quarta-feira, 15 de abril de 2015

The Strain - 1ª temporada

Então, não eram zumbis criados por um vírus alienígena descoberto por experiências nazistas durante a 2ªGM, as criaturas que Chuck Hogan, em parceria Guillermo Del Toro queriam apresentar ao mundo. Mas, sim uma nova versão dos chupadores de sangue mais famosos da mitologia, os vampiros. Ah, e por falar nisso, este é um post de fim de temporada logo, SPOILERS à frente. (Leia uma apresentação da série sem spoilers aqui).
Como todo bom terror este começa com um mistério. Um avião lacrado com 206 mortos e 4 sobreviventes chegando ao aeroporto de NY. No entanto investigação e protocolos de segurança para a situação só duram até afetar os lucros. E toda a comoção é logo deixada de lado apesar dos apelos da equipe do Centro de Controle de Doenças, CDC. Abrindo caminho para o vírus se espalhar.

- Peraí Fabiane, você não falou que se tratava de vampiros? Agora tá falando de vírus? - Sim, se trata dos dois, e é aí que está a novidade na abordagem criada para personagens tão conhecidos. A transformação de humanos em vampiros acontece através da transmissão de um vírus e assim como o Alien de Ridley Scott tem diferentes estágios de desenvolvimento, especialmente em sua anatomia.

Sem dentinhos salientes, os infectados criam tentáculos que saem de sua garganta para absorver as vítimas como sangue-sugas. Nada de poses e capas de Drácula, a aparência é de morto vivo, quase zumbis. Aversão à sal e prata, apego à memória de entes queridos, diferentes estágios de consciência e uma hierarquia própria completam o cânone. Apresentando criaturas tratadas pelos personagens por vampiros, mas que poderiam muito bem ser a origem não apenas dos bebedores de sangue mas da maioria dos monstros de diversas mitologias ao redor do mundo.

Origem sim, pois aos poucos descobrimos que está não é a primeira aparição das criaturas. Sempre à espreita, este é apenas seu primeiro ataque no moderno e cheio de recursos século XXI. Também descobrimos, que há sempre humanos colaborando com eles em trocas de benefícios. Como o endinheirado moribundo Eldritch Palmer (Jonathan Hyde).

E já que não existe vilão sem herói, nossos salvadores da humanidade são formados inicialmente pelos agentes do CDC. Após serem ignorados por seus superiores o Dr. Ephraim "Eph" Goodweather (Corey Stoll) e a Dra. Nora Martinez (Mia Maestro) resolvem agir por conta própria e dar finalmente dar ouvidos ao vovô que parece saber das coisas o professor Abraham Setrakian (David Bradley).

Ao longo dos episódios unem-se à eles o exterminador de pragas Vasiliy Fet (Kevin Durand ), a hacker arrependida por derrubar toda à internet para os bandidos Dutch (Ruta Gedmintas) e o filho pequeno de Eph, Zach (Ben Hyland).

Também arrependido de ajudar, mesmo que desavisadamente, Gus (Miguel Gomez) segue sua narrativa paralela, ampliando a visão sobre os efeitos do ataque à cidade. Ao mesmo tempo que nos introduz uma nova vertente na história, onde a causa dos vampiros também pode ter dois lados.

Tudo isso abraçando sua censura mais alta, e fazendo bom uso de seu "orçamento de TV". É verdade ainda há algumas máscaras duvidosas, mas os efeitos e maquiagem da epidemia como um todo são bastante convincente. Assim como a fotografia sombria, que parece tornar NY, uma cidade com noites muito mais longas que os dias. De fato eles tiveram um eclipse total durante esta semana de ataque.

Sim a trama toda acontece em cerca de uma semana, embora tanta coisa aconteça que é provável que o expectador se perca no tempo. Principalmente pelo ritmo particular da série, uniforme e sem grandes reviravoltas, embora a trama ainda seja impactante. A sensação é que os episódios foram pensados para assistir de uma vez só em um serviço de streaming, ao invés de uma produção semanal que acredita que você precisa de um gancho para ser atraído na semana seguinte.

É o mistério que segura o expectador nos primeiros episódios de The Strain, enquanto o interesse pelos personagens garantem o interesse na última metade dos 13 episódios. Uma pena que a produção tenha demorado tanto para chegar em território brasileiro, e não tenha recebido devida promoção de seu exibidor. A série que estreou em julho nos EUA, só chegou aqui em janeiro, sem grandes anúncio por parte de seu canal exibidor o FX.

O episódio final de The Strain foi ao ar na última terça-feira (14/04). A segunda temporada já está em produção também terá 13 episódios. Naseada na série literária Trilogia da Escuridão de Hogan e Guillermo del Toro, promete novos personagens e desafios para os heróis que ainda não descobriram que podem estar lutando a guerra de terceiros.

0 comentários:

 
Copyright © 2014 Ah! E por falar nisso... • All Rights Reserved.
Template Design by BTDesigner • Powered by Blogger
back to top