sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Fã de carteirinha: Vilões Disney

Feliz Dia das Bruxas! E já que é o dia delas, as malvadas estão soltas, e fizeram um feitiço para o Fã de carteirinha, sair na sexta-feira ao invés do domingo.

E o vídeo desta semana, traz os vilões da Disney (na maioria bruxas), interpretando sua própria versão de Cell Block Tango, trilha sonora de Chicago.

Spell Block Tango by Todrick Hall, tem as participações especiais de Amber Riley (de Glee), Adam Lambert, Shoshana Bean, Cassie Scerbo, Blake McGrath, Kimberly Cole and Pia Toscano.  

Confiram Rainha Má, Malévola, Cruela, Úrsula, A Rainha de Copas, Scar e Capitão Gancho em um musical!


Todrick Hall é um finalista do American Idol, Broadway ator e sensação youtube. Produzido em 2013 por Todrick Hall em parceria com a Marlon Wayans "What The Fun", o video tinha a intenção de se tornar um viral Halloween. 

P.S.: E não é que chutaram bem ao insinuar a "treta" entre Malévola e o Rei Stephan?! História que a Disney só nos contou este ano.

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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

The Flash

Começando com uma narração em off, o jovem Barry Allen (Grant Gustin, de Glee) se apresenta como a figura incomum que ziguezaguea entre os prédios de Central City. Momentos depois somos informados de um misterioso crime que o tornou praticamente órfão, ainda na infância (sua mãe é assassinada, e o pai preso injustamente pelo crime). Até que um acidente que envolve toda a cidade, dá super-poderes à Barry, e pode ter atingido outros moradores. Mas é claro, antes de sair por aí salvando a cidade o jovem empolgado descobre e testa seus poderes em um beco.

O homem aranha de Sam Raimi também testou seus poderes em um beco, e narrava as introduções e finais de suas aventuras. Pobre Bruce Wayne, órfão em uma cena traumática ainda na infância. Não podemos esquecer da chuva de meteoros, que não apenas trouxe Kal-El, mas infectou toda Smallville.

Não é impressão, The Flash é uma combinação de diversas fórmulas que deram certo no cinema e na TV. O que não significa que seja uma coisa ruim. Muito pelo contrário. Warner e DC conhecem bem o público que pretendem atingir (o mesmo de Smallville e Arrow), e acerta ao entregar uma produção caprichada e com bons efeitos especiais.


Barry Allen é um cientista forense da polícia de Central City, obcecado pela morte misteriosa e aparentemente sobrenatural da mãe. Quando um acidente com o acelerador de partículas dos Laboratórios S.T.A.R., combinado com um raio o atingem, transformando-o em um "meta-humano". Agora o homem mais rápido do mundo, Barry conta com a ajuda da equipe do laboratório para impedir outros meta-humanos de aprontarem por aí.

A equipe é formada por Caitlin Snow (Danielle Panabaker) especialista em bioengenharia que perdeu seu noivo no acidente com o acelerador de partículas. O engenheiro mecânico Cisco Ramon (Carlos Valdes) e Harrison Wells (Tom Cavanagh) dono do S.T.A.R., e de caráter ambíguo.

A parte do romance (meio adolescente, apesar de Barry já ser adulto) fica a cargo de sua melhor amiga Iris West (Candice Patton) que, claro, não faz ideia dos sentimentos de Barry por ela. Principalmente por que o casal cresceu juntos, já que o Detetive West (Jesse L. Martin), pai de Iris, acolheu Barry depois do incidente com seus pais.
Família adotiva, amor platônico
Ah! E por falar em pais, John Wesley Shipp, o Flash da série da década de 1990. Ganhou o papel de pai do protagonista. Curiosidade que a molecada que está sendo apresentada a série não vai notar. Mas vai colocar um sorriso nos fãs mais antigos do velocista.

The Flash faz parte do mesmo universo que Arrow. De fato, Barry foi apresentado durante a segunda temporada da série do arqueiro. Logo não é surpresa que o mascarado apareça logo no primeiro episódio de The Flash, e que haja promessa de novos encontros em ambas as produções. Isso sim, pode ser um ponto negativo, o expectador que optar por acompanhar apenas uma das séries pode ficar meio perdido de vez em quando. Para quem acompanha ambas, é diversão certa!

Outro ponto fraco, e o perigo da série cair na fórmula "infectado de meteoro meta-humano da semana". Apesar de acertada, pode se tornar repetitiva rapidamente. Mas a série é bem feita, já tem temporada completa (23 episódios) confirmada, e o apoio da muito bem sucedida Arrow. É espaço e recurso suficientes para acertar os ponteiros e não cair na mesmice.

The Flash no Brasil pelo Warner Channel as quintas-feiras, às 22h30. Apenas uma semana atrás da exibição "estadunidense".

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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Como assistir à filmes de terror

É mês de Halloween, época perfeita para assistir filmes de terror. Simultaneamente minha recente experiência em uma sessão de Annabelle, apontou um problema grave em relação à este gênero em particular: As pessoas não sabem assistir à filmes de terror!

Incomodada com a situação, ainda no ônibus na saída da sessão, saquei meu sempre presente bloquinho e comecei a apontar os problemas da sessão, e entender as melhores formas de se assistir um filme assustador. O resultado?

O Manual para Assistir Filmes de Terror*

*Vale lembrar, o objetivo é ficar com medo. Se quer um manual para "sobreviver" à um filme de terror, sem mini-ataques cardíacos, procure outro guia. Ou espere um pouco, quem sabe não escrevo um.

1 - Evite multidões:
O melhor é assistir em casa. Mas, se sua TV é fraquinha, ou você não gosta de esperar, dá sim para arriscar uma sessão no cinema. Vá no meio de semana, nas sessões mais cedo, sempre mais vazias. Se vir adolescentes na fila, desista!

O motivo? Sessões lotadas estão cheias pessoas que não sabem assistir filmes de terror. Aliais, filmes em geral, falam alto, mastigam de forma barulhenta, entram e saem. E o mais absurdo de tudo gritam, especialmente adolescentes.

A geração "aborrescente" atual parece ser condicionada pelo gênero oficial do filme. Logo se sentem na obrigação de se mostrar apavorados, a cada segundo, mesmo que o que esteja na tela seja apenas o nome da boneca do mal. E como demonstram isso? Gritando. Muito! Como se estivessem em uma montanha russa. Essas reações exageradas, vão te fazer rir!

2 - Evite namorados e conjunges:
Eu sei, é romântico. Na época dos nossos avós provavelmente a única oportunidade de segurar a mão da namoradinha. Mas os tempos são outros, o escurinho do cinema não é mais a salvação dos pombinhos. Logo, manter sua namorada confortável, ou fingir que está apavorada para fazer seu namorado bancar o protetor, só vão tirar o clima do filme. 

3 - Aposte na solidão:
Sim o melhor é estar sozinho, não apenas na sala, na casa inteira. Se à certa altura você começar a ter a sensação de que "não está mais sozinho", é porque você está fazendo isso direito.

4 - Crie o ambiente correto, controle-o. 
  • Não permita que nada interrompa sua sessão;
  • Desligue o telefone;
  • Tranque a porta;
  • Feche as cortinas;
  • Finja que não está em casa;

5 - Não assista durante o dia:
Preciso explicar que o escuro é mais assustador? Só tem tempo livre de dia? Sem problemas, você já fechou as cortinas, termine de escurecer o ambiente. Se tiver um bom fone de ouvido, use-o. Assim o barulho das pessoas vivendo lá fora não vai te distrair, e você terá construído sua mini noite.

6 - Saiba o que realmente te assusta:
Tem gente que se apavora com imagens grotescas, outros entram em pânico com sustos repentinos. E tem gente que sucumbe a pressão do suspense ininterrupto. Procure os subgêneros apropriados para você.
Ter essa galera como companheiros de sessão, isso me assustaria!

7 - Escolha bons filmes:
Nem toda a preparação do mundo vai adiantar, se você pegar um filme ruim ou mesmo um "terrir" como O Filho de Chucky
____
Isso mesmo, você entendeu. O segredo para assistir apropriadamente um filme de terror basicamente é a sensação de isolamento. Estar sozinho é estar vulnerável, o que consequentemente aprimora a sensação de medo.

De bônus, se estiver sozinho, ninguém vai saber se você ficar apavorado feito uma garotinha, e usar sua reação exagerada contra você mais tarde!

31 de Outubro está aí, se prepare, e boa sessão!!!

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domingo, 26 de outubro de 2014

Fã de carteirinha: Disney

Você já se perguntou ou que acontece depois do "felizes para sempre" obrigatório em animações da Disney? Eu já! E mesmo com aquelas que tem sequencias, a sensação é de que nunca foi realmente sanada. Provavelmente, porque as sequencias são inevitavelmente lançadas em home vídeo e sem o mesmo esmero das produções originais.

Pois este "não tão fã", tem a resposta em seu canal do YouTube. Segundo ele todos os filmes terminam em mentiras. Finais felizes que ele desmente, utilizando as próprias trilhas sonoras dos longas.

- Mas Fabiane, se ele está detonando os finais de nossos clássicos de infância, como pode estar na série "Fã de Carteirinha"? - você deve estar se perguntando. Elementar meu caro leitor, ele criou histórias em forma de letras que se encaixam perfeitamente com as canções dos filmes. Isso é coisa de fã!



Eu teria postado estes vídeos (na verdade são dois) há semanas. Mas, seu criador desativou a incorporação. O que só atrapalha o compartilhamento do conteúdo, mas não evita a cópia. Como prova o vídeo acima, uma cópia que une os dois vídeos do mesmo tema, montado, legendado e disponibilizado por outra pessoa. Mas isso é assunto para outro post.

Continue acompanhando a série Fã de Carteirinha, ou leia mais sobre Disney.
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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Forever - Uma Vida Eterna

Em Resurrection pessoas de diferentes épocas e idades voltam à vida, em Under the Dome, o tal domo traz de volta quem achar necessário. Já em Forever a ressurreição miraculosa fica à cargo de apenas uma pessoa, o Dr. Henry Morgan (Ioan Gruffudd, o Sr. Fantástico de Quarteto Fantástico). E, é claro, à exemplo das outras séries, não há explicação para tal fenômeno.

Henry era médico em um navio negreiro quando morreu pela primeira vez, aos 35 anos, 200 anos atrás. Desde então, ele continua voltando, e vivenciando os maiores acontecimentos da história, enquanto estuda a morte. Atualmente é um médico forense da cidade de Nova York, que acidentalmente, já que evita pessoas, acaba virando parceiro da detetive Jo Martínez (Alana De La Garza - Law &Order).

Até onde sabe imortal, o protagonista coleciona características de uma alma velha, meio ranzinza, recluso, de hábitos estranhos, vocabulário antiquado, curioso e sem cautela (afinal ele não morre!). Além é claro de uma memória "de elefante", e uma capacidade de observação e percepção fora do comum. Se essas últimas qualidades já eram suas, fazem parte de seu dom/maldição ou foram adquiridos com o tempo há de se descobrir.


A trama divide seu tempo entre o tradicional "caso da semana" de séries policiais. E o mistério que envolve a condição de Morgan. Some aí também alguns demônios do passado, já que o protagonista perdeu muita gente nesses 235 anos de vida, e sua parceira viúva ainda não abandonou o luto.

Como todo herói precisa de escudeiro, Abe (Judd Hirsch) de 75 anos conhece Henry desde...sempre! E é o único que conhece seu segredo. Já no laboratório forense a ajuda vem do avoado assistente Lucas Wan (Joel David Moore, saído direto da plataforma forense de Bones - nasceu para interpretar o técnico forense? Ao menos ele já domina o linguajar técnico).

Um CSI, com o bônus de reiniciar a vida de seu investigador acumulando experiência e informação para solucionar os crimes. Particularmente lembrei de quando jogava Super Mario Bros. 3, e repetia a mesma fase diversas vezes até "pegar as manhas". Bem produzida, a série tem potencial para várias temporadas, a não ser por um inconveniente: Dr. Henry Morgan não envelhece, mas Ioan Gruffudd sim. Mas, antes de pensar como a série vai lidar com este problema, é preciso torcer que sobreviva à primeira temporada, em meio a tantas produções de tema semelhante.

Forever é exibida no Brasil pelo Warner Channel, com apenas algumas semanas de diferença da exibição "estadunidense". A série vai ao ar às terças-feiras às 22h30, azaradamente disputando audiência com The Walking Dead. Então, vale informar, à reprise é aos Sábados, na faixa do meio dia.


P.S.: Não Warner! Não precisávamos do subitítulo " Uma Vida Eterna", assim como não precisamos em Two Broke Girls - Duas Garotas em Apuros, e como "No Meio do Nada" não é a melhor tradução para The Middle. Só falta agora querer que a gente assista Big Bang - A Teoria. Quero ver tentarem traduzir Selfie. Mas, isso é assunto para outro post!

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Relatos Selvagens

O ponto de ebulição, a última gota, o limite, aquilo que faz o ser humano comum perder a cabeça e "jogar tudo no ventilador". O resultado de um dia, ou uma vida, de cão. É disso que se trata Relatos Selvagens, antologia escrita e dirigida por Damián Szifrón.

Um desconhecidos que descobrem ter algo em comum durante um vôo. Uma garçonete que se vê cara-à-cara com o homem que arruinou sua família. Dois motoristas competem em uma estrada deserta. Um cidadão comum é afogado pela burocracia sem sentido. Uma família rica embarca em uma negociação para encobrir um crime. Uma festa de casamento sai dos trilhos, quando a noiva descobre a traição do marido.

Seis histórias que evidenciam o limite que uma pessoa suporta. E a consequente falta de limites, quando as barreiras da paciência e bom senso já foram rompidas. Abusando do humor negro, cada história é levada ao estremo, sem pudores, nem receios.

Enquanto palavrões, sangue e escatologia enchem a tela, as histórias apresentam temas discutem temas sérios e problemas da sociedade. Como as diferenças sociais, a forma como tratamos as pessoas ao longo da vida, a burocracia cruel dos tempos atuais, a impunidade, infidelidade e o conformismo.

Uma comédia em episódios que usa o humor negro de forma inteligente, para apontar problemas sociais sem grandes pretensões. Enquanto "exorciza" suas tensões durante uma aparente sessão-pipoca, o expectador sem perceber, se depara com questões e problemas a serem analisados mais tarde.


Exibido em competição no Festiva de Cannes, Relatos Selvagens também foi o filme de abertura da 38ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. No elenco, Ricardo Darín, Oscar Martínez, Leonardo Sbaraglia, Darío Grandinetti, Rita Cortese, Erica Rivas e Julieta Zylberberg.


Relatos Selvagens (Relatos Salvajes)
Argentina/Espanha - 2014 - 122 minutos
Comédia


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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O Inventor de Jogos

Em mês das crianças no qual eletrônicos e brinquedos "tradicionais" travam uma disputa acirrada pela atenção dos pequenos,  O Inventor de Jogos, traz uma aventura "das antigas". E mostra para a atual geração que nem sempre é preciso comprar seus brinquedos.

O pequeno Ivan Drago (David Mazouz, o joven Bruce Wayne de Gotham), participa de um concurso de criação de jogos promovida pela maior empresa do gênero. Não é surpresa, entre 10 mil concorrentes, ele ganha! O prêmio? Uma decepcionante tatuagem de chiclete. Ao menos, com isso ele pode descobrir que seu talento é de família, o avô é um grande criador de jogos. Mas por motivos misteriosos seu pai decidiu se afastar do avô.

Devidamente apresentados personagens e universo, o verdadeiro jogo começa. Um acidente desastrosos, uma escola incomum, uma cidade fantasma, grandes mistérios e uma maldição estão no caminho entre Ivan e a descoberta do plano maléfico que move a trama.

Baseado no livro homônimo de Pablo De Santis, O Inventor de Jogos, apresenta um roteiro episódico e repleto de personagens, que não consegue manter o ritmo. Com tantas passagens diferentes, e os vários coadjuvantes fica a sensação que a maioria deles está suprimido, ou subaproveitado na trama cheia de reviravoltas. O resultado, é marasmo em alguns trechos, correria em outros, e personagens se acumulando do clímax.

A charmosa direção de arte é eficiente em pontuar os diferentes cenários, para evidenciar e a situação em que o protagonista se encontra. Desde o colorido quente do cotidiano de uma família suburbana, passando pelos rígidos tons cinza do internato, até os tons sombrios da fábrica de Morodian (Joseph Fiennes).

Fiennes, aliais, é um dos destaques do longa, com seu vilão insano, excêntrico e caricato, que podia ter mais espaço. Seu plano não é dos melhores, e parece muito trabalhoso, mas mesmo assim é divertido. Também merecia aparecer mais a pequena Megan Charpentier (de Mama), única menina da trama Anunciação, tem um curioso talento para se esconder.

O Inventor de Jogos é uma co-produção entre Argentina Canadá e Itália, falada em inglês e rodada em Buenos Aires. Merecia mais tempo para desenvolver seu universo, e nos fazer apaixonar pelas personagens. Ainda assim é uma aventura bem produzida, divertida e charmosa, que deve desviar por duas horas atenção da molecada pelos eletrônicos. E se der sorte até aumentar seu interesse por jogos de tabuleiro e quebra-cabeças.

O Inventor de Jogos (The Games Maker)
Argentina / Canadá / Itália - 2014 - 111 minutos
Aventura / Fantasia


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domingo, 19 de outubro de 2014

Fã de carteirinha: Cordeluna

Enganou-se quem pensou que os criadores da variedade temática de vídeos da rede mundial de computadores são fãs apenas das obras visuais. Além de filmes, séries e programas de TV, existem sim fãs de carteirinha de obras literárias, com habilidade e a criatividade para amentar ainda mais o volume de vídeos curiosos da web.

Prova disso é esse "book trailer" (sim, trailer de livro existe) de Cordeluna de Élia Barceló. Os fãs usaram imagens de Monty Python em Busca do Cálice Sagrado, e arte gráfica inspirada em Indiana Jones, para ilustrar a história de amor medieval do livro infanto juvenil.

Não acho que os fanfarões da comédia britânica sejam a escolha mais apropriada, mas até que o resultado ficou interessante.



Leia a resenha de Cordeluna, descubra mais sobre Monty Python em Busca do Cálice Sagrado, ou conheça outros Fãs de Carteirinha!
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Gotham

Não é de hoje que o universo de super-heróis conhece o caminho para a TV. Entretanto, nunca houve tantas séries em exibição ao mesmo tempo sobre quadrinhos. Apenas em 2014, serie-maniacos e fãs de HQs podem assistir Arrow, Flash, Marvel's Agents Of Shield, e Constantine (Agente Carter focada na ex do Capitão América, deve chegar em 2015). Isso sem contar as inúmeras séries animadas, e reprises de Smallville que pipocam na Warner e SBT, de vez em quando.

Á exemplo do cinema, com tantos super-poderes invadido a tela, não é de se surpreender que novos estilos sejam testados. Gotham é o principal exemplo disso!

Se você esteve preso em uma caverna cheia de morcegos no último século, e não sabe, Gotham, é a cidade natal do Batman. Mas Bruce Wayne é ainda um menino nessa série de TV. Logo, nada de super-heroi, é na carreira detetive iniciante James Gordon (Ben McKenzie, de The O.C.), e na decadente e corrupta cidade que Gotham, a série, se baseia.

De volta cidade natal e recém-promovido, Jim Gordon é o tipico bom moço, que realmente quer ver sua cidade melhorar. Não demora muito para o protagonista se decepcionar ao perceber, que além de propositalmente incompetente, a polícia da cidade também é preguiçosa e corrupta. Fato que pode (e vai), confrontar suas convicções. Até que ponto ele vai conseguir se manter no jogo, sem se corromper.

E já apresentei um grande dilema, sem nem precisar mencionar um vilão ou caso em particular. Mas caso esteja se perguntando, é claro, que a série começa com o primeiro grande caso de Gordon: o assassinato de Thomas e Martha Wayne, na frente de seu filho de 12 anos Bruce (David Mazuouz). Caso misterioso que seu parceiro Harvey Bullock (Donal Logue), faz questão de resolver "do jeito que der".

Criminosos não faltam para levar a culpa, entre corruptos e batedores de carteira, se destacam a "mulher de negócios" Fish Mooney (Jada Pinkett Smith), que disputa poder com Don Falcone e seu empregado Oswald Cobblepot (Robin Lord Taylor). Este último, um cara manco, com nariz afilado, carregando uma sombrinha. Sim, é o futuro pinguim, e suas tradicionais características sendo explicadas, apresentadas e adicionadas aos poucos com razões plausíveis. Seguindo a narrativa mais "pé no chão" e menos cartunesca.

Também já perambulam por este universo, a jovem Selina Kyle (Camren Bicondova), que prefere ser chamada de "Cat" (Gato em inglês), e já se esgueira de forma gatuna pela cidade, muitas vezes presenciando eventos importantes. Já o futuro charada Edward Nygma (Cory Michael Smith) tem um bom emprego na area forense da polícia. Sem muita função inicialmente, sua presença é puro "fã-service". O mesmo vale para a futura Hera Venenosa, que aparece no estilo "piscou perdeu"!

Muito distante das outras produções da Warner para a TV. Gotham, tem uma trama mais voltada para uma investigação constante, e disputas pelo poder. Deixando de lado o tradicional "caso da semana", utilizado tanto em séries de super-heróis (Smallville), quanto em séries policiais (CSI). A fotografia com estilo noir, evidencia que aquele universo nasceu nos quadrinhos, sem torná-lo cartunesco. Além é claro, de criar o clima de tensão, perigo e decadência que toma conta da cidade.

Escolhas, visuais e narrativas que podem dar um fôlego e frescor à DC, na disputa de público com a Marvel. Embate no qual a editora do Superman tem se saído melhor na telinha, do que na telona. Mas não tenha esperança, de que o universo de Gotham, encontre Arrow e Flash. Além de produções de canais diferentes, as séries também buscam públicos distintos. Na humilde opinião desta blogueira que vos escreve, seria complicado unir os dois universos.

Além de toda a bandidagem, e das cobranças de Bruce sobre o caso. Jim ainda precisa lidar, com os colegas de trabalho, a promotora Renee Montoya (Victoria Cartagena) e a noiva Barbara Kean (Erin Richards). Tomara que no meio de tudo isso, o personagem ainda arrume tempo para cultivar seu tradicional bigode.

Vilões do Batman, legais mesmo sem o homem-morcego.

Gotham é exibida no Brasil pelo Warner Channel, nas segundas-feiras, às 22h30, com apenas uma semana de diferença da exibição "estadunidense". Com apenas 4 episódios exibidos lá fora, a série já conseguiu audiência suficiente para estender sua temporada de 16 para 22 episódios. 

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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Under the Dome - 2ª temporada

Momento de discurso encorajador do clímax de final de temporada, e o herói explana:

"- Nestas duas semanas desde que o domo apareceu, temos feito de tudo para salvar essa cidade..."

Para tudo!!! Como assim duas semanas??? Não pode ter passado tão pouco tempo desde que os moradores de Chester's Mill ficaram presos sob a cúpula. A segunda temporada de Under The Dome, acertou ao diminuir e interligar melhor as linhas narrativas, resultando em um número maior de ação surpresas e reviravoltas. Tanto que é difícil acreditar se passaram apenas uns 15 dias.

Desde, o primeiro episódio da série as personagens estão presas sob um domo invisível, indestrutível e um tanto quanto mágico. Desde então esta nova micro sociedade (a cúpula cercou apenas parte da cidade, em um dia de festa quando muitos estavam fora), precisa se reorganizar, lidar com a escassez de recursos, as mudanças causadas pelo domo, e o mistério de sua existência em si.

A primeira temporada foi bem o suficiente para garantir o segundo ano, mas teve um final um pouco decepcionante. Não resolvendo nenhuma das questões levantadas, e  deixando um clímax frustante em aberto. Logo, para garantir, a nova temporada ganhou um primeiro episódio escrito por Stephen King, autor do romance homônimo da qual a série se baseou.

Enxugando, o elenco (leia-se matando personagens chave), a nova temporada começa criando novos dilemas e unindo as diversas tramas em torno de um único tema: o que o "domo quer".

Assim, o político megalomaníaco acredita que o domo o escolheu para liderar. Os adolescentes acreditam que precisam proteger sua fonte de energia, um ovo luminoso encontrado na temporada anterior. Enquanto a professora de ciências tenta resolver tudo de forma lógica, e driblar toda a crendice. O que é difícil uma vez, que manifestações sobrenaturais, como chuva de sangue, ressurreições e premonições não param de acontecer.

Para compensar as perdas, novos personagens com trajetórias inevitavelmente ligadas ao domo são bem vindos. Desde moradores, ainda não apresentados (mas que sempre estiveram ali), passando por gente de fora do domo, até pessoas cuja essa existência é impossível. Infelizmente, qualquer informação além disso é considerada spoiler.

As pessoas que jà conhecemos, continuam com suas personalidades e trajetórias "estimadas" pelo expectador. Big Jim (Dean Norris), ganha mais loucura em sua sede de poder. Norrie e Joe (Mackenzie Lintz e Colin Ford - o joven Sam Winchester, de Supernatural), continuam a bisbilhotar e tentar entender o domo. Barbie e Julia (Mike Vogel e Rachelle Lefevre), tentam resolver todos os problemas e ao mesmo tempo "ser um casal".

A grande surpresa é a mudança na personalidade de Júnior (Alexander Koch). O filho do Big Jim, renega o pai, passa a ser chamado de James, e passa de adolescente instável que aprisionava a namorada, para um jovem tentando acertar diante das responsabilidades que lhes são impostas. Mudança grande e repentina, que seria absurda para o expectador, caso ele não estivesse ocupado demais com as reviravoltas da trama.

Com apenas 13 episódios, não há tempo para enrolação, talvez por isso a sensação de que muito mais tempo se passou (ou talvez seja erro do roteiro mesmo!). Reviravoltas constantes e ritmo acelerado são os pontos fortes desta boa temporada, que sim termina em um final em aberto. Desta vez entretanto faz isso bem. O clímax não é forçado, e a única frustração do expectador é ter de esperar a terceira temporada!


Under the Dome (O Domo, na TNT e Under the Dome - Prisão Invisível, na Globo) é baseado no romance* homônimo de Stephen King. É exibido no Brasil pela TNT, a Globo exibiu a primeira temporada.

*No Brasil o romance foi publicado com o título Sob A Redoma.

Leia sobre a primeira temporada de Under the Dome ou conheça outras séries.

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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Annabelle

Ano passado Invocação do Mal surpreendeu ao aterrorizar as pessoas sem fazer uso dos clichês do desgastado gênero de terror. Além de ser um filme elogiado, ainda arrecadou 318 milhões de dólares, com um modesto orçamento de 20 mil. Logo, não é surpresa que novas obras relacionadas ao longa chegassem logo às telas. Só precisou de um ano para levar às telas Annabelle, a aterrorizante boneca usada como pano de fundo para apresentar os "demonólogos" Ed e Lorraine no longa anterior.

Mia (Annabelle Wallis), tem a coleção de bonecas mais feias do mundo. Ela e o marido John (Ward Horton) esperam o primeiro filho. Annabelle, é o presente perfeito para agradar a esposa em "estado interessante". A boneca, que completa a coleção, chega pouco antes de o casal ser atacado por membros de uma seita satânica que acaba envolvendo o brinquedo em suas atividades.

A partir daí, começamos a seguir a tradicional e nada surpreendente fórmula dos filmes de terror. A começar por pequenos estranhos eventos, uma mulher indefesa, marido que precisa se ausentar demais, uma criança em perigo. Tudo isso acompanhado da música que pontua a tensão, e subitamente sobe nos "sustos". (Bú!) Funciona, é claro, não é atoa que a fórmula é repetida a exaustão há anos.

Annabelle é previsível, e não repete o feito de seu antecessor, de surpreender e criar tensão. O elenco menos renomado também, não ajuda. Eles interpretam seus arquétipos direitinho e só isso. De fato é impossível não imaginar, que a intérprete da protagonista Annabelle Wallis, ganhou o papel por causa de seu nome.

O que não significa que o filme não tenha seus bons momentos. Seja com a fotografia bem construida, algumas sequencias que realmente assombram ( e vão permanecer incógnitas para não estragar a surpresa), ou nas inúmeras referências á clássicos do gênero. É difícil não pensar em O Bebê de Rosemary, ao juntar o icônico carrinho de bebê e o nome da protagonista, Mia (Mia Farrow, a interprete de Rosemary). Ou não lembrar do próprio Invocação do Mal ao ouvir a cantiga do móbile do bebê do casal.

A ambientação nos anos 60, acerta em utilizar notícias reais da seita de Charles Manson, para tornar a trama sobrenatural mais "realista".  Não cair na tentação transformar Annabelle em ser "com vida" como Chuck também soma pontos. Ela é assustadora sem se mexer, apenas com sua aparência nada convidativa e os gigantes olhos vidrados, e a sugestão do que ela seria capaz.

Principalmente se permanecer com a proposta de uma incursão única, afinal já sabemos que a boneca termina presa em uma cristaleira, o que afasta possíveis sequencias,  Annabelle é uma filme eficiente no que se propõe, entreter. É bom para passar o tempo, pode assustar os despreparados. Mas alguns vão sentir falta da originalidade de Ed e Lorraine (Patrick Wilson e Vera Farmiga).

Annabelle
EUA - 2014 - 98 min.
Horror


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