pretende ser um bom modelo para a molecada criada com o "GirlPower" de Frozen. É aí que está seu valor.

Então sim, Supergirl é boa e ruim ao mesmo tempo. É ruim para os mais velhos, que já viram este tipo de narrativa adolescente, quando eram adolescentes. E um acerto para a nova geração, que ainda tem uma vantagem que não tivemos, uma garota independente, em busca de se provar como protagonista.

É claro, nenhum homem mulher é uma ilha, muito menos sustenta uma série sozinha. Entre os aliados e adversários de Kara estão sua irmã adotiva Alex Danvers (Chyler Leigh), também uma profissional independente e bem sucedida. Sua chefe Cat Grant (Calista Flockhart), claramente inspirada na personagem de Meryl Streep em O Diabo Veste Prada. James "Jimmy" Olsen (Mehcad Brooks), buscando novos ares longe do Planeta Diário. O Ex-agente da CIA e chefe do Departamento de Operações Extra-Normais -DEO-, Hank Henshaw (David Harewood). O amigo Winslow "Winn" Schott, Jr. (Jeremy Jordan) e a "memória" de sua mãe Alura Zor-El (Laura Benanti).

Então não se sinta culpado por não gostar de Supergirl, nem diminuído por gostar. Como tudo na vida a série tem seus prós e contras. Na dúvida indique para aquela garotinha que você conhece que poderia fazer melhor uso do bom exemplo feminino.

Supergirl é exibida nas quartas-feiras, às 22h30, no Warner Channel.

Leia mais sobre séries, ou continue na DC com Flash e Gotham.
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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Livro vs Filmes: A Esperança

Demorou um ano inteiro para que pudéssemos finalmente comparar as divergências entre as versões cinematográficas e literária de A Esperança. Isso porque o terceiro volume da trilogia escrita por Suzane Collins foi dividida em dois longas metragens lançados com o intervalo de 1 ano entre eles.

Nesta aventura derradeira, o plano dos rebeldes para usar o massacre quaternário quase dá certo. Katniss, e outros vitoriosos é resgatada da arena apara o, até então desconhecido, Distrito 13. Mas Peeta fica preso na capital, dividindo a força da propaganda de guerra entre a Capital e os Rebeldes. Guerra esta que tem seu auge também neste livro.

Tanto por causa da divisão, quanto pela quantidade de acontecimentos à partir da metade do segundo livro, até o carisma na tela de alguns personagens, A Esperança - parte 1 e o final, são as adaptações com mais diferenças entre as obras.

Vale sempre lembrar: SPOILERS à frente!

1 - Neta do Snow
O Snow provavelmente tem filhos e netos, mas nunca ouvimos falar deles nos livros. De fato a netinha de snow aparece ainda em Em Chamas, mas é aqui sua verdadeira função fica mais clara. Ela serve como demonstração tanto da mudança da posição da "Capital" (leia-se Presidente Snow) em relação à Katniss, quanto para mostrar o nível de submissão dos moradores mais ricos de Panem ao seu presidente.


2 - Tatuagens com as programações
No distrito 13 é tudo organizadinho. Como em uma colmeia, cada cidadão tem sua função e toda manhã recebem uma tatuagem temporária com sua "agenda do dia". O roteiro inclui inclusive horários de alimentação e lazer. No livro a "agenda" é mencionada, mas nada de tatos. Todos os novos moradores, voluntários ou refugiados do 12, precisam se adaptar às regras. Katniss é claro, vive burlando essas regras.

3 - Venia, Octavia e Flavius prisioneiros
Katniss é o tordo, ela pode burlar as regras. Mas não é todo mundo que tem essa sorte. A equipe de preparação de Katniss (cabelo e maquiagem), Venia, Octavia e Flavius, também são levados ao Distrito 13. Mas como legítimos moradores da Capital, não se adaptam a vida regrada do novo distrito, e são presos e torturados por isso. No primeiro Jogos Vorazes, Venia, Octavia e Flavius eram apenas figurantes, e Em Chamas eles foram substituídos completamente por Cinna e Effie. Logo nos dois últimos filmes eles nem mesmo aparecem.

4 - Effie no distrito 13
E por falar em Effie Trinket, a exótica moça nuca vai ao Distrito 13, aparecendo apenas brevemente no final do romance. Entretanto, depois de assisitr Em Chamas, a autora Suzanne Collins chamou o diretor Francis Lawrence e disse: "De jeito nenhum Effie Trinket ficará de fora dos filmes de A Esperança". Sua presença foi mais que bem vinda, já que a moça assumiu o papel da já ausente equipe de preparação e da Fulvia, assistente de Plutarco que ainda precisaria ser apresentada. Mais tarde sua presença também serviu para assumir algumas das falas do próprio Plutarch, após a morte de Philip Seymour Hoffman.


5 - O visual de Cressida
Natalie Dormer realmente raspou metade de seu cabelo quando desempenhou o papel de Cressida. No livro, o personagem de Cressida, tinha toda a sua cabeça raspada e coberta com tatuagens de hera. Foi ideia de Natalie Dormer (a Marjorie de Game of Thrones) ter apenas a metade (o lado esquerdo) da cabeça raspada para ser coberto com (falsas) tatuagens de hera. Além de estiloso o visual impediu as comparação e possivelmente diminuição do choque quando vemos Johanna com a cabeça raspada, como parte de sua tortura.

6 - As exigências de Katniss
Tanto o livro quanto no filme Katniss faz uma lista de exigências para se tornar o tordo. No livro no entanto a lista é mais longa. Inclui o resgate e imunidade à todos os vitoriosos sobreviventes (o que inclui a esquecida Enobaria, carreirista do Massacre Quaternário que tem os dentes serrados). E o direito dela matar Snow.

No filme tanto a exigência de matar o presidente vivido por Donald Sutherland, quanto aparecem apenas mais tarde. Enquanto a mudança do momento da exigência não tenha grandes efeitos na narrativa. O reaparecimento repentino de Enobaria no fim do último filme deve ter deixado muita gente confusa.

7 - A caça no 13
Nos livros Katniss sai para caçar mais de uma vez enquanto mora no Distrito 13, não apenas na companhia de Gale, mas também de Finick. E de fato eles levam caça para as cozinhas melhorando o cardápio do dia. No filme a situação acontece apenas em uma sequencia, onde Katnip e Gale não acham justo caçar os animais da região, que nem sabem que estão sob ameaça. De fato, a função da cena no filme é apenas desenvolver o relacionamento entre os dois.

8 - Negociações no Distrito 2
As negociações no 2º distrito, responsável por pelo armamento da capital são mais longas no romance. E teriam mais destaque no filme não fosse um imprevisto: a atriz Lily Rabe (The Whispers) originalmente escalada como comandante Lyme precisou sair devido a um conflito de agenda. Rabe já havia filmado suas cenas de A Esperança - Parte 1. Então, ao precisar reescalar a moça, os produtores decidiram não refazer essas cenas, mas cortá-las do filme. Resultando em apenas 1 cena com Lyme, e uma participação decepcionantemente curta para os fãs de sua nova Gwendoline Christie (a Brienne de Game of Thrones).


9 - Explosão na barragem
Não existe esta cena no livro. Mas algo do tipo pode ter acontecido, sem que nós leitores saibamos. Afinal a história é contada pelo ponto de vista de Katniss, que à essa altura não está ligando muito para o que acontece nos outros distritos. Além disso, não acredito que a presidente Coin discuta todos os acontecimentos de uma guerra com uma adolescente.

10 - Katniss e Snow
A vídeo-conferência entre Katniss e Snow, também não acontece. Mas acrescenta e muito à tensão do momento. Além de criar uma base para o último diálogo entre os personagens. É uma conversa que eles estão tendo há muito tempo.

11 - Recuperação de Peeta - o padeiro
Peeta não se recupera tão rápido nos livros, e leva muitos estágios. Entre eles está a ideia de Prim de usar o mesmo veneno de teleguiadas para reverter a lavagem cerebral no rapaz. Ele também recebe a visita de "uma pessoa familiar, em quem confie", mas não se trata de Prim, mas de outra jovem do Distrito 12. A substituição aqui economiza tempo e dá mais importância ao papel de Prim como "curandeira".

Outra etapa deixada de lado, é o momento que Peeta é relembrado de seu oficio oficial. É ele quem faz o detalhado bolo de casamento de Finnick e Annie, como parte de sua terapia.

12 - Treinamento de Katniss e Johanna
As duas vitoriosas precisam treinar se quiserem entrar na luta. Se tornar soldados, é a exigência de Coin. Após semanas de treinamento, Katniss é aprovada e designada à tropa de Boggs, enquanto Johanna é reprovada e fica presa no 13 à contragosto.
No filme, sob a cobertura de Johanna, Katniss viaja clandestina em um carregamento de suprimentos para a Capital. Lá é reconhecida, obrigando Coin e Plutarch à aceitar a presença da moça. E fingir que este era o plano desde o início, e não uma simples desobediência.

13 - Katniss Encrencada
Após suas ações na execução de Snow Katniss fica encrencada. Em isolamento por dias, imaginando como a "sacrificariam", ela fica surpresa quando sua condenação é apenas o isolamento no devastado 12. Embora fique claro, que esta fora uma negociação de Haymich, e que sua ida com ela "para casa" era uma das condições, ela precisaria de supervisão.

14 - O Povo mata Snow
No filme uma multidão claramente avança sob o pragmático presidente amarrado quando a flecha não o atinge. No livro, não fica exatamente claro como ele morreu, e de fato ninguém se importa muito com isso. Ele está morto e pronto!

15 - Todo mundo está perturbado de verdade!
Especialmente os tributos sobreviventes, mas sua grave condição psicológica é amenizada no filme. Finnick é atormentado pela captura de Annie, e passa muito tempo fazendo nós em uma cordinha, que até aparece brevemente no filme. Já mencionei a lenta recuperação de Peeta no item 11. Enquanto Johanna, que já era visivelmente perturbada antes do Massacre Quarternário, fica viciada em medicamentos, e não passa nos testes para se tornar um soldado por causa de suas condições psicológicas.

Mas nenhuma mente é mais perturbada que aquela que nos conta a história. Katniss, não confia em ninguém, tem momentos de pânico, pesadelos, estresse pós-traumático, e quaisquer outros distúrbios que duas edições de Jogos Vorazes somados à uma guerra e o sentimento de culpa pode causar. Katniss literalmente enlouquece, mas no filme ela só fica "de luto" por um tempo. O que nos leva....

16 - O final agridoce
Que no filme é um final relativamente feliz. Ué mas o final do livro e do filme são diferentes? Na verdade os acontecimentos são os mesmos, mas o tom é bem diferente. Uma vez que no filme Katniss, não fica tão perturbada assim, ao fim da jornada. O epílogo parece um futuro potencialmente feliz para a protagonista.

Enquanto nos livros, a noção é clara de que apesar de seguir com a vida (lenta e dolorosamente), e terem conquistado um mundo melhor para as novas gerações, Katniss nunca será realmente feliz. As perdas e traumas de sua juventude, a danificaram permanentemente. Um final mais coerente e agridoce.
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Ufa! Acho que esta foi a lista mais longa da série  "Livro vs Filme" até hoje. E é muito provável que eu tenha esquecido algum detalhe. Bastante fiel à obra original, as mudanças em A Esperança - parte 1 e o final, são em geral em prol do ritmo da narrativa.

O único escorregão é a perda da gravidade dos acontecimentos. Para uma série que começou com o assassinatos de crianças, mesmo as mortes de personagens principais, soam menos perturbadoras do que deveriam. Tanto para nós, quanto para os personagens. Ainda assim é uma adaptação eficiente.

Leia mais sobre a série criada por Suzane Collins:
Resenhas dos Livros -  Jogos VorazesEm Chamas, A Esperança
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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Informações úteis para sua maratona de Jessica Jones

Jessica Jones é a segunda série produzida em parceria da Marvel com a Netflix. O acordo original traz 4 séries com heróis urbanos como protagonistas e um crossover entre elas, formando a equipe Os Defensores.
Jessica chega com todo otimismo causado pelo bom desempenho de Demolidor e um elenco de bons nomes. Mas isso era praticamente tudo que o público não inicializado nos quadrinhos sabe sobre a personagem, logo...

Informações úteis para sua maratona de Jessica Jones

1 - ....não se sinta culpado por não conhecer Jessica Jones. Muita gente está no mesmo barco.

2 - Jessica Jones foi criada em 2001 na série Alias (no brasil recebeu o título de Codinome, Pertencia ao selo Max que trazia histórias mais pesadas destinadas à adultos. Sua trama no entanto estava interligada com as histórias de outros heróis do universo Marvel, criando a sensação de Jessica sempre estivera por ali. Depois do fim de Alias a personagem ainda fez participações em outras tramas da Marvel.

3 - É Marvel, mas não é para a família! Assim como os quadrinhos em que é baseada, e a série do Demolidor, este não é um programa para crianças. O conteúdo é pesado e violento.

4 - Jessica Jones é uma série violenta, mas não no estilo "tiro, porrada e bomba". As lutas não são o forte, o foco é a investigação, o suspense e o perigo eminente.

5 - Você também não vai ver a protagonista em um traje coladinho e colorido. Embora a referência desse seu passado nos quadrinhos, e seu nome apareça de forma bem humorada para quem tiver atento.

6 - Outra incógnita são os poderes e passado da protagonista, revelados lentamente ao longo de toda temporada. Não se desespere, a demora funciona à favor da narrativa.

7 - Atenção Whovians, vocês podem ficar traumatizados ao ver o queridinho 10º Doctor como o vilão Killgrave. Em outras palavras David Tennant está ótimo.

8 - Não, o Demolidor não aparece pessoalmente. As referências aos heróis do cinema são bastante sutis, embora a atmosfera de uma cidade arrasada pós-ataque alienígena e com medo dessas pessoas "com dons" seja um dos temas discutidos.

9 - Luke Cage não apenas aparece, mas também está devidamente apresentado. Prontinho para estrelar sua própria série.


10 - A irmã adotiva de Jessica, Patricia “Trish” Walker não existe em Alias. Mas faz referência a Patsy Walker, a personagem Gata do Inferno nos quadrinhos. O que não significa que Trish seja uma heroína, é apenas uma referência divertida.

11 - Um dos temas recorrentes da série é lidar com traumas. De Jessica com seu passado, Luke com a perda da esposa, Trish com sua mãe, das vitimas de Killgrave e até dos cidadãos de Nova York com os acontecimentos do primeiro Vingadores.
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Após um fim traumático de sua curta carreira como heroína, Jessica Jones (Krysten Ritter) tenta ganhar a vida como investigadora particular em NY, ignorando suas "habilidades especiais". É claro, que um dos casos vai mostrar que enterrar o passado não é tão simples assim. Também estão no elenco David Tennant como o vilão Homem-Púrpura, Mike Colter como Luke Cage, Carrie-Anne Moss como Jeryn Hogarth e Rachael Taylor como Patsy Walker.


Leia mais sobre séries, ou confira Informações úteis para sua maratona de Sense8, Orange is The New Black, DemolidorUmbreakable Kimmy Schimidt e Narcos.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Jogos Vorazes: A Esperança - o final

Bem vindo à 76º edição dos Jogos Vorazes! - É o que um dos personagens acertadamente aponta ainda no início do longa. Partindo exatamente de onde o longa anterior parou, Jogos Vorazes: A Esperança - o final não demora muito tempo para explicar a nova condição de Peeta (Josh Hutcherson), transformado em arma pela capital, e para encerrar as últimas estratégias no Distrito 13. É hora de tomar a Capital, e o Presidente Snow (Donald Sutherland) garante a dificuldade, e o show, transformando a cidade em uma gigantesca arena.

Ameaça constante de conviver com o, agora inimigo Peeta. Tentar compreender as disputas políticas e evitar se tornar um joguete delas. Além de uma guerra aberta com um inimigo muito bem preparado. É com tudo isso que Katniss (Jennifer Lawrence) precisa lidar neste último capitulo. Tarefa tão complicada que o triângulo amoroso entre ela Peeta e Gale, tem pouca impacto seja na protagonista, ou nos expectadores (o que não nos poupa de uma cena onde os "boys magia", discutem enquanto a mocinha dorme, meio Crepúsculo). De fato, os protagonistas não parecem sentir muita coisa, diante do choque de uma guerra, ou do estresse pós traumático, causado pela arena ou pela enorme quantidade de mortes.

Sim, mortes! Muitas delas. Afinal é uma franquia que tem início em um "jogo", que mata 23 adolescentes anualmente, não faria sentido tentar poupar seis leitores/expectadores à essa altura da trama. Uma guerra tem consequências feias, e é preciso lidar com elas.

É para dar espaço à ação e as consequentes mortes, que os questionamentos políticos bastante abordados em Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1, aqui ficam em segundo plano. Ganhando maior destaque apenas nos últimos minutos da projeção. Logo é uma pena que os personagens estejam "em choque" durante a ação, obrigatoriamente seguindo em frente sem pausas para o luto. É preciso cumprir a missão custe o que custar.

Também, é uma pena que a câmera tremida (um acerto para lidar com o excesso de violência no primeiro filme), aqui não funcione tão bem. Especialmente se combinada ao 3D convertido. Com a fotografia mais sombria, as lentes dos óculos que escurecem ainda mais, e a câmera frenética, não se espante ao se perder a ação em alguns momentos. Mesmo para quem leu os livros, é provável um ou outro momento de: cadê fulano? Já morreu e eu não vi?

Ao simplificar a trama de Suzanne Collins, para caber em pouco mais de duas horas de duração, alguns problemas de abordagem ficam evidentes. Como perda de função de Joana (Jena Malone) e Beete (Jeffrey Wright), comum em adaptações com muitos personagens. O reaparecimento inxeplicado de Enobaria, carreirista que sobreviveu ao massacre quaternário. A "ponta de luxo" de Gwendoline Christie (Brienne de Game of Thrones), escalação celebrada para uma passagem tão rápida que sequer lembramos o nome de sua personagem. Ou ainda saltos de tempo, e mudanças rápidas demais, como a evolução do quadro de Peeta.

Mas não se engane! Este é sim, um bom filme e um ótimo desfecho para a franquia, que pretende fazer nossos jovens pensarem. E ainda é uma última chance de ver o ótimo trabalho de Philip Seymour Hoffman, que faleceu durante as filmagens. Um dos personagens mais interessantes, Plutarch Heavensbee ainda está presente. Olhos muito treinados podem perceber um detalhe ou outro em CGI. Há ainda momentos que Haymitch (Woody Harrelson) entrega seu recado. Nada que destoe das atitudes do personagem, ou andamento da trama.


Jogos Vorazes: A Esperança - o final, encerra bem a franquia de Katniss, embora funcione melhor com seus antecessores. Tem questionamentos e conceitos interessantes, além de ser uma supre produção caprichada e com elenco eficiente. Então, ligue o cérebro, faça aquela maratona com os filmes anteriores, evite as sessões 3D e aproveite, a última e politicamente mais eficiente edição dos Jogos Vorazes!

Jogos Vorazes: A Esperança - o final (The Hunger Games - Mockingjay: Part 2)
EUA - 2015 - 137min
Ação / Drama / Ficção científica

Leia também: as críticas de  Jogos VorazesEm ChamasJogos Vorazes: A Esperança - Parte 1. Ou veja todo nosso conteúdo relacionado à franquia
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