quarta-feira, 29 de abril de 2015

Epidemia no Cinema

Vírus letal transmitido pelo contato se espalha pelo planeta. Enquanto a comunidade médica mundial busca desesperadamente pela cura, a população se desespera. O pânico avança mais rápido que a própria doença e pode ser tão letal quanto a misteriosa doença.

Calma! Você não está lendo, por engano, uma assustadora notícia no site errado. Este ainda é um post sobre cinema.

Filmes sobre uma ameaça misteriosa à saúde humana existem aos montes. Entretanto raramente as obras falam sobre a doença em si. Geralmente trata-se da reação da população de uma cidade, país, do mundo inteiro ou mesmo de um pequeno grupo de pessoas à essa ameaça. Suas atitudes, nobres ou não, em relação à epidemia e a busca pela cura. Alguns se passam no auge da disseminação da infecção, outros no que restou após o caos, em ambos os casos a busca pela cura, ou sobrevivência quando a primeira opção é inalcançável é uma constante. E cada nova epidemia tem seus sintomas e características próprias.

Confira alguns bons filmes sobre doenças altamente infecciosas:

Epidemia (Outbreak, 1995)
Inevitavelmente, graças ao título, é o primeiro que vem a mente. Dirigido por Wolfgang Petersen acompanha a investigação de uma nova doença contagiosa, que mata em pouquíssimo tempo e já dizimou um acampamento militar na África. Dustin Hoffman interpreta o coronel-médico do exército americano, chefe do departamento de pesquisas epidemiológicas, que é inexplicavelmente afastado do caso quando investigava a aparição dos sintomas em uma pequena cidade dos Estados Unidos.

Extermínio (28 Days Later, 2002)
Vírus que transformam as pessoas em monstros, em geral zumbis, são recorrentes no cinema. Em Extermíno, as pessoas apresentam uma patologia inspirada em uma mistura de doenças, especialmente raiva e ebola, entretanto como as vítimas tem fome o público acaba tratando por zumbis mesmo. No filme Danny Boyle Jim (Cillian Murphy), acorda de um coma 28 dias após a infecção começar. E precisa sobreviver sem ter ideia do que acontecera no planeta no tempo em que estivera desacordado. (Sim, é a mesma premissa do início da série The Walking Dead)

Ensaio sobre a cegueira (Blindness, 2008)
Dirigido pelo brasileiro Fernando Meireles, baseado no livro homônimo de José Saramago. Acompanha o início da epidemia de cegueira, e os primeiros pacientes da quarentena, que abandonados à própria sorte, precisam enfrentar a hostilidade desse novo mundo. Situado em uma grande cidade qualquer do mundo, sem dar nomes aos pacientes, ou mesmo uma origem para a doença, o filme trata das pessoas, das dificuldades de uma vida precária e em grupo, onde cada um faz o que é necessário para sobreviver. Leia a resenha.


Eu sou a lenda (I Am Legend, 2007)
Mencionei que a infecção zumbi, ou que transforme os humanos em criaturas similares é uma constante? Aqui eles também fogem do padrão criado por Romero, logo podem ser encarado como outras criaturas. O longa de Francis Lawrence, com Will Smith como único sobrevivente de Nova York, em busca da cura, é a adaptação, mas recente do livro homônimo de Richard Matherson. As outras versões são Mortos que matam (The Last Man on Earth, 1964) e A ultima esperança da Terra (The Omega Man, 1971). Leia a resenha.

Filhos da Esperança (Children of Men, 2006)
O longa de Alfonso Cuarón não trata da epidemia em si, mas do mundo que ela deixou. Sem motivo conhecido as mulheres pararam de engravidar, em 2027 já faz quase 19 anos desde que a última pessoa nasceu. Sem crianças a espécie humana parece fadada à extinção, a falta de esperança se espalha pelo caótico planeta. O filme tem um dos melhores planos-sequencia do cinema.

Fim dos Tempos (The Happening, 2008)
M. Night Shyamalan (O Sexto Sentido), mostra a fuga de uma família durante uma misteriosa epidemia. O fenômeno que “ataca” em questão de minutos e resulta em mortes assustadoras, é o que move o filme. Entretanto é a luta pela sobrevivência de Mark Walberg e companhia que interessa. Caso não tenha ligado no nome ao longa, é aquele filme em que "o vento" é o vilão.

O Enigma de Andrômeda (The Andromeda Strain, 1971)
Baseado no livro O Enigma de Andrômeda, de Michael Crichton. Um satélite artificial cai no Novo México trazendo um microorganismo alienígena que mata toda a população de uma cidade, exceto um bebê e um velho. Correndo contra o tempo uma equipe de cientistas tenta contar a epidemia e encontrar a cura. Leia a resenha.

Os 12 Macacos (Twelve Monkeys, 1995)
Em 2035, 99% da humanidade foi dizimada por um vírus letal. Em uma última medida desesperada um grupo de cientista envia para o ano de 1996 um voluntário (Bruce Willis) que deve descobrir a origem da epidemia, supostamente espalhada pelo misterioso exército dos 12 macacos. Dirigido por Terry Gilliam. Leia a resenha.

Contágio (Contagion, 2011)
O longa de Steven Soderbergh contou com uma divulgação viral na época de seu lançamento. Traz um elenco de estelar divididos entre as vítimas e a comunidade ciêntífica em busca desesperada pela cura de um virus letal de transmissão extremamente rápida. Marion Cotillard, Matt Damon, Laurence Fishburne, Jude Law, Gwyneth Paltrow e Kate Winslet estão no longa.

Estas são as minhas humildes recomendações, para um cardápio variado de epidemias. Quais as suas? E não esqueça do ácool gel!!!

P.S.: Sentiu falta dos zumbis propriamente ditos? Pois os filmes dos mortos andantes são tantos que precisariam de uma lista própria (que talvez eu faça mais tarde). Além disso, em muitas das versões não se tem certeza se se trata de um vírus. Definitivamente este é um assunto para outro post.

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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Doctor Who - fã de carteirinha #4

Admito, em 2015 estou meio negligente com a série Fã de Carteirinha, mas sempre é tempo de me redimir. Ah! E por falar em tempo, lembrei deste vídeo de fã produzido na ocasião do 50º aniversário da série Doctor Who.

Uma animação de Richard Swarbrick ao som de Take On Me, traz cenas marcantes com os doutores 1 à 11. O vídeo foi produzido antes da entrada de Peter Capaldi, atual Doctor, ou da apresentação do Doutor da Guerra de John Hurt.



Doctor Who é transmitida pela BBC, e está disponível no Netflix. A TV Cultura está exibindo todas as temporadas da nova geração da série, de segunda à sexta às 20h, o canal também é a única opção para quem prefere o áudio em português.

Leia mais sobre Doctor Who, ou assista outros Fãs de Carteirinha, ou ainda Fãs de Carteirinha do Doctor Who!
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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Sobre os 50 anos da Globo...

Passei a semana em um dilema: escrever ou não sobre as 5 décadas da Globo? E, se sim, escrever sobre o que? De fato, faz muito tempo que não escrevo sobre TV aberta em geral, e por um simples motivo: tenho cada vez menos tempo e paciência para ela. Com mais canais à disposição, serviço de streaming, não dá para assistir tudo. E quando passei a selecionar o que "dava tempo" de ver a TV aberta saiu perdendo.

Mas é impossível escapar completamente delas, especialmente da gigante do plim-plim. Defeitos e alegações de ódio à parte todo mundo um dia assistiu ou assistirá Globo. Fazer o que?! A maioria da população ainda não tem acesso à TV  paga (que também tem muitos defeitos), e o sinal da Globo aparentemente tem o maior alcance, literal e metaforicamente falando.

Então falemos sobre a aniversariante...

Afinal, ainda assisto um jornal ou outro, dou aquela espiada no Vídeo-Show, e paro para ver aquela cena polêmica de novela que todo mundo está falando. E não há nenhum problema nisso. Afinal não se trata do que se assiste, mas de como se assiste.

Pensar no que está sendo transmitido, seus motivos e implicações. Nisso chego ser exagerada ao ponto de ser irritante (sério! Meu pai manda eu parar de exigir demais.). A Globo seleciona de forma tendenciosa o que transmite? Provavelmente em muitas ocasiões. Manipula as massas? Sim, mas apenas porque as pessoas não aprenderam a pensar no que assistem (seja lá de quem for a culpa!). - Novela é entretenimento, apenas isso! Jornal é autoridade, se está nele é a verdade absoluta! - atire a primeira pedra quem nunca pensou assim, ou conhece alguém que ainda pensa.

Por outro lado, mesmo quem já aprendeu a pensar o que assiste, tendo escolhido ou não abandonar a emissora, começou a pensar TV com ela. Posso afirmar por experiência própria. Aprendi a ouvir histórias com as novelas (sério vi muitas). Comecei a exigir mais, quando tive idade para companhar as minisséries. Houve uma época que séries semanais tinham espaço no canal, e também havia lugar para programação infantil com produtos incríveis como a TV Colosso.

E sim, eles alcançaram um alto padrão de produção mesmo, com programas que não são tão bons. Na humilde opinião desta blogueira, o programa da Regina Casé, é uma bagunça altamente preconceituosa, mesmo assim eles conseguem transmitir muito bem a "diversão do caos". O BBB já deu o que tinha que dar, mas as instalações e o sistema de vigilância são os melhores do mundo. E que beleza é o perfeccionismo nas produções de época.

E claro, que ainda acertam em outros aspectos também. Vez ou outra tentam inovar. Trazer formatos diferentes, que às vezes dão certo. Abrir espaço para discussão de temas polêmicos, mesmo que de forma equivocada. Aí cabe a cada expectador e seus gostos particulares, selecionar o que acompanhar.

E voltamos  a falar do expectador!!! Há quem odeie por motivos políticos e ideológicos. Ou mesmo porque acredite que todos, absolutamente todos que trabalham ali, da estrela da novela à moça da limpeza fazem parte de uma seita satânica (é sério, já ouvi isso). Tem quem concorde com tudo, e acompanhe toda a programação empolgado. E tem aqueles que não tomam partido. Eu admito, que fico em cima do muto, nutrindo uma saudável relação de amor e ódio. A mente está aberta, mas o pensamento crítico afiado (eu acho).

A Globo tem muitos defeitos sim, e também qualidades, características que se alternam ao longo destas 5 décadas. O que a maioria precisa se lembrar, mas parece sempre esquecer, é o seguinte: o poder é do expectador. Veja, analise, selecione! Se não concordar mude de canal ou desligue a TV.

Logo, o resultado deste confuso texto "quase comemorativo" sobre os 50 anos da Rede Globo é: não importa se é um veículo exemplar (não existe isso), ou um mal necessário. A emissora tem sua função, no quadro cultural, social e político do país. E nós expectadores temos a nossa. Então exerça!

Olhe bem, preste atenção, e decida por conta própria o que tem a ver com você!!!

P.S.: Curti mais as comemorações de 35 anos que estas de meia década. Mas isso é assunto para outro post!

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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Vingadores: Era de Ultron

Superar seu bem sucedido antecessor, essa é a provavelmente a tarefa mais difícil de uma sequência cinematográfica de uma franquia de sucesso. Some-se aí, o fato de não apenas ser uma sequencia, mas o ponto culminante de uma fase de universo narrativo criado por vários filmes, e terá o desafio de Vingadores: Era de Ultron.

Ainda limpando a bagunça pós-queda da S.H.I.E.L.D. e tentando manter a paz, encontramos os Vingadores em busca do cetro de Loki, em posse do Barão Von Strucker (Thomas Kretschmann). Com o artefato mágico em mãos Tony Stark (Robert Downey Jr.) vê a oportunidade que faltava para criar a inteligência artificial necessária para elevar o nível de seu exército de robôs e consequentemente a proteção mundial. Ao lado de Bruce Banner (Mark Ruffalo) eles criam Ultron (James Spader). Infelizmente o robô com discernimento próprio, chega à outra conclusão quanto ao caminho para a paz: leia-se a destruição da humanidade.

Logo, o super grupo tem que arrumar a bagunça, além de lidar com as cobaias,agora libertas, de Strucker. Pietro (Aaron Taylor-Johnson, sendo menos heroico com poderes, do que quando era apenas o Kick-Ass) e Wanda (Elizabeth Olsen), tem a "vingança contra um dos Vingadores" (com perdão do trocadilho), como objetivo. Enquanto Mercúrio serve apenas de apoio, são os poderes de manipulação da realidade e percepção da Feiticeira Escarlate que mais somam à narrativa, bagunçando à mente dos protagonistas e ampliando seus dilemas.

O que leva cada um deles a repensar seus motivos e atitudes. E Thor (Chris Hemsworth) à uma rápida investigação própria, que traz o gancho obrigatório para aventuras futuras. O mesmo faz a passagem por Wakanda, uma tímida primeira incursão nas histórias do Pantera Negra.

Parece muita coisa para desenvolver? E realmente é! Com tantos personagens Era de Ultron, não é tão eficiente quanto Os Vingadores ao distribuir o espaço de tela. Assim, enquanto o Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) finalmente tem um arco mais desenvolvido. Apenas um diálogo, explicam as ausências de Pepper Pots e Jane Foster, respectivamente namoradas de Stark e Thor. E a relação entre Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Banner é apresentada de forma  apressada.

Também é corrida, a criação de Ultron. A sensação é que o personagem já nasce com opinião formada, odiando imediatamente seus criadores, em especial Stark. O mais interessante é que a criatura parece ter herdado muito de seu criador, apresentando uma personalidade similar a do Homem de Ferro. Egocêntrico, irônico, com necessidade de platéia e piadinhas mesmo nos momentos mais tensos.

O bom humor aliais continua permeando o longa. Apesar do supra-mencionado "tom mais sombrio" em relação ao primeiro. Sim, a ameaça é maior, o problema mais complexo, até a paleta de cores é mais escura (ainda mais, se atrás das lentes dos óculos 3D), mas os personagens são os mesmos. Cada um deles tem sua forma de encarar o desafio, e o humor faz parte delas.


Tudo isso somado à uma quantidade exuberante de cenas de ação, mais grandiosas e ambiciosas que dos filmes anteriores. Neste aspecto o filme o filme acerta em cheio. Apesar de gigantesca e com muitos personagens envolvidos, em momento algum nos perdemos nas sequências de batalha, em meio a escombros explosões e muitos (muitos mesmo!) robôs. Mas é possível que alguns sintam falta de momentos de respiro. Ou seja, aquelas sequências mais calmas, que preparam para uma grande cena. Tudo é grandioso, todo o tempo!

Vingadores: Era de Ultron, ainda conta com participações especiais de coadjuvantes dos filmes solo dos heróis. Apresenta uma trama mais complexa, que merecia mais alguns minutos. Traz uma escala épica gigantesca para as aventuras dos maiores heróis da terra. E cumpre seu propósito principal entreter. Se não superaram sua primeira aventura, Capitão América (Chris Evans) e companhia ao menos mantiveram o nível de qualidade e diversão alto.

Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron)
EUA - 2015 - 142min
Ação/Aventura


P.S.: Existe uma cena no meio dos créditos, mas nenhuma no final. Pode correr para o banheiro antes do fim.

Leia a resenha de Os Vingadores (2012)  e outros textos sobre o universo Marvel no cinema e na TV.

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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Game of Thrones - guia para idiotas! (4ª temporada)

Páscoa com brindes nerds, a nova série do Demolidor no Netflix, o retorno de Game of Thrones,  trailers de Star Wars - O Despertar da Força e de Batman Vs Superman, a estreia de Vingadores: A Era de Ultron.... ufa! Sou apenas eu, ou é agitação demais para nossos corações nerds. Não sabemos se comemos, dormimos, trabalhamos ou colocamos tudo em dia, o #AbrilNerd está aí!

Nem deu tempo de fazer aquela maratona para relembrar tudo que aconteceu nas temporadas anteriores de  Game of Thrones. Ao menos este último tem uma solução rápida. Relembre em menos de 10 minutos os principais acontecimentos da temporada com o já tradicional Guia para Idiotas do canal ScreenJunkies.


Confira outros Guias para idiotas leigos, leia mais sobre Game of Thrones, e esteja pronto para achar o mês de Maio meio parado. Ou não...

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

The Strain - 1ª temporada

Então, não eram zumbis criados por um vírus alienígena descoberto por experiências nazistas durante a 2ªGM, as criaturas que Chuck Hogan, em parceria Guillermo Del Toro queriam apresentar ao mundo. Mas, sim uma nova versão dos chupadores de sangue mais famosos da mitologia, os vampiros. Ah, e por falar nisso, este é um post de fim de temporada logo, SPOILERS à frente. (Leia uma apresentação da série sem spoilers aqui).
Como todo bom terror este começa com um mistério. Um avião lacrado com 206 mortos e 4 sobreviventes chegando ao aeroporto de NY. No entanto investigação e protocolos de segurança para a situação só duram até afetar os lucros. E toda a comoção é logo deixada de lado apesar dos apelos da equipe do Centro de Controle de Doenças, CDC. Abrindo caminho para o vírus se espalhar.

- Peraí Fabiane, você não falou que se tratava de vampiros? Agora tá falando de vírus? - Sim, se trata dos dois, e é aí que está a novidade na abordagem criada para personagens tão conhecidos. A transformação de humanos em vampiros acontece através da transmissão de um vírus e assim como o Alien de Ridley Scott tem diferentes estágios de desenvolvimento, especialmente em sua anatomia.

Sem dentinhos salientes, os infectados criam tentáculos que saem de sua garganta para absorver as vítimas como sangue-sugas. Nada de poses e capas de Drácula, a aparência é de morto vivo, quase zumbis. Aversão à sal e prata, apego à memória de entes queridos, diferentes estágios de consciência e uma hierarquia própria completam o cânone. Apresentando criaturas tratadas pelos personagens por vampiros, mas que poderiam muito bem ser a origem não apenas dos bebedores de sangue mas da maioria dos monstros de diversas mitologias ao redor do mundo.

Origem sim, pois aos poucos descobrimos que está não é a primeira aparição das criaturas. Sempre à espreita, este é apenas seu primeiro ataque no moderno e cheio de recursos século XXI. Também descobrimos, que há sempre humanos colaborando com eles em trocas de benefícios. Como o endinheirado moribundo Eldritch Palmer (Jonathan Hyde).

E já que não existe vilão sem herói, nossos salvadores da humanidade são formados inicialmente pelos agentes do CDC. Após serem ignorados por seus superiores o Dr. Ephraim "Eph" Goodweather (Corey Stoll) e a Dra. Nora Martinez (Mia Maestro) resolvem agir por conta própria e dar finalmente dar ouvidos ao vovô que parece saber das coisas o professor Abraham Setrakian (David Bradley).

Ao longo dos episódios unem-se à eles o exterminador de pragas Vasiliy Fet (Kevin Durand ), a hacker arrependida por derrubar toda à internet para os bandidos Dutch (Ruta Gedmintas) e o filho pequeno de Eph, Zach (Ben Hyland).

Também arrependido de ajudar, mesmo que desavisadamente, Gus (Miguel Gomez) segue sua narrativa paralela, ampliando a visão sobre os efeitos do ataque à cidade. Ao mesmo tempo que nos introduz uma nova vertente na história, onde a causa dos vampiros também pode ter dois lados.

Tudo isso abraçando sua censura mais alta, e fazendo bom uso de seu "orçamento de TV". É verdade ainda há algumas máscaras duvidosas, mas os efeitos e maquiagem da epidemia como um todo são bastante convincente. Assim como a fotografia sombria, que parece tornar NY, uma cidade com noites muito mais longas que os dias. De fato eles tiveram um eclipse total durante esta semana de ataque.

Sim a trama toda acontece em cerca de uma semana, embora tanta coisa aconteça que é provável que o expectador se perca no tempo. Principalmente pelo ritmo particular da série, uniforme e sem grandes reviravoltas, embora a trama ainda seja impactante. A sensação é que os episódios foram pensados para assistir de uma vez só em um serviço de streaming, ao invés de uma produção semanal que acredita que você precisa de um gancho para ser atraído na semana seguinte.

É o mistério que segura o expectador nos primeiros episódios de The Strain, enquanto o interesse pelos personagens garantem o interesse na última metade dos 13 episódios. Uma pena que a produção tenha demorado tanto para chegar em território brasileiro, e não tenha recebido devida promoção de seu exibidor. A série que estreou em julho nos EUA, só chegou aqui em janeiro, sem grandes anúncio por parte de seu canal exibidor o FX.

O episódio final de The Strain foi ao ar na última terça-feira (14/04). A segunda temporada já está em produção também terá 13 episódios. Naseada na série literária Trilogia da Escuridão de Hogan e Guillermo del Toro, promete novos personagens e desafios para os heróis que ainda não descobriram que podem estar lutando a guerra de terceiros.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Cada um na Sua Casa

Acrescente à sua lista de criatura alienígenas cinematográficas que fizeram contato os Boovs. Atarracados com muitas pernas e fofinhos, são especialistas em fugas pois estão sempre tentando escapar dos terríveis Gorgons (mais uma para a lista). É assim que eles chegam à terra realocando todos os humanos para campos de concentração colônias onde nós simplorias criaturas poderíamos ser mais felizes com a ajuda deste povo evoluído.

Junto com eles vem Oh (Jim 'Sheldon' Parsons), o mais incomum e atrapalhado dos Boovs, que acidentalmente envia a localização de sua nova casa, para todo o universo. Procurado por seus companheiros de espécie, Oh esbarra na única garota humana que ficou para trás. Tip (Rihana) está em busca de sua mãe acompanhada de seu gato, Porquinho.

Entre barganhas e desconfiança a dupla acaba unindo suas jornadas e trabalhando no conflito entre espécies. E consequentemente criando uma relação de amizade. Sim, você já viu enredo parecido em Lilo & Stitch, E.T., além de outras produções menos conhecidas. O enredo é previsível sim, mas bem produzido. O foco na relação entre Tip e Oh, usando toda a trama de invasão como plano de fundo para sua jornada.

De original Cada um na Sua Casa tem sua protagonista. A tradicional garota loirinha é substituída por uma adolescente mestiça, estrangeira e com tanta personalidade quanto cachos em seu, muito realístico, cabelo. Pensando bem a Lilo já fugia dos padrões!

Já os Boovs são visualmente criados para vender bonequinhos, falam "fofamente" errado, tem visual quase idêntico, não entendem muito bem como as coisas funcionam. Eles também não tem muita personalidade ou opinião própria. É claro, Oh é completamente diferente de seus colegas.

É nesses protagonistas simpáticos e no belo design de produção que o filme se garante. As várias músicas de Rihana na trilha, também não devem desagradar. Embora sejam muitas, quatro no total. O elenco ainda conta com Steve Martin e Jennifer Lopez.

Deve agradar bastante os pequenos. Os mais velhos vão ficar entre a constante sensação de deja vu, e a procura de uma ou outra referência à outros filmes de alienígena. Infelizmente nada muito empolgante.

Baseado em um livro homônimo, Cada um na Sua Casa é uma produção caprichada, mas não alcança a originalidade dos melhores trabalhos da DreamWorks Animation. Assumindo que "cada um tem o seu público" e o deles é a criançada, acaba esquecendo daqueles que levam os pequenos ao cinema. No entanto, não sei se isso é exatamente um defeito.

Cada um na Sua Casa (Home)
EUA - 2015 - 99min
Animação/Aventura


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domingo, 12 de abril de 2015

Game of Thrones: fã de carteirinha#22

Já terminou a maratona de Demolidor no Netflix? Se não, apresse-se, pois este fim de semana está recheado para serie maníacos. A quinta temporada de Game of Thrones volta hoje! Como sempre com transmissão simultânea à exibição "estadunidense" na HBO.

Para você já ir se preparando para fortes emoções, segue a animação de Baptiste Pagani (BlackMeals’s Production) que traz cenas icônicas das temporadas anteriores.

Game Of Thrones, an animated journey - #gotseason5 is coming from BlackMeal on Vimeo.

Veja mais posts da série Fã de Carteirinha, ou leia mais sobre Game of Thrones.

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Demolidor - O Homem Sem Medo, "Trailer Honesto"

É hoje! Finalmente chega ao Netflix, sua série original do Demolidor em parceria com a Marvel. E vem com aquela que para muitos é a maior qualidade do serviço de streaming, completa. Todos os 13 episódios disponíveis para você fazer aquela maratona no fim de semana.

Mas antes de depositar todas as esperanças na nova produção da Marvel, que tal baixar as expectativas relembrando tudo que esta nova série não deve ser? É claro que estou falando da versão cinematográfica de Ben Afleck Batfleck para Matt Murdock.

Calma, não tô de zueira! É que como "trailer honesto" do canal Screen Junkies a produção fica muito mais divertida. E convenhamos, é difícil produzir coisa pior que essa!



Charlie Cox (Demolidor/Matt Murdock), Vicent D'Onofrio (Rei do Crime), Deborah Ann Woll (Karen Page), Rosario Dawson (Claire Temple), Elden Henson (Foggy Nelson) e Ayelet Zurer (Vanessa Fisk) estão no elenco de Demolidor. A série faz parte do universo compartilhado da Marvel. Boa Maratona!

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quarta-feira, 8 de abril de 2015

O Estranho Caso do Yoda de Origami

Então um belo dia aquele carinha da escola que todos acham esquisito aparece com um dedoche de Yoda (sim, o mestre Jedi) feito de origami. À distribuir conselhos o boneco começa. Inicialmente a maioria soa apenas absurdamente bobo. Mas muitos deles funcionam de uma maneira torta imprevisível e absurda.

Logo Tommy decide fazer um relatório, analisar casos e histórias envolvendo o boneco para finalmente descobrir se aquele pedaço de papel amassado possui ou não "a força" Simples assim o enredo de Estranho Caso do Yoda de Origami é!

Dividido em relatórios com ilustrações feitas por um dos colegas de classe de Tommy (leia-se desenho de criança). O "arquivo Yoda" (não usam este nome, mas bem que poderia), relata caso à caso, as situações em que cada conselho do boneco criado por Doug, fora proferido, e suas posteriores consequências. Geralmente narrado pela pessoa "aconselhada" ou uma testemunha ocular.

Não é surpresa, a linguagem é simples e clara. Afinal são pré adolescentes contando uns para os outros seus dilemas. O autor Tom Angelberguer, consegue simular com sucesso o estilo de conversas entre crianças desta idade. Assim como selecionar seus problemas "épicos" como constrangedoras manchas em roupas, testes surpresas e a incapacidade de se guardar segredos entre colegas de escola.

Todos grandes dilemas pelos quais você, adulto, provavelmente já passou um dia. E adoraria, que fossem seus únicos grandes dilemas hoje em dia. Isso somado à escolha do McGuffin, um ícone de ficção científica dos anos 80, nos faz pensar: seria O Estranho Caso do Yoda de Origami realmente um livro para crianças? Ou uma fuga nostálgica para adultos?

Sim é um livro para crianças,em uma idade bem específica, a entrada da adolescência. Embora possa ser tranquilamente apreciado por seus pais. Quando à escolha de Yoda, e não um ícone do momento entre a garotada, pode soar meio deslocado. Entretanto, se você conhece a função de um McGuffin (descubra aqui), logo percebe, as crianças não vão estranhá-lo. E o fato de ser um ícone nerd, também faz parte da construção de Doug, o "esquisito" da sala.

Além disso, nunca houve época melhor para ser nerd. E enquanto os alunos do colégio Williams, não chegam à uma conclusão definitiva, mas começam a compreender um pouquinho mais do mundo dos adolescentes, e as vantagens de ter amigos diferentes, por mais que estranhos. Os pequenos leitores do lado de cá das páginas, também aprendem tudo isso. E como bônus podem descobrir uma nova referência muito útil. Afinal, a franquia Star Wars está de volta, com mais força do que nunca.

O Estranho Caso do Yoda de Origami (The Strange Case of Origami Yoda)
Tom Angleberger
Sextante


P.S.: Após este livro ler, muito difícil é, à falar tudo ao contrário evitar.
P.S.2: Traz instruções para fazer seu próprio Yoda de origami.

O Estranho Caso do Yoda de Origami foi um achado da Bienal do Livro de 2011.

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segunda-feira, 6 de abril de 2015

Insurgente

Para quem já achava meio ser implausível uma sociedade não apenas dominada por rótulos, mas completamente definida por eles, apresentada em Divergente, é decepcionante descobrir que Insurgente não ajuda em nada para tornar este universo mais plausível. Nesta segunda aventura Tris (Shailene Woodley), Quatro (Theo James) e cia, são fugitivos sem facção procurada por rocurados por Jeanine Matthews (Kate Winslet), líder da Erudição.

Jeanine por sua vez, se empenha além da busca por revoltosos, em uma caça à divergentes para servir de cobaia. A experiência consiste em abrir um misterioso artefato com instruções dos fundadores da cidade. Ganha uma cena de ação absurda, quem adivinhar qual dos divergentes é o candidato perfeito para o experimento! Nesse meio tempo descobrimos que os sem facção, também tem uma líder (Naomi Watts), que tem seu plano próprio.

Trama aparentemente complicada e cheia de facetas, mas na verdade um emaranhados de clichês, diálogos funcionais e soluções que não fazem muito sentido após segundos de reflexão. Um exemplo é violenta sequencia de luta no trem onde os protagonistas são quase mortos, antes de Quatro revelar uma informação que não apenas cessa, mas poderia ter evitado a briga desde o principio. Não fique irritado provavelmente alguém próximo, ou mesmo você vai quebrar o silêncio da sala escura para perguntar: Porque diabos ele não fez isso antes?

Se tem como mérito trazer mulheres em papéis dominantes, além de Woodley, Winslet e Watts, também descobrimos Octavia Spencer em ponta de luxo como líder de Amizade. O filme peca em não oferecer profundidade à seus personagens, especialmente com tão boas atrizes à disposição. Assim, temos uma Jeanine uma vilã cruel que parece não compreender completamente as nuances do mundo que controla.

Tris até ensaia um conflito interno, já que se sente culpada pelas mortes dos longas anteriores. Mas o previsível conflito se perde em meio à correria de uma produção que privilegia a ação. Outro ponto questionável é a mudança de visual da protagonista, que alega querer mudar alguma coisa. Não faço idéia do visual da Tris dos livors, mas se na abnegação os cabelos vivam presos, e preocupação com o visual não era uma prioridade ostentar uma bela cabeleira (de preferência ao vento cinematográfico) soa muito mais como uma novidade, que o corte joãozinho.

A escolha na verdade foi uma "proposta" de Shailene Woodley, que justificou como crescimento de personagem, mas na verdade não estava disposta a realizar cenas de ação com perucas. O resultado é uma inevitável relação com A Culpa é das Estrelas. O filme anterior para o qual a atriz assumiu o corte, e que também traz Ansel Elgort no elenco. Aliais, é piada que vem  mente é que Caleb, manca mais neste filme de ação, que no romance onde tem uma perna mecânica.

De volta à Insurgente, mas ainda falando dos personagens masculinos. Enquanto o inexpressivo Caleb tem comportamento inconsistente, o teimoso Quatro é apenas o namorado acessório mal-humorado. Sobra espaço para Miles Teller, e seu irritante Peter chamarem atenção. Traicoeiro, e sempre buscando vantagem o personagem é o dono das mais bem humoradas sequencias.

As sequencias de ação, são bem produzidas e devem agradar. Entretanto não vão desviar os mais atentos para novas perguntas somadas às já inúmeras levantadas pelo longa anterior. Que vão desde: Como pode ser uma boa ideia se esconder entre os moradores da Franqueza? Quando a Tris fez outra tautagem? De onde veio e porque não era usado o moderno aparelho portátil que não apenas identifica divergentes, mas aponta a porcentagem de sua divergência? Passando pelas escolhas dos personagens, até tal da caixa misteriosa. E sua mensagem deus ex machina capaz de terminar guerras, apesar de muito questionável.

Com já fraca mensagem, de que rotular pessoas não é a melhor forma de administrar uma sociedade perdida, no meio de muita ação e perguntas demais para ignorar. Insurgente perde seus poucos méritos de fazer novas gerações, pensarem sobre quem são em sociedade. Ao mesmo tempo que abandona o expectador com um desfecho que, embora encerre um arco neste "filme do meio" (coisa rara em franquias), é altamente frustante. Resta saber se vale apena esperar por um desfecho que salve a franquia, ou é melhor desistir por aqui mesmo.

Insurgente (Insurgent)
EUA - 2015 - 119min
Ação / Ficção científica


Leia a crítica de Divergente

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