segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário

Quando eu era pequena, existia alguém no cosmos ajudando os Cavaleiros à vencer. Mas à julgar que o protagonista Seiya não clama nem uma vez pela força de Pégaso, estou inclinada à acreditar, que não existe mais ninguém.

Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário, pretende principalmente, apresentar a saga das 12 casas para o público jovem. Vale lembrar, que o desenho que assistíamos na Manchete foi sucesso no Japão há mais de 30 anos. Logo, as novas gerações podem até ter ouvido falar, mas provavelmente nunca assistiu a animação, ou mesmo leu o mangá.

Também vale lembrar, que a saga do Santuário original, tinha mais de 70 episódios. Para caber em seus 93 minutos, a trama deixa de lado toda a preparação e vai direto ao que interessa, a subida das doze casas. Assim somos apresentados rapidinho à Saori kido, Atena refugiada, e a seus jovens protetores. E, sem mais delongas, a moça logo fica em perigo mortal fazendo com Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki precisem atravessar subir escadarias rampas e atravessar as 12 casas o mais rápido possível.

É aqui que moram os problemas, uma vez que com tão pouco tempo, é necessário saltar casas. O que é feito sem muita explicação. Se você é daqueles que aprendeu a ordem dos signos através das casas do anime, prepare-se para ficar perdido e decepcionado, procurando este ou aquele signo.

A reformulação das personagens também foram pensadas para comportar o pouco tempo e agradar o novo público. Já que não dá para apresentá-los corretamente, o jeito é reforçar as suas características, assim, Seiya fica mais brincalhão, Shiryu vira um "caxias" (melhor nem mencionar Shun).

Os Cavaleiros de Ouro, que tiveram a sorte de aparecer também foram adaptados. Mas, uma vez que hoje em dia o politicamente correto impera, a mudança foi mais drástica para aqueles mais inclinados para o lado negro da força. O resultado é um personagem com o assustador nome de "Máscara da Morte", mas com a personalidade de um Jack Sparrow.

O politicamente correto também interferiu nas batalhas, que apesar de gráficas e luminosas, perdem em golpes e intensidade. Nada de sangue, muito menos a persistência assustadora do protagonista.

O novo visual criado em computação gráfica é mais rico, mesmo porque os desenhos originais tinham o estilo "mesma cara para todos" e a diferença era feita com os cabelos e roupas. Os cenários também ganharam mais detalhes, especialmente as casas, que são decoradas de acordo com as características de seus signos. Deslumbrante, embora, eu ainda esteja confusa porque o exterior em estilo gótico em uma mitologia inspirada na Grécia antiga.


Licenças poéticas à parte, o que deve agradar o fã brasileiro é o retorno de quase todo o elenco de dublagem. Donos das vozes à mais de 20 anos, a equipe se esforça para implantar através das vozes a emoção, ameaça e urgênccia que o filme não tem tempo de criar. Mas não é possível fazer milagres.

E assim como a equipe de dublagem nacional, não conseguiu brecha incluir o icônico bordão "Me dê sua força Pégasu!" no longa. Esta adaptação também falha em conseguir novos expectadores, que não tem muito para se apegar. E se sai ainda pior na tarefa de agradar, os antigos fãs, que não vão compreender as mudanças que enfraquecem a trama.

Cavaleiros do Zodíaco: A Lenda do Santuário (Saint Seiya: Legend of Sanctuary)
Japão - 2014 - 93min
Ação / Animação

P.S.: Ao menos serviu para deixar esta blogueira com vontade de rever os desenhos dos anos 80. E é difícil acreditar que não tentaram fazer um "fã service", nem nos créditos com a musica tema. Outra dúvida porque o relógio de Saori só marca "88:88" horas?
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sexta-feira, 26 de setembro de 2014

7 músicas para cantar no karaokê/chuveiro/fazendo faxina...

Após tantas resenhas seguida, é hora de uma pausa e relembrar a blogsfera old school, com uma das postagens coletivas sugeridas pelo Rotaroots. Entre os temas escolhidos este mês, eu bem que gostaria de fazer o projeto fotográfico, mas minha câmera "anda mal das pernas" então acabei optando pelo meme: "7 músicas para cantar no Karaokê/chuveiro/fazendo faxina...."


O que no meu caso também não é tarefa fácil. Quer me impor um desafio? Me obrigue a escolher um favorito entre um universo tão vasto quanto música, filmes, livros. Provavelmente eu não vou conseguir a menos que você restrinja a uma categoria: o favorito entre tal grupo.

Então para facilitar meu trabalho e conseguir escolher só 7 músicas, neste vasto universo sonoro que habitamos. Vou deixar de lado os inevitáveis clichés. E claro que canto Fireworks da Katy Perry, ou Exagerado do Cazuza, feito louca no chuveiro. Mas vou tentar listar opções menos óbvias, que talvez só eu cante. (ou não!)

Dadas as devidas explicações, eis minhas 7 músicas para cantar karaokê/chuveiro/fazendo faxina, ou no meu caso, blogando. É, eu escrevo e canto ao mesmo tempo, é estranho e também assunto para outro post! 

Aviso: a ordem é aleatória e a lista pode ser outra amanha....

Geralmente, é a versão de Mudança de Hábito com todas as poses, e imitando (muito mal) as vozes dos personagens, que Ain't no Mountain High Enough, é gritada entre minhas faxinas.


Ok! Vanessa Hudgens não é lá uma cantora daquelas, mas versão de Everything I Own, de High School Band ficou divertida. É Difícil não cantar junto, além disso, o filme tem a Phoebe, e David Bowie, quem não adora?


Vale combo? Tem que valer vai, porque geralmente uma música puxa a outra. Sim é mais um tema de filme fazer o que! Back In Time e The Power Of Love.

Para não dizerem que só tem música gringa na minha playlist, eis uma nacional Tempo Perdido. Que por acaso também é trilha, embora eu só tenha escolhido o clipe em questão porque os personagens estão curtindo um Karaoke e tem tudo a ver com o tema, né!


Essa vale para a versão original, a versão nacional, ou mesmo a versão meio reggae. Eu berro Somewere Over the Rainbow em qualquer ritmo ou idioma.


Essa é para aquele karaokê que você imagina todos seus colegas, um garçon pianista e o resto do bar/restaurante resolva acompanhar afinadinho. Mesmo quando está no chuveiro.


Precisa explicar, sério?


Ih! Já foram 7? Droga, ficaram várias de fora. Posso fazer outra? Me pergunte amanhã, e faço outra lista com mais 14 músicas.

Se você tem uma playlist de karaokê/chuveiro/fazendo faxina definidinha, deixe nos comentários. Se é problemaático como eu, desafie-se a escolher 7, volte amanhã e escolha outras 7. Trapaceie como eu e faça combos, liste o álbum inteiro. Mas me conte, o que você gosta de cantar por aí?

O tema deste post foi sugerido pelo Rootaroots (blogueiros de raiz, em prol da blogsfera old school) veja outros memes e blogagens coletivas do blog.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Lucy

É provável que em algum momento de sua vida você tenha acreditado, ou ainda acredite, no mito de que seres humanos utilizam penas 10% do cérebro. Verdade, ou mito, não deixa de ser interessante imaginar o que alguém que "supostamente" usa 100% do cérebro seria capaz de fazer. É neste argumento que Lucy aposta.

Reconhecido por retratar mulheres fortes o diretor Luc Besson (Nikita - Criada Para Matar, O Profissional e O Quinto Elemento). Coloca Scarlett Johansson no papel título como uma heroína de ação, que passa a utilizar cada vez mais o potencial de seu cérebro, após forçada a ser mula de uma nova droga, que acidentalmente foi absorvida pelo seu corpo. Enquanto Morgan Freeman, empresta sua credibilidade para explicar e tornar crível para o expectador a ingênua teoria.

E já que provavelmente o, sempre competente, Freeman vai te convencer, não é difícil acreditar que Lucy transforme-se rapidamente de periguete burra para um não apenas um gênio, mas uma entidade superior com potencial para se transformar na versão feminina do Dr. Manhatan.

Transição que Johansson faz muito bem, mantendo sempre enorme presença em cena. Mesmo quando ainda é um ser comum como o resto de nós, acuada por bandidos.. Consolidando a atriz como protagonista e heroína de ação, já que até agora a Viúva Negra, lhe dera apenas o cargo de uma muito eficiente ajudante.

Aumentando a gama de protagonistas fortes e femininas das telas (algumas delas criadas pelo próprio diretor deste), é um interessante filme pipoca, e não precisa, nem tenta, ser mais que isso. O longa intercala trechos de ação, e discussão filosófica em seus menos de 90 minutos de projeção, de forma frenética.

O único ponto fraco fica a cargo do desfecho metafísico transcendental, mal explicado e questionável (que acidentalmente lembra o recente Transcendence com Johnny Depp). Mas, à essa altura, você já aceitou Lucy como ser superior, com um plano, e suspeita que talvez não tenha compreendido o final por completo. Afinal, você só usa 10% de sua capacidade cerebral!

Lucy
França - 2014 - 89 min.
Ação

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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Hércules

Se você já brincou de telefone sem fio, mora em cidade pequena, ou mesmo frequentou a escola, deve ter percebido, que os mitos (ou fofocas nos tempos de hoje), geralmente nascem de histórias menores muito bem contadas. Repetidas e ampliadas a cada novo ouvinte. É assim que o roteiro de Hercules, com Dwayne "The Rock" Johnson pretende tornar o herói grego em uma figura mais realista.

Hércules (Dwayne Johnson) é um mercenário que vaga pela Grécia oferecendo seus "serviços heroicos" ao lado de seus companheiros. Entre eles Iolaus (Reece Ritchie) é o encarregado de agregar valor ao produto exaltando os mitológicos 12 trabalhos do suposto bastardo de Zeus. Durante a projeção descobrimos que alguns deles realmente aconteceram, mas não necessariamente do jeitinho que é contado. A explicação para alguns feitos e criaturas mitológicas são inteligentes e até divertidas. Embora às vezes se apresentem em intrusivos flahsbacks.

É claro, que conhecemos Hercules e sua trupe, quando estão prestes à se aposentar, precisando apenas de um último trabalho para completar sua poupança para vida toda. O trabalho em questão é libertar a Trácia de um feiticeiro, à pedido de seu soberano Lord Cotys (John Hurt, sempre competente, porém atuando no piloto automático). O que inclui, muitas batalhas, uma sessão de treinamento (que particularmente me lembrou muito a animação Mulan da Disney), além de previsíveis e anunciadas reviravoltas.

Johnson queria há muito dar vida ao herói grego, e embora tenha o carisma, porte e até uma atuação razoável, nunca se transforma de fato no herói. Apesar da peruca e espessa barba, ainda é o "The Rock" como Hercules. Tudo bem, graças à seu carisma, torcemos aceitamos e torcemos pelo personagem mesmo assim.

O problema está mesmo na pretensão de ser um épico memorável. Para isso a produção apostou na produção de gigantescos cenários reais, que infelizmente não são explorados em seu potencial. Contratou centenas de figurantes para as batalhas, mas falha ao executar as sequencias de ação. O roteiro formulaico também não ajuda. Uma vez estabelecida a a trama, não é muito difícil o espectador adivinhar o que vem a seguir. Inclusive com o arco do herói, que além de salvar a todos ainda precisa lidar com seus próprios demônios.

Única vantagem da fórmula pronta é que ela encontra espaço para o elenco de apoio, e alivia o peso de carregar o filme que o personagem título impõe a Johnson. Também são eles os responsáveis pelos momentos de humor, os melhores do longa. Aí se destacam Ian McShane, Rufus Sewell e Rufus Sewell, todos do bando do herói. Já Peter Mullan e Joseph Fiennes tem pouco espaço para desenvolver seus unidimensionais personagens.


Com elenco certo, mas execução equivocada, Hercules funciona como filme pipoca, diversão instantânea. Mas falha se levado muita à sério e nem de longe será o épico memorável, ou o personagem que marcará a carreira de Dwayne Johnson.

Hércules (Hercules)
EUA - 2014 - 103 minutos
Aventura / Épico

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domingo, 21 de setembro de 2014

Dia internacional de falar como um pirata!

Sexta-feira passada, dia 19/09 foi o Dia internacional de falar como um pirata! É sério, esse dia existe mesmo. Ok, a celebração é uma brincadeira criada por John Baur e Mark Summers, também conhecidos por seus nomes piratas: Ol' Chumbucket e Cap'n Slappy. Mas existe!

As regras da comemoração incluem falar como um pirata durante todo o dia (ou o quanto você conseguir). E isso inclui a expressão bucaneira no rosto para acompanhar.

De verdade, eu não sei falar como pirata, mas sei achar vídeos sobre eles! Esse aqui traz Petter Hollens e cia, entoando apenas com a voz, o maior hit pirata do século XXI!

Então encham suas canecas de rum e aproveitem oa cantoria seus sacripantas, e até o ano que vem. Savyy???



Dia internacional de falar como um pirata  ficou conhecido em 2002 quando os dois amigos escreveram a Dave Barry, que possuía uma coluna de humor no jornal The Miami Herald. O colunista gostou da idéia e promoveu o dia. Desde então não faltam doidos adeptos para comemorar.!


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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Bates Motel - 2ª temporada...

....ou como criar um psicopata parte 2. A segunda temporada de Bates Motel, não precisa mais estabelecer personagens, ambientes, ou mesmo criar situações. White Pine Bay é uma cidadezinha estranha e cheia de segredos. Norma (Vera Farmiga) tem problemas com os negócios e precisa administrá-los junto com seus problemas familiares. O filho renegado Dylan (Max Thieriot). E Norman (Freddie Highmore), que é claramente perturbado.

"Vale sempre alertar resenha a seguir pode conter spoilers de Psicose, clássico de Hitchcock. Assim como da primeira temporada da série."

É o gancho deixado ao final da primeira temporada, o assassinato de uma das professoras de Norman que dá curso a trama. Enquanto o mistério é desenvolvido, assistimos as reações não apenas de Norman, mas de toda a cidadezinha. Para tal a série não tem dificuldades em descartar e introduzir novos personagens.

Assim a trama manda embora a "estudante dos sonhos de Norman" Bradley (Nicola Peltz), enquanto finalmente apresenta os nomes que comandam a cidade, leia-se os chefes do tráfico. As mudanças soam naturais ao acompanhar as investigações do Xerife Romero (Nestor Carbonell) e as tentativas de Norma de evitar a construção da rodovia que deve arruinar seus negócios.


A única personagem que parece perder a função é Emma (Olivia Cooke). A adorável adolescente que anda todo o tempo com um cilindro de oxigênio, continua a trabalhar no motel da família Bates e até tem seu arco próprio. Mas, como a própria personagem anuncia à certa altura, é deixada de lado da trama da família. O que nos faz pensar que o pouco envolvimento da moça, é proposital.

Entretanto, o que interessa mesmo é o desenvolvimento da relação Norma/Norman, que neste ano passa por muitos altos e baixos. Segredos e desconfiança geram conflitos entre mãe e filho, ao mesmo tempo que a dependência entre eles é tão grande que os personagens, nas palavras da própria Norma, parecem ser um só (algum dia serão, não?!). É claro, os conflitos evidenciam, ou reforçam, a dualidade da personalidade de Norman, que começa a se dar conta de quem é, ao mesmo tempo que deixa sua super protetora mãe de mãos atadas.

As indas e vindas nessa relação é o que realmente sustenta a série, e não funcionariam sem as excelentes atuações de Farmiga e Highmore. Enquanto a matriarca da família, se mostra cada vez menos confiável e sensata. O adolescente, começa a mostrar claramente quem virá e se tornar na idade adulta, incluindo o porque e a forma que este se tornará um dos assassinos mais icônicos do cinema. Ambos mostram força e profundidade em cena, que cresce ainda mais quando a dupla divide a tela.


Mas nem tudo são flores, em Bates Motel, os novos rumos da trama e a construção do excelente desfecho apresentado nos dois últimos episódios (The Box e The Imutable Truth) demandam tempo. Foi preciso desacelerar o ritmo e construir os arcos de cada personagem, o que pode soar meio arrastado para alguns espectadores. Em comparação com a primeira temporada a série "deu uma esfriada" em prol da história, mas manteve a tensão e a qualidade (inclua aqui a direção de arte, responsável por criar a angustiante atmosfera de Pine Bay), e terminou muito bem.


Bates Motel se manteve como o drama de maior audiência entre adultos de 18 a 49 anos da história do canal A&E. Sua terceira temporada já foi confirmada, e com o material entregue por este segundo ano, tem conflitos suficientes para manter a ótima qualidade.

No Brasil a série é exibida no canal pago Universal Channel, e sua primeira temporada foi exibida na TV aberta pela Record. Ambas as temporadas tem 10 episódios.

Leia mais sobre Bates Motel aqui, ou descubra o clássico de Hitchcock que a inspirou a série, no especial Psicose do blog parceiro DVD, Sofá e Pipoca.

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Maze Runner - Correr ou Morrer

Então o protagonista acorda em um elevador em movimento que para em uma clareira rodeado por jovens desconhecidos. Eu disse "protagonista" pois à essa altura Thomas (Dylan O'Brien), não lembra sequer o próprio nome. O nome aliais, é a única memória a que estes jovens tem direito.

Em Maze Runner, nova adaptação para o cinema de uma série literária para jovens adultos, vários rapazes são enviados sem memória, para uma clareira no centro de um labirinto. A cada mês suprimentos chegam acompanhados de um novo "recruta". Confinados há anos, os jovens dividiram tarefas e formaram uma sociedade liderada por Alby (Aml Ameen). O mais perigoso dos trabalhos, no entanto, é o de runner. Bons corredores, que tem a tarefa de mapear o labirinto durante o dia. Perigoso pois a noite às portas da Clareira se fecham em quem ficar para trás precisa enfrentar os monstros que habitam os corredores à noite. Desafio do qual ninguém saiu vivo.

Se você acha que Thomas chegou para mudar o status quo, acertou. Doido para sair daquele lugar, e em busca de respostas ele é o primeiro a quebrar as regras. Mas não é o único, mudanças na "rotina do labirinto (que como todo bom labirinto parece ter vida própria), e a chegada da primeira garota dão o empurrão final à trama.

Desvendar mistérios, solucionar "puzzles", enfrentar monstros desconhecidos e correr, correr muito. Dão ao longa ares de Indiana Jones, em suas bem desenvolvidas cenas de ação. O corre-corre divide (mas não muito) espaço com as reações dos moradores da clareira a cada nova mudança. E são reações bem distintas, considerando o enorme elenco jovem que inclui ainda, Will Poulter (o Estuáquio de As Crônicas de Nárnia) como valentão de visão limitada Gally. Thomas Sangster (o Jojen Reed de Game of Thrones) como segundo no comando e pensativo Newt. Blake Cooper como o mascote da turma Chuck. Além de Kaya Scodelario como a supra-mencionada primeira garota Teresa.

Scodelario, inclusive é a única escalação realmente fraca no elenco. Surpreendente, porém reconfortante,  considerando que o filme é conduzido por um elenco jovem. O'Brien também não é o mais carismático dos protagonistas, mas ao menos é eficiente em guiar o expectador. O destaque fica mesmo com o experiente elenco de apoio mencionado acima.

Já o design de produção capricha ao criar monstros futuristas incompreensíveis, meio animais meio máquinas. E ao contrastar o ambiente inóspito e estranho do labirinto, com a sempre verde clareira. Com suas cabanas e instalações improvisadas, e impossibilidade de sair, lembra até o ambiente de Lost (só falta a praia).

Também à exemplo da série de TV Maze Runner  deixa para seus expectadores mais perguntas que respostas, uma vez que é baseado na série de James Dashner, que se estende por quatro livros. As sequencias Prova de Fogo, A cura mortal e o prelúdio A Ordem de Extermíno. Podem chegar às telas se este primeiro for bem sucedido.

O que é bastante provável considerando o capricho na produção (nada menos do que se esperaria de um blockbuster do gênero), o roteiro ágil e a inesperada ação quase interrupta. Além é claro, da surpreendente ausência de outros dilemas adolescentes que não a sobrevivência (isso mesmo, nada de romance meloso complicado). Uma aventura divertida, com boas cenas de ação, e muito mistério que até levanta algumas questões a serem discutidas, mas não é "arrastado" por elas. Maze Runner deixa claro a que veio, entreter! E parece cumprir bem esta tarefa.

Maze Runner - Correr ou Morrer (The Maze Runner)
EUA - 2014 - 125 min
Ação/Ficção científica/Aventura
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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Se eu ficar

Qual faculdade cursar, triângulos amorosos, como manter os relacionamentos após o colégio, conflitos de geração com os pais... Apesar do que prega a literatura voltada para o publico jovem atual, essas não são as questões mais complicadas que um adolescente, ou jovem adulto pode precisar encarar de frente.  É claro, a grande maioria passa por questões como esta. Mas sempre existe a possibilidade, e alguns vão enfrentá-la, de que outro dilema transforme essas questões em problemas menores, dos quais até se pode sentir falta.

E é sobre, nas palavras da protagonista, "como a vida é uma coisa e então, de repente, se torna outra?", de que se trata Se eu ficar. Mía Hall é uma adolescente comum, que em um dia de neve, quando as aulas são canceladas em sua cidade, sai para passear com os pais e o irmão caçula. É um acidente durante este passeio, que transforma sua vida em outra coisa, literalmente.

Em coma, Mia passa a existir em um estado de consciência fora do corpo. Observando desde seu resgate, até seu tratamento hospitalar e todas as consequências deste desastre familiar. E precisa tomar a decisão que torna todas as outras questões adolescentes pequenas, ficar ou partir.

Entre as conversas na UTI, as visitas de parentes, e os questionamentos de Mia nos corredores do hospital, Mia nos conta, ou relembra, detalhes de sua vida. É aí que descobrimos, que a moça é uma excepcional violoncelista, e uma tímida filha de pais roqueiros. Seu relacionamento, com os pais, o irmão caçula, os avós, os amigos, e é claro, o inesperado namorado. O roqueiro "legal" demais para uma menina tão careta.

Sim, vemos a protagonista lidar com dilemas adolescentes (felizmente nada de triângulo amoroso aqui), mas estes não são o foco. Essas memórias, em forma de flashback, montam a lista de prós e contras para que Mia decida se vai ficar. Viver com o que perdeu, ou seguir e deixar outros para trás. E apesar de ser grande parte do dilema, não é apenas o romance com Adam, que conta na hora em que a moça precisa tomar a decisão. Mia é mais que uma adolescente apaixonada.

A linguagem é simples, direta e fluida, apesar de dividida em duas linhas narrativas distintas, vida e coma. Quase uma conversa, ou uma olhada no diário da jovem protagonista. O que facilita e muito a empatia com o leitor, que logo se vê compartilhando tão complexo dilema com a garota.

É na simplicidade com que trata um tema impossível, que está a maior qualidade do livro. Tratar adolescentes como pessoas complexas, e não apenas estereótipos guiados pelos hormônios e vivacidade da idade também é uma escolha acertada.

É claro, há momentos formulísticos para "fazer chorar", mas há altura em que aparecem não eram mais necessário. E por afeição aos personagens com os quais já criou uma relação, o leitor não deve se incomodar com um pouquinho de "pieguice".

Simples e honesto, Se eu ficar, traz para seu público alvo, dilemas diferentes daqueles abordados pela maioria dos livros para jovens adultos. Questões aliais, que não estão restritas à uma faixa etária, e por isso deve fazer refletir leitores de todas as idades.

Se eu ficar (If I Stay)
Gayle Forman
Novo Conceito


Leia a resenha do filme Se eu ficar;

P.S.: A adaptação para as telas de Se eu ficar, está em cartaz nos cinemas de todo o país (leia a resenha). A edição do romance recentemente lançada pela Novo Conceito, com a obrigatória "capa do filme" traz também entrevistas feitas pela autora Gayle Forman com os protagonistas Chloë Grace Moretz e Jamie Blackley. Além de um trecho da continuação Para Onde Ela Foi.

 A existência dessa sequencia em particular me deixou apreensiva, sobre sua real necessidade ou ser apenas uma forma lucrar com os personagens. Entretanto, descobrir que nesta sequência a história é vista pelo ponto de vista do namorado Adam, me deixou curiosa. Vale lembrar, o final de Se eu ficar, apesar de indicar a decisão de Mia, ainda deixa questões em aberto.

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domingo, 14 de setembro de 2014

Doctor Who: fã de carteirinha #3

Este vídeo é paródia que une Doctor Who e The Rock Horror Picture Show.  Produzido pelas irmãs Hindi, para o canal Hillywood, as gravações levaram cerca de uma semana. E o resultado ficou tão legal, que a paródia foi reconhecida pela BBC e recebeu elogios de membros do elenco e da produção da série de TV.

O vídeo coloca o 10º Doctor e suas companions Martha, Rose e Donna, para interpretar a canção "Time Warp", do musical psicodélico de 1975. Um time lord cantando sobre viagem no tempo. Apropriado, não?


Leia mais sobre Doctor Who, ou assista outros Fãs de Carteirinha, ou ainda Fãs de Carteirinha do Doctor Who! Conheça The Rock Horror Picture Show no especial do DVD, Sofá e Pipoca.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

O Doador de Memórias

Já passamos pelas fantasias, pelos romances sobrenaturais, agora é a vez das distopias. Ou nesse caso falsa utopia. Uma vez que, livres de guerras, racismo, tristezas ou doenças, a sociedade de O Doador de Memórias, aparenta ser perfeita.

Divididas em distritos facções comunidades, a sociedade é organizada em unidades familiares constantemente "observadas" pelo conselho. E quando suas crianças atingem certa idade, são designadas para os trabalhos mais adequados à sua personalidade. Jonas (Brenton Thwaites) é selecionado para o trabalho mais misterioso da comunidade, o de guardião de memórias.

É no aprendizado de sua nova profissão com guardião anterior (Jeff Bridges), que Jonas começa a perceber que há algo faltando em sua sociedade. Sem saber suas origens, a população vive em um estado de conformismo extremo, que supostamente os poupa do sofrimento, mas não sem consequências. Se a ignorância é uma benção, ignorar tudo também não é boa coisa. E é quando começa a conhecer um mundo além da suposta utopia em que vive, que o protagonista desenvolve a curiosidade, a dúvida, e os sentimentos. Desde o amor à revolta, e inconformismo com a sociedade que começa a compreender.

Um mundo futurísta utópico bem construído em conceito e visual. Uma civilização homogênea onde não há expressões de individualidade, são bem acertadas. Assim como a escolha por alternar entre o preto e branco e a cor, apesar uma opção de clichê, deve causar alguma reação na geração alimentada pelo 3D e excesso de tecnologia. Afinal é uma fábula infanto-juvenil.

Apesar de trazer um elenco jovem competente, falta carisma ao protagonista, o que fica evidente assim que este universo deixa de ser um mistério e não precisamos mais dele para desvendá-lo. a partir daí, ao invés de aprofundar nas questões levantadas pela falsa utopia, o  longa segue apenas a tomada de atitude do protagonista. Obedecendo a fórmula dos blockbusters de distopia adolescente atuais, e que você provavelmente adivinhará o próximo passo.

O final, no entanto, fica em aberto, uma vez que a trama é baseada na tetralogia literária de Lois Lowry (que no Brasil ganhou originalmente o título de O Doador, mas que agora deve mudar juntamente com a obrigatória edição com a capa do filme) . E é provavelmente no universo criado pela versão em papel que reside a maior falha de conceito: o de que existe uma memória coletiva histórica de alguma forma inerente à condição de ser humano (estaria no DNA?), e que esta pode ser contida e/ou liberada através de uma barreira. Sim imaginário coletivo existe, mas este é criado e desenvolvido com o tempo, e a convivência em sociedade com outras pessoas que possuem esta memória. E não poderia ser contido, e restaurado sem perdas gerações mais tarde.

Talvez eu esteja esperando muito de um blockbuster adolescente. Talvez a resposta esteja nos livros, aí sim grande falha do filme depender dele. Talvez o cânone seja melhor definido, nas continuações, se estas existirem.

Seja qual for o caso, o filme é uma aventura/ficção ciêntífica juvenil bem produzida, que levanta, embora não discuta, várias questões. Com Jeff Bridges, Meryl Streep, Alexander Skarsgård, Katie Holmes e Taylor Swift no elenco. Além de trazer bom elenco, incita questionamentos. E ainda se arrisca a trazer parte da projeção sem cores para uma geração que geralmente não assistiria algo do tipo. Tomara que o roteiro cresça em suas supostas sequencias.

O Doador de Memórias (The Giver)
EUA - 2014 - 90min
Ficção científica/Fantasia
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segunda-feira, 8 de setembro de 2014

The Leftovers - 1ª temporada

Então 2% da população mundial simplesmente desapareceu. Sem aviso prévio ou explicação, sumiço à olhos vistos, em um dia qualquer. Três anos mais tarde ainda não há sentido no que acontecera, muito menos rastro de algum dos desaparecidos. Como você viveria a esta altura?

É a vida dos que ficaram que a série The Leftovers aborda. A série da HBO, baseada no livro homônimo de Tom Perrotta, terminou sua primeira temporada ainda sem explicações, e com muito mais, perguntas, mistérios e problemas a serem resolvidos pelos moradores de Mapleton. Além de vislumbres do caos mundo à fora.

Alternando entre episódios coletivos, e capítulos solo de personagens chave, a série preparou terreno, nos fez conhecer melhor passado e presente de tais cidadão, para melhor explicar suas ações. Especialmente diante do clímax/desfecho da temporada, uma trama desenvolvida paralela e lentamente ao longo dos 10 episódios.

Dividir o tempo de tela ente tantos núcleos, foi provavelmente um dos maiores desafios da série. Críticas, de expectadores mais empolgados, há alguns episódios solo não são difíceis de encontrar, As escolhas tomadas pelos roteiristas, no entanto foram acertadas para o desenvolvimento da trama.

Mesmo com episódios focados em outros personagens é o chefe de polícia Kevin Garvey (Justin Theroux), que encabeça a trama, ao tentar por ordem na cidade. E ao mesmo tempo precisa lidar com um lar desfeito, e com dúvidas sobre sua sanidade. Outros destaques são o reverendo Jamison (Christopher 'Doctor Who' Eccleston), que só quer confortar as pessoas. Nora Durst (Carrie Coon) representante máxima do fenômeno de desparecimento, já que perdeu toda a família.

Além duas seitas cheias de segredo, uma delas em torno de um misterioso guru. Trama pouco desenvolvida pode tanto ser abandonada, como causar uma reviravolta nas próximas temporadas. E os RC, "Remanescente Culpados", vestidos de branco, mudos, fumantes compulsivos, tem a estranha mania de perseguir pessoas, ao ponto de se tornarem alvo. E é claro, tem um plano secreto para mudar a forma como o mundo lida com o "arrebatamento".

Depressão, conformismo, dar a volta por cima, buscar uma resposta, tentar ajudar o próximo, há todo tipo de reação entre os "deixados para trás" em  Mapleton. Uma gama de personagens interessantes e cheios de facetas, tentando lidar com uma situação inédita e impossível. Apesar de não causar tanto estardalhaço na mídia, The Leftovers, apresentou uma ótima primeira temporada, criou alguns desfechos, mas deixou muitos "pingos nos is" à serem colocados na, já confirmada, segunda temporada.

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domingo, 7 de setembro de 2014

Harry Potter: fã de carteirinha

Se você é "trouxa" ou nunca recebeu sua carta de Hogwarts não deve saber, mas as aulas na mais famosa escola de magia e bruxaria começaram esta semana. E se assim como eu você não pode pegar o expresso na plataforma 9¾, o vídeo desta semana da série fã de carteirinha deve dar um pouco de magia ao seu dia. 

O vídeo em stop-motion criado pelo brasileiro Marcus Vinícius, traz cenários e personagens do mais tradicional livro de contos infantis do mundo bruxo. A prpodução levou 2 semanas na criação dos personagens e cenário, 6 horas na captura de mais de 800 fotos e 3 horas de edição. Uma trabalheira, mas o resultado ficou lindo!


Veja mais post da série Fã de Carteirinha, ou leia mais sobre Harry Potter,
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

As Tartarugas Ninja

Apenas crianças acreditariam em Tartarugas Ninja Mutantes Adolescentes, comedoras de pizza, que vivem nos esgotos de Nova York sob a tutela de um rato. Crianças, e adultos que eram crianças na década de 1990. Mas foi pensando muito mais nas novas gerações que Hollywood trouxe de volta Leonardo, Rafael, Donatello e Michelangelo.

Talvez seja por isso, ou por se tratar de uma produção de Michal Bay (Transformers), que o roteiro explica exaustivamente cada acontecimento em cena. Super-didático o longa traz uma cena inicial bem construída que resume a existência do quarteto de heróis e a situação da criminalidade de Nova York. O que não impede de que o roteiro subestime o expectador e explique tudo novamente sempre que possível.

Então, Nova Yorke é uma cidade extremamente perigosa, que está sofrendo com a onda de crimes orquestrada pela Gangue do Pé. April O'Neil (Megan Fox), é uma repórter de TV que está insatisfeita com as pautas leves que sempre recebe. Logo a moça resolve investigar becos escuros por conta própria e acaba descobrindo a existência de estranhos vigilantes.

Reparou que não mencionei os heróis na sinopse acima? É por que é assim mesmo, com Megan Fox como cicerone que conhecemos a existência das tartarugas, seu universo e a primeira aventura de combate ao crime desta nova franquia. A moça, que não faz esforço algum para te convencer como personagem, não apenas está presente em quase todas as cenas, mas ganha também uma relação (por falta de palavra melhor) familiar com nossos heróis.

Com isso leva um tempinho para finalmente ficarmos cara a cara com as tartarugas com nomes de artistas da renascença, se seu também mutante Mestre Splinter. É nos repteis e no roedor que se encontra o ponto forte do filme, o visual mais "brucutu" em relação aos filmes e animação dos anos 90, funcionam ao tornar os personagens mais perigosos, embora se trate de um bando de adolescentes.

O mesmo realismo está presente no visual do rato. Resultado da evolução na técnica de captura de movimentos que permitiu que os interpretes das tartarugas dividissem o set, com Will Arnett e Megan Fox. O elenco Pré CGI traz Alan Ritchson (Rafael), Noel Fisher (Michelangelo), Pete Ploszek e Johnny Knoxville (respectivamente corpo e voz Leonardo), Jeremy Howard (Donatelo), Danny Woodburn e Tony Shalhoub (corpo e voz de Splinter).

Falta no entanto o bom humor e as piadas características dos personagens. Talvez pela falta de tempo em cena. Com o foco em Megan, quando os heróis finalmente entram em cena já é hora da ação. Ação grandiosa e exagerada, estilo Michael Bay, mas bem feita. Diferente de Transformers apesar da escala, é possível entender o que está acontecendo em cena, e onde cada personagem foi parar.

Acertando nos efeitos especiais e na caracterização dos personagens, As Tartarugas Ninja, tem um roteiro fraco e aposta na personagem (ou seria intérprete) errada para servir de fio condutor da história. Não é um representante satisfatório para as personagens, que nasceram sombrias nos quadrinhos Kevin Eastman e Peter Laird, e ficaram mais leves para agradar crianças de várias gerações (vale lembrar que existe um desenho atual do quarteto). Mas a ação funciona com a criançada. E vai fazer bilheteria, suficiente para criar uma franquia. Talvez com os personagens principais, já bem construídos talvez sobre disposição para trabalhar no roteiro.


O jeito é torcer para que a próxima incursão de Leonardo, Rafael, Michelangelo e Donatelo, na tela grande descubra como corrigir os erros. Será, que já é tarde para re-escalar a April O'Neil?

As Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles)
EUA - 2014 - 101min
Aventura
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