quinta-feira, 30 de julho de 2015

Frozen: fã de carteirinha #5

Então eu volto a fazer a pergunta: você já enjoou de Frozen?

Esses irmãos talentosos não (nem eu!). Prova disso é esse mashup no piano que envolve toda a família e algumas posições não ortodoxas das prática dos instrumento. 

Os fãs de carteirinha da vez, são os irmãos Jason e Sarah, o vídeo foi publicado no canal dele. A dupla toca quase todas as canções do longa original. 


Leia mais sobre Frozen, e escute outras versões de Frozen
Conheça a série Fã de Carteirinha.
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terça-feira, 28 de julho de 2015

Pixels

É altamente provável que você tenha sentimentos conflituosos em relação a Pixels desde o trailer. Uma premissa interessante, videogames dos anos de 1980 invadem o mundo real. Direção de um nome familiar da Sessão da Tarde, Chris Columbus. Um elenco que traz Peter Dinklage e Josh Gad. E ao mesmo tempo, é um filme do Adam Sandler onde Kevin James é o presidente dos Estados Unidos.

Em 1982 a Nasa, enviou ao espaço um satélite com informações da Terra, para possíveis civilizações distantes, entre os dados disponíveis estavam a competição de vídeo-games daquele ano. Em 2015 finalmente descobrimos que alguém recebeu a mensagem. E entendeu muito errado! É assim que os alienígenas resolvem atacar a terra com batalhas semelhantes às dos jogos de fliperama. Claro, Sam Brenner (Adam Sandler), Eddie Plant (Peter Dinklage) e Ludlow Lamonsoff (Josh Gad), melhores jogadores de 1982 são a única esperança da humanidade.

É na criativa invasão alienígena que se encontra a maior qualidade do longa. Como se o fator nostalgia não fosse atrativo suficiente, a produção acerta ao trazer a vida os antigos games de forma criativa. Assim, as ruas de Nova York se tornam o labirinto de um enorme Pacman, enquanto Tetris encontram seu encaixe (com o perdão do trocadilho), na interação com prédios de verdade. Tudo isso produzido de forma impecável pelos efeitos especiais, que apresentam batalhas realistas e deslumbrantes que valem o 3D valer à pena.

Já o ponto fraco reside nos caricatos personagens, e a visão comercial confusa que Hollywood tenta criar para os nerds. Will Cooper (Kevin James) era nerd de fliperama, e agora é presidente dos Estados Unidos. O mais bobo, infantil e equivocado presidente que qualquer nação já teve. Ele ainda mantém contato com seu parceiro de games, looser na vida adulta Sam Brenner (Sandler). Este por sua vez conhece acidentalmente, minutos antes da batalha começar a mocinha inatingível (até o fim do longa claro), que por acaso é a Tenente-coronel Violet Van Patten (Michelle Monaghan).

Completam o grande rival gamer da infância, Eddie Plant (Peter "Tyrion" Dinklage, clara e caricaturamente se divertindo com seu "bad boy nerd"). E Ludlow Lamonsoff (Josh "Olaf" Gad, também se esforçando), o nerd estereotipado, de sexualidade duvidosa, e capacidade intelectual confusa, responsáveis pela maior parte do humor pastelão. Uma vez que Sandler e James, amenizaram suas atuações histriônicas e piadas escatológicas.

A amenização de Sandler e James, é um ponto positivo, mas não o suficiente para equilibrar as o roteiro oscilante. Divertido e criativo durante as intervenções alienígenas, mas que volta à comédia que usa bebidas e piadas sobre higiene bucal, no necessário intervalo entre elas. O problema não são as pausas na ação, mas o mau uso do necessário "respiro" entre elas. Difícil entender porque as forças armadas e os chefes de estado estão celebrando em uma festa regada a cerveja, se ainda há batalhas a serem travadas. Fica evidente, é só para fazer piadas com tequila!


A pontuação final deste longo jogo de fliperama, é uma Sessão da Tarde, para toda a família. Sim, as novas gerações regadas a GTA e God of War, vão curtir mesmo não aproveitando a parte nostálgica. Um longa com bons efeitos especiais, e ação inteligente, na qual os mocinhos não estão à altura dos interessantes vilões. Fazer o que?! Vários desses vilões eram heróis da infância de muita gente!

Pixels
2015 - EUA - 106min
Aventura, Ficção científica


Leia mais resenhas de filmes de Adam Sandler.

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domingo, 26 de julho de 2015

Crie sua própria distopia!

Ainda não é uma utopia, mas o mundo não anda nada mal para novos autores dispostos a se arriscar. A oportunidade agora é para criadores de mundos distópicos. Até 31 de agosto de 2015, a Andross Editora estará recebendo contos distópicos para publicação no livro OUTRORA


A publicação deve ser lançada em novembro de 2015 no evento Livros em Pauta.  Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições vão até 31 de agosto de 2015.


SINOPSE DO LIVRO:
O sonho de um mundo ideal não existe mais. Outrora, instaurou-se o caos, desencadeado pela ignorância e pelo mau comportamento humano. O totalitarismo oprime as massas, vigia seus atos e as pune sem misericórdia. Nesse universo distópico, habitam políticos amorais que, explorando a estupidez coletiva, guiam a sociedade à falência de uma história digna e ao abandono da esperança. 

Neste livro, contos de mundos sem cores, sem vida, sem lucidez, farão o leitor refletir sobre a sociedade em que vivemos. Depois de ler OUTRORA, você se dará conta de que sua vida simples e cotidiana é uma dádiva almejada por muitos, mas conquistada por poucos.

Todos os autores que forem aprovados para publicação nessa coletânea automaticamente concorrerão ao STRIX, prêmio criado e concedido pela Andross Editora aos autores cujos textos mais se destacarem em suas coletâneas. O processo de votação encontra-se no site da editora.

SERVIÇO:
Livro:Outrora  - Contos distópicos” 
Organização:  Paola Giometti
Envio do texto: até 31/08/2015
Lançamento: 28 de novembro de 2015 (no evento Livros Em Pauta
Regulamento: no site www.andross.com.br 
Realização: Andross Editora

Esta não é a primeira vez que a editora abre espaço para novos autores. Em 2014 a Andross promoveu outros concursos semelhantes, a para títulos que foram lançados no final daquele ano, e no primeiro semestre de 2015. Saiba mais sobre os títulos aqui.
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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Informações úteis para sua maratona de Demolidor

Sim, eu ainda acho complicado resenhar as séries exclusivas no Netflix. Uma vez que, cada um assiste em seu ritmo e nunca se sabe o quanto de spoilers você pode estar despejando em várias pessoas. Foi assim que nasceu esta série de "posts convenientes" para expectadores e não iniciados. Agora é a vez do Demolidor da Marvel!

Isso mesmo da Marvel, em negrito e sublinhado, só para lembrar que muita gente celebrou a volta dos direitos do personagem criado por Stan Lee e Bill Everett para a empresa! Mas para a Marvel a tarefa era mais complicada, apagar da memória dos expectadores o fiasco que fora a adaptação do cinema realizada pela Fox em 2004. A opção foi mudar o formato, e aproveitar a liberdade que o serviço de streaming oferece. É dessa liberdade que vem nossa primeira dica...

... Informações úteis para sua maratona de Demolidor


1 - É super-herói sim, mas não é para crianças. Por motivos de violência sem restrições da TV aberta ou da classificação indicativa do cinema. Espere por fraturas expostas!
Se esta cena não te convencer, nada mais o fará! 
2 - Você ainda lembra do filme com Ben Afleck? Não se preocupe, só leva cerca de um episódio para apagar completamente aquela produção da sua mente. Charlie Cox é o Demolidor e pronto!

3 - E por falar em Cox, para muitos, ele é aquele tipo de ator que você conhece mas, não tem certeza de onde. Agora que ele realmente chamar sua atenção, não se surpreenda ao redescobri-lo, em reprises de seus filmes e séries favoritos, como Boardwalk Empire, Downton Abbey, Casanova e Stardust.

4 - Elden Henson (o Foggy) e Ayelet Zurer (Vanessa) também vai te deixar essa impressão de "vem cá, te conheço?". Entre os trabalhos mais conhecidos Henson, aparece em Ela é Demais, O Náufrago, Efeito Borboleta e até Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1! Já a moça, chamou mais atenção ao dividir cena com Tom Hanks em Anjos e Demônios, e ao dar a luz a Kal-El/Clark Kent, em Homem de Aço.

5 - Mas, o vencedor nessa categoria, é mesmo Vincent D'Onofrio. O intérprete de Wilson Fisk / Rei do Crime. Ele já fez de um tudo, da série Law & Order: Criminal Intent, passando por Jurassic World, e pelo o baratão nojento que "vestiu o Edgar" no primeiro MIB.  Até Orson Welles (Ed Wood) ele já foi. O ator é conhecido como "O Camaleão"!

6 - Volta e meia você vai esquecer que Mat Murdock/Demolidor é cego. Em outros momentos não vai lembrar que o ator Charlie Cox enxerga tudo muito bem.

7 - A série usa flashbacks, de diferentes épocas, e não apenas relacionados a Murdock.

8 - Assim como Marvel's Agents of Shield e Agent Carter, esta série faz parte do universo da Marvel para as telas. Entretanto, é a mais independente delas. Existem sim referências aos Vingadores, mas são tão sutis, que muita gente nem vai notar. Há que que encontre a torre Stark entre os prédios de Nova York. Juro que tentei, mas não vi.

9 - Sabendo da informação anterior, vale ressaltar: até o momento, personagens que morreram permanecem mortos.

10 - Deram um jeitinho para não deixar de lado a participação de Stan Lee. Ó ele ali!

11 - Mat Murdock apanha muito. Muito mesmo! Mas como Seya de Cavaleiros do Zodiaco, ele sempre se levanta. Sempre! Mesmo quando você acha que ele já morreu, que além de cego ficou paraplégico, quebrou todos os ossos do corpo, perdeu um rim....

12 - Você vai ficar muito ansioso para finalmente ver o herói usando o icônico uniforme vermelho com chifres. Apenas para descobrir que vai sentir falta do capuz preto, quando isso finalmente acontecer.
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Quando era criança Matthew Michael Murdock (Charlie Cox) sofreu um acidente envolvendo um caminhão de lixo tóxico. Contaminado, o menino ficou cego, mas ao mesmo tempo desenvolveu seus outros sentidos além do normal. Já adulto Matt é advogado, mas perceve que lutar pelas normas da lei não é suficiente para salvar seu bairro Hell's Kitchen. Então ele decide ligar para os Vingadores, adotar a identidade de um vigilante noturno, e recebe a a alcunha de "Demolidor" (Daredevil).

A série é é a primeira de quatros séries produzidas em parceria entre o Netflix e a Marvel, apresentando os heróis urbanos dos quadrinhos. Os 13 episódios da primeira temporada já estão disponíveis no Netflix, e o segundo ano está confirmado para estrear em Abril de 2016.

Leia mais sobre séries, ou confira Informações úteis para sua maratona de Sense8 e Orange is The New Black
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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Seja um poeta publicado!

Atenção poetas, simpatizantes e afins, já tivemos oportunidades para autores de contos sobre o apocalipse, a era medieval, e o sobrenatural. Agora é a vez das almas poéticas ganharem seu lugar ao sol nas páginas"Até 31 de agosto de 2015, a Andross Editora receberá poemas para publicação no livro METAMORFOSES”

"Metamorfoses - Coletânea de poemas”, deverá ser lançado em novembro de 2015 no evento Livros em Pauta.

Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições vão até 31 de agosto de 2015.

SINOPSE DO LIVRO:
Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. 
A frase de Lavoisier reflete o que acontece também na natureza humana, mas com um tanto a mais de complexidade: sentimentos primários como carvão recebem energia suficiente para se transformar em algo bruto, mas valioso. Cabe a poetas lapidarem-no com inspiração e empenho para trazer a você poemas brilhantes como diamantes.

Todos os autores que forem aprovados para publicação nessa coletânea automaticamente concorrerão ao STRIX, prêmio criado e concedido pela Andross Editora aos autores cujos textos mais se destacarem em suas coletâneas. O processo de votação encontra-se no site da editora.

SERVIÇO: 
Livro: “Metamorfose - Coletânea de poemas” 
Organização: Edson Rossatto
Envio do texto: até 31/08/2015
Lançamento: 28 de novembro de 2015 (no evento Livros Em Pauta
Regulamento: no site www.andross.com.br 
Realização: Andross Editora

Esta não é a primeira vez que a editora abre espaço para novos autores. Em 2014 a Andross promoveu outros concursos semelhantes, a para títulos que foram lançados no final daquele ano, e no primeiro semestre de 2015. Saiba mais sobre os títulos aqui.

Segue uma entrevista do editor da Andross sobre o processo de publicação. 

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Amizades inexplicáveis da ficção

20 de julho, hoje, é dia do amigo. Para celebrar este blog decidiu fazer uma lista de amigos da ficção. Entretanto, resolvi fugir do óbvio. Nada de melhores amigos, amizades incomum, improváveis ou mesmo "frenemies". A lista traz as amizades que não entendemos, não fazem sentido, não sabemos a origem ou destino, mesmo assim eles são amigos e pronto!

Mary Poppins e Bert
Prestativo, e bem humorado é Bert (Dick Van Dyke), quem nos apesenta à história. Sabemos que ele é um velho amigo de Mary Poppins (Julie Andrews), tão íntimo que sente "no ar" quando a moça vai chegar. Já a moça se faz de difícil, apesar de aceitar sempre a companhia do rapaz. Amizade com insinuações de romance, que parece ter muita história pregressa nunca mencionada, assim como o futuro da relação. 

Que pule na primeira chaminé quem nunca se perguntou sobre o passado da dupla, ou torceu por um romance entre os amigos.

Julie Powel e  Julia Child (da cabeça dela)
Não posso afirmar nada sobre a blogueira real que a inspirou, mas a Julie Powell vivida por Amy Adams em Julie & Julia, cultiva uma bela amizade com a cozinheira famosa Julia Child (Meryl Streep). Isto é, com a Julia Child imaginária com quem ela conversa enquanto cozinha, uma vez que nunca conheceu a verdadeira. E mesmo depois que a celebridade "desdenhou da idolatria" da moça, Julie decidiu continuar amiga da Julia de sua cabeça.

Tiana e Charlotte
São os anos 30, no sul dos Estados Unidos. Tiana é uma moça negra e pobre. Charlotte é branca, rica e mimada. As duas apenas se conhecem pois a mãe de Tiana costura os vestidos de princesa de Charlotte. Enquanto todo o público de A Princesa e o Sapo esperava que as duas se tornassem rivais na coquista do principe Naveen a menina mimada surpreende todos, ajudando sua amiga "Titi" sempre que pode, chegando a deixar o príncipe de lado em algumas ocasiões.

Tiana e Lottie, amigas apesar das diferenças sociais, culturais e étnicas, em um lugar e época em que tudo isso era tabu. Não tente entender, apenas admire!

Ferris e Cameron
Ferris Bueller (Matthew Broderick), é descolado, popular, safo, apesar de viver aprontando nunca é pego, e todos o amam. Cameron Frye (Alan Ruck), é rico, medroso, hipocondríaco, depressivo, infeliz e impopular. Absolutamente nada em comum, mesmo assim são melhores amigos desde sempre. Como a amizade começou e quais as bases em que se sustentam, além de belos dias de folga Curtindo a vida adoidado, são um mistério.

P.S.: Estamos ignorando a teoria que trasforma Ferris, e uma amigo imaginário de Cameron, no melhor estilo Tyler Durden adolescente. Até porque, essa discussão é assunto para outro post.

Norman e Emma
Ok, sabemos como esta começou, dois adolescentes desajustados tendem a se encontrar. Mas com passar do tempo e a evolução de Norman Bates (Freddie Highmore), para o adulto que sabemos que ele será, tornam a sustentação da amizade cada vez mais improvável. Enquanto Emma (Olivia Cooke), está sempre a disposição como uma boa amiga, Normam tem um comportamento instável em seu relacionamento. A moça até se aborrece algumas vezes, mas acaba perdoando o amigo. 


Amizade unilateral, difícil de sustentar, mas que perdura. Não sabemos o quanto vai durar, ou mesmo os riscos para a parte mais verdadeira da relação. Sim, já tememos pela segurança de Emma, ainda mais quando a dupla resolve elevar sua amizade à romance. Roendo as unhas esperamos o desfecho dessa relação em Bates Motel.
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Eis a lista de amizades inexplicáveis da ficção, que adoro mesmo sem entender. Eu sei deixei algumas de lado, como o próprio Tyler Durden e o Narrador, ou Sheldon e todos os outros personagens de Big Bang Theory. Mas, acreditem ou não, essas fazem um pouco mais de sentido para mim.

E para você quais são as amizades mais inexplicáveis da ficção?

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

O Exterminador do Futuro: Gênesis

Os Ministérios da Nerdice e Cinefilia advertem: é provável que você saia da sessão de O Exterminador do Futuro: Gênesis, com sentimentos conflitantes em relação ao filme. Se por um lado, você vai ser abraçado pela nostalgia de rever o T-800 de Arnold Schwarzenegger de volta à tela grande. Por outro alguns minutos de análise, vão te deixar a sensação de que algo não está correto.

Seguir a fórmula adotada pela franquia Star Trek de usar realidades alternivas para criar um produto que não é remake, ou sequencia, mas faz parte do mesmo universo parece a escolha mais acertada para a franquia. Especialmente se considerarmos que viagem no tempo já fazia parte de seus temas principais. Entretanto confundir homenagem, com repetição, e o risco eminente de complexidade vazia inerente a que qualquer roteiro que envolva viagem no tempo, são ameaças presentes.

Caso você não tenha visto o trailer que entrega tudo. Neste longa, finalmente descobrimos como foi a grande batalha que a resistência empenhou antes de enviar Kyle Reese (Jai Courtney) de volta no tempo, para salvar Sarah Connor (Emilia 'Khaleesi' Clarke) do T-800 enviado pelas máquinas.

Entretanto a mocinha que Kyle encontra está longe da "garçonete frágil" a ser salva que ele foi instruído a salvar. Sarah não apenas é treinada em combate, como sabe tudo sobre a futura rebelião das máquinas. Ela foi criada por um T-800 modificado, que a salvou ainda menina do T-1000 (o de metal liquido), que matou seus pais.

A partir daqui, o filme segue novos rumos sem deixar de fazer referências e homenagem aos dois primeiros filmes da série (o terceiro e o quarto são descartados). Inclua aqui, antigos exterminadores, novos modelos e muitas reviravoltas. Muitas, mesmo ao ponto de o filme precisar se explicar de vez em sempre. O que é uma pena, pois muitas vezes a ausência de conhecimento é mais coerente e eficiente. Afinal você não precisava saber como reprogramaram o T-800 em O Julgamento Final. Ele mudou de lado e pronto!

E por falar no personagem de Schwarzenegger, é ele o responsável pelos bons momentos do filme. Seja através da sua bem feita versão jovem em CGI, ou na bem humorada versão velha (mas não obsoleta), que ainda tenta se comportar de forma mais humana, e nutre uma complexa relação paterna com Sarah. Visivelmente confortável, e se divertindo com o papel, ele pode não ser o centro das atenções, mas de longe é o melhor do filme.

Aliais, são as lutas corpo-a-corpo entre ele e outros exterminadores as únicas sequencias de ação que se destacam. As perseguições protagonizada pelos, humanos e veículos, soam genéricas, impossíveis, e alguns momentos abusam da suspensão de descrença do expectador.

Quanto aos outros menbros do Emilia Clarke e Jai Courtney desempenham bem o clichê de casal romântico que briga. Jason Clarke cria um John Connor caricato. Enquanto J.K. Simmons e e Matt Smith fazem participações pequenas, provavelmente inclusas aqui para crescerem nas continuações. Sim, há planos para mais dois filmes.

Colocando tudo na balança O Exterminador do Futuro: Gênesis, tem um argumento rico, mas se perde na liberdade narrativa que ele cria. E acaba deixando de lado questões interessantes, para abrir espaço para "reviravoltas impactantes" (nem tanto), e suas consequentes explicações. Também deixa propositalmente  em aberto, as condições em que a realidade alternativa foi criada e suas consequências. Quem enviou os exterminadores antes da hora, e alterou a linha temporal? E o que muda no futuro por causa disso?

A seu favor o longa, tem o humor acertado, o carisma de Schwarzenegger e o fator nostalgia. Sim, você vai se divertir bastante, mas não tente analisar muito.

O Exterminador do Futuro: Gênesis (Terminator: Genisys)
EUA - 2015 - 126min
Ação/Ficção ciêntifica


Leia a resenha de O Exterminador do Futuro: A Salvação
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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Homem-Formiga

A premissa de que um traje pode reduzir uma pessoa ao tamanho de um inseto e simultaneamente aumentar sua força, é provavelmente um dos mais difíceis de acreditar dentre os conceitos  dos quadrinhos. O nome Homem-Formiga, também não é umas das alcunhas mais impactantes. Mas a Marvel estava ciente disso ao apresentar seu mais novo herói das telas.

O vigarista, de bom coração, Scott Lang (Paul Rudd, carismático) está buscando um novo rumo para sua vida, quer impressionar a ex-mulher, e merecer a idolatria da filha. A a oportunidade surge através de uma estranha proposta do Dr. Hank Pym (Michael Douglas, excelente), que ao lado da filha Hope (Evangeline Lilly) criou um plano mirabolante para proteger a tecnologia do traje do Homem-Formiga. É claro, que tal estratégia faz uso do tal uniforme.

Abusando ao máximo do carisma de Rudd, e de suas habilidades cômicas, é no humor que este filme aposta. Não, não chega ser uma comédia. E sim todos os filmes do universo Marvel tem humor. Mas aqui o humor é essencial para tornar a premissa plausível, e os absurdos divertidos. Assim é possível acreditar na tecnologia que comprime o átomo e consequentemente encolhe fortalece objetos e seres vivos.

Mas difícil de acreditar, é que o dono das empresas Pym, mesmo afastado, e sua filha presidente da companhia não foram capazes impedir um de seus funcionários de ultrapassar os limites em seus experimentos. E posteriormente não tem voz, para impedi-lo de entregar tecnologia avançada para mãos erradas. Passaram muito tempo sem prestar atenção em Darren Cross (Corey Stoll, devidamente caricato, como deve ser)?

Tudo bem, você só vai pensar nisso depois de sair do cinema, devido ao ritmo dinâmico e divertido da aventura. Além disso, o roteiro segue direitinho a "receita Marvel" para apresentar um novo herói. Inclua aqui, as didáticas explicações para não leitores de HQs, e as obrigatórias participações de outros personagens deste universo.


As cenas de ação não são tão grandiosas como nos filmes dos outros heróis, mas fazem um uso divertido das variações de escala. O mesmo efeito é usado de forma ainda mais, ágil para trazer algo de novo para as lutas. Contudo a surpresa fica por conta do amigo de Scott, Luis (Michael Peña). O coadjuvante, rouba a cena, com seu jeito peculiar de se comunicar.

O escorregão fica por conta da personagem Evangeline Lilly. Apesar de ser uma executiva de alto escalão nas empresas Pym, aparentemente seu trabalho é abrir portas e observar os outros. Aos 35 anos ela reage como uma adolescente diante dos problemas não solucionados com o pais, e de suas escolhas durante a aventura.


Divertido, com muita ação, bons efeitos especiais, participação de Stan Lee, ligação do universo da Marvel (inclua a visita de outros personagens) e cenas no meio e após dos créditos, Homem-Formiga cumpre quase todos os requisitos de um filme Marvel. O 3D é dispensável, e de fato meio confuso com tantas mudanças de escala.

Acima de tudo cumpre sua tarefa principal: entreter enquanto apresenta de forma satisfatória um novo personagem á caminho da próxima aventura em grupo.

Homem-Formiga (Ant-Man)
EUA/Reino Unido - 2015 - 117min
Aventura/Ação


Leia mais sobre o universo da Marvel nos cinemas.
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segunda-feira, 13 de julho de 2015

5 melhores solos de guitarra - Dia Mundial do Rock

Sim, hoje é dia do Rock, no mundo inteiro! É claro que os  Rootaroots (blogueiros de raiz, em prol da blogsfera old school)  sugeriram uma blogagem coletiva especial para ocasião. Entretanto admito, não sou grande conhecedora do gênero. Logo, é claro que vou dar uma adaptada, no tema que é...

....5  melhores solos de guitarra (da minha nerdice/cinefilia/série-mania)

A intenção original era listar aquelas músicas que fazem você brincar de guitarra no ar, fazer careta e sentir na alma. Como geralmente conheço músicas através de filmes e séries, a mudança pareceu apropriada. Com o tema definido, é claro que.... me deu um branco, o que é uma vergonha....

1- ...vergonha porque há menos de dois meses, o Guitarrista Flamejante Voador de Mad Max - Estrada da Fúria deixou nerds, cinéfilos e simpatizantes boquiabertos em salas 3D do mundo à fora. E nem precisa saber o que ele está tocando, ou que ele é interpretado pelo artista australiano iOTA, é a performance que conta aqui. The Doof Warrior ou Coma Doof, é um guitarrista cego, mascarado que comanda um "trio elétrico", que dita o ritimo para os guerreiros do vilão Irmortan Joe durante as batalhas no deserto. Mencionei que ele toca todo o tempo pendurado por cabos? E sua guitarra de dois braços é dotada de um lança-chamas de verdade? Isso mesmo, o fogo é real não CGI. Como não ficar empolgado?


2 - Sabia que já existe uma geração que não consegue desassociar a música do Black Sabbath do Iron Man de Tony Stark, o Homem de Ferro? Fazer o que! É uma combinação perfeita, e no mínimo uma forma divertida de apresentar a banda para novas gerações.


3 - E por falar em novas gerações, já faz mais de 10 anos que os solos de guitarra de "Zach's Song" de Escola de Rock, mostrou que existem ótimos roqueiros de todas as idades.


4 - Sempre que Marty McFly toca Johnny B. Goode, para agitar o baile de seus pais, eu corro o risco de quebrar alguma coisa na sala. Mesmo com a cara de espanto do pessoal dos anos de 1950, não entendendo a performance destrutiva de um garoto dos anos 80 em De Volta para o Futuro.


5 - E para preencher a cota de TV das minhas listas, Carry On My Wayward Son toca no início de todo último episódio de temporada de Supernatural. Sempre com seu incrível solo de guitarra estrategicamente posicionado, para incrementar "o drama".  A série vai estrear a 11ª temporada mantendo a tradição. Ou seja, já ouvimos a música com os irmãos Winchester e não estamos nem perto de enjoar disso!


Missão cumprida! Ficam aqui os 5 solos de guitarra "da vida", que lembrei esta semana. É claro que, fugi um pouco do tema original, e posso alterar, reduzir, aumentar a lista a qualquer momento. 

Por hora, deixe aqui sua própria lista, discorde da minha, comente aquele solo que vou lamentar ter esquecido. Ou veja outros memes e blogagens coletivas do blog.


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sexta-feira, 10 de julho de 2015

#LeiaJackaby

Há quem diga que a "Era de Ouro" dos blogs, já era. E que pior ainda está a interação entre eles. Eu não acredito nisso. Acredito que o cenário está mudando (muito lentamente talvez). Mas, estamos trocando os memes engraçadinhos e sem grandes objetivos (que migraram para o Facebook, Instagram e outras redes), por campanhas mais engajadas como a maratona #LeiaJackaby.

A Editora Única lançou recentemente o livro Jackaby - A caça pelo misterioso assassino New Fiddleham de William Ritter. Um thriller investigativo-policial, com ares de Sherlock Holmes e Doctor Who que, é claro, é uma série literária. Entretanto, para que os outros livros sejam publicados no Brasil é preciso que o primeiro volume faça "mais barulho". Por isso um blogueiro/leitor aficionado pela trama criou este meme/maratona/postagem coletiva, pedindo para outros blogueiros apresentarem o Jackaby para o mundo.

Mas, eu não vou recomendando qualquer coisa assim sem saber a qualidade. A campanha disponibilizou os dois primeiros capítulos (baixe aqui). Particulamente fiquei interessada (eu aceito volumes para resenha, e até participo de Book Tour, viu Única, rs). Enquanto não compro (ou ganho) o livro para resenhar, fiquem com a sinopse entre outras informações da série.

Sinopse:
Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.”
Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural.

Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana.

Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara.

Jackaby - A caça pelo misterioso assassino New Fiddleham
William Ritter
2015 - 256 páginas
Editora Única


Primeiro romance de William Ritter, foi Eleito o melhor livro jovem 2014 pela Kirkus Review e um dos 40 melhores YA da estação pela CNN. Também foi a obra vencedora do prêmio Pacific Northwest 2015. Os outros livros da franquia ainda não lançados e sem título nacional são, The Map e Beastly Bones

Leia os dois primeiros capítulos  a resenha do Pedro, o tal blogueiro/leitor empolgado, que criou a campanha. Ou compre o livro aqui.

Ficou interessado? As hashtags da campanha são: #ÚnicaQueremosJackaby e #LeiaJackaby. Participe!

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Informações úteis para sua maratona de Sense8

Talvez eu seja a única que ache complicado resenhar as séries do Netflix. Não pela resenha em si, mas pelo fato de que cada um assiste em seu ritmo e nunca se sabe o quanto de spoilers você pode estar despejando em várias pessoas. Dito isso, também afirmo: Sense8 precisa de defesa!


A nova série do serviço de streaming é dirigida, escrita e produzida por Andy e Lana Wachowski e por J. Michael Straczynski. E tem um início confuso, ouso dizer que o primeiro episódio aposta e muito na curiosidade do expectador. A trama  tem oito protagonistas que após um evento trágico descobrem uma estranha conexão entre eles.

Will (Brian J. Smith ) um policial de Chicago, Riley (Tuppence Middleton) uma DJ de Londres, Capheus (Aml Ameen) motorista de van em Nairobi, Sun (Doona Bae ) uma empresária de Seul e mestre em kickboxing, Lito (Silvestre) um ator da Cidade do México, Kala (Tina Desai) uma farmaceutica de Mumbai, Wolfgang (Max Riemelt) um arrombador de cofres de Berlin e Nomi (Jamie Clayton) uma "hackivista" (hacker+ativista) de São Francisco.

Pessoas completamente diferentes, vivendo em continentes diferentes, com seus dilemas particulares que por um algum motivo começam a partilhar, pensamentos, sentimentos, habilidades. Tudo isso, sem ponte aérea! São sete tramas, contando uma única história  ao redor do mundo. Logo, seguem...

... Informações úteis para sua maratona de Sense8

1 - Você não vai entender nada no primeiro episódio;

2 - Também é provável que não entenda muita coisa no segundo. Mas, por motivos misteriosos não vai parar de assistir;

3 - Este manual não vai te explicar o que está acontecendo na série. Pois é aí que está parte da diversão;

4 - Calma, lá pelo terceiro episódio as coisas vão começar a fazer sentido;


5 - Também é nesse período que você vai ficar obcecado por locais, nomes e fusos horários.

6 - É bom prestar atenção nisso mesmo, pois os Wachowski e Straczynski, hora vão anunciar abertamente que a história mudou de lugar, hora vai fazê-lo de forma sutil, e também vai manter vários lugares em cena ao mesmo tempo;

7 - Essa composição entre os mundos dos protagonistas, muito bem feita, e impressiona como funciona tão bem em sua função de passar ao expectador a conexão entre os protagonistas, sem tornar tudo confuso, mesmo quando em oito locações distintas;

8 - Por mais que você tente, você não vai conseguir deixar de chamar o Naveen Andrews de "Said de Lost", ou a Freema Agyeman de "Marta do Doctor Who". Assim como não vai lembrar o nome da personagem de Daryl Hannah.*

9 - Todos os títulos dos episódios são falas de algum dos personagens.

Agora informações úteis que podem ser consideradas SPOILER 

(continue por sua conta e risco, ou pule para o trecho "fim dos spoilers")

10 - As gravações e a história acontecem em nove cidades localizadas em oito países diferentes Chicago, San Francisco, Londres, Berlim, Seul, Reykjavík, Cidade do México;

11 - Sensate, é o nome dado para indivíduos com a habilidade dos protagonistas. E como toda boa minoria da ficção eles são perseguidos, antes mesmo de saberem de sua condição;

12 - Jamie Clayton que interpreta a "Hackivista" Nomi é uma transexual na vida real, assim como sua personagem. A personagem é a primeira transgênera escrita por Lana Wachowski, que era Larry na época que fez Matrix, e traz muitas das experiências da própria criadora.

FIM DOS SPOILERS

Sense8 é uma série de ficção dramática, com conceitos originais e bem desenvolvidos. Além de ser superintendente sensível considerando que nasceu da ideia de como a tecnologia ao mesmo tempo nos une e nos separa. Segundo os criadores, existe história para mais cinco anos, mas o retorno da série ainda não foi confirmado. A primeira temporada já está disponível inteira no Netflix, e tem 12 episódios.

*Daryl Hannah, Naveen Andrews, Freema Agyeman, Terrence Mann e Alfonso Herrera completam o elenco regular.



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