quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Perdido em Marte

Não se deixe levar pelo tema espacial, este filme passa longe da melancolia e dos finais agridoce de Gravidade e Interestelar. Muito menos lembra o equivocado Prometeus, com quem compartilha o diretor. Perdido em Marte não apenas, traz Ridley Scott de volta à boa forma, como também apresenta um tom otimista bem diferente de Blade Runner, o Caçador de Andróides e Alien, o 8º Passageiro.

Uma missão da Nasa em Marte é interrompida prematuramente por causa de uma tempestade. A tormenta faz com que Mark Watney (Matt Damon), atingido por uma antena seja dado como morto, equanto sua equipe é forçada a deixar o planeta vermelho às pressas. Horas mais tarde, Watney acorda sozinho, ferido, com provisões limitadas, em um planeta inóspito e sem formas de se comunicar com o resto da humanidade. A próxima missão ao planeta deve chegar apenas em quatro anos, muito além das provisões do protagonista.

Extremamente persistente e otimista (sério o cara é um exemplo), Watney começa a fazer cálculos e experimentos para tentar sobreviver em Marte. Tudo devidamente registrado em vídeos-diários. Fazendo com que toda explicação cientifica do que ele está fazendo, soe mais palatável em uma conversa entre o protagonista e a câmera, que na verdade é com a gente, os expectadores!

Eventualmente o pessoal aqui da Terra, que já o anunciara como morto, descobre seu "náufrago das estrelas". Á partir daí os esforços são, para estabelecer comunicação e manter o astronauta vivo até a chegada da próxima missão. Todo o processo é apresentado, montagem que intercalam, as experiências dos cientistas na terra, e sua posterior aplicação por Watney em Marte. Novamente simplificando toda a explicação cientifica necessária para tornar a história verossímil.

Se em Marte Watney precisa enfrentar os problemas de isolamento. Na Terra, os dilemas são outros. Revelar, ou não para os companheiros de Mark que deixaram um homem para trás. Criar uma forma rápida e eficiente de enviar suprimentos para Marte, as medidas extremas para que isso seja possível. Além de lidar com a imprensa e a opinião pública (inclua aqui, uma crítica a espetacularização da mídia). A cúpula formada pelos personagens de Jeff Daniels, Sean Bean, Kristen Wiig, e Chiwetel Ejiofor, concordam em discordar todo o tempo, mas não há vilões entre eles. Mesmo as tomadas de decisões que desaprovaríamos, são compreensíveis dentro da função daqueles personagens.

Entre a companheiros que acidentalmente deixou Watney para trás, resta lidar com o sentimento de culpa e a impotência (ou não) quanto às tentativas de resgate do amigo. Novamente, também não há vilões aqui. A equipe liderada por Jessica Chastain (focada), que traz Michael Peña (sempre divertido), Kate Mara, Sebastian Stan e Aksel Hennie, se arrepende pelo erro. Assim como Mark não os culpa.

Um elenco de peso numeroso, que literalmente dividindo o tempo de tela para contar bem esta história. Embora esta dependa muito do carisma de Damon que carrega o filme, e em boa parte da projeção sozinho. A única escorregada é o óbvio dublê de corpo quando a produção resolve mostrar o quanto o protagonista emagreceu em seu isolamento.

Perdido em Marte, não tem grandes vilões, à não ser vida, o universo (e tudo mais...). E apesar de um pouco previsível, traz uma trama inteligente e que não subestima o expectador, apresentada em um ritmo acertado, bem humorado e com ótimas atuações. Até mesmo o uso do 3D, últimamente dispensável na maioria das produções é acertado. Scott o usa para tornar enfatizar a vastidão de Marte, em contraponto com o claustrofóbico habitat de Watney.

Ridley Scott acerta em apresentar não apenas bem elaborada super-produção. Mas, uma ficção-científica verossímil, com bons temas. E surpreendentemente otimista! Isso antes mesmo de saber que existe água em Marte (a notícia saiu essa semana, não viu?). Aparentemente até no cinema precisamos de um pouco mais desse olhar positivo, e da perseverança de Watney, para fazer coisas impressionantes, como achar água e colonizar Marte!

Perdido em Marte (The Martian)
EUA - 2015 - 141min
Ficção científica
Leia Mais ››

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Informações úteis para sua maratona de Narcos

A Netflix já fez você pensar política, querer ter 7 colegas sensitivos, simpatizar com presidiárias, rir inapropriadamente das coisas erradas do mundo e até já resgatou um super-herói do limbo cinematográfico. Já era a hora de o serviço de streaming resolver te ensinar um pouco de história


História recente para ser mais exata. Os mais velhos puderam acompanhá-la nos noticiários. Os  mais novos devem ter um vislumbre nos livros de história. Registros que o diretor José Padilha agradece por existirem. Segundo ele em entrevistas, não fosse esse arquivo ninguém ia acreditar que a história de Pablo Escobar que ele conta aqui é bastante próxima da realidade.

Para você que pulou os anos de 1980 e 90, é jovem demais, ou dormiu nas aulas de história Pablo Emilio Escobar Gaviria é, provavelmente, o narcotraficante mais famoso da história. Não apenas por seu império da cocaína que lhe rendeu espaço entre os milionários da revista Forbes. Mas por sua quase fantasiosa trajetória, tamanha extravagância.

Informações úteis para sua maratona de  Narcos 

1- O realismo mágico é uma escola literária surgida no início do século XX. Considerada uma resposta latino-americana à literatura fantástica européia. É esse termo que a série usa para tentar explicar que coisas muito estranhas ou absurdas demais para ser verdade, podem ser reais.

2- Qualquer semelhança com Tropa de Elite não é mera coincidência, Narcos foi desenvolvida pelo diretor do filme José Padilha. E traz de volta sua parceria com Wagner Moura.

3- O oficial da DEA Steve Murphy, e seu parceiro Javier Peña atuaram como consultores da série. Eles são interpretados por Boyd Holbrook e Pedro Pascal (o Oberin de Game of Thrones) respectivamente.
Boyd Holbrook e o verdadeiro Murphy
4- O elenco aliais é internacional traz atores, chilenos, argentinos, colombianos, americanos. Os brasileiros à frente das câmeras eram apenas dois, Wagner Moura e André Mattos.

5- Bandido sim, chato nunca. É possível que você adore ver Escobar em cena. Assim como causava fascinação no imaginário coletivo da época. Pablo ganhou na série um tratamento carismático, ficando inclusive com a maioria das cenas cômicas. É intrigante vê-lo em cena, ora assassino frio, ora lamentando a morte de um cachorro.

6- Narcos é falada em dois idiomas inglês e espanhol. Sim, é possível assistir a versão dublada, mas essa coloca em português apenas as falas em inglês.

7- A história é longa, cheia de detalhes e personagens que podem ficar confusos na cabeça de quem não tem muito conhecimento da história. Mas não se preocupe, o super-consciente narrador literalmente chama sua atenção, para os pontos chave da história.


8- É claro, que nem tudo aconteceu como está na série. É uma adaptação né gente! Personagens e fatos, são criados, suprimidos, adaptados, para fazer a história funcionar melhor. Mas a trama principal é baseada em fatos.

Agora informações úteis que podem ser consideradas SPOILER - (bobeira né gente, essa história esteve nos jornais de todo o mundo há 20 anos!)

9- As coisas mais absurdas como um narcotraficante no congresso, ou um criminoso que constrói e controla a própria prisão, entre outras, realmente aconteceram. Talvez não de forma tão cinematográfica, mas aconteceram.

10- A série utiliza, fotos, filmagens e manchetes da época, para dar veracidade aos eventos absurdos. Assumindo um postura de documental em vários momentos. 

11- A produção dá saltos de tempo sem prévio aviso. Fique de olho, nos figurinos e nas crianças para não se perder na época.

12- A primeira temporada começa na década de 1970 e vai até o inicio dos anos 90. Curiosamente, deixando apenas cerca de 1 ano restante da vida do narcotraficante para ser contado na segunda temporada.
_______________________________

A primeira temporada de Narcos está disponível desde 28 de Agosto de 2015, e tem 10 episódios com cerca de 1h de duração cada. A segunda temporada já foi confirmada para estrear em 2016. 

Leia mais sobre séries, ou confira Informações úteis para sua maratona de Sense8, Orange is The New Black, Demolidor e Umbreakable Kimmy Schimidt.
Leia Mais ››

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Scream Queens

Série de TV também conhecida como: "hey, eu vi todos vocês crescerem, se querem me assustar precisam se esforçar mais!". Contudo se a intenção era divertir como humor negro, a nova série dos criadores de Glee e American Horror Story está de parabéns.


Universidade Wallace é lar das Kappa Kappa Tau. A fraternidade de patricinhas mais cobiçada do campus, que como toda boa irmandade tem seus segredos. Para dar uma lição nas patricinhas, este ano Reitoria Munsch (Jamie Lee Curtis) decreta que toda as aluna do campus pode se tornar uma Kappa. O que vira de cabeça para baixo a rotina da casa comandada por Chanel Oberlin (Emma Roberts) e suas companheiras Chanel #2 (Ariana Grande), Chanel #3 (Billie Lourd) e Chanel #5 (Abigail Breslin). É aqui que entram Keke Palmer, Skyler Samuels e Lea Michele, entre outras calouras.

O que impede que a trama acima fique na mesmice de comédia de fraternidade, é o passado nebuloso da Kappa Kappa Tau. E claro a série de misteriosos assassinatos, que ocorrem desde a primeira sequencia. Acidentais, ou intencionais as mortes ocorrem das maneiras mais bizarras e trash possível, e podem ou não estar relacionados à misteriosa figura (mais engraçada que assustadora) de um diabo mascarado vermelho.

Estão também no elenco recorrente e convidado Nick Jonas, Diego Boneta (Rock of Ages, Rebelde), Chad Michael Murray, Chris Colfer e Patrick Schwarzenegger. Todos ex-astros mirins/adolescentes, propopsital e felizmente guiados para fora dos estereótipos criados por seus canais de TV e filmes anteriores. Nos primeiros episódios os destaques ficam com o sotaque e trejeitos carregado de Keke Palmer, e o playboy ambíguo e gay de Nick Jonas.  

Cabe a Jaime Lee Curtis, ótima no papel colocar ordem na molecada. Enquanto a série dá uma nova cara, embora cheia de referências, ao gênero "assassino misterioso". Em Scream Queens, todos tem motivos e meios. Todos são suspeitos, bem como podem ser a próxima vítima. 

Resta saber o quanto do elenco vai chegar ao final da temporada com uma taxa de mortalidade tão alta. E quem ainda vai ter voz à essa altura. Pois sim, todos realmente gritam e muito, fazendo juz ao título (Rainhas do Grito).

Scream Queens estreou nesta terça-feira na Fox, com transmissão simultânea à dos Estados Unidos. O que tecnicamente, graças ao fuso horário, nos  fez assistir às 0h da quarta-feira. Assim como American Horror Story a série é uma antologia. Ou seja, encerra esta história em apenas uma temporada, que terá 15 episódios. Novos cenários, personagens e situações serão apresentados a cada nova temporada. 

Entre os fãs do gênero e das produções de Ryam Murphy a gritaria é em torno do horário de exibição: madurgada, no meio da semana. E a ausência de informações quanto à reprises. A Fox também não informou se manterá a transmissão simultânea. Tudo indica que sim, pois na programação do site a série está prevista para 0h30 da próxima quarta-feira. Deixando trabalhadores, sem disposição para passar o dia meio sonolento fora da lista de expectadores.

Pois é Fox, com esse horário e sem reprises, 
nem adianta gritar quanto o pessoal resolver baixar a série!!!

Leia Mais ››

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Fã de Carteirinha: The Unbreakable Furiosa

Ainda no clima da maratona de Unbreakable Kimmy Schmidt. Aproveito para atualizar a série de posts Fã de Carteirinha, com este vídeo que relaciona a série da Netflix com a surpresa do ano nos cinema Mad Max: Estrada da Fúria.

Afinal não é difícil relacionar o bunker em que Kimmy e suas colegas de seita viviam, com o cofre de esposas de Immortan Joe. Além disso Kimmy pode ser otimista, mas ninguém é tão "inquebrável" quanto a Imperatriz Furiosa de (Charlize Theron)



Continue acompanhando a série Fã de Carteirinha, ou leia a resenha de Mad Max: Estrada da Fúria. E não deixe de conferir as Informações úteis para sua maratona de Unbreakable Kimmy Schmidt.
Leia Mais ››

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Informações úteis para sua maratona de Unbreakable Kimmy Schmidt

O Netflix tem sitcom. E não se trata de uma série qualquer é uma comédia criada por Tina Fey e Robert Carlock, de Saturday Night Live e 30 Rock.


Kimmy Schmidt (Ellie Kemper) foi sequestrada ainda criança pelo líder de uma seita apocalíptica, e passou os últimos 15 anos presa num bunker, com outras três mulheres e o tal líder. Ao serem resgatadas pela S.W.A.T., Kimmy decide aproveitar a vida ao máximo. Ela se muda sozinha para Nova Iorque, renega sua identidade de "mulher toupeira" (nome dado às vítimas pela mídia) e precisa lidar com os desafios de uma vida adulta em um "futuro" que ela desconhece...

Informações úteis para sua maratona de Unbreakable Kimmy Schmidt


1- ...sim, futuro Kimmy foi sequestrada lá pelos anos 2000, perdeu o 11 de setembro, a popularização dos celulares, da internet, a reunião deles em uma única tecnologia

2- se por um lado, Kimmy desconhece as referências atuais, todas as referências que ela faz são típicas dos anos de 1980 e 90. Acrescentando o fator nostalgia para aqueles que viveram esta época.

3- Diferente da maioria das sitcoms que abusam da reprise de situações. Esta série, é mais que eficiente em criar novas dificuldades. Essa velocidade pode até assustar alguns, no primeiro episódio por exemplo tudo parece acontecer rápido demais. Mas logo nos acostumamos ao ritmo da produção.

4- A Kimmy pode te irritar eventualmente. A personagem é otimista ao extremo daquelas que cansa muita gente. Entretanto é essa sua característica que nomeia (inquebrável) e sustenta a série. O resultado não seria o mesmo se a protagonista sucumbisse ao papel de vítima, e passasse toda a temporada remoendo os traumas de uma vida no bunker.

5- Mas, não se engane os traumas existem, e serão trabalhados aos poucos. Sempre de forma inteligente, leve e sarcástica.

6- Críticas, muitas críticas à sociedade, à mídia, à vida moderna estão disfarçadas em forma de humor ácido, por toda a temporada. Pegando o espectador escapista de surpresa.

7- Não é só de Kimmy que vive Unbreakable Kimmy Schmidt. Os outros personagens também tem seus arcos e dilemas. De fato muitas são eles que sustentam de forma estereotipada as críticas da sociedade atual, afinal a protagonista está além de seu tempo.

8- São estereótipos mesmo. O Titus Andromedon (Tituss Burgess) melhor amigo negro e gay, que quer se tornar uma estrela da Broadway. Jacqueline Voorhes (Jane Krakowski) uma "esposa ricaça do Upper West Side", cuja vida se limita tentar continuar bela e jovem.

9- Você vai passar boa parte da temporada se perguntando, mas e o líder da seita? Fugiu? Morreu? Ainda está no bunker? As autoridades vão deixar por isso mesmo? Calma, estas questões vão aparecer e com adoráveis surpresas.

10- Por outro lado, é possível que, só quando um episódio mencionar a família de Kimmy que você vai perceber que não se preocupou com a existência dela!

11- A abertura e faz referência a um vídeo viral da web. Tem apenas 30 segundos, mas a versão longa do "viral fake da web" pode ser assistido no canal da Netflix no YouTube. Confiram abaixo o vídeo que a inspirou e a versão estendida da abertura.

  

12- Também na abertura são exibidas imagens reais da infância de Jane Krakowski.

13- A série tem várias participações especiais e artistas da TV e da Broadway, inclusive da própria Tina Fey.

14- Unbreakable Kimmy Schmidt foi indicada a 4 prêmios Emmy. Melhor Ator e Atriz coadjuvante para Burgess e Krakowski. E Melhor Ator e Atriz convidados, para John Hamm e Tina Fey, respectivamente.
______________________

Unbreakable Kimmy Schmidt chegou em Março deste ano na Netflix, com 13 episódios de 30 minutos cada. Sua segunda temporada já foi anunciada para 15 Abril de 2016.

Leia mais sobre séries, ou confira Informações úteis para sua maratona de Sense8, Orange is The New Black e Demolidor.

Leia Mais ››

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Maze Runner: Prova de Fogo

Enquanto no primeiro Maze Runner, os personagens corriam às cegas por um intrincado labirinto. Em Prova de Fogo, eles continuam correndo sem rumo, não por causa de paredes altas e longos corredores, mas porque eles não tem memórias sobre o mundo lá fora. Este por sua vez, não é nada amigável, e aparentemente tudo e todos nele representam uma ameaça ao grupo liderado por Thomas (Dylan O'Brien).

Partindo exatamente de onde o primeiro longa parou o grupo de jovens recém saídos do labirinto é levado por uma força militar à uma instalação segura. Comida, banho, camas, roupas limpas, outros sobreviventes tudo parece bom demais para ser verdade. E não demora muito para Thomas desconfiar de tanta generosidade, com a ajuda de Aris (Jacob Lofland), se descobre ainda sobre a tutela da C.R.U.E.L, e inicia uma nova corrida por sobrevivência. Sempre levando consigo seus amigos de clareira Minho (Ki Hong Lee), Newt (Thomas Brodie-Sangster), Frypan (Dexter Darden) e Teresa (Kaya Scodelario).

As fases seguintes (isso mesmo fases, como de um vídeo game), levam os personagens à diversos cenários cada um com seus perigos. E aqui o filme abusa de referências, que vão de claustrofóbicos filmes de terror, epidemias que transformam e dizimam a humanidade, mundos pós apocalípticos (impossível não pensar em Mad Max) e claro, nas próprias franquias de distopias adolescentes.


Ao longo destes mundos novos personagens se tornam aliados ou inimigos, seguindo ou não o grupo na jornada. O destaque aqui fica com o carismático Jorge (Giancarlo Esposito), e a surpreendentemente excelente Brenda (Rosa Salazar). A nova personagem feminina leva apenas alguns segundos para conseguir o que Teresa não alcançou em durante todo o primeiro longa: nos fazer se importar com ela. Ao menos a mocinha original agora, tem novas perspectivas e faz escolhas que vão afetar todo o grupo.

Já os chefões de fase deste video-game frenético, se apresentam nas figuras propositalmente caricatas de Ava Paige (Patricia Clarkson) e seu imediato Janson (Aidan Gillen). Este último mais conhecido pelo nada confiável Mindinho de Game of Thrones, usa e abusa da personalidade que desenvolveu na série, causando desconfiança desde a primeira cena. Gillen, se sai bem mas sua escolha soa como uma escalação preguiçosa. E por falar em Game of Thrones, caso você tenha problemas em abstrair as referências, o elenco ainda conta com Nathalie Emmanuel, a Missandei da série.


Do lado técnico câmera instável na mão e tecnologia 3D, podem não ser a combinação mais confortável aos olhos, mas funciona para criar tensão. E o orçamento mais generoso traz um design de produção caprichado apesar da temática clichê no gênero distopia juvenil. Os vilões são altamente tecnológicos, militarizados e tem visual clean. Inclua aqui uma vilã impecavelmente vestida de branco. Enquanto os sobreviventes se divide entre os excluídos, abrigados em cidades em ruínas com visual "futurista rave". E a resistência, abrigada em meio a natureza e aproveitando os recursos que encontra.

Maze Runner: Prova de Fogo expande o universo da franquia física e metaforicamente. O mundo é vasto, e o labirinto em que os jovens estão presos vai muito além de meras paredes de pedra. Encaminhando a franquia para temas mais sombrios. Drogas, violência, traição, vingança, são temas que começam a ser abordados aqui, mas perdem espaço para a ação desenfreada e a correria literal do título. Logo, o longa deixa mais perguntas que respostas à serem respondidas.

Resta torcer, para que o próximo filme consiga equilibrar melhor, ação e conteúdo. Entregando um desfecho coerente, que aproveite bem o elenco de jovens talentos. Maze Runner é baseado em uma série de livros escrita por James Dashner, a terceira adaptação A Cura Mortal tem data de estréia marcada para Fevereiro de 2017. A saga literária ainda conta com o prelúdio Ordem de Extermínio.

Maze Runner: Prova de Fogo (Maze Runner: The Scorch Trials)
EUA - 2015 - 131min
Ação/Ficção científica/Aventura


Leia a resenha de Maze Runner: Correr ou Morrer

Leia Mais ››

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Bienal do Livro 2015

E aqui vou eu novamente comentar a minha visita à Bienal deste ano. Que desta vez surpreendeu, não pela feira em si, mas pela cobertura massiva de quem estava por lá. O que somado ao grande número de personagens (leia-se modelos com fantasias) trazido pelas editoras, me fez questionar em alguns momentos: seria mesmo  a Bienal ou alguma Comic Con?

E o que encontrei por la este ano? Belos e gigantescos estandes, repletos de livros (Dã!). A editora Novo Século selecionou este e mais 29 blogs do Rio para receber um mimo especial. Os brindes exclusivos aí da foto deixaram muito fã da Marvel, que passou horas tentando entrar no estande da Panini encucado. Onde tem?
Brindes exclusivos da Novo Século
A Leya levou novamente seu Trono de Ferro, agora com um cenário mais caprichadinho. Contribuindo para minha nova coleção de "fotos no assento mais desconfortável do mundo". E foi neste estande que comprei o único livro deste ano. Isso mesmo você leu direito. Apenas um livro! Pode acreditar, esta blogueira que vos escreve comprou apenas um livro na Bienal este ano.

O Mundo de Gelo e Fogo, uma senhora enciclopédia para quem ainda precisa se aprofundar ainda mais no mundo criado por George R. R. Martin. Em uma boa  promoção (não a melhor do mercado). Considerando a ausência de frete e a possibilidade de levar o tijolão para casa na hora, os dez reais à mais valem a pena.

Quer saber os motivos da lista diminuta? Eu conto, mais para isso vamos ter que deixar de lado o "mimimi". Parar de fingir que todas as experiências são incríveis e únicas (admitam é assim que vivemos nas redes sociais) e encarar o lado bom e ruim de todas as experiências.

Então, vamos falar a verdade sobre a Bienal do Livro do Rio?

Nesta 17ª edição os problemas crescentes de um evento que não se prepara para o aumento de seu público, deixaram de ser evidentes, para se tornar gritantes! E olha que nem estou falando do canteiro de obras (ou melhor de lama) que se tornou o entorno do Rio Centro (imagina no Rock In Rio!).

Não é de hoje que aponto para o espaço pequeno dos painéis (durma lá para conseguir senhas), dos estandes abarrotados, corredores apertados e preços não tão vantajosos, em relação a livrarias online.

Existem sim livros baratos, em promoções isoladas e principalmente expositores que reúnem títulos de várias editoras. Como quem revende consegue fazer preços melhores que aqueles que produzem o livro, é um mistério que me assombra há anos. Mas não se engane, aquele título que você está esperando para comprar provavelmente não estará entre os promocionais. A festa fica para quem curte descobrir livros nas pilhas de promoções, os chamados "achados". Isto é, se você tiver paciência, pois entrar nos estandes e enfrentar as filas são tarefas hercúleas.

O que nos leva ao maior problema do evento a falta de conforto (leia-se espaço). Honestamente, não sei como é calculado o número máximo de pessoas que o evento pode receber simultaneamente. A julgar pela quantidade de pessoas a venda de ingressos é indiscriminada. O resultado, filas muitas filas, dos estandes ao banheiro.

Segundo o G1, esta edição bateu o recorde da anterior com a venda de 3,7 milhões de títulos vendidos e público de 676 mil visitantes. O público só aumenta a cada edição, mas o Rio centro continua o mesmo! Mesmo espaço, mesmo número de banheiros, mesmo isolamento que permite que a praça de alimentação pratique preços exorbitantes.

A organização do evento anunciou mais espaço com o uso da praça central do Rio Centro, de jardins que antes não eram acessíveis e a expansão da área de alimentação externa. Mas aposto que não contavam com toda a chuva que atingiu a cidade nos últimos dias, eliminando toda a metragem extra da àarea esterna e tornando a situação ficou ainda pior. Com o espaço para a alimentação restrito as áreas cobertas (nada de piquenique no gramado), e as longas filas na chuva, em especial para o público que precisa passar pelo lento credenciamento para entrar (professores, bibliotecários, profissionais do livro...).


É verdade que a Bienal do Livro foi um sucesso. Somando os mais de 3 milhões de exemplares, mais e 600 mil visitantes, e as longas filas para a praça de alimentação com preços surreais, nem parece que o país está em crise. Entretanto também é verdade, que o evento está caro, mal localizado (quando as obras acabam?), e superlotado!

Problemas que não começaram nesta edição em particular, e vem crescendo a cada ano. Mas que a empolgação de mostrar como sua vida é legal nas redes sociais, evita que você mencione o problema, e autoriza os organizadores do evento, a não buscar melhorias.

- Mas Fabi, eu estive lá e vi pessoas com pilhas, sacolas, malas de rodinhas repletas de livros. Gente dando entrevista na TV afirmando que comprou dúzias!

Também vi essa galera. Para eles só posso afirmar, que torço para que aqueles sejam exemplares que compraram para ter aquele momento especial onde seu autor favorito deixa uma dedicatória maneira junto ao autógrafo. Ou ainda que eles sejam exímios e pacientes caçadores das bancadas de pechinchas. Caso contrário estes podem se decepcionar mais tarde ao descobrir que esperar pela Bienal para atualizar sua coleção pode não ter sido nada vantajoso.  

Contudo ainda amamos ler, e continuamos amando essa grande celebração da leitura. Mas, a verdade é que nas próximas edições não vou torcer para encontrar aquela pechincha, ou meu autor favorito. Mas para encontrar uma Bienal melhor. Que sirva os leitores à altura do entusiasmo que eles levam aos corredores!

Leia sobre as edições 2011 e 2013 do evento!

Leia Mais ››

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Disney: Fã de Carteirinha #2

Hora de tirar a poeira da série Fã de Carteirinha. O vídeo da vez é mais um de Todrick Hall, de quem já postamos uma versão Halloween de Cell Block Tango, com vilões Disney.

Agora o finalista do American Idol, Broadway ator e sensação youtube, continua na vibe da Disney e decidiu fazer um mashup com canções de todas as produções musicais da Disney. Uma evolução, mais ou menos em ordem cronológica, que inclui, animações, filmes live-action, telefilmes e até séries de TV. Desafio você, caro leitor a identificar todos os trechos ou descobrir alguma produção que ficou de fora.



Só para constar o vídeo é Junho deste ano, logo Descendentes ficou de fora. Mas, já que até As Visões da Raven entrou, não vejo desculpa para ausência de Teen Beach Movie e Lemonade Mouth. A lista completa está nos comentários do vídeo no youtube.

Continue acompanhando a série Fã de Carteirinha, ou leia mais sobre Disney.
Leia Mais ››

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Book Tour Cordeluna

Eu realmente devo ser ruim de conta, pois jurava que não levaria um ano inteiro para a cópia de Cordeluna, passar pelas mãos dos dez participantes do Book Tour promovido pela editora Biruta. Mas, entre atrasos dos correios, feriados entre outras atribulações, aqui estamos exatamente um ano após a divulgação da lista dos participantes.

Lista da qual, quem diria, fui a primeira! Então em 03 de Outubro postei a primeira resenha do ótimo livro de Élia Barceló. E é com a minha resenha que começo a lista do Book Tour com as resenhas de todos os meus colegas blogueiros.


Infelizmente o blog Diário de uma vida (quase) vazia saiu dor ar. E eu não consegui encontrar o texto do blog 4dasArtes. Então, confiram as 8 resenhas que resistiram bravamente à saga de Sancho, Guiomar, Sérgio e Glória.

Cordeluna combina história e fantasia, ao interligar duas linhas narrativa em um romance, passado na Idade Média espanhola, e nos dias atuais. Não subestima ou superprotege seus leitores, apresenta uma aventura voltada para jovens, mas que funciona para todas as idades, e traz um pouco aulas de história que você esqueceu. Book Tour é um projeto onde vários blogueiros, leem, resenham e compartilham o mesmo livro.

Leia Mais ››
 
Copyright © 2014 Ah! E por falar nisso... • All Rights Reserved.
Template Design by BTDesigner • Powered by Blogger
back to top