domingo, 31 de maio de 2015

Supernatural: fã de carteirinha!

Desde que o canal  The Hillywood Show anunciou a produção desta paródia, eu tinha a intenção de publicar o vídeo aqui. Afinal o trabalho nas meninas é ótimo, e coisa boa deve ser compartilhada. A paródia ficou tão boa, que eu não quis esperar e publiquei direto nas redes sociais do blog. Mas, ninguém é obrigado a gostar de redes sociais.

Então, para você caro leitor fiel do formato blog, Supernatural Parody ao som de "Shake It Off" da Taylor Swift. As irmãs Hilly e Hanna Hindi interpretam respectivamente Dean e Castiel. Enquanto Osric Chau, (o profeta Kevin Tran de Supernatural) dá vida a Sam Winchester. Mas fique preparado, esta não é a única participação especial do vídeo.



A 10º temporada de Supernatural já chegou ao fim nos EUA, e começou a ser exibida na última segunda-feira (25/05), no canal Warner, às 22:30h.

Assista mais vídeos de Fãs de Carteirinha da cultura pop. Ou veja outros vídeos das irmãs Hindy, de quem esta blogueira que vos escreve é fã de carteirinha.

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

O Curioso Caso de Mad Max

Foi o lançamento do novo filme, na mesma semana que dedicamos ao longa original no projeto para formar cinéfilas melhores, que nos fez atentar para o "Curioso Caso de Mad Max". Digo nós, pois foi uma surpresa conjunta com a colega blogueira Geisy Almeida. Agora vamos aos detalhes deste caso:

Particularmente a memória que eu possuía da franquia estava fortemente atrelada ao 3º filme, provavelmente o mais exibido na época em que eu assistia à Sessão da Tarde. Um universo bastante similar ao muito bem apresentado em Estrada da Fúria. Até aí, tudo certo! Então fui assistir ao filme de 1979, aí fiquei perdida!

Para aqueles que não viram, ou não lembram, o Mad Max original é um filme de vingança em uma terra meio deserta e relativamente desolada (ainda existia sorveteria!). Ainda havia algum conceito, mesmo que falido de autoridade e família. Como este filme simples se tornou o clássico da poeira, explosões, carros estranhos e mutantes era a grande dúvida. A solução é claro foi promover uma maratona, assistir toda a franquia e preencher as lacunas.

É um fato, Mad Max não esclarece muito bem que mundo é esse que Rockatansky vive. Sabemos que é o futuro, que faltam recursos, e que as autoridades ainda restantes não tem capacidade de controlar o caos que a escassez provocou. É apenas em A caçada Continua, o segundo filme que traz uma conveniente introdução narrativa, que descobrimos como aconteceu a gradual degradação do mundo.



Ok, agora ficou claro! Automaticamente podemos supor que o filme de 1979, se passava durante o processo de devastação. Este por sua vez foi absurdamente rápido, tanto socialmente quanto ecologicamente(!?), já que o mundo virou um mega deserto. Ok, essa parte do deserto, abusa um pouquinho da nossa suspensão de descrença. Mas, a gente aceita, pois o cenário enriqueceu e muito o filme, que muitos consideram o melhor da trilogia original. A caçada Continua pôde desenvolver bons temas, que estavam no primeiro filme, acidentalmente  ou não.

Bom,  isso até Além da Cúpula do Trovão, quando a estética louca dos anos de 1980 tomou o filme de assalto. E o sucesso da criança do filme 2 impôs toda uma tribo de pequeninos, com direito a seita e mitos há muito tempo criados. Não me levem à mal adoro o visual exagerado oitentista. Mas qual é criançada, Rockatansky conheceu o mundo antes, o filho deles deveria ter a idade de alguns de vocês? Não pode uma tribo sem conhecimento do passado, e com uma mitologia louca brotar do nada.

Ok, a cronologia é louca, a velocidade de deterioração do mundo e absurda, o visual exagerado, mas o mundo em si compensa tudo. Uma distopia, cheia de conceitos e conflitos interessantes, com muito espaço para cenas de ação. E depois desta análise meio sem sentido nascida de um bate-papo, que está virando um post muito longo, ainda não entendemos completamente como Mad Max, virou Estrada da Fúria. Entretanto estamos felizes por ter funcionado!

E ficamos mais felizes ainda pelo fato do diretor de toda as produções ser o mesmo. Com autoridade no assunto George Miller espalhou muitos fãs-services no novo filme para os fãs da trilogia original. Confere aí, como recompensa por chegar ao fim deste confuso, porém necessário texto:

  • Achou maneiro os soldados de Immortan Joe abordando os carros no topos de hastes muito longas? Pois lá no primeiro filme já tinha um carinha, com espírito olímpico que pratica salto em caro com uma vara de bambu.
  • Pobre Johnny Boy, morre com uma bota à menos no primeiro filme. Enquanto Max e Nux, meio que dividem/diputam/perdem o mesmo tipo de calçado no decorrer de Estrada da Furia.
  • Bonita aquela cena, em que Max, fica enterrado na areia depois de uma tempestade. Pois era se enterrando na areia que The Gyro Captain, surpreendia as pessoas, ou ao menos tentava, no segundo filme.
  • Max tinha uma caixinha de música em A caçada Continua que de algum modo foi parar nas mãos, ou é igualzinha à que as esposas de Immortan Joe tem.
E aí, descobriu outras referências ao longo da franquia? Me conte! Me conte também deste longo post "free-style", ou se eu deveria guardar esses raciocínios loucos para os bate-papos. 

Leia as resenhas de Mad Max e Mad Max: Estrada da Fúria

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segunda-feira, 25 de maio de 2015

Dia do Orgulho Nerd - 2015

É hoje! O Dia do Orgulho Nerd, que este ano tem um gostinho ainda mais especial. Pois Star Wars volta aos cinemas em 2015. Mais bonito que isso só se o filme estreasse em Maio, como mandava a tradição.

Também não podemos esquecer, que anos de manifesto finalmente estão dando resultado. Afinal, nunca ouve época melhor para ser nerd, com a profusão de lançamentos bem sucedidos de obras e produtos "nérdicos" que vão de filmes e séries de super-heróis, à animes e antigas franquias de ficção cientifia. Este ano tivemos até um #AbrilNerd!

Mas calma, eu sei que ainda existem navegadores na rede mundial de computadores que não fazem parte desta "sub-espécie" nerd/geek. Para essa galera, mais abaixo segue a explicação desta importante data comemorativa. Aos já iniciados, e cinéfilos em geral, segue o vídeo de uma das minhas novidades favoritas de Star Wars: O Despertar da Força, BB8!!!



25 de Maio é Dia do Orgulho Nerd (ou Orgulho Geek, se preferir). Relembrar o direito de toda pessoa ser um nerd (ou geek) é o objetivo da data escolhida em alusão à  a premiere de Star Wars - Uma Nova Esperança, em 1977. Hoje também é o Dia da Toalha, data comemorativa nerd por natureza. Logo, não se espante se seu colega apareceu no trabalho hoje com uma toalha à tira colo.

A primeira celebração do Dia do Orgulho Nerd ocorreu em 2006 em alguns lugares da Espanha e na internet. No ano seguinte a comemoração cresceu, alcançando todo o país, e ganhou vários eventos oficiais promovidos por várias instituições. Houve até doação de sangue nerd. Em 2008 o Dia do Orgulho Nerd foi comemorado também nos Estados Unidos, divulgado por vários blogs e sites. Desde então a data tem sido comemorada por todo o mundo anualmente e tem até normas, afinal nerds adoram regras. Confira no fim deste post os direitos e deveres dos nerds e Geeks.

Já o Dia da Toalha pertence aos fãs da série O Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams. Na saga vivida por Arthur Dent a toalha é equipamento essencial de qualquer mochileiro, uma vez que é útil nas mais diversas situações. A regra é nesse dica soltar seu mochileiro prevenido e carregar sua toalha onde quer que vá. Convenhamos, isso também é muito nerd!

Manifesto Nerd
Direitos
  • O direito de ser ainda mais nerd.
  • O direito de não sair de casa.
  • O direto de não ter um par romântico e de ser virgem.
  • O direito de não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
  • O direito de se associar a outros nerds.
  • O direito de ter poucos (ou nenhum) amigo.
  • O direito de ter tantos amigos nerds quanto quiser.
  • O direito de não ter que estar "no estilo".
  • O direito ao sobrepeso (ou subpeso) e de ter problemas de vista.
  • O direito de expressar sua nerdice.
  • O direito de dominar o mundo.
Deveres
  • Ser nerd, não importa o quê. 
  • Tentar ser mais nerd do que qualquer um.
  • Se há uma discussão sobre um assunto nerd, você tem que dar sua opinião.
  • Guardar todo e qualquer objeto nerd que você tenha.
  • Fazer todo o possível para exibir seus objetos nerds como se fosse um "museu da nerdice".
  • Não ser um nerd genérico. Você tem que ser especialista em algo.
  • Assistir a qualquer filme nerd na noite de estréia e comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.
  • Esperar na fila em toda noite de estréia. Se puder ir fantasiado, ou pelo menos com uma camisa relacionada ao tema, melhor ainda.
  • Não perder seu tempo em nada que não seja relacionado à nerdice.
  • Tentar dominar o mundo!

Veja outros posts comemorativos do Dia do Orgulho Nerd/Dia da Toalha!
Outra data comemorativa nerd em em Maio é o Star Wars Day, conheça!

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domingo, 24 de maio de 2015

Game of Thrones: fã de carteirinha#23

Enquanto você perdeu seu tempo com o "#mimimi", sobre a cena para desenvolver o Theon, que corre o risco de retroceder Sansa (sim, um talvez, ainda não vimos a reação da moça à isso). Quem ficou atento à outras coisas durante essa semana, deve ter se deparado com curiosos vídeos musicais de Game of Thrones.

A parceria entre o Coldplay e parte do elenco da série de TV, faz parte da campanha "Red Nose Day", do canal NBC que visa arrecadar fundos para pessoas em situação de extrema pobreza. Os vídeos mostram os bastidores de uma suposta produção musical para os palcos de Game of Thrones. É claro, que a zoeira impera, e não faltam piadas sobre o enredo da série, o absurdo que tal produção seria, entre outras coisas. Afinal famosos também são fãs, e às vezes do próprio trabalho. E se der para unir isso, à uma causa social, porque não?

Mas, admito, se realmente fizessem, eu assistiria com certeza. A brincadeira não rendeu um, mas vários vídeos, confira:


Participaram da brincadeira: Peter Dinklage (Tyrion Lannister), Emilia Clarke (Daenerys Targaryen), Kit Harington (Jon Snow), Nikolaj Coster-Waldau (Jamie Lannister), Alfie Allen (Theon Greyjoy), John Bradley (Samwell Tarly), Iwan Rheon (Ramsay Bolton), Charlotte Hope (Myranda), Mark Addy (Robert Baratheon), Rose Leslie (Ygritte) e Thomas Sangster (Jojen Reed). A Narração é do vídeo mais longo é feita por Liam Neeson, inclusive o "fofo" trecho em que diz: "It is the first romantic ballad about incest in Coldplay's career" (É a primeira balada romântica sobre incesto da carreira do Coldplay)



Veja mais posts da série Fã de Carteirinha, ou leia mais sobre Game of Thrones.

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Gotham - 1ª temporada

Gotham chegou ao fim esta semana na TV brasileira (é claro que estamos atrasados em relação à exibição "estadunidense"), confirmando sua abordagem diferente para séries inspiradas em quadrinhos. Sem um final gigantesco e explosivo, mas com uma narrativa constante e inteligente que culmina em um clímax que fecha algumas pontas, mas deixa muitos ganchos para a próxima temporada.

O ponto de partida foi chegada à cidade do detetive iniciante James Gordon (Ben McKenzie, de The O.C.), e seu primeiro caso, o assassinato do casal Wayne. Este ainda sem solução, claro! Mas nem de longe o único caso complexo de uma cidade decadente e corrupta. A partir daí acompanhamos a tentativa de Gordon de melhorar Gotham, postura que vai de encontro até com a própria polícia, corrupta e acomodada.

Ao mesmo tempo assistimos a guerra de poder entre os mafiosos que mandam na cidade. Falcone (John Doman) e Maroni (David Zayas) "dividem a cidade" em um frágil equilíbrio. E não faltam candidatos para desestabilizar a balança, como a subalterna Fish Mooney (Jada Pinkett Smith, incrível) criada especialmente para a série, ma já icônica. E o puxa-saco/vira-casaca Oswald "Pinguim" Cobblepot (Robin Lord Taylor, perfeito). 

Não faltam esquemas e planos minunciosamente desenvolvidos por estes dois ao longo de toda a temporada. De fato, são esses plots e consequências que unem toda a trama, enquanto Jim cuida do caso da semana e eventualmente esbarra em um destes "planos infalíveis".

E por falar em bandido da semana. Entre aqueles criados especialmente para a série, e aqueles que ainda vão ser vilões do Batman se destacam Milo Ventimiglia (o Petter Petrlli de Heroes) e seu serial killer que coloca 50 Tons de Cinza no chinelo. Vislumbres do Espantalho e do Coringa ainda moleques, e o Harvey Dent (Nicholas D'Agosto) em início de carreira. 

Edward Nygma (Cory Michael Smith), é um deslocado técnico forense que vai tendo sua sanidade desgastada ao longo dos episódios. Inclua aqui, a existência do Asilo Arkan, e os moradores "interessantes" atrelados à ele.

Ivy Pepper (Clare Foley) é uma figurante de luxo, para Selina Kyle (Camren Bicondova). Já com atitudes e trejeitos de uma autentica gatuna a futura Mulher-Gato, vive em cima do muro (literal e figurativamente). Amiga de Bruce Wayne, ora ajuda o jovem milionário e o Detetive Gordon, ora escolhe as vantagens do lado mal. Uma garota tentando sobreviver.

É claro, que o futuro Batman está presente, e sua própria jornada pessoal. Além de lidar com sua nova condição de órfão, e a complexa relação com seus tutor/empregado Alfred (Sean Pertwee), Bruce (David Mazouz, de O Inventor de Jogos) faz sua própria investigação sobre a morte dos pais, e acaba esbarrando em segredos das indústrias Wayne. Ele também começa seu, nada ortodoxo treinamento para se tornar uma pessoa mais forte.

Mas o protagonista é mesmo Gordon, e o dilema entre suas convicções e "fazer o que é preciso" para sobreviver ao jogo de Gotham. E até que ponto ele pode ir sem se comrromper. Para ajudar, ou não, ele conta com o preguiçoso parceiro Bullock (Donal Logue). 

Mas não se preocupe, ainda sobra tempo para o mocinho se dividir entre dois romances, com a irritante (mas, não desista dela ainda) Barbara Kean (Erin Richards), e a Dr. Leslie Thompkins (Morena Baccarin). Só faltou tempo mesmo para cultivar o bigode!

Nunca faz sol em Gotham, pois a fotografia com estilo noir, evidencia que aquele universo nasceu nos quadrinhos, sem torná-lo cartunesco. Além é claro, de criar o clima de tensão, perigo e decadência que toma conta da cidade.

Perigo esse que não muda ao longo da equilibrada temporada, que termina com o mesmo tom que começou. E manteve seu estilo diferente, focado em investigação criminal, e disputa de poder, ao invés de uniformes e super-poderes. 

Gotham, é uma acertada novidade entre adaptações de quadrinhos para a TV, que este ano foram muitas. A segunda temporada já está em produção. No Brasil a série era transmitida pela Warner

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quarta-feira, 20 de maio de 2015

A Incrível História de Adaline

Logo no início da projeção Adaline afirma, que odeia ver um talento desperdiçado. Podemos dizer o mesmo sobre um bom argumento. Não que A Incrível História de Adaline, não seja eficiente naquilo que se propõe, é um romance. Mas com uma ideia tão interessante, é difícil não imaginar ou esperar algo mais.

Adaline Bowman (Blake Lively) nasceu na virada do século XX, e viveu uma vida normal até os 29 anos, quando sofreu um acidente de carro. Desde então a protagonista parou de envelhecer misteriosamente. Ao perceber que sua condição poderia transforma-la em um material de pesquisa, Adaline passar a viver em movimento, mantendo um laço distante apenas com a filha Flemming (Ellen Burstyn).

A situação muda após seis décadas de solidão quando a protagonista conhece o jovem filantropo, Ellis Jones (Michiel Huisman, o Daario Naharis de Game of Thrones). Por quem, com incentivo da filha já em idade avançada, decide mudar sua rotina de isolamento. Adivinhou quem pensou que conhecer a família do rapaz, que tem Harrison Ford como pai, e manter seu segredo é mais difícil do que parece.

Segue-se aí pelo caminho do tradicional romance, o medo do comprometimento (nesse caso agravado por sua condição), os segredos e uma ou outra consequência de uma vida tão extensa. Tudo superado é claro pela força do amor.

Mas, e o medo de ver mais pessoas que morrer, a tristeza por aqueles que já perdeu? Isso sem falar do misterioso (mas cientificamente explicável em 2035!?) incidente que a tornou eternamente jovem? Sim essas coisas incomodam Adaline, por uma ou duas cenas, antes de a grande questão de sua vida ser tornar Ellis, e o segredo que mantém dele. Mesmo os flashbacks da vida da centenária protagonista, alardeados em belos posteres de cada época, são escassos e rápidos. Mal dá para notar que o diretor resolveu abordar cada época como se filmaria naquele tempo, em película e câmera na mão em 1908, lentes esféricas nos anos 30 e 40, e com visual Cinemascope nos anos 50.

Quanto à protagonista, à produção dá conta de apresentar ótimas caracterizações para Lively em diferentes épocas. Trazendo-a ao século XXI, com o glamour de outras eras. Adaline tem os conhecimentos e a postura de alguém que viveu 107 anos, mas não a sabedoria. Sua filha parece compreender muito mais da vida, que ela. Se isso é um erro da construção do personagem, ou a consequência de ser "eternamente jovem", ainda não descobri.


Pessoalmente gostaria de ver mais da vida de um protagonista que não envelhece através dos tempos (mas, Forever já foi cancelada) e menos da mulher que vive na mesma época que nós. Apesar do gostinho de "quero mais", A Incrível História de Adaline, tem produção impecável, roteiro bem desenvolvido, e um elenco eficiente. Um romance que foge dos clichês dos gêneros graças à esse pano de fundo pouco explorado, o segredo da protagonista, e ao glamour que a personagem traz consigo de outras épocas.

A Incrível História de Adaline (The Age of Adaline)
EUA - 2015 - 113min
Romance
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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Noite sem Fim

Lembro de uma época que eu fazia piada sob a condição de mentor/figura paterna que Liam Neeson desempenhou repetidamente bem em Star Wars, Batman ou como o todo poderoso Aslam em Nárnia. Entretanto, nos últimos anos o ator resolveu abraçar outro estereótipo: veterano com "habilidades especiais" e muitas cicatrizes literais e metafóricas após uma vida de trabalho.

Em Noite sem Fim Neeson dá vida à Jimmy Conlon, matador de aluguel empregado do mafioso, que também é seu irmão, Shawn Maguire (Ed Harris). Solitário, o trabalho o afastara do filho Mike (Joel Kinnaman, o novo Robocop). Entretanto um incidente no início da tal noite coloca o "bom moço" Mike, na mira de Maguire e Conlon trai o irmão/patrão para proteger o filho.

Passado quase completamente à noite (uma única noite, aliais), o filme aproveita o clima sombrio para tentar criar um tom diferencial para sua previsível história de redenção/último trabalho. A trilha sonora equivocada também tenta de forma trazer urgência para as já aceleradas cenas de ação, mas acabam por chamar demais a atenção para si, e não para a cena.

Ah! E por falar na ação, esta sim é impecável e quase ininterrupta. Com pausas estratégicas apenas para explicar a complexa relação entre as famílias, de sangue e "da máfia", e as consequências da traição nestes núcleos, enquanto explora a noite de Nova York com curiosos travelings aéreos, que situam o expectador no mapa da cidade. Vale observar o passar das horas da tal noite interminável, conforme as ruas vão ficando mais vazias, sem vida.

O elenco veterano se esforça para extrair algo dos caricatos personagens. Mas, não há espaço para muito no roteiro que prima pela ação, e não foge da fórmula pronta. É provável que você já saiba o final logo após os primeiros minutos de projeção, a única surpresa é quais desvios a trama vai tomar até chegar a ele. A sensação (praticamente certeza) é que Liam Neeson, tem muito mais a oferecer ao público, mas está perdendo tempo com mais do mesmo.

Um ou dois filmes do gênero é divertido, mas a repetição em sequencia já ficou cansativa. Está na hora de mudar de estereótipo novamente Sr, Neeson. Ou melhor ainda, volte ao tempo que isto era apenas uma piada, e não se apegue a um papel só!

Noite sem Fim (Run All Night)
EUA - 2014 - 114 min
Ação


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sábado, 16 de maio de 2015

Fovever - 1ª (e única) temporada

Então, quando aquela série que você estava curtindo começa realmente a engrenar sai o temido anúncio de cancelamento, não haverá novas temporadas. Sem final. O que você faz? Se conforma e parte pra outra? Se revolta e faz um abaixo assinado? No caso de Forever, ainda é possível fazer, ou se frustar, com a infame piada sobre o fim de ima série intitulada "para sempre".


Entretanto, "para sempre" em questão é sobre a vida do Dr. Henry Morgan (Ioan Gruffudd, o Sr. Fantástico de Quarteto Fantástico). Henry era médico em um navio negreiro quando morreu pela primeira vez, aos 35 anos, 200 anos atrás. Desde então, ele continua a ressuscitar não importa a forma como morra, e consequentemente fica obcecado em estudar a morte.

Atualmente é um médico forense da cidade de Nova York, que evita pessoas, mas acaba acidentalmente virando parceiro da detetive Jo Martínez (Alana De La Garza - Law & Order). Seu filho adotivo Abe (Judd Hirsch) de 75 anos é o único que conhece seu segredo. Já no laboratório forense a ajuda vem do avoado assistente Lucas Wan (Joel David Moore, estagiário forense em Bones).

A trama se divide entre o mistério da condição de Henry e o tradicional assassinato da semana. Some-se aí, a busca pela mãe de Abe, e esposa do protagonista desde o fim da segunda guerra desaparecida nos anos de 1980. O medo de ser descoberto como imortal por aqueles que o cercam. Interesses amorosos dos protagonistas. E a descoberta de um outro imortal.

Adam (Burn Gorman), aparece pelo meio da temporada, alega ter mais de 2000 anos. Persegue Henry desde que descobriu a "semelhança" entre eles e, é claro, não é exatamente uma pessoa amigável.


Bem produzida e com um elenco entrosado, a série conseguiu equilibrar bem os casos procedurais, os flashbacks e o antagonismo entre Henry e Adam. De fato, essas características são o diferencial desta série em comparação aos vários "CSIs" e similares. Também chamam atenção a qualidade dos flashbacks.  Bem produzidos, acertam em recriar desde o século XIX, até a década de 1980. Um mérito, considerando o orçamento de série de TV.

Acertadamente esta primeira temporada segue desenvolvendo mesmo os personagens coadjuvantes. Descobrimos mais sobre Abe, e é desvendado o mistério do desaparecimento de sua mãe. A detetive Jo Martínez supera o luto pelo marido, o que conta com a participação especial de Cuba Gooding Jr. O clímax da temporada é um embate ente os imortais, e a possível exposição de sua condição. Possivel, pois é exatamente aí que a série termina, em um gancho para uma segunda temporada que não existirá.

Apesar de gerar opiniões mistas entre os críticos. A recepção do público foi uma das melhores da "Fall Season" de 2014. Prova disso, foi a reação de surpresa e indignação do fãs, que ainda estão protestando. Tentando ressucitar Henry mais uma vez. Esta blogueira concorda, Forever ainda tinha potencial. Não era o hit da semana que você corre para assistir, e mais ainda para fugir dos spoilers. Mas era aquela série de hábito, que traz boas histórias semanalmente, e que você vai sentir falta. Cultura aliais, que o Netflix e download de séries está matando, mas isso é assunto p/ outro post.


Ás vezes a "arte imita a arte", e parece que o "pra sempre, sempre acaba"! Entretanto há quem ainda não desistiu, se você é um deles assine o abaixo assinado pelo resgate de Forever. A série era transmitida pela Warner.

Leia mais sobre séries e sobre Forever.

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quinta-feira, 14 de maio de 2015

Mad Max: Estrada da Fúria

Mel Gibson, carros estranhos, poeira, o cabelo da Tina Turner e "We Don't Need Another Hero", é tudo que eu me lembrava das sessões da tarde assistindo à franquia Mad Max. E para o bem (ou não) desta nova produção, fui assistir à Estrada da Fúria, antes de refrescar minha memória*.

Aparentemente o subtítulo não é apenas uma frase de impacto para a ação e perigo do longa, propositalmente ou não é uma referência direta à Furiosa. A personagem de Charlize Theron rouba para si o filme, entre outras coisas, e ainda consegue tornar de Max, a sua missão.

Max (Tom Hardy) é capturado, e transformado em bolsa de sangue, pela comunidade comandada por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne, que interpretou o vilão Toecutter no Mad Max original). Detentor de toda a água da região, explora sua miserável população, fazendo uso de seu sangue, leite, úteros e claro guerreiros. Quando sua guerreira de confiança, Furiosa, rouba um de seus pertences, dá início á uma insana caçada pelo deserto, na qual Max é envolvido contra sua vontade.

Insana, e visualmente deslumbrante. É na fotografia e no visual absurdo da década de 1980, que o filme faz mais referências aos longas iniciais do herói. O visual "gambiarra absurda pós-apocalipse", veículos impressionantes, e até o luxo de levar no comboio um carro que serve apenas como caixa de som, se encaixam perfeitamente na trama do longa. Além de cumprir sua tarefa de unificá-lo à franquia, mesmo este sendo uma coisa nova.

Tudo isso com uma produção impecável que acertou em escolher o uso de efeitos práticos na maioria de suas cenas. Apresentando cenas brutais, mas ao mesmo tempo realistas, que ao longo da produção, que traz ação quase ininterrupta ficam cada vez maiores. (a única coisa que gera uma dúvida é: como eles conseguem explodir tantas coisas, com escassez de  combustível? Bom... quem se importa? Afinal o resultado é impressionante!) Este esmero na produção se estende ao 3D, que vale o ingresso.

Sim, é o mesmo mundo pós-apocalíptico onde água e combustível escassos são motivos para grandes embates e jornadas. Mas não é exatamente, uma sequencia, muito menos um remake. É um novo porém ainda louco, Max em um mesmo universo. Semelhante ao que acontece com James Bond.

Curiosamente essa nova encarnação de Max Rockatansky, não domina completamente o filme. Assim como o expectador ele é jogado naquela jornada, e se faz presente quando necessário. Talvez numa intenção de amenizar a transição, e consequentemente abrindo espaço para novos e interessantes personagens como o guerreiro vivido por um irreconhecível Nicholas Hoult (ótimo!). E claro para a Furiosa de Theron.

É a personagem dela que move a história. É sua busca que se torna o objetivo comum de pessoas distintas. Uma jornada que este novo Max, acompanha e se faz conhecido no processo. Estrada da Fúria é um ótimo novo ponto de partida para a franquia. É independente, mas faz parte do mesmo universo, deve agradar fãs e não iniciados.

Talvez a Tina estivesse enganada, afinal, Mad Max precisava sim de um novo herói para voltar com força total. Resta decidir se este é o personagem título ou a determinada Furiosa.

Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)
Austrália/EUA - 2015 - 120 min
Ação

*No blog parceiro estamos (re)vendo o primeiro Mad Max, confere-lá!

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segunda-feira, 11 de maio de 2015

O piloto brasileiro da Pixar!

O painel da Pixar na primeira Comic Con Experience, foi de longe o melhor de todos. E o motivo é apenas um: Divertida Mente!!! Além de curtirmos com exclusividade os primeiros minutos da animação, ainda descobrimos a existência do “piloto carioca”, antiga aventura romântica da mãe da protagonista e uma divertida piada com nosso lado mais "caliente"!

Dito isso, ganha um doce quem adivinhar o artista escolhido para dar voz ao latin lover na versão nacional da animação! Uma dica: na humilde opinião desta blogueira, desde sua performance Happy Feet, este cantor deveria abandonar os palcos e virar dublador profissional.



Divertida Mente (Inside Out), mergulha na mente de Riley, uma garota de 11 anos, que está passando por grandes mudanças em suas vidas. Lá descobrimos como suas emoções tentam ajuda-lá a superar essa fase difícil. - assista o trailer - Estreia em 18/06!

E aí? Ansioso para o primeiro longa original da Pixar desde Valente? E suas emoções, como estão lidando com essa ansiedade?

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domingo, 10 de maio de 2015

As mães de Westeros

Fugindo da rotina dos posts melosos de Dias das Mães (nada contra, mas queria variar), resolvi criar uma analise muito parcial sobre as mães de Game of Thrones. Afinal muito se fala sobre as figuras femininas fortes de George R. R. Martin, e muitas delas tem essa força atrelada à seus rebentos. Parafraseando Brienne de Tarth: "o tipo de força de uma mulher"!

Segue agora uma lista das melhores (ou não) figuras maternas dos sete reinos, e os atos que foram capazes de realizar por seus pequenos:

Catelyn Stark
Mãe de Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon é Senhora de Winterfell e tem toda o porte e etiqueta de uma lady. Mas também é forte e educada, participando de discussões políticas ao lado do marido e posteriormente do filho, e tomando decisões por conta própria em muitos momentos. Super protetora, a mãe loba (apesar de não ser uma Stark natural), defende os filhos à todo custo, é aí que mora o perigo. No desespero para proteger os filhos Cat, toma muitas decisões equivocadas como a prisão de Tyrion e a soltura de Jaime. Se decisões certeiras em Westeros não estão livre de revés, imagine as equivocadas? O destino é cruel para Cat, que morre acreditando que perdera todos os seus filhos até...

Momento com spoiler:
... até seu corpo ser encontrado pela Irmandade sem Bandeiras, dias após sua morte e posterior "desova" em um rio. Trazida de volta à vida pelos poderes de R'hllor, se tornou Senhora Coração de Pedra. Praticamente uma entidade, sedenta de vingança pela morte da família, mal sabe ela que à não ser por Robb todos seus rebentos e estão vivos. Infelizmente esta parte da trama ainda não apareceu na série e pode ser que não seja aproveitada.

Cersei Lannister
Deveríamos chama-lá de Cersei Baratheon, mas ela nunca teve muito respeito pelo marido. De fato a irmã/amante de Jaime acredita que a mulher deve amar apenas os filhos, pois deste amor uma mãe não deve escapar. Por amor aos filhos ela defendeu a loucura de Joffrey, apenas para impotentemente vê-lo morrer. Estava disposta à sacrificar Tommem, para que o caçula, não fosse torturado pelos inimigos. E jurou o irmão Tyrion de morte por enviar sua única menina, Myrcella, como prometida ao príncipe de Dorne.

Infelizmente Cersey acredita ser mais inteligente do que realmente é! (ótima a cena que seu pai Tywin diz isso à ela). Logo, assim que seus planos de chegar ao poder se concretizam, ela perde o controle, seja para seus "supostos" aliados, ou mesmo seu filho Joffrey.
Ama tanto o filho que nem reparou que o intérprete de Tommen mudou!
Lysa Arryn
Irmã mais nova de Catelyn Stark, é a mais super-protetora das mães dos sete reinos, ao ponto de ser paranoica. Nunca desmamou o filho, que trata como uma criança frágil enferma e temperamental. Fugiu da capital com Robert 'Robbin" Arryn, quando acreditou que o menino seria enviado para ser criado como protegido de um grande lorde. Entretanto...

Momento com spoiler:
... a versão oficial que dera para sua fuga é de que os Lannisters assassinaram seu marido, e por isso temia pela vida do único herdeiro do Vale. Mais tarde descobrimos que a própria Lysa conspirou com seu amor de infância, Petyr 'Mindinho' Baelish, para causar a morte do marido e jogando a culpa nos Lannisters e dando início à disputa pelo trono. Depois disso, é difícil não desconfiar da real paternidade de Robbin. (Eu acho que Mindinho é o pai...)

Selyse Baratheon
É mãe apenas de Shireen, acredita que não foi capaz de dar mais filhos ao marido Stannis pois sua cama de núpcias pois esta foi profanada por Robert Baratheon durante a festa de casamento. Amargurada por não proporcionar filhos homens. é o único exemplo de mãe ruim de Westeros. Não tem nenhum apreço por Shireen, a menina doce e gentil, fora infectada ainda no berço pela fatal escamagri. A menina sobreviveu mas ficou com um lado do rosto e metade do pescoço cinzento, rachado e duro.

Goiva/Gilly
A filha/esposa do selvagem Craster tem nomes diferentes no livro e na série de TV. Deu a luz ao próprio irmão durante a passagem dos Guerreiros da Patrulha da noite pela fortaleza de seu pai, que resultou em um motim e na morte do patriarca. Logo, fugiu com seu bebê ao lado de Samuel Tarly, membro da guarda da noite. Na muralha, serve de ama de leite para o filho de Mance Rayder, já que sua mãe, Dalla, morrera no parto. (Pois é, esses dois não existem na série). Mais tarde é enviada para o sul, pelo Lorde Comandante Snow, Sam, Maester Aemon e Daereon...

Momento com spoiler:
... temendo pela sede de sangue real de Melisandre, Jon Snow troca os bebês de Gilly e Dalla. Obrigando a garota selvagem inconsolável a deixar seu filho para traz, e levar o outro bebê na viagem.


Daenerys Targaryen
Seu filho de verdade com Khal Drogo ela perdeu. Rhaego nasceu morto, e segundo sua parteira deformado, durante uma magia de sangue que salvaria seu pai da morte. Com ambos mortos, a Khaleesi na pira funerária de seu marido com seus três ovos de dragão petrificados. Saiu de lá como a mãe dos dragões, criaturas extintas há séculos. O único problema é que com o crescimento de seus enormes filhos répteis, Dany tem cada vez mais dificuldades para treinar Viserion, Rhaegal e Drogon. Aparentemente Como treinar o seu dragão, não é um best-seller além do mar estreito, e isso vai causar "altas confusões".

Daenerys também é considerada uma mãe para todos os escravos que libertou. Quem não lembra da cena memorável da moça sendo aclamada nos braços da multidão - Mhysa! Mhysa! Mhysa!- mãe em seu idioma aclamavam os libertos!

Senhora Melisandre de Asshai
Não é uma figura materna de fato. Mas como esquecer que a mulher vermelha deu a luz à uma sombra assassina, após dormir com seu auto proclamado Rei Stannis?

Olenna Tyrell
Já ouviu a expressão "filho de vó"? Pois Olenna é uma mãe para os netos Loras e Margaery. Faz vista grossa para a predileção amorosa de Loras. E conspirou magistralmente para a morte do Rei Joffrey, apenas para livrar Margaery do tormento que seria estar casada com o monarca. Logo em seguida arranjou o casamento da neta com o irmão caçula Tommen.

A mãe de Jonh Snow
Ué, temos "filhos de vó", matriarcas zumbis, mães de sombras e dragões, como não ter uma mãe incógnita? O filho bastardo de Eddard 'Ned' Stark nunca soube nada sobre sua mãe, e não faltam teorias para a identidade da moça. A mais popular é de Jon é na verdade sobrinho de Ned, filho de Lyanna Stark. A moça teria fugido por vontade própria com Rhaegar Targaryen, e não sido sequestrada como contam os vitoriosos da disputa que este sequestro/fuga gerou. Jon seria o filho de Lyanna e Rhaegar, cuja identidade Ned teria escondido à pedido da irmã no leito de morte, para proteger a criança da Ira de Robert.

Estas são as mães de Westeros uma mais dedicadas que outras, mas a maioria boas mães. Qual delas é sua favorita? Esqueci alguém? Leia mais sobre Game of Thrones!

E não esqueça de presentear a sua mãe neste domingo!

Parabéns mães!!!!
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