segunda-feira, 23 de março de 2015

Cinderela

Era uma vez o conto de fadas mais recontado e adaptado da história. Sua popularidade é tamanha que virou uma expressão: tem uma "história de Cinderela" quem saiu das cinzas para vencer na vida. No entanto nenhuma das versões é mais presente no imaginário coletivo que a adaptação animada de 1951 dos estúdios Disney.

Seis décadas mais tarde e o estúdio do camundongo entrega uma nova versão clássica do conto da gata borralheira. Desta vez com um elenco de carne e osso. Caso você tenha passado toda sua vida trancado em um sótão, eis a sinopse.

Ella (Lily James), teve uma infância dourada, e mesmo após a morte de sua mãe (Hayley 'Agente Carter' Atwell) continuou fiel ao seu lema: "seja corajosa e gentil". A vida feliz da moça termina quando seu pai morre logo após se casar com Lady Tremaine (Cate Blanchett). A madrasta má, que agora tem um nome, e suas filhas não demoram para transformar a mocinha em servente. É claro, mais tarde ela é recompensada por sua coragem e gentileza, com uma Fada Madrinha (Helena Bonham Carter), mágica, um baile e um príncipe (Richard Madden, o Robb Stark de Game of Thrones).

Já que é inevitável comparar as versões, as diferenças começam pela introdução, que desenvolve melhor a infância de Ella. Existe até espaço para explicar a alcunha de Cinderela. Menos passiva (mas não muito) a gata borralheira corre para a floresta em desespero ao perceber que foi transformada em escrava e perdera até o nome para Tremaine e suas filhas.

É assim que ela conhece o príncipe e o encantamento é mutuo. O encontro dá mais profundidade ao romance, e personalidade ao príncipe, que tem questionamentos quanto à obrigatoriedade de um casamento arranjado.


Outra quem tem suas motivações melhor desenvolvidas é a Madrasta, uma mulher amargurada pela vida. Tudo enfatizado pela brilhante atuação de Cate Blanchet, claramente se divertindo com a liberdade de caras e bocas de uma "bruxa má". 

Mas não se engane, a pesar de caricato o filme não traz os exageros de uma animação, nem mesmo é um musical. Anastácia e Drizela (sim, elas mantém os nomes da animação) são caricaturas sim, mas de pessoas reais. Já as disputas entre o gato Lúcifer e os ratinhos Tatá e Jack são apenas insinuadas. Assim como trechos das trilha sonora, cenários, figurinos e até falas do filme de 51 ganham referências curiosas, aqui e ali, para agradar os fãs atentos.

Diferente das mais recente adaptação do estúdio Malévola, que abusa dos efeitos especiais e dá um novo ponto de vista para a história da Bela Adormecida. Cinderela faz bom uso da ingenuidade e simplicidade do original. O diretor Kenneth Branagh opta por muitos efeitos práticos e cor, para criar o universo de Cinderela. Sabiamente guardando a "magia" dos efeitos especiais para os momentos "mágicos" do longa, a transformação, o baile e o posterior retorno à vida normal. Escolha que os torna espetaculares.

E por falar em "Bibbidi Bobbidi Boo" Helena Bonham Carter, como fada madrinha é outra escolha acertada do elenco. Seu estilo excêntrico (mas nada sombrio, desta vez, a não ser pela maquiagem, talvez) cria uma fada madrinha um tanto quanto louca, avoada, e muito divertida. É ela também que faz um excelente trabalho narrando a história.

A única grande reclamação de muitos é a postura de mocinha em perigo da protagonista, oposta as aclamadas princesas recentes do estúdio Elza, Anna e Merida. Mas convenhamos, tal ajuste alteraria e muito o conto de fadas mais conhecido do planeta. Além disso também existe força na persistência e na fidelidade à seus ideais. Isto, Cinderela tem de sobra! Bem como charme e encantamento para agradar diversas gerações.

Cinderela (Cinderella
EUA - 2015 - 104min
Fantasia/romance

P.S.: As sessões de Cinderela vem acompanhada do curta Frozen: Febre Congelante leia mais sobre ele no blog.

1 comentários:

Itzel Aguilar disse...

O meu favorito é a versão animada, mas isso é muito bom. Assim que eu vi na HBO (http://www.hbomax.tv/programacion.aspx) e eu não fiquei desapontado. Talvez eu não estou convencido como Richard Prince, mas a partir daí em diante tem grande qualidade na produção.

 
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