terça-feira, 27 de outubro de 2015

The Strain - 2ª temporada

Quem aí se confundiu nas contas, e perdeu a transmissão da segunda temporada de The Strain? Fique tranquilo companheiro, você não é o único! E a confusão é compreensível, afinal a primeira temporada chegou por aqui com um atraso de meses, estreando em Janeiro deste ano. Enquanto o segundo ano teve transmissão simultânea com os Estados Unidos, chegando e telas brasucas em julho do mesmo ano. Aí fica difícil mesmo organizar o calendário de séries.


Mas não é porque tem "serie demais para pouca vida", que vamos desistir de alguma. Segue então, com um pouquinho de atraso, o balanço da segunda temporada de The Strain.

Não é mais mistério para ninguém os Strigoi (nome mais apropriado para esses "vampiros", que podem muito bem ser a origem não apenas dos bebedores de sangue mas da maioria dos monstros de diversas mitologias ao redor do mundo) existem são perigosos e se espalharam por Nova York. Infelizmente as autoridades incompetentes, não sabem muito bem como lidar com os infectados. Enquanto nosso pequeno grupo protagonista, cansado de tentar se fazer ouvir se empenhou e falhou na sua primeira tentativa contra o Mestre.

Eph (Corey Stoll), Nora (Mia Maestro), Setrakian (David Bradley, o Argos Filch de Harry Potter, e Walder Frey de Game Of Thrones), Fet (Kevin Durand), Dutch (Ruta Gedmintas) e o pequeno Zach (reescalado, Ben Hyland foi substituido por Max Charles), continuam juntos. De fato agora formam uma unidade determinada e descobrir como eliminar os vampiros. Uma vez que apenas o sol não foi suficiente para eliminar o sangue-suga mor. E nessa pausa de "reagrupamento e pesquisa", cada um desenvolve seus conflitos. Afinal, os inimigos não são mais o grande mistério, agora o interesse é nos personagens.

O mais abalado deles o professor Abraham Setrakian (David Bradley), precisa lidar com uma falha no trabalho de toda uma vida. E após um período depressivo descobre a salvação em um livro mítico. A busca pelo Occido Lumen vira sua nova obsessão.

Mas essa série tem uma abordagem cientifica em todo o processo de transformação humano-vampiro. Logo, Eph e Nora buscam uma saída de laboratório. O que se bem sucedido implica em encontrar recursos (leia-se uma empresa farmacêutica e ajuda militar e política) para reproduzir em massa.

É claro que falta tempo para dar atenção ao pequeno Zach, em plena fase de negação pela transformação de sua mãe. A fase mais rebelde do garoto aliais, é, segundo os produtores, o motivo para a troca de ator.

Mas nem todos estão infelizes nesse apocalipse Strigoi. Fet e Dutch estão se entendendo muito bem. O que você pode adivinhar não vai durar muito tempo. O mesmo vale para o recém-revitalizado ricaço do mal Eldritch Palmer (Jonathan Hyde), cuja "parceria" com o mestre começa a enfraquecer.

Seguindo com sua história paralela e incógnita Gus (Miguel Gomez), é nossa porta de entrada para outro lado do mundo dos monstrengos. Revelando que o Mestre, não é "mestre de todos" e que desagrada sua própria espécie. Assim novos jogadores entram na disputa, embora as alianças sejam raras e arriscadas.

E por falar em novos personagens, a veradora Justine Feraldo (Samantha Mathis) adota a luta para si. De forma bastante agressiva, com força policial apesar de não ter muito conhecimento das criaturas que estão enfrentando. É claro, que ela vai ter que lidar com muita politicagem antes de conseguir alguma coisa.

Do lado malvado da história nem tudo são flores também. O Mestre foi ferido sim pela tentativa de nosso grupo protagonista. Logo, precisa tomar providências para que não se isso não se repita. Ignorando o sentimento de insatisfação e fracassos frequentes de seu primeiro imediato o Nazista Thomas Eichhorst (Richard Sammel).

Achou muita coisa? E isso foi apenas a sinopse da situação inicial da maioria dos personagens. The Strain não peca pelo marasmo, nem tenta enrolar o expectador com episódios em que pouco acontece Benefício da temporada mais curta, e do rico material em que é baseado, a Trilogia da Escuridão série literária criada por Chuck Hogan, em parceria Guillermo del Toro.

Se o ritmo é acelerado, eventualmente perdemos um ou outro personagem, como a misteriosa humana que auxilia o mestiço Mr. Quinlan (Rupert Penry-Jones). Ou ainda ficamos na vontade de conhecer melhor outros como o ex-ator mechicano "Anjo de Prata".

Outro detalhe complicado é a localização das tramas pela cidade de NY. O que na primeira temporada parecia ser apenas um detalhe, na segunda se mostra uma ferramenta para compreender como a infecção está se espalhando. Nem toda a cidade foi afetada da mesma forma, consequentemente as reações também são diferentes. O problema, é que para quem não está familiarizado com a geografia da cidade, fica difícil conhecer os "pontos críticos", as proximas áreas alvos, e a politica interferindo nas prioridades.

Nada tão grave que interfira na ação e no horror. A trama é inteligente, bem desenvolvida, e com cada personagem desenvolvendo seus arcos, não faltam coisas com que se preocupar. Incluam aqui eventuais flashbacks, que mostram o passado do Mestre, as "aventuras" de Setraquian e Palmer.

The Strain mantém sua trama interessante, mitologia própria e rica. Além da qualidade de uma produção de Guillermo del Toro, sinônimo de monstros bem feitos e horror despreocupado com "faixa etária". Diversão para os grandinhos!


A série terá cinco temporadas. A segunda e terceira devem cobrir o segundo livro, enquanto o último volume fica por conta do quarto e quinto anos. No Brasil é exibida pelo FX.

Leia sobre The Strain, e veja como foi a 1ª temporada da série.

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