quarta-feira, 23 de julho de 2014

Bates Motel - 1ª temporada

O ministério dos serie-maníacos e cinéfilos adverte: a resenha a seguir contém spoilers de Psicose, clássico de Hitchcock. Entretanto, também advertimos: se você ainda não assistiu a obra prima do mestre do suspense, corre o risco de não ser um bom cinéfilo. Corrija este erro imediatamente!!!!
Além de falhar como cinéfilo, não ter assistido à Psicose, tira parte da graça de assistir á série Bates Motel. Afinal a série nada mais é que um prelúdio do longa de 1960. Logo, quem não assistiu o primeiro vai inevitavelmente perder nuances da trama e personagens, e até alguns "easter eggs", além de encontrar spoilers que vão tirar parte do charme do filme, caso um dia você resolva assistir.

Após a morte do marido, Norma Bates (Vera Farmiga, impecável) decide recomeçar a vida ao lado do filho adolescente Norman (Freddie Highmore, aquele que ganhou uma Fábrica de Chocolates do Willy Wonka). A dupla compra um hotel de beira de estrada, com uma residência nos fundos, na cidadezinha de White Pine Bay.

Unidos feito unha e carne, a relação de dependência de Norma e Norman não é apenas estranha, mas exagerada e doentia. Nas palavras de Vera Farmiga: "Norma não é uma mãe que não ama o seu filho o bastante, mas que o ama excessivamente", o que implica em nem sempre fazer o que é certo para proteger sua cria. Já Normam, 17 anos, é um jovem tímido e retraído, que teme desobedecer a mães e esconde pensamentos e sentimentos estranhos e até um certo desequilíbrio, em sua personalidade introspectiva.

Como se personalidades complexas e um passado misterioso não fossem o suficiente para criar um psicopata, a nova morada dos Bates, não é uma cidadezinha qualquer. Segundo os produtores White Pine Bay foi inspirada pela série Twin Peaks. A própria cidade tem seus segredos bizarros que vão de encontro a tentativa de vida pacata de Norma.

Enquanto tentam lidar com sua nova vida, os Bates também nos dão um vislumbre de seu passado e de situações que vão transforma-los em quem são no longa de Hitchcock. Assim descobrimos que Norma tem um filho mais velho. O renegado primogênito de Norma, Dylan (Max Thieriot), aparece para aumentar a disfuncionalidade da família Bates. Também vemos o comportamento de Normam estudante, sua relação com outros alunos e as descobertas da vida amorosas típicas da adolescência. Além de presenciarmos as reações nada comuns de cada um destes personagens as estranhas dificuldades da vida.

Com uma direção de arte caprichada, que chegou a criar réplicas idênticas da casa e do motel utilizados por Hitchcock (Os originais ainda existem, são atrações do passeio turístico do Universal Studios), a série consegue estranhamente recriar a atmosfera dos anos de 1960. De fato, durante os primeiros minutos do piloto, é possível crer que a série se passa nos anos 60. Até que à certa altura, percebemos Normam, ouvindo um Ipod. O visual incorpora o retrô (ou seria antiquado?) aos tempos de hoje também ajuda a construir as personalidades dos personagens principais.

Não se engane pelas aparências, essa série se passa nos dias de hoje!
Mistérios,  reviravoltas, terror e ação, a primeira temporada de Bates Motel, faz jus ao material que a inspirou. Agrada não apenas à fãs de Hitchcock, mas a qualquer um que goste de uma boa história, exemplarmente contada pelas ótimas atuações de Farmiga e Highmore. Este último consegue até, em alguns momentos recriar maneirismos e expressões de Anthony Perkins, interprete original de Normam, sem abandonar o fato de que este ainda não é o vilão de Psicose. 

A segunda temporada de Bates Motel, começa nesta quinta-feira (24/07) às 22hs , no Universal Channel. A primeira temporada também foi exibida pelo canal pago, na TV aberta ganhou espaço nas noites da Record. Ambas as temporadas tem apenas 10 episódios!

Leia minha resenha de Psicose e diversas curiosidades do filme no blog parceiro DVD, Sofá e Pipoca

2 comentários:

Hugo disse...

A primeira temporada foi uma bela surpresa.

Agora é acompanhar a segunda e torcer que tenha o mesmo nível.

Abraço

Fabiane Bastos disse...

Também estou na torcida! Material não falta né!

Valeu pela visita!

 
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