sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Marvel's Agent Carter

Peggy Carter (Hayley Atwell) durante a Segunda Gerra Mundial, era o braço direito/confidente/interesse romântico de ninguém menos que Steve Rogers, o Capitão América. Quando o bom moço desapareceu, ela continuou seu bom trabalho da guerra, descobrindo e eliminando instalações nazistas, especialmente aquelas relacionadas com o vilão Caveira Vermelha. Inclua aí, o resgate de raros artefatos que dariam trabalho para os Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D., décadas mais tarde.

Felizmente a guerra terminou, e Carter tem que se adaptar a sua nova vida. É 1946, ela continua solteira e trabalhando para a SSR (Reserva Científica Estratégica), devidamente disfarçada de companhia telefônica. Infelizmente seus atuais empregadores, resolveram ignorar seu currículo por um único motivo, ela é mulher. São os anos 40, e apesar do título de "Agente", Peggy é marginalizada e rebaixada à missões como buscar o almoço.

Ao menos é o que a SSR pensa, já que a rotina da moça fica muito mais interessante quando ela resolve secretamente ajudar Howard Stark (Dominic Cooper, em participações especiais) a limpar seu nome. O pai do Homem de Ferro é acusado de ter liberado suas armas de destruição em massa no mercado negro. Stark é "relativamente" inocente, e é claro, ha uma conspiração maior aí, que inclui Alemães e Soviéticos.

Achou a esta sinopse longa e explicativa? Pois Marvel's Agent Carter, é uma série de espionagem, cheia de mistérios, nomes complicados, teorias da conspiração, lutas e gadgets. Com um roteiro complexo e uma protagonista forte. Atwell apresenta um excelente trabalho ao apresentar uma protagonista oprimida pela sociedade, mas que ao invés de abaixar a cabeça, usa "seu defeito" a seu favor. Afinal quem desconfiaria de uma frágil mulher? É muito divertido ver Carter fazer os homens passar por bobos de vez em sempre, embora ela não esteja livre das frustrações geradas pela rejeição e preconceito.

Para ajudar com isso, e outras coisas, Stark lhe ofereceu seu fiel escudeiro, o mordomo Edwin Jarvis (James d'Arcy). Típico mordomo britânico, não podia estar mais deslocado do mundo da espionagem, mas de um jeito ou de outro acaba ajudando bastante nossa heroína. Entre os coadjuvantes se destacam os agentes da SSR. Sousa que também sofre discriminação por ter perdido uma perna durante a guerra e o perfeitinho Agent Jack Thompson (Chad Michael Murray de One Tree Hill). Além das moças que residem a conservadora "república" onde Peggy mora.

Espionagem e ação à parte, a série retrata bem a sociedade da época. Apresentando uma nação pós guerra ainda tentando se reorganizar, cheia de preconceitos e padrões em relação ao sexo feminino. Traz de volta também um dos pontos fortes do primeiro filme do Capitão América, o visual e atmosfera dos anos 40, criado através de uma boa reconstrução de época.

E por falar no universo da Marvel nos cinemas, as referências à ele estão espalhadas aqui e ali, para deleite dos fãs. Ou você ainda não percebeu que o parceiro de Peggy tem o mesmo nome, que o sistema operacional que cordena a tecnologia do Homem de Ferro? Tony Stark tinha que se inspirar em alguma coisa.

Bem produzida, inteligente e divertida, Marvel's Agent Carter reforça a tendência de fortes protagonistas femininas que felizmente tem invadido o mundo do entretenimento. E ainda, explora uma época ainda desconhecida (para os expectadores, talvez não para leitores) e bastante fértil do universo Marvel. Quem também acha que é nessa série que podemos assistir a criação da S.H.I.E.L.D., com direito à SPOILER - infiltração secreta da Hydra? - FIM DO SPOILER-

Marvel's Agent Carter terá oito episódios. É exibida no Brasil pelo Canal Sony nas quintas-feiras às 22h30, com apenas uma semana de diferença em relação à exibição "estadunidense".

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P.S.: A participação de Stan Lee, acontece no 4º episódio, que deve ir ao ar no Brasil dia 05/02.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)

Há quem diga que após alcançar o topo o único caminho é para baixo. É contra esta essa inevitável "descida" que Riggan Thomson (Michael Keaton) tenta lutar. Com a carreira em baixa desde que se recusou a estrelar o quarto filme da franquia do super-herói Birdman, há 22 anos, ele tenta um último esforço em um trabalho pelo qual será admirado e respeitado. Ele decide dirigir e estrelar uma peça que ele mesmo adaptou de um conto de Raymond Carver. Afinal é no palco que estão os "verdadeiros atores", teatro dá prestígio especialmente na Broadway.

Infelizmente às coisas não podiam dar mais errado para nosso protagonista, às vésperas da estréia ele precisa lidar não apenas com a dúvida em torno de sua capacidade. Mas, também com uma crítica de renome determinada a odiar a peça. A substituição as pressas do ator principal acidentado por um talentoso, porém surtado ator do método. Com a colega de elenco que pode estar grávida, o agente desesperado para salvar a produção e a filha recém saída de uma clínica de recuperação para dependentes químicos, em eminente ameaça de recaída.

Caso você ainda não tenha percebido ate agora, o diretor Alejandro González Iñarritu faz uma crítica inteligente e bem humorada ao mundo do entretenimento, e a necessidade de ser admirado que este cria naqueles que vivem nos holofotes. Assim temos um protagonista, que trabalha sem descanso para colocar tudo nos eixos, ao mesmo tempo que lida com seu alter-ego, a voz de Bridman em sua mente, e acredita ser capaz de voar e mover coisas com a mente.

Sim, é evidente desde o início Riggan não está bem, e ziguezaguear atrás dele pelos estreitos corredores do teatro em incríveis planos sequencias, não ajuda em sua sanidade, mas também leva ao espectador ao seu estado de confusão e estresse. Inclua aqui uma trilha de percussão turbulenta, que por vezes invade a cena, tornando todo o universo ainda mais non-sense. O tempo está se esgotando, a pressão aumentando, tem muita gente para confundir ainda mais, todos complexos e perturbados.

E por falar nas pessoas, a escalação do elenco não podia ser mais interessante. Enquanto Keaton (que viveu Batman há 22 anos, coincidência?) entrega um trabalho que seu personagem gostaria de realizar. Vivendo um ator decadente, egocêntrico, arrogante, mas acima de tudo frágil, meio perdido e completamente desesperado. O que torna muito fácil para Mike Shiner (Edward Norton, ator do método, que já foi Hulk) o tal ator substituto "surtado do método" roubar a cena de Keane. Criando uma divertida porém improdutiva disputa de ego entre os atores.

Quem também se destaca é Emma Stone (a namorada o Homem-Aranha), e sua perturbada filha de celebridade. Entre mágoa e carência da figura paterna, jovem intensa tenta esconder sua vulnerabilidade, desafiando a si mesma e ao pai todo o tempo.

E se não for suficiente um elenco afinado que irônica e propositalmente são estrelas de filmes de super-heróis, uma crítica ácida à sociedade do entretenimento e uma narrativa tão fluida que a montagem vai fazê-lo crer que o filme é um longo plano sequencia, capaz de se manter por diferentes passagens de tempo. Resta ainda o final à ser discutido. Propositalmente ambíguo para deixar o expectador decidir se não apenas carreira, mas o destino de Riggan alçou vôo, ou simplesmente chegou ao fundo do poço. Enquanto o filme com certeza, alcança às alturas como o super-herói que lhe dá nome.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) - (Birdman)
EUA - 2014 - 119min
Comédia/Drama


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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Grandes Olhos

Marido assume a autoria das obras da esposa, alcança fama, sucesso e ainda criam um nicho completamente novo de vendas para arte, o das reproduções. Sempre mantendo a sua esposa à sua sombra devidamente equipada com tintas para novas obras de arte dele.  É claro, eventualmente o relacionamento se desgasta, e a dupla vai para os tribunais provar que é o verdadeiro autor dos quadros conhecidos como Grandes Olhos. Uma história mirabolante, não fosse pelo fato de que é tudo verdade!

Margaret Ulbrich (Amy Adams) começa sua jornada em com um ato extremamente corajoso, para uma mulher dos anos de 1950. Ela abandona o marido e com nada além de um carro, a filha no banco de trás, alguns esboços e pinturas, tenta as turras sobreviver sozinha. Mas a sorte parece mudar repentinamente quando ela conhece o também pintor Walter Keane (Christoph Waltz). Não demora muito estão casados e tentando ganhar a vida com sua arte, quando "acidentalmente" Keane assume a autoria das obras da esposa.

Um drama convencional onde acompanhamos o estranho relacionamento deste casal. Keane o vigarista cheio de lábia (que Waltz já viveu algumas vezes, e até ganhou prêmios) e Margaret mulher frágil, criada no conceito de que o homem era o grande provedor da casa, e por isso deveria ser seguido. Observamos o apressado inicio de relacionamento, e a crescente desilusão e perda da ingenuidade de Margareth, até o ponto que a mentira se torna insustentável.

Acompanhando a evolução cronológica da história quase de forma documental, o foco fica nos fatos. Não sobra muito espaço para entender o que realmente move as personagens. Porque Margaret aceitou tal situação por tanto tempo. Como Keane, parece em alguns momentos acreditar na própria mentira. Ou mesmo porque o curador de uma galeria (Jason Schwartzman) que odiava keane e seus trabalhos, e tinha conhecimento da autoria real deles, nunca abriu o bico.

Existe ainda um início de discussão sobre a obra na arte na era de sua reprodutibilidade técnica. Seria arte apenas o que está nas galerias? A reprodução em massa, reduz o valor da obra, ou amplia ao alcançar grandes públicos? Mas não há tempo, ou ambição de discutir tais temas, apenas de apontá-los, para o publico pensar por conta própria.

Até aí tudo bem, um filme bem organizado e executado. Com um elenco confortável com os papéis, já que interpretaram tais estereótipos antes. Tudo de foma bem convencional, cronológica, sem excessos e até previsível. Mesmo porque a disputa nos tribunais é anunciada já nos trailers, e a história verdadeira está aí para quem quiser pesquisar. A única coisa que não encaixa é o crédito do diretor: Tim Burton.

Falta a estética e a personalidade que o cineasta costuma trazer em seus filmes. O que é curioso se considerarmos que as artes conceituais criadas pelo próprio Burton para seus outros trabalhos são visível e assumidamente influenciadas pela obra dos Keane. Nada contra um diretor se reinventar, mas tentar um novo estilo, e entregar um filme sem identidade alguma são coisas diferentes.

Narrativa, direção de arte e até a música de seu usual parceiro, Danny Elfman, nenhum aspecto se destaca na produção. À exceção da inspirada cena no supermercado, onde Margareth começa a enxergar seus quadros no mundo real. Grandes Olhos poderia ser feito por qualquer diretor competente.

Grandes Olhos (Big Eyes)
EUA - 2014 - 106min
Biografia/Drama


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte

É a Segunda Guerra Mundial, e Londres tem sofrido vários bombardeios. Logo as crianças são enviadas ao interior do país, para ficarem à salvo, mas nem todas tem a sorte de ir para Nárnia. Um grupo em particular sob a tutela da governanta Jean (Helen McCrory) e da professora Eve (Phoebe Fox), que inclui o órfão recente Edward (Oaklee Pendergast), são designados para a mansão Eel Marsh.

Situada em meio há um pântano, a casa caindo aos pedaços, volta-e-meia se torna uma ilha de acordo com a maré. Consequentemente prendendo seus pequenos residentes no local, que como você deve imaginar, tem uma história própria. Barulhos misteriosos, sonhos estranhos e claro visões da tal Mulher de Preto do título, vão aos poucos revelando a maldição da casa, que põe em risco a vida de crianças. Isto é, se você não assistiu ao original A Mulher de Preto.

Eis aqui a primeira falha do filme. Se por um lado não é preciso ter assistido ao primeiro filme estrelado por Daniel Radcliffe (o Harry Potter) em 2012, para compreender esta sequencia. Por outro, caso você tenha assistido não há mistérios a serem descobertos. É a mesma casa, a mesma maldição, a mesma entidade, embora com um "modus operante" um pouco diferente.

Enquanto o original acertava em apostar no suspense, para criar tensão e consequentemente o terror. A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte segue a problemática fórmula de apostar em sustos fáceis, geralmente causados pela trilha sonora. Após o segundo "bú", o bom expectador já entendeu o sistema, e fica difícil assustá-lo.

Com uma protagonista feminina, o roteiro segue a jovem Eve, na tentativa de compreender o que se passa e posteriormente, tentar salvar a todos, especialmente o pequeno Edward. Para justificar esta sensibilidade, o roteiro também cria um passado misterioso porém pouco convincente para ela.

Já a personagem de McCrory, apresenta uma história passada mais interessante, mas que nunca é desenvolvida. O equivoco se completa com a presença do piloto Harry (Jeremy Irvine), cuja unica função real é garantir um "mocinho" para a trama, já que uma "frágil mulher dos anos 40", não poderia fazer tudo sozinha.

Entre visões confusas e sustos fáceis, existem sim algumas cenas, em geral envolvendo as crianças, que criam boa tensão. Infelizmente estas logo são substituídas pela clássica fuga para o porão, ou objetos que mudam de lugar. O elenco, que inclui muitas crianças, bem que se esforça mas, o roteiro não ajuda muito.

E por falar em porão, a produção falha até em recriar a casa. Abandonada desde o início do século, a casa em si é a mesma, mas seu interior falha em recriar o ambiente entulhado e opressor que o primeiro filme apresentara. Mesmo os outrora incrivelmente assustadores brinquedos, parecem terem sido trocados durante os anos em que a casa esteve vazia. 

Tentando reaproveitar a premissa do eficiente filme original A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte falha em recriar a tensão. E acaba apelando para os sustos fáceis e final previsível. Desperdiçando o bom elenco, e uma boa ideia. A de um refúgio, que na verdade é mais perigoso que as bombas nazistas. Uma pena!

A Mulher de Preto 2 - Anjo da Morte (The Woman in Black: Angel Of Death)
Reino Unido - 2014 - 98min
Terror/Drama


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Livro vs Filme: Jogos Vorazes

Fazendo uma crítica à mídia e à sociedade do espetáculo, não é de se admirar que o Jogos Vorazes seja altamente adaptável para outroas mídias . Se por causa da temática, ou da escrita simples de Suzane Collins, algum estudioso literário mais experiente que eu provavelmente estará mais apto a esclarecer.

Em um futuro distópico a nação conhecida como Panem possui 12 Distritos submissos à Capital, vitoriosa em uma terrível guerra entre as regiões há mais de 70 anos. Para relembrar os distritos de sua inferioridade, desde a vitória a capital exige anualmente dois tributos de cada região para lutar até a morte em uma arena televisionada para todo o pais. Como se o "Big Brother dos infernos" não fosse ameaçador o suficiente, os tributos são ceifados entre adolescentes de 12 a 18 anos. Durante a seleção da 74ª edição dos jogos, Katniss é a primeira voluntária do paupérrimo Distrito 12, se oferecendo para poupar a irmã caçula do sorteio. Tímida, calada, e sem jeito com as pessoas a protagonista precisa aprender a lidar com o mundo da mídia e a hipocrisia que o cerca. Além de produzir um belo espetáculo, para tentar sobreviver ao jogos.


Jogos Vorazes o filme, é surpreendentemente fiel ao original impresso. É claro, há os tradicionais omissões, resumos e cortes de personagens. Todos bem executados para tornar o filme coeso e sem excessos. Ainda assim, existem mudanças que merecem ser mencionada e compreendidas.

1 - A origem do Tordo
Acredite o não o simbolo maior da franquia estrelada por Jenifer Lawrence tem uma origem bastante diferente nas telas e nos livros. No cinema Katnis ganha o broche no prego e oferece à irmã como amuleto. Quando voluntária recebeu de volta a jóia de Prim: "para dar sorte"! Inevitalvemente fazendo o expectador pensar - Ah! tá porque trouxe muita sorte para você loira!

No livro, Madge, personagem excluida da adaptação, filha do prefeito (leia-se não passa fome) e a coisa mais próxima que a fechada Katniss tem uma amiga, oferece o broche de tordo à protagonista, durante as despedidas. Com a exclusão deste personagem, também ficou de fora a informação de que o broche pertencera à tia de Madge, tributo que disputou os jogos junto com Haymitch.

Apesar de informação interessante, que expande o olhar do leitor sobre aquele universo. Não interfere realmente na trama principal, por isso ficou de fora do filme. Sua inclusão implicaria na apresentação de mais personagens, o excesso poderia tornar a introdução arrastada. E como era inevitável para a apresentação do universo apresentar o Prego, porque não, incluir a sequencia lá e simplificar tudo?

2 - Haymitch é muito mais bêbado no livro
Sim, o mentor de Katniss e Peeta passa mais da metade do livro bêbado. Até porque completamente sóbrio ele não "funciona" tão bem. Mas como coadjuvante no filme Haymitch tem menos tempo em tela, matê-lo mutio tempo com uma garrafa na mão poderia torna-lo mais antipático ao público do que deveria ser.

3 - O Pão de Peeta
Katniss perdeu o pai aos 11 anos, e foi nessa época antes de começar a caçar por conta própria, ou ter autorização para colocar seu nome mais vezes no sorteiro em troca de comida que a protagonista passou por maiores dificuldade (leia-se fome). Peeta queimou os pães e os jogou para Katniss nesta mesma época.

A alteração é simples: para que se preocupar com versões mais novas dos atores, se o mesmo efeito pode ser alcançado com o elenco na idade atual? De fato, se Peeta ainda foesse um menino quando demostrou pela primeira vez preocupação por Katniss, ficaria muito mais difícil criar a dúvida: ele realmente gosta dela, ou é um bom marqueteiro? Eu não si vocês mas tentar descobrir quem realmente é Peta, é na minha humilde opinião uma das partes mais divertidas do longa.

4 - Outros jogos e tributos
E não é que lemos o nome de Joana Mason, ainda no primeiro livro? Com mais tempo para detalhes, a versão literária fala mais sobre outrso jogos arenas e tributos. Obviamente o filme não dispõe deste luxo, mas ao menos pode criar algumas surpresas para as sequências.

Agora algumas as diferenças com SPOILERS...

5 - Cato Mata Trash...
... em uma longa batalha, que o filme não tinha tempo de reproduzir. Além disso tornar morte de Trash um ato dos organizadores e não de um concorrente levanta outra interessante questão: a capital pode simplesmente matar um tributo quando bem entender?

6 - Surdez e amputação
Nas páginas Katniss perde a audição de um dos ouvidos após a explosão da cornucópia. Já o corte infeccionado na perna de Peeta resulta em amputação. Entretanto a tecnologia hospitalar de Panem é realmente incrível. Eles foram capazes de não apenas recuperar a audição da então vitoriosa, mas também eliminam até as cicatrizes que ela adquiriu ao longo da vida antes da arena.

Já a falta da perna de Peeta é praticamente esquecida após ele receber uma moderna prótese. Então, porque perder tempo com isso no filme?

O ministério dos Jogos informa: esta não é uma distância segura de um campo
de explosões. Indivíduo corre risco de perda de audição

Finalmente uma curiosidade...

7 - O cumprimento dos 3 dedos
Essa você já deve ter se perguntado se assistiu apenas o filme. Naquela que é provavelmente a cena mais chorosa do longa, Katniss enfeita o corpo de Rue, se vira para a câmera leva os três dedos do meio de sua mão nos lábios e em seguida os ergue no ar. Imediatamente surge um novo símbolo, um gesto de rebeldia. Mas de onde Katniss tirou isso?


Não dá tempo de explicar no filme, e no final é seu efeito e não sua origem que importa. No livro é explicado que este é um sinal de respeito. Nas palavras das própria protagonista:
"É um gesto antigo e raramente usado de nosso distrito, ocasionalmente visto em funerais. Significa graças, significa admiração, significa adeus a alguém que você ama."
________

Jogos Vorazes, ganhou uma adaptação incrivelmente fiel. Com mais supressões que realmente alterações, e mesmo as mudanças, intencional ou acidentalmente acabaram por criar novos pontos de vistas. Tudo em prol de um roteiro coerente e sem excessos.

Leia também:
Resenha dos livros Jogos Vorazes, Em Chamas
Outros textos da série  Livro vs Filme

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Loucas pra Casar

Não é o sentimento do grande público, mas já há quem esteja cansado do modelo de comédia nacional que de fato chega às salas de cinema. Mas até as chamadas "globochanchadas", podem surpreender vez ou outra, é o caso deste Loucas pra Casar.  Mas não se engane, antes de te surpreender esta nova incursão de Ingrid Guimarães (De Pernas pro Ar) à tela grande ainda vai te arrastar por uma profusão de clichés.

Malu (Guimarães), é bem sucedida na carreira, tem uma vida amorosa satisfatória com seu noivo Samuel (Márcio Garcia, se divertindo), só lhe falta a tão cobiçada aliança. É claro que com toda encalhada de comédia romântica, a mocinha é recordista em pegar buquê, já foi madrinha uma dezena de vezes e está cercada de amigas já na fase da gestação. Aos 40 35 anos e já desesperada, não é de se admirar que ela suspeite que seu amado tem amantes.

E se você conhece comédia romântica já sabe onde isso vai dar. Algumas piadas de detetive depois, vem o confronto, seguido de longa disputa com suas rivais. A dançarina de boate desbocada e liberal Maria (Suzana Pires), e a recatada moça de igreja Lúcia (Tatá Werneck, abusando de lentes de contato azuis e cílios gigantes).

É essa disputa e rivalidade, construída através de situações clichés que se estende demais, e atrasa a agradável epifania do desfecho. A demora (e claro a forma como o filme é vendido ao público), no entanto desviam atenção para as pistas espalhadas aqui e ali, quanto ao desfecho. O que não parece incomodar "aquele grande público" que ainda está se divertindo com esse tipo de comédia. Ao menos é o que os comentários acalorados com a tela, e as gargalhadas durante a sessão lotada em uma segunda-feira à tarde indicam.

Parte do mérito é do elenco formado em sua maioria por humoristas. Mais que acostumados à viver estereótipos, conseguem arrancar boas rizadas sempre que o enredo permite. Inclua aqui, Fabina Karla, tentando não roubar a cena.  Também é bem vinda a tentativa de fugir ao máximo da comédia pastelão presente no gênero.

Loucas pra Casar, tem uma premissa batida, mas um desfecho que surpreende. Não apenas pela história em si, mas ao criar uma crítica divertida às expectativas, e as tentativas de atendê-las em nossos relacionamentos.  Sim está presa aos clichês, estilo e estereótipos de seu gênero (globochanchadas, já é um gênero?), mas agrada pelo desfecho corajoso, e empenho do elenco.

Loucas pra Casar
Brasil - 2015 - 94min
Comédia


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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A evolução das Princesas Disney

Agora já faz mais de um ano que Elza e Ana invadiram as salas de cinema de do todo o mundo. E além de infectar várias gerações com uma das melhores (realmente no bom sentido) músicas chiclete da história, também surpreendeu uma geração que clamava: "Oh! A Disney está finalmente mudando sues paradigmas!!!"

Felizes de como, de uma hora para outra, as princesas do estúdio se tornaram fortes, independente e um ótimo exemplo para a meninada. Já esta blogueira que vos escreve, após ler dezenas de analises sobre esta nova faceta da realeza do estúdio do Mickey, não pode mais evitar apontar: "Qual é pessoal? Não foi uma mudança tão repentina assim!"

Sem desmerecer as qualidades de Elza e Ana, mas elas são o feliz resultado de uma muito lenta evolução não apenas na visão do estúdio, dos criadores e dos espectadores, mas da sociedade como um todo. Para notar isto, basta dar uma breve olhada em suas antecessoras:

Antiquadas, mas completamente aceitáveis pela sociedade que as originalmente recebeu. Branca de Neve, Aurora (Bela Adormecida) e Cinderela, eram sim arquétipos da princesa frágil à espera de um príncipe no cavalo branco. A Gata Borralheira ainda tenta, arrumar seu vestido para o baile, escapar da torre, mas é incapaz de fazê-lo sem ajuda.

Mas então veio o hiato de 30 anos....

Entre A Bela Adormecida (1959) e a Pequena Sereia (1989), a sociedade mudou, e muito. Inclua aqui a mudança no papel social da mulher (embora ainda não totalmente livre de preconceitos), até o reconhecimento da adolescência como uma parte "particular" da vida. E claro, a evolução do mercado de consumo que visa adequar suas obras aos máximo à seu público alvo, que consequentemente vai comprar os produtos licenciados enlouquecidamente.

Quando finalmente conhecemos Ariel, ela é uma rebelde sem causa. Meio egoísta mais cheia de atitude para conseguir o que quer, mesmo  que o objetivo ainda seja "o par perfeito". Menos egoísta e mais sedenta de liberdade, Jasmin foge para ver o mundo. Se apaixonar foi bônus, e ao menos seu par ideal, não é o perfeito príncipe no cavalo branco. Bem versada, e com instinto de heroína, Bela se sacrifica por seu pai e defende seu mocinho da multidão com tochas. Embora a síndrome de Estocolmo, seja algo a que se pensar.

Pode não parecer, mas mudanças significativas já podiam ser notadas nestas três. Mas se você ainda não tinham percebido, a partir daí as coisas ficam mais evidentes:

Pocahontas, conquista voz política nos conflitos entre sua tribo e os colonizadores. E é a primeira a não ter seu "final feliz" com seu interesse romântico*. Mulan, nunca entra para realeza realmente mas faz parte da "franquia Princesas" (olha aí o mercado de consumo garantindo uma personagem para garotinhas de origem oriental se inspirarem). Presa pelas limitações da sociedade patriarcal de sua época, ela se veste de homem, vai para guerra. Por ser mulher, e ter pontos de vista e métodos diferentes de seus colegas acaba por salvar a China. Interesse romântico, tem sim, mas é um bônus e não interfere realmente na história*.

Tiana é a primeira focada exclusivamente em sua carreira. Ao contrário daquelas que seguiam o príncipe, é ela quem dá rumo à seu interesse romântico, nascido via "compartilhamento" de aventura, afinal ela não estava procurando, lembra? Já Rapunzel estava presa em uma torre sim, mas em submissão a sua falsa mãe, outra mulher. Não devido a sociedade machista em que se passa a sua história. E quando encontrou um objetivo, ela saiu, com as dúvidas e hesitações de "abandonar o ninho", e chantageando um homem como guia.

Merida é da Pixar, mas como Mulan encontrou uma brecha e entrou na franquia. Praticante de esportes radicais, portador de uma arma letal, se recusa a casar. E o relacionamento que tem que resolver não é com o boy magia, aliais nem existe um nesta trama, mas com a mãe. Conflito típico de uma adolescente, não?

É aqui que chegamos a Elza primeira rainha, sem marido (se você não contar a Princesa Mia - Anne Hataway - de Genóvia, que curiosamente, também é Disney), abre mão de seu poder para proteger seu reino, e consequentemente embarcar em uma viagem de auto-descoberta, que inclui o relacionamento com a irmã caçula. Com tanta coisa acontecendo, quem tem tempo para interesse romântico? Mas não, se iluda, vem sequencia para ela por aí, e não deve ser direto para home-vídeo.

Olhando como um todo....

De princesas à espera do príncipe encantado, à adolescente rebelde, à moças educadas com vontade de descobrir o mundo, àquelas que assumem a tarefa de salvar a todos, criar um futuro por conta própria, até rainhas ajuizadas que não deixam suas irmãs casarem com um cara que acabaram de conhecer. Nem era preciso olhar tão atentamente para notar uma evidente evolução em curso.

Um caminho longo e gradual que reflete a sociedade da época em que foram criados. Logo, é sim para se orgulhar dos feitos de Elza e Ana, mas não precisa ficar tão surpreso. E tenha certeza, que ainda há muito para as mocinhas da realeza, e as mulheres da realidade conquistarem. Enquanto arte e vida real vão continuar refletindo, uma a outra.

P.S.: Antes que os "haters" venham colocar defeitos. Tenho ciência que minha opinião não é uma verdade absoluta. Muito menos um estudo detalhado. É apenas uma observação, de uma expectadora, que cresceu com estes diferentes modelos "a serem" seguidos, sem perceber acompanhou esta evolução. E espera ter apreendido o melhor que cada uma destas personagens tem a oferecer.

*Vale lembrar que esta analise ignora as sequencias, que além de menos conhecidas dos grande público, já que lançadas direto em home víde, também são inferiores em qualidade, e até alteram características das personalidades das personagens.

Leia mais sobre Princesas e Frozen. Ou ainda as resenhas de Valente,  Enrolados e A Princesa e o Sapo

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Em Chamas

É o segundo livro, e já estamos acostumados com o estilo solitário e conflitante da narrativa, que nos apresenta duas Katniss. Aquela que narra a história, reflete sobre os acontecimentos e consequentemente fala demais conosco. E a que os outros personagens enxergam, um bichinho do mato, caladona e meio antissocial que tenta lidar com o sistema de sua sociedade distópica.

Pensando melhor agora são três versões de uma mesma garota, já que tendo sobrevivido aos jogos, e principalmente de forma inédita. A garota também tem uma imagem pública para manter. É hora de percorrermos toda a Panem durante a turnê dos vitoriosos e convencer a cada distrito e ao Presidente Snow, que o ato de desafio que levou Katniss e Petta a ser o primeiro casal vencedor do "Big Brother dos infernos", foi um ato de amor, não de revolta. Mas quando a semente da revolta é plantada, cresce feito erva daninha, e medidas extremas serão tomadas para manter a ordem da Capital.

Em Chamas, segundo livro da trilogia distópica de Suzane Collins, finalmente se aprofunda mais na política e cultura daquele universo. Se antes estávamos restritos ao dia-a-dia do Distrito 12 e dos participantes dos Jogos. Agora temos vislumbres de cada distrito, suas reações à 74ª edição da competição, e principalmente a forma que a Capital lida com seus vitoriosos, sua política de controle e ameaças em potencial.

A discrepância entre a qualidade de vida entre minoria rica e o resto do pais fica mais evidente, à medida que os protagonistas são inseridos neste meio. Temas como a manipulação midiática, alienação, fome, tristeza, opressão, instinto de auto-preservação, proteger o próximo, lidar com as consequências de seus atos, relacionamentos amorosos, não apenas retornam à discussão, como agora são abordados sob uma nova luz. Não apenas porque agora Katniss pode, querendo ou não, participar do lado "privilegiado" da sociedade, mas também poque a sociedade está mudando.

Os distritos estão se rebelando (já era hora), após 75 anos de opressão e assassinato televisionado de crianças. Enquanto a Capital, utiliza seus últimos recursos em um último esforço midiático para manipular as massas. Evidentemente, tudo isso é desenrolado aos poucos, e seus detalhes e nunces só serão compreendidos completamente ao fim do livro, ou mesmo de toda a trilogia.

Afinal ainda acompanhamos toda a história através dos olhos da protagonista. A narrativa em primeira pessoa, feita por uma adolescente teimosa, confusa e que constantemente não pode enxergar todo o contexto, deixa o leitor propositalmente sem algumas informações importante. Fica a nosso cargo tentar compreender as pistas deixadas pelas atitudes de outros personagens que interagem com Katniss e tentar compreender o que está acontecendo. Adicionando ao já perigoso jogo midiático um interessante mistério.

Mas não me leve a mal. Apesar de não compreender exatamente todo o universo que a cerca, nossa protagonista nem de longe é alienada ou passiva, e está todo o tempo aprendendo, ou ao menos tentando, com suas experiências. Some-se aqui também, que ela também tenta compreender quem é e o que realmente sente agora, que produto da capital.

Diferente de Jogos Vorazes, que poderia ser lido como uma aventura solo (se você for capaz de resistir a curiosidade por aquele universo), o final de Em Chamas é em meio à um climax, cheio de pontas soltas e com um grande gancho para o grandioso final. Em outras palavras, se você foi um dos que xingou os roteiristas da adaptação cinematográfica por causa do tenso final em aberto, peça desculpas! Pois é assim mesmo que o livro termina.

Neste volume um tom de urgência, e aumento crescente do perigo é acrescentado à esta franquia inteligente e divertida, que não subestima seus jovens leitores. Os complexos temas e arcos das personagens continuam a ser desenvolvidos, ainda com umas linguagem simples e acessível. Em Chamas é uma continuação, competente, coerente em uma rara boa franquia para jovens leitores.

Em chamas (Catching Fire)
Suzanne Collins
Rocco


Leia também a resenha do primeiro livro Jogos Vorazes e das adaptações cinematográficas Jogos Vorazes, Em Chamas e A Esperança - parte I.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Os Pinguins de Madagascar

Pouca gente sabe, mas pinguins só existem naturalmente no hemisfério sul. Entretanto, desde 2005, 4 espécimes ficaram conhecidos como Os Pinguins de Madagascar, ao participar do primeiro filme da franquia da Dreamworks que leva o nome da da ilha.  E não demorou muito para Capitão (Tom McGrath), Kowalski (Jeff Bennett), Recruta (James Patrick Stuart) e Rico (John DiMaggio), ganharem suas próprias aventuras na TV. Este ano o quarteto finalmente estrela sua própria animação para a tela grande, embora, à essa altura, os outrora coadjuvantes estejam mais para "cidadãos do mundo" que para qualquer região em particular.

Após uma breve introdução, lá no polo sul sobre as origens da equipe, Capitão, Kowalski, Rico e Recruta "esbarram" no misterioso vilão Dr. Octavius Brine (John Malkovich), e em seu misterioso plano para destruir o mundo como conhecemos. Entram também nesta jornada a Equipe de Vento do Norte, uma força-tarefa de elite dedicada a ajudar os animais indefesos comandada pelo agente Secreto (Benedict Cumberbatch).

Dedicado prioritariamente aos pequenos expectadores da TV e da franquia original, o ritmo é frenético. A narrativa simples, rápida, multicolorida e com piadas quase ininterruptas parece meticulosamente calculada para prender a atenção, mesmo dos muito pequenos durante seus 93 minutos.

Não chega a irritar os adultos, mas fica a sensação de correria constante, o que inclui uma introdução corrida. Provavelmente porque não somos tão íntimos das personagens quanto a petizada. Ainda assim há tempo para desenvolver arcos para as personagens como Recruta, que tenta evoluir do posto o soldado raso/mascote da equipe. E de Capitão e Secreto, que tem que assumir que trabalhar em equipe pode ser vantajoso.

A rivalidade e diferenças entre as equipes alais, oferecem algumas das tiradas mais divertidas do longa. Enquanto a Operação Vento do Norte dispõe de recursos, traquitanas e protocolos no estilo James Bond. Os Pinguins trabalham no improviso, sem recursos e muitas das vezes sem ter certeza do que estão fazendo.

Se Capitão, Kowalski, Rico e Recruta são heróis por pura sorte, acaso, ou acidente, o sucesso de sua aventura, não deve depender dos mesmos meios. Assumidamente feito para agradar os pequenos fãs, abusa do carisma de seus personagens para entregar à Os Pinguins de Madagascar, o nível de diversão desprendida que a criançada em férias procura. Os adultos podem não se divertir tanto, mas não passaram indiferentes às piadas espertinhas. E de quebra ainda vão pensar em rever o longa em versão legendada para descobrir  as interpretações de Cumberbatch e Malkovich.


P.S.:Disponível em 3D, bem feito, porém não indispensável.

Os Pinguins de Madagascar (The Penguins of Madagascar)
EUA - 2014 - 93min
Animação/Aventura/Comédia


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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Ainda dá tempo de se tornar um escritor publicado!

A Andross prorrogou prazo para recebimento de textos para participação em antologias Agora escritores têm até 28 de fevereiro para enviar seus contos, crônicas e poemas para avaliação e publicação em antologias literárias.

Aqueles que desejam se tornar escritores publicados têm agora um novo incentivo para tirar seus escritos das gavetas. A Andross Editora prorrogou o recebimento de textos para avaliação e possível publicação em suas antologias literárias. Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições agora vão até 28 de fevereiro de 2015. O lançamento dos livros será no evento Livros em Pauta, em maio de 2015.

Eis as antologias em andamento:

ALÉM DAS CRUZADAS - Contos sobre a era medieval

SINOPSE: Antigamente bardos difundiam a história de seu povo em poemas musicados em alaúdes. Por intermédio de suas obras, conhecemos hoje histórias de guerreiros de terras longínquas, amores proibidos entre nobreza e plebeus, a tristeza da Peste Negra e as dores da Santa Inquisição. Mas também conhecemos histórias mágicas, como a do jovem que se tornou rei por tirar uma espada da pedra, ou de criaturas encantadas que cospem fogo. Em "Além das Cruzadas", bardos modernos lançam novos olhares na Era das Trevas, mesclando a Idade Média real com a imaginária. Saiba mais!

ORGANIZADORES: Carol Chiovatto & Bruno Anselmi Matangrano

SEDE - Contos distópicos sobre um futuro sem água

SINOPSE: 2013: o clima seco além do normal não chamou atenção do governo. 2014: com menos de 3% de capacidade do reservatório de água da capital paulista, o governo declarou que está tudo sob controle. 2017: a água quase desapareceu das regiões sudeste e nordeste do país, com uma parcela pequena de pessoas com acesso a ela. 2049: a população brasileira caiu vertiginosamente para 8%. O ano atual é 2065. A falta de um recurso tão essencial nivelou pobres e ricos em uma única categoria: sobreviventes. A conhecida frase da ficção “em um futuro não muito distante” nunca foi tão aterrorizante. Saiba mais!

ORGANIZADORA: Paola Giometti

DE REPENTE, NÓS - Contos de amor

SINOPSE: Há quem espere a vida inteira pelo seu amor, e desiste de esperar. Há também aqueles que são convictos em viver casados consigo mesmos. Em ambos os casos, o destino (ou o acaso) faz uma reviravolta e, de repente, o eu vira nós, sem mais nem menos. Pode ser para sempre ou eterno enquanto dure. Mas enquanto os dois estão amarrados um no outro é difícil desatar esse nó que só o amor pode proporcionar.

ORGANIZADOR: Leandro Schulai

AS QUATRO ESTAÇÕES - Antologia de poemas

SINOPSE: Há aqueles que sentem solidão no inverno, enquanto outros aproveitam a companhia e um bom conhaque. Também existem os que se deixam cortar para renascerem com as flores da primavera. Não são poucos os que esperam o ano todo pela alegria do verão. E o outono, junto com os frutos e Folhas secas, traz ainda momentos de reflexão. As quatro estações provocam sentimentos, suscitam palavras, afloram desejos... Os poemas deste livro são frutos de reflexões de poetas, que não apenas grafaram alegrias da vida, mas também a tristeza da solidão que só quem ama sozinho é capaz de sentir.

ORGANIZADOR: Edson Rossatto

VIAGENS DE PAPEL - Contos e crônicas de temática livre

SINOPSE: Quem lê desfruta de experiências reservadas somente àqueles que escolhem viver intensamente. Quem lê viaja. E vai longe... Descobre terras desconhecidas, muitas vezes, inimaginadas. Os autores do livro VIAGENS DE PAPEL desempenham brilhantemente sua função de agente de viagens e propõem pacotes diversos, capazes de agradar ao turista mais exigente. E lembre-se: o que importa não é o destino e sim a própria viagem.

ORGANIZADOR: Roberto de Sousa Causo
IMAGINARIUM - Contos fantásticos

SINOPSE: Existe uma zona no mais profundo abismo da mente humana, onde o real e o onírico coexistem, e o piscar de olhos confunde a compreensão. Esse lugar é chamado de IMAGINARIUM, e nele passam a maior parte do tempo aqueles que desconstroem a realidade para criar mundos completamente avessos ao conhecido. As histórias deste livro foram escritas não por aqueles que apenas visitam esse lugar, mas sim por aqueles que moram lá.

ORGANIZADOR: Alex Mir


LEGADO DE SANGUE - Contos sobrenaturais, de suspense e de terror

SINOPSE: Poe, Lovecraft, Shelley, Stoker e outras lendas da literatura de horror não produziram só histórias para assustar. Esses mestres criaram formas de prender o leitor em pesadelos escritos, habitados pelos monstros mais horrendos que uma mente pode conceber. Inspirados nessa herança literária, os autores de “Legado de Sangue” se propuseram a continuar a tradição e criaram contos que surpreendem e assustam tanto quanto um ser que espreita na escuridão, esperando por sua vítima. Saiba mais!

ORGANIZADOR: Alfer Medeiros

#FicaADica - Aproveite às férias, retire aquele manuscrito da gaveta, revise e mande!


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