quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Curioso Caso de Mad Max

Foi o lançamento do novo filme, na mesma semana que dedicamos ao longa original no projeto para formar cinéfilas melhores, que nos fez atentar para o "Curioso Caso de Mad Max". Digo nós, pois foi uma surpresa conjunta com a colega blogueira Geisy Almeida. Agora vamos aos detalhes deste caso:

Particularmente a memória que eu possuía da franquia estava fortemente atrelada ao 3º filme, provavelmente o mais exibido na época em que eu assistia à Sessão da Tarde. Um universo bastante similar ao muito bem apresentado em Estrada da Fúria. Até aí, tudo certo! Então fui assistir ao filme de 1979, aí fiquei perdida!

Para aqueles que não viram, ou não lembram, o Mad Max original é um filme de vingança em uma terra meio deserta e relativamente desolada (ainda existia sorveteria!). Ainda havia algum conceito, mesmo que falido de autoridade e família. Como este filme simples se tornou o clássico da poeira, explosões, carros estranhos e mutantes era a grande dúvida. A solução é claro foi promover uma maratona, assistir toda a franquia e preencher as lacunas.

É um fato, Mad Max não esclarece muito bem que mundo é esse que Rockatansky vive. Sabemos que é o futuro, que faltam recursos, e que as autoridades ainda restantes não tem capacidade de controlar o caos que a escassez provocou. É apenas em A caçada Continua, o segundo filme que traz uma conveniente introdução narrativa, que descobrimos como aconteceu a gradual degradação do mundo.



Ok, agora ficou claro! Automaticamente podemos supor que o filme de 1979, se passava durante o processo de devastação. Este por sua vez foi absurdamente rápido, tanto socialmente quanto ecologicamente(!?), já que o mundo virou um mega deserto. Ok, essa parte do deserto, abusa um pouquinho da nossa suspensão de descrença. Mas, a gente aceita, pois o cenário enriqueceu e muito o filme, que muitos consideram o melhor da trilogia original. A caçada Continua pôde desenvolver bons temas, que estavam no primeiro filme, acidentalmente  ou não.

Bom,  isso até Além da Cúpula do Trovão, quando a estética louca dos anos de 1980 tomou o filme de assalto. E o sucesso da criança do filme 2 impôs toda uma tribo de pequeninos, com direito a seita e mitos há muito tempo criados. Não me levem à mal adoro o visual exagerado oitentista. Mas qual é criançada, Rockatansky conheceu o mundo antes, o filho deles deveria ter a idade de alguns de vocês? Não pode uma tribo sem conhecimento do passado, e com uma mitologia louca brotar do nada.

Ok, a cronologia é louca, a velocidade de deterioração do mundo e absurda, o visual exagerado, mas o mundo em si compensa tudo. Uma distopia, cheia de conceitos e conflitos interessantes, com muito espaço para cenas de ação. E depois desta análise meio sem sentido nascida de um bate-papo, que está virando um post muito longo, ainda não entendemos completamente como Mad Max, virou Estrada da Fúria. Entretanto estamos felizes por ter funcionado!

E ficamos mais felizes ainda pelo fato do diretor de toda as produções ser o mesmo. Com autoridade no assunto George Miller espalhou muitos fãs-services no novo filme para os fãs da trilogia original. Confere aí, como recompensa por chegar ao fim deste confuso, porém necessário texto:

  • Achou maneiro os soldados de Immortan Joe abordando os carros no topos de hastes muito longas? Pois lá no primeiro filme já tinha um carinha, com espírito olímpico que pratica salto em caro com uma vara de bambu.
  • Pobre Johnny Boy, morre com uma bota à menos no primeiro filme. Enquanto Max e Nux, meio que dividem/diputam/perdem o mesmo tipo de calçado no decorrer de Estrada da Furia.
  • Bonita aquela cena, em que Max, fica enterrado na areia depois de uma tempestade. Pois era se enterrando na areia que The Gyro Captain, surpreendia as pessoas, ou ao menos tentava, no segundo filme.
  • Max tinha uma caixinha de música em A caçada Continua que de algum modo foi parar nas mãos, ou é igualzinha à que as esposas de Immortan Joe tem.
E aí, descobriu outras referências ao longo da franquia? Me conte! Me conte também deste longo post "free-style", ou se eu deveria guardar esses raciocínios loucos para os bate-papos. 

Leia as resenhas de Mad Max e Mad Max: Estrada da Fúria

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