quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Constantine - 1ª temporada

O piloto decepcionou, os episódios seguintes, apesar de bem feitos não empolgaram. Mas, com o tempo, Constantine, série de TV baseada na nos quadrinhos da série Hellblazer da Vertigo (selo da DC), melhorou. Infelizmente à esta altura sua temporada já havia sido reduzida para 13 episódios, e a ameaça de cancelamento já estava no ar.


E assim terminou a primeira temporada de Constantine. Muito melhor do que começou mas, com um final indefinido, e sem notícias quanto à sobrevivência da série. Mas antes, vamos às melhorias...

Esta primeira não tinha jeito! Era mesmo necessário tempo para conhecermos os outros personagens. E com o passar dos episódios, Zed (Angélica Celaya) deixa de ser apenas "a personagem" não iniciada no tema que ajuda a informar os expectadores, para desenvolver seu próprio arco. Descobrimos que além de ser perseguida por pessoas que desejam fazer mal uso de seu dom, a moça tem de lidar com a possibilidade destes mesmos poderes serem resultado de um tumor no cérebro.

Finalmente compreendemos a condição de Chas (Charles Halford). De longe o personagem mais interessante, emboraainda mal aproveitado. E mesmo o apático, anjo Manny (Harold Perrineau,Lost) começa a mostrar alguma personalidade, por trás das estranhas intenções supostamente celestiais.

Contudo as maiores melhorias são no próprio Constantine. Já que seu intérprete Matt Ryan parece aos poucos estar compreendendo melhor o timing sarcástico do anti-herói dos quadrinhos. Os produtores por sua vez deram um jeito de mostrar um pouco mais os vícios do protagonista. Com a série transmitida na TV aberta, o personagem não podia fumar (normas "estadunidenses"), mas ao final da temporada exibia aos montes cigarros sendo acessos e apagados, embora raramente na boca.


Tudo isso desenvolvendo uma trama de fundo por trás dos procedurais episódios "do demônio da semana". O único problema? Os temas abordados pela série estão saturados pelo excesso de séries sobrenaturais em exibição. Se é fã do gênero, a sensação de já ter visto isso antes, é inevitável. Especialmente diante de sua "misteriosa" conspiração apocalíptica.

Apenas por sua evolução e melhora na narrativa, Constantine merece uma segunda chance. Isto é, na opinião de uma expectadora de TV, não posso defender o produto como adaptação, pois não acompanho os quadrinhos. Como série, acho que ela precisa apenas de uma emissora como a HBO, ou mesmo o Netflix, que ofereça a liberdade que a série precisa para acertar o tom sombrio.

Exorcista, demonologista e mestre das artes ocultas, John Constantine protege a humanidade das forças sobrenaturais, ao mesmo tempo que luta com seus próprios demônios (internos e externos). a primeira temporada teve apenas 13 episódios (foi encurtada diante da baixa audiência), e o último capítulo foi ao ar na última sexta-feira (20/02), no canal Space.


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