sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Marvel's Agent Carter - 1ª temporada

Segundo muitos viciados em séries, quanto menor a temporada, maior a qualidade e o consequente gostinho de "quero mais". Como lidar então com Agent Carter que teve apenas 8 episódios para apresentar a primeira protagonista das produções da Marvel?


Peggy Carter (Hayley Atwell) durante a Segunda Gerra Mundial, era o braço direito/confidente/interesse romântico de ninguém menos que Steve Rogers, o Capitão América. Mas, o bom moço desapareceu, a guerra acabou, e os soldados voltaram para casa para retomar os cargos que as mulheres precisaram assumir em sua ausência.

Assim, apesar do currículo invejável, Peggy oficialmente agente da SSR (Reserva Científica Estratégica), só consegue missões para atender telefonemas e pegar cafezinho. Logo, é claro que a moça não hesita em virar uma agente dupla quando Howard Stark (Dominic Cooper, em participações especiais), acusado de deixar suas invenções "vazarem" para o mercado negro, pede ajuda da moça para provar sua inocência e recuperar suas traquitanas perigosas. Deixando como contato/apoio seu mordomo Edwin Jarvis (James d'Arcy).

Além de solucionar o caso, provar sua competência, e não morrer no processo, Peggy ainda precisa superar a perda de Rogers. Provavelmente a tarefa mais difícil das que enfrenta, seja por ser tratada pelos colegas como a "mocinha do Capitão". Ou pelas constantes referências ao herói como a rádio-novela (tradicional soap-opera, com direito marca de sabonete patrocinando), onde ele se aventura ao lado da frágil mocinha Betty Carver.

Tudo isso em apenas 8 episódios que estão recheados de referências ao universo Marvel. Desde a apresentação do próprio Jarvis, que serviu de base para o sistema operacional usado pelo Homem de Ferro, passando por personagens que retornam de O Primeiro Vingador, a participação obrigatória de Stan Lee, até a possível base de treinamento da Viúva Negra. Apesar disso não é preciso ser um expert em HQs para acompanhar a série.
Participação de Stan Lee: confere! Referência a Tony Stark: confere!
As referências são muitas sim, mas são apenas para agradar os fãs. Os não iniciados podem acompanhar um programa com uma ótima trama de espionagem no auge da guerra fria. Organizações secretas, gadgets impossíveis e planos intrincados, orquestrados por vilões com habilidades únicas. Enquanto acompanha a divertida e incomum relação entre a desvalorizada super-agente, e o mordomo britânico afetado.

E por falar na protagonista, vê-la usar o preconceito da época a seu favor é um dos pontos altos da trama. Afinal quem vai desconfiar de uma "frágil e incompetente" mulher? Mérito da intérprete Hayley Atwell.

Outro ponto alto, é a bem construída atmosfera da época. Passada em 1946, a série acerta nos cenários bem construídos e presente no imaginário coletivo da época como o típico dinner onde trabalha a aspirante a atriz, amiga de carter, Angie Martinelli (Lyndsy Fonseca). Ou a sede secreta da SSR, elegantemente disfarçada de agência telefônica. O figurino também acompanha em qualidade, e exalta a feminilidade e a força da protagonista, sem destoar da época. É gratificante descobrir na silhueta de Carter uma autêntica bombshell, e não as tradicionais heroínas modelos sem curvas do cinema atual (prestem atenção pessoal responsável pela Mulher Maravilha!).

Enver Gojkaj,  Chad Michael Murray e Shea Whigham completam o elenco.
Ainda sem confirmação de segunda temporada a temporada termina com um final melancólico, porém necessário: Peggy precisa seguir em frente. E apesar de funcionar bem como série independente, está bem inserida no universo que a Marvel vem desenvolvendo no cinema e na TV. O resultado e o tal gostinho de "quero mais". Querer assisistir como Carter se tornou uma das veneradas fundadoras da S.H.I.E.L.D. Ou como a SPOILER - infiltração da Hydra passou despercebida - FIM DO SPOILER. Caso seja "Marvel Maníaco", ou simplesmente descobrir quais seus próximos passos, caso seja não iniciado.

Em apenas 8 episódios, Agent Carter provou que há espaço e histórias de qualidade a serem contadas com protagonistas femininas dos quadrinhos. Com potencial comprovado, agora é esperar que novas histórias e heroínas invadam nossas telas!

Leia mais sobre:
Agente Carter
Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D
Capitão América - O Primeiro Vingador - O Soldado Invernal

Leia Mais ››

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Constantine - 1ª temporada

O piloto decepcionou, os episódios seguintes, apesar de bem feitos não empolgaram. Mas, com o tempo, Constantine, série de TV baseada na nos quadrinhos da série Hellblazer da Vertigo (selo da DC), melhorou. Infelizmente à esta altura sua temporada já havia sido reduzida para 13 episódios, e a ameaça de cancelamento já estava no ar.


E assim terminou a primeira temporada de Constantine. Muito melhor do que começou mas, com um final indefinido, e sem notícias quanto à sobrevivência da série. Mas antes, vamos às melhorias...

Esta primeira não tinha jeito! Era mesmo necessário tempo para conhecermos os outros personagens. E com o passar dos episódios, Zed (Angélica Celaya) deixa de ser apenas "a personagem" não iniciada no tema que ajuda a informar os expectadores, para desenvolver seu próprio arco. Descobrimos que além de ser perseguida por pessoas que desejam fazer mal uso de seu dom, a moça tem de lidar com a possibilidade destes mesmos poderes serem resultado de um tumor no cérebro.

Finalmente compreendemos a condição de Chas (Charles Halford). De longe o personagem mais interessante, emboraainda mal aproveitado. E mesmo o apático, anjo Manny (Harold Perrineau,Lost) começa a mostrar alguma personalidade, por trás das estranhas intenções supostamente celestiais.

Contudo as maiores melhorias são no próprio Constantine. Já que seu intérprete Matt Ryan parece aos poucos estar compreendendo melhor o timing sarcástico do anti-herói dos quadrinhos. Os produtores por sua vez deram um jeito de mostrar um pouco mais os vícios do protagonista. Com a série transmitida na TV aberta, o personagem não podia fumar (normas "estadunidenses"), mas ao final da temporada exibia aos montes cigarros sendo acessos e apagados, embora raramente na boca.


Tudo isso desenvolvendo uma trama de fundo por trás dos procedurais episódios "do demônio da semana". O único problema? Os temas abordados pela série estão saturados pelo excesso de séries sobrenaturais em exibição. Se é fã do gênero, a sensação de já ter visto isso antes, é inevitável. Especialmente diante de sua "misteriosa" conspiração apocalíptica.

Apenas por sua evolução e melhora na narrativa, Constantine merece uma segunda chance. Isto é, na opinião de uma expectadora de TV, não posso defender o produto como adaptação, pois não acompanho os quadrinhos. Como série, acho que ela precisa apenas de uma emissora como a HBO, ou mesmo o Netflix, que ofereça a liberdade que a série precisa para acertar o tom sombrio.

Exorcista, demonologista e mestre das artes ocultas, John Constantine protege a humanidade das forças sobrenaturais, ao mesmo tempo que luta com seus próprios demônios (internos e externos). a primeira temporada teve apenas 13 episódios (foi encurtada diante da baixa audiência), e o último capítulo foi ao ar na última sexta-feira (20/02), no canal Space.


Leia Mais ››

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Oscar 2015

Então você acredita que tendo assistido à mais concorrentes este ano, suas chances no bolão aumentariam, certo? Errado! Minha pontuação no no Bolão anual do DVD, Sofá e Pipoca, não foi muito bonita, mas não é a primeira vez. também não é a primeira vez que fofocamos comentamos o a cerimônia por lá. Se você perdeu, não deixe de dar um replay em nossos comentários.

E o que tinha para comentar? Muita coisa...

A começar pelo esforço de Neil Patrick Harrys. O ator, cantor e comediante não superou os compartilhamentos da selfie de Ellen Degeneres ano passado, mas protagonizou momentos  interessantes, e teve quase todas as piadas compreendidas pela platéia. A começar pelo número musical que uniu clássicos do cinema, os concorrentes, humor e mágica, com participação de Anna Kendrick e Jack Black.


Passando pela caminhada de cueca de Birdman, com sonoplastia de Wiplash.



Com piadinhas sobre as injustiças e os esquecidos do oscar mais branco dos últimos tempos. Até a piada da mala com palpites, que apesar do esforço de Octavia Spencer, a voluntária intimada da platéia, não funcionou.

Reparou que eu pulei os comentários do tapete vermelho? Na verdade fizemos comentários, principalmente sobre alguns modelitos sem graça mais sóbrios das moças. Só quando quando ouvimos o discurso da vitória de Patricia Arquete (super aplaudido por Meryl Streep) que compreendemos. Os modelitos preto e branco sem brilhos e exageros, eram parte de uma campanha orquestrada por atrizes de Hollywood.

A #AskHerMore ("pergunte mais a ela") que visava estimular os repórteres fazer perguntas melhores às atrizes. Geralmente o tema é cabelo, e maquiagem, em algumas premiações tem até câmera exclusiva para unhas e anéis. Alais a campanha estava rolando durante todo o período de premiações (corre para rever os vestidos das moças nos outros prêmios). Além de apontar para o machismo das premiações com poucas indicações para o trabalho feminino, a não ser nas categorias de atuação.

E embora alguns critiquem a cena de Arquete pedindo para uma platéia a gays e negros por melhores condições de trabalho (eu juro que li esse comentário no Tumblr). Realmente percebemos que durante o tapete vermelho, não prestamos atenção nas entrevistas das moças, e desatamos a falar de seu visual. Porque? Oras, inconscientemente já sabemos que as perguntas vão ser sobre cabelo, maquiagem, maternidade...

Outros discursos interessantes, foram do roteirista de O Jogo da Imitação, sobre aceitar a si mesmo, aos outros e suas diferenças. E a resposta de Alejandro Iñárritu ao comentário xenofóbico de Sean Pen ao entregar o prêmio de melhor filme. O comentário provavelmente já estava no discurso do diretor de Birdman mas ficou mais, legal depois da piadinha de Pen.

De volta à futilidade premiação, a apresentação da música canção Everything Is Awesome de Uma Aventura Lego deu Oscars feitos de lego, para a platéia. Uma pena que Leonardo DiCaprio e Johnny Depp não estavam lá, para finalmente conseguirem um, mesmo sendo de plástico.

Já Lady Gaga descobriu um jeito de deixar a plateia mais chocada do que nunca. Ela fez uma ótima, honrosa e pasmem, normal para a celebração dos 50 anos de A Noviça Rebelde. Pegando de surpresa todos que estavam apavorados com a possibilidade da moça estragar as canções do filme do coração. Segue o vídeo, meio podre, mas é do canal do Oscar, então não vai sair do ar.



A melhor piada da noite foi a presença de Glon Gazingo e Adele Dazin. Se você perdeu o Oscar ano passado porque depende da Globo para assistir, eu explico. Indina Menzel, intérprete da canção vencedora do ano passado Let it Go (famosinha essa, você já deve ter escutado), foi apresentada por John Travolta que doidão chamou uma tal de Adele Dazin para cantar. Esse ano a moça entrou no palco, entusiastas acharam que ouviriam a música de Frozen outra vez, mas ela só chamou Travolta para ajudá-la à apresentar um prêmio. Glon Gazingo entrou no palco mas ficou com medo de errar os nomes novamente e Dazin teve de falar todos.

Quanto às premiações, algumas surpresas bagunçaram a contagem do bolão. Como a Disney fazer uma inesperada dobradinha na animação, com Operação Big Hero e Feast. Ou Boyhood sair quase sem nada. Mas no geral, o pessoal acertou os palpites, o que é nossa prova cientifica blogueira de que a premiação foi previsível. Mas não foi chata!

E eu consegui! Fiz um post inteiro sobre uma premiação sem reclamar dos comentaristas, da tradução simultânea, ou da meia transmissão da Globo.... ops! Acabei falando. Melhor parar por aqui, até o Oscar 2016!!!

Confira meus péssimos palpites, leia mais sobre o Oscar, ou descubra como foram nossos comentários ao vivo.

Leia Mais ››

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Bolão do Oscar 2015

Não é que esse ano eu assisti muito mais indicados que em qualquer ano anterior!?! Se isso vai me ajudar a controlar os palpites nada ortodoxos e ganhar o anual bolão/postagem coletiva do blog parceiro DVD, Sofá e Pipoca, não posso afirmar.

Mas admito não ligo muito para ganhar, afinal o objetivo da brincadeira é estimular a discussão! Ah! e por falar nisso, todo mundo pode participar, descubra como.

Melhor filme - Birdman
Adorei ex-super-herói decadente, mas meu queridinho mesmo é O grande hotel Budapeste.

Melhor diretor - Richard Linklater - Boyhood
Sim, melhor filme  para um, diretor para outro. Pois acho que a academia vai ficar na dúvida e dividir os prêmios igual ano passado.

Melhor ator - Eddie Redmayne - A teoria de tudo
Disputa acirrada apostando minhas fichas no esforço físico, sempre valorizado entre os votantes.

Melhor ator coadjuvante - Edward Norton - Birdman
Chutando no ator surtado do método vivendo um ator surtado do método. Espera isso é atuação ou é ser ele mesmo?

Melhor atriz - Rosamund Pike - Garota exemplar
É aqui que eu começo a perder o bolão, pois vou votar para quem estou torcendo, apesar de saber que deve ficar para a Felicity Jones (A teoria de tudo) ou a Julianne Moore (Para sempre Alice).

Melhor atriz coadjuvante - Patricia Arquette - Boyhood
Segurar um filme por 12, com crianças instáveis, não deve ser moleza.

Melhor filme em língua estrangeira - Relatos selvagens (Argentina)
Admito, foi o único que eu vi. Mas é bom!

Melhor documentário - O sal da terra
Sebastião Salgado quem não confia?

Melhor documentário em curta-metragem - Crisis Hotline: Veterans Press 1
Tradicionalmente votando naquele com nome mais legal.

Melhor animação - Operação Big Hero
Provavelmente The Tale of the Princess Kaguya vai ganhar, mas cadê Uma Aventura Lego??/

Melhor animação em curta-metragem - The dam keeper
Chute descarado da vez!

Melhor curta-metragem em 'live-action' - Boogaloo and Graham
Segundo chute descarado da vez!

Melhor roteiro original - Wes Anderson e Hugo Guinness - O grande hotel Budapeste
Ainda apostando na posição em cima do muro da Academia, estilo "bora dar um para cada!"

Melhor roteiro adaptado - Anthony McCarten - A teoria de tudo
Sei lá! o Jogo da Imitação também é uma aposta.

Melhor fotografia - Emmanuel Lubezki - Birdman
Planos sequencia, infinitos que desafiam tempo e espaço. Não deve ser fácil manter um visual coerente.

Melhor edição - Sandra Adair  - Boyhood
12 anos para editar!!!

Melhor design de produção - O grande hotel Budapeste
Dispensa explicações.

Melhores efeitos visuais - Guardiões da Galáxia - Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould 
Voto com bastante dúvida, pois "Interestelar" criou uns conceitos visuais incríveis para toda aquela teoria que fingimos entender.

Melhor figurino - Colleen Atwood - Caminhos da Floresta
Também adorei os de Malévola, mas...

Melhor maquiagem e cabelo - Elizabeth Yianni-Georgiou e David White - Guardiões da Galáxia
Desculpa nariz horrendo do Steve Carrel, mas nesse filme tem gente azul, roxa, verde, de cor nomal....

Melhor trilha sonora - Alexandre Desplat - O grande hotel Budapeste
O cara está concorrendo pelo O jogo da imitação também, será que perde?!

Melhor canção - "Everything is awesome", de Shawn Patterson - Uma aventura Lego
Vai dizer que essa música não é incrível! hehehe

Melhor edição de som - Richard King -  Interestelar
Porque o som não se propaga no espaço.

Melhor mixagem de som -Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten - Interestelar
Idem ao anterior.

Minha sorte está lançada! Agora é esperar pela premiação no próximo domingo (22/02), que será exibida pela TNT desde o tapete vermelho. E a partir da metade pela Globo. Enquanto isso, que tal ver como eu erei à beça nos bolões dos últimos anos!

Leia Mais ››

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Corações de Ferro

Se você já viu tantos filme sobre a Segunda Guerra Mundial, que desconfia que não há mais ângulos inéditos a serem explorados, fique sabendo: você está enganado. É de dentro do tanque chamado Fury (título original da produção), que observamos as semanas seguintes ao "fim da guerra", quando ainda haviam muitos soldados nazistas lutando pela causa perdida, em todo território alemão.

O novato Norman (Logan Lerman), é designado a substituir um dos membros da equipe do Sargento Wardaddy (Brad Pitt), que literalmente habita o tanque de guerra. Contando com Boyd "Bible" (Shia LaBeouf), Trini "Gordo" (Michael Peña) e Grady "Coon-Ass" (Jon Bernthal, o Shane de The Walking Dead) a equipe geralmente está em menor número. Mesmo nas raras ocasiões em que conseguem trabalhar com outras equipes.

Além dos soldados nazistas, o grupo aliado ainda precisa lidar, com uma terra devastada, com poucos recursos, cidadãos perdidos e apavorados, e lama. Muita lama. Logo não é na luta entre os mocinhos aliados e os bandidos nazi que a trama se focam, mas nas dificuldades psicológicas criadas por viver os horrores da guerra.

Enquanto Normam segue a típica jornada de perda da ingenuidade para sobreviver na batalha. Tentamos entender como cada um dos outros já perturbados modificados pela guerra lida com o stress do "dia-a-dia". Seja pela religião, pelos poucos momentos de refresco (leia-se mulheres e bebidas), ou mesmo pela determinação desmedida, que pode levar a atitudes desnecessárias. Tudo pela pátria.

Ações e emoções amplificadas pelo ambiente claustrofóbico do tanque, substituídos apenas pela desolação e morte do lado de fora. Tudo é cinza e marrom, há corpos por todo o lado, as batalhas são sangrentas e estrondosas. Uma ambientação perfeita e bem construída para servir à história.

Mas nada disso funcionaria, não fosse a atuação competente e equilibrada do elenco. Os destaques ficam com Pitt, com uma atuação sóbria e sem exageros ou maneirismos. Assim como Shia LaBeouf, mais esforçado que em atuações anteriores, e consequentemente alcançando melhor resultado. Já Lerman pode não escapar com sua cara de novato ingênuo, mas ao menos mostra que se sai bem em produções completamente distintas.

Incomoda apenas* sensação de não ter início ou fim, jomos jogados em meio ao campo de batalha, junto com o jovem Norman, sem grandes formalidades e de lá retirados sem muitas explicações posteriores. De fato nem mesmo o personagem de Lermam é apresentado tradicionalmente. É aos poucos que vamos entendendo quem é quem naquele claustrofóbico tanque. Pensando melhor, talvez a desorientação seja intencional. Mostrando a caótica condição dos soldados, que de uma hora para a outra dependem de pessoas que mal conhecem, e que podem sair da sua vida tão repentinamente quanto entraram.

Corações de Ferro pode não fazer história, ou mudar vidas. Mas tem mérito, não apenas pela produção caprichada, mas por mostrar a guerra por um novo ponto de vista.

Corações de Ferro (Fury)
EUA - 2014 - 134min
Drama/Ação/Guerra


*As trocas de tiro noturnas também incomodam. Podemos ver os projéteis, verdes e vermelhos zunindo pelo ar. Impossível não lembrar de Star Wars. Desculpa minha ignorância, mas será que era assim mesmo???

Leia Mais ››

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Game of Thrones: fã carnavalesco de carteirinha

É do tipo que troca a folia por aquela maratona de séries/filmes/livros/games. Mas tá de saco cheio dos seus amigos que dizem que você precisa aproveitar melhor o clima de carnaval? Pois seus problemas acabaram!!!

Mostra esse vídeo para seus amigos e conte que a série tem muito mais surpresas e gente pela da que o desfile de Paulo Barros deste ano. Aposto um ovo de dragão que logo você vai arranjar companhia para aquela maratona de Game of Thrones!

Junte sua horda bloco dothraki, e bora tentar performar uma alegoria humana, feito os libertos da foto acima, porque samba enredo já tem!


Veja mais posts da série Fã de Carteirinha, ou leia mais sobre Game of Thrones.

Leia Mais ››

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Caminhos da Floresta

Duas coisas são verdade no cinema atual. 1: Adaptar é mais fácil comum que criar. 2: Não importa como anunciem, sempre haverão desavisados nas sessões dos raros musicais que chegam às telas. Caminhos da Floresta se encaixa perfeitamente nas duas alegações. É adaptação de um musical da Broadway. E traz vários astros de Hollywood que de alguma forma desviam a atenção dos espectadores desavisados, para o gênero da produção.

O Senhor Padeiro (James Corden) e sua Esposa sem filhos, descobrem que sua infertilidade é resultado de uma maldição lançada sobre a família do fazedor de pães, quando este ainda era um bebê. Mas a autora da praga a Bruxa "da vizinhaça" (Meryl Streep) promete reverter o feitiço se o casal lhe buscar quatro objetos: uma vaca tão branca quanto leite, uma capa vermelha como sangue, um sapato tão puro quanto ouro, e cabelos amarelos como milho.

É claro, que os respectivos donos dos objetos mencionados estão ocupados com suas próprias histórias. E é nos caminhos da floresta que todos se esbarram e interferem nas histórias uns dos outros. Entram nesta mistura uma indecisa Cinderela (Anna Kendrick), João do Pé de Feijão (Daniel Huttlestone, que foi Gavroche em Les Miserables), Chapeuzinho Vermelho (Lilla Crawford, estrela mirim da Broadway) e Rapunzel (MacKenzie Mauzy, Forever).

A partir daí, a história desconstrói as familiares personagens, com muitas reviravoltas e desencontros. Para isso a história distribui de forma inteligente seus personagens pela trama, mesmo aqueles com menor participação. Eles aparecem cumprem sua função e saem de cena quando não são mais necessários. Caso do Lobo (Johnny Depp, e sua persona esquisita usual), dos príncipes de Cinderela (Chris Pine, Star Trek) e Raunzel (Billy Magnussen), a mãe de João (Tracy Ullman) e a Madrasta Má (Christine Baranski, divertida).

Enquanto as histórias tomam novos rumos (ou antigos, se consideramos as versões originais dos Grimm) e trazem surpresas e um final, que podem causar estranheza  nos expetadores tradicionais da Disney. A produção do estúdio do camundongo, traz notas familiares para quem ouviu outros trabalhos de Stephen Sondheim, como Sweeney Todd.

Bem diferente da megalomania de seu último musical, Nine, o diretor Rob Marshall, deixa de lado as coreografias grandiosas, para deixar a música desenvolver a história. Enquanto a direção de arte cria uma floresta lúdica e intimista ao ponto de tornar crível, pessoas se encontrando em meio a caminhadas solitárias.

Como pode todo mundo se esbarrar em uma floresta tão grande?
Claro, ainda é um filme da Disney, e volta ou outra se rende a lições de moral que já aprendemos repetidamente. A produção insiste em relembrar ao expectador que é uma adaptação dos palcos, em alguns momentos bastante teatrais. Se é uma falha ou intencional não posso afirmar, de qualquer forma há quem fique incomodado o estilo dos palcos.

Familiar, divertido, com momentos de tensão e curiosamente surpreendente (em alguns momentos), Caminhos da Floresta não deve desagradar aqueles que gostam do gênero. Simpatizantes vão desfrutar de duas horas divertidas com um belo visual e elenco afinado. Mas não se espante, sempre haverão os desistentes*, desavisados ou odiadores de musicais que abandonarão a sala tanchando a produção de de insuportável.

Caminhos da Floresta (Into the Woods)
EUA - 2014 - 125min
Musical/Fantasia

*P.S.: Uma Dica: o cinema geralmente tem folhetos com a sinopse e gênero das produções. Essas informações também estão disponíveis na internet, e mesmo nos horários publicados no bom e velho jornal. LEIAM! Ou a menos façam uma forcinha e fiquem até o fim se o gênero desagradar. Afinal, ingresso está caro demais para abandonar a sessão no meio!!!

Leia Mais ››

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Resurrection - 2ª temporada

Ainda há quem torça o nariz para Resurrection alegando que esta é uma cópia descarada da série francesa Les Revenants. Esta por sua vez é a adaptação de um filme homônimo de 2004. Oficialmente a série "estadunidense" é a adaptação do livro Ressurreição de Jason Mott, que curiosamente sonhou com a ideia semelhante à francesa. Entretanto, mortos voltando à vida, o levante das testemunhas, não é exatamente uma ideia nova. E em um mundo que se comunica demais e todos tem acesso a tudo, é bobagem perder tempo tentando descobrir quem plagiou quem.

Melhor é assumir que todos beberam das mesmas referências históricas e/ou mitológicas, e ficar atento à quem melhor as desenvolve. E enquanto a segunda temporada de  Les Revenants de 2012, ainda está por estrear este ano. Resurrection que estreou em 2014, recebeu sua continuação no mesmo ano, e não fosse a invasão dos hackers norte-coreanos, teria terminado sua segunda temporada nas primeiras semanas de 2015.

O que começou com o misterioso retorno de Jacob (Landon Gimezez) um garoto de 8 anos, morto há 3 década. E evoluiu para a volta em massa dos moradores da pequena Arcadia, ganha uma trama ainda mais complicada em sua segunda temporada. Agora com treze episódios, a trama acrescenta um departamento do governo responsável pelos "retornados" (inclua aqui, mistérios, manipulações e experiências que toda agência governamental de série de TV tem como característica principal).

Além, claro, de novos retornados, do tradicional grupo violento que os rejeita. E a descoberta de que tal fenômeno não apenas já acontecera antes, como está em próximo de alcançar seu auge. Enquanto isso continuamos acompanhado a evolução das vidas dos que voltaram e seus entes queridos, com foco na família Lagston.

Outrora a família mais poderosa e Arcadia, os Langston nunca foram muito populares, especialmente após o fechamento da fábrica que fornecia a maioria dos trabalhos da cidade. Além de criar o pequeno Jacob, a família tem que lidar com o retorno da matriarca da família. Margareth (Michelle Fairley, voltando dos mortos na série errada, mas isso é assunto para outro post), costumava conduzir a família com mão de ferro, mas agora é mais jovem que seus filhos, mas continua se intrometendo na vida de tudo e todos. A atriz é o nome de peso escolhido para atrair audiência.


O agente Bellamy (Omar Epps), também tem sua parcela de descobertas sobre seu passado e conflitos com o governo. Sempre apoiado pela Dr. Maggie Langston (Devin Kelley), eles lidam com "efeitos colaterais" do fenômeno que vão desde o estudo forense de restos mortais, a doenças misteriosas, até o evento clímax: o nascimento do bebê de Rachel (Kathleen Munroe) que voltou dos mortos grávida. É claro, à essa altura há quem acredite que o bebê não pertence a este mundo.

Um pouco mais arrastada que a sucinta primeira temporada, o novo ano Resurrection acerta ao conduzir os arcos dos personagens em separado, em caminhos que consequentemente os levarão ao mesmo clímax. Mas para isso, faz mal uso de seus recursos, algumas histórias ficam mal resolvidas, como a misteriosa doença dos retornados, que deixa de ser tema assim que a trama principal desenvolvida lentamente finalmente ganha espaço. Ou o destino de Janice (Lori Beth Sikes) rival, de Rachel que cobiçava o bebê milagroso.

O maior desperdício fica a cargo da agência do governo, que pesquisa muito, descobre pouco, revela menos ainda, e é descartada sempre que preciso. Ainda assim, é difícil não acompanhar, afinal, você se apegou aos personagens ainda na primeira temporada, e os mistérios ainda são intrigantes. O elenco competente também ajuda.

Resurrection tem seus equívocos sim. Mas, ainda não se perdeu na própria trama, caso muito comum em séries fenômenos inexplicáveis e mistérios acumulados. O jeito é torcer, para que a série não perca o rumo, ou seja cancelada pela queda na audiência que sofrera. Enquanto isso, é a vez Les Revenants mostrar à que veio, desenvolvendo o mesmo tema. No ponto de vista desta blogueira que vos escreve, o expectador só pode sair ganhando com tantos pontos de vista de um mesmo fenômeno.


Resurrection é exibida no brasil pelo AXN. Ainda não há noticias sobre uma nova temprada.

Leia Mais ››

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Fã de carteirinha: The Walking Dead

Se as irmãs Hindy são fãs de carteirinha dos objetos das paródias que produzem, ou se este blog é que já virou fã de carteirinha da dupla, ainda não descobri. Mas já que as moças parecem ter um (ótimo) vídeo para cada ocasião por que não postar?

Caso você ainda não esteja sabendo The Walking Dead retorna hoje à TV brasuca. Sim segunda feira, a Fox Brasil adiantou a exibição em um dia para tentar diminuir a pirataria. Pouco antes da série entrar na pausa ano passado o canal The Hillywood Show publicou sua paródia ao som de "Another One Bites The Dust", que curiosamente encaixa direitinho com a temática da série e a reação de seus fãs.

E caso esteja na dúvida: sim, é Osric Chau, o profeta Kevin Tran de Supernatural, quem faz às vezes de Gleen.


The Walking Dead passa a ser exibido nas segunda-feira às 22h30. Coladinho na série de zumbis também retorna hoje, Sleepy Hollow, a série do cavaleiro sem cabeça.


Leia Mais ››

domingo, 8 de fevereiro de 2015

7 anos falando nisso...

Como assim já passou outro ano? Parece que foi ontem que publiquei o post de número 605, que celebrava 6 anos deste blog. 365 e 160 posts mais tarde e o Ah! E por falar nisso... completa 7 anos.

Nada mal, para uma página que começou como passatempo, e por isso tem um nome estranho. Mas, nos últimos tempos, a coisa ficou séria. O número de posts semanais aumentou, assim como os leitores. Sem mais delongas, segue o tradicional balanço do último ano:


Este é o post de número 765 do blog. Desde o último aniversário foram publicados exatos 160 posts, sobre cotidiano, TV, literatura, e muitos sobre cinema, entre um ou outro tema aleatório. Com tanta coisa acontecendo nossas redes sociais também ficaram mais animadas. Apenas na mais popular estamos alcançando os 250. 

Pode não parecer muito, mas tudo isso apenas com conteúdo, nada de prêmios, ou outras estratégias não tão legais (leia-se troca de links, compra de seguidores, entre outras coisas estranhas que rolam pela blogsfera). E com uma equipe de exatamente 1 pessoa. Esta blogueira que vos escreve!

Então só posso agradecer àqueles que embarcaram na empreitada, e topa ler as coisas estranhas (ou não) que cismo de postar por aqui. E claro, tentar aprimorar ainda mais o conteúdo do site, para agradar a leitores fiéis e não iniciados. 

Valeu pelos 7 anos pessoal! 
Iniciando a temporada 2015 do Ah! E por falar nisso... em 3, 2,....

Leia Mais ››

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

The Strain

Del Toro tentando matar a humanidade com zumbis criados por um vírus alienígena descoberto por experiências nazistas durante a 2ªGM. - Não é isso né? - Mas, foi o que deu para entender até agora do mistério de The Strain.


A série é baseada na Trilogia da Escuridão série literária criada por Chuck Hogan, em parceria Guillermo del Toro. Cujo primeiro livro The Strain foi lançado no brasil com o título Noturno. E, apesar de minha confusa primeira impressão (baseada nos 3 primeiros episódios), mencionarem história e ficção científica, a trama, seja nas telas ou nas páginas é de horror.

Um avião pousa no Aeroporto Internacional John F. Kennedy em Nova York incomunicável, com luzes apagadas e portas seladas. A bordo 206 mortos e quatro sobreviventes. Inicialmente a responsabilidade de entender o que aconteceu fica com a equipe do CDC (Centro de Controle de Doenças), comandada pelo Dr. Ephraim "Eph" Goodweather (Corey Stoll). É claro, que não demora muito para a politicagem, o lucro e o assédio da mídia atrapalharem a pesquisa e tentar "encerrar" o caso com a explicação mais conveniente. Infelizmente a situação não poderia ser mais complicada,  já que inclui uma enorme caixa misteriosa, a interferência de uma organização secreta e o desaparecimento dos corpos.

Além de Eph, estão envolvidos os membros de sua equipe Dra. Nora Martinez (Mia Maestro) e Jim Kent (Sean Astin). E o devidamente ignorado vovô que parece saber das coisas o professor Abraham Setrakian (David Bradley).

Apresentando mistério e horror em um ritmo próprio, a série vai desvendando de forma lenta, com que tipo de criatura estamos lidando. Sim, criatura! Pois quem conhece o trabalho o cineasta Guillermo del Toro, sabe que este tem um apreço por monstros. Graças à isso, a série ganha também um pouco de ficção científica, uma vez, que parece tentar compreender aos poucos biologia da ameaça em questão. Assim como os diversos estágios de desenvolvimento do Alien de Ridley Scott. Essas criaturas parecem ter uma evolução bem distinta.

Para revelar o mistério em pequenas doses, a trama segue não apenas o trabalho da equipe do CDC, mas também algumas histórias particulares. Desde o funcionário corrupto, e seus motivos, passando pela vida posterior dos sobreviventes, o trabalho solitário do desacreditado professor Setrakian, até os problemas de Eph para manter a guarda do filho. Tudo muito bem amarrado para deixar o expectador ora com mais dúvidas, ora com certezas equivocadas.

Os efeitos especiais e maquiagem, também não deixam a desejar para um orçamento restrito de série de TV. São eles que garantem grande parte do terror, ao lado da fotografia sombria, que parece tornar NY, uma cidade com noites muito mais longas que os dias.

Isabelle Nélisse, a irmã caçula do terror "Mama", te assustando mais uma vez em The Strain!
Não. Não se trata de zumbis, vírus, experiências genéticas ou alienígenas. Embora elementos de todas essas ameaças possam ser encontrados nessas criaturas que na verdade são - SPOILER - uma abordagem bastante original de vampiros - FIM DO SPOILER. Resta saber se, com características tão singulares, será possível para Eph e companhia salvar a humanidade.

The Strain é exibida pelo nas terças-feiras pelo FX, a partir das 23h15. A primeira temporada tem 13 episódios e foi exibida nos Estados Unidos entre, Julho e Outubro de 2014. A segunda temporada já está em produção também terá 13 episódios.


Leia Mais ››
 
Copyright © 2014 Ah! E por falar nisso... • All Rights Reserved.
Template Design by BTDesigner • Powered by Blogger
back to top