quarta-feira, 30 de julho de 2014

5 coisas para fazer no inverno

Demorou, mas o inverno finalmente chegou. E se você como meu passou o último fim de semana tremendo mesmo sobre camadas de roupas, vai concordar que o meme do Rootaroots (Blogueiros de Raiz) que resolvi postar hoje, é mais que apropriado.

5 coisas para fazer no inverno : 
É claro, vou tentar fugir do óbvio e sugerir coisas menos tradicionais, então mente aberta!

Fazer bolo
Qualquer bolo, ou mesmo outra receita que utilize o forno convencional. Quanto mais tempo ligado melhor. Compreenda, o objetivo não é exatamente alimentar, e sim transformar seu forno em uma lareira e tentar (pois isso vai depender do tamanho da sua casa), aquecer sua humilde residência.é como diz o ditado, quem não tem lareira, caça com forno! Comer um petisco depois é puro bônus.

Colecionar peças estranhas de vestuário de inverno. 
Vale tudo desde que aqueça. Meu kit costuma ter meias "de dedinhos" (adoro as coloridas, mas porque não existem de uma cor só indústria?), e luvas que deixam metade dos dedos de fora, para que eu possa digitar, afinal blogar é preciso. No momento estou de olho naquele cobertor com mangas.

ZigZagueie pelas ruas em busca do sol
Não tem jeito tá frio como na Muralha, mas você tem que sair de casa. Torça para ser um dia de sol e seus problemas estarão resolvidos! Vá a pé, ande sempre na calçada onde há sol. Mesmo que a estratégia te obrigue a ficar zanzando de um lado ao outro da rua, apenas tome cuidado ao atravessar. A tática também vale no ônibus. Lembra aquele assento que você costuma evitar por causa do sol? Sente nele, e fique aquecida durante toda a viagem no coletivo, mas se o busão mudar de sentido e levar o sol com ele não se envergonhe em saltar para outra poltrona, estando vazia, tá valendo!
Walking on Sunshine - viu como andar no sol te deixa alegre,
e olha que as moças de Glee só tinham aquele sol de mentirinha hein.

Ficar estirado feito calango no sol
Não sabe o que é um calango? Nunca viu? Beleza eu explico, calango é um tipo de lagarto de pequeno porte que por aqui tem aos montes. Estes pequenos jacarés de parede tem a incrível habilidade de ficar horas imóvel no sol. No verão brasileiro nossas peles não suportariam, mas no solzinho de inverno... arraste para o quintal aquela cadeira mais confortável, ou até resgate a cadeira de praia, carregue o sofá pequeno, coloque no sol. Encontre a posição mais relaxante, e fique,.....fique,.... até perder a noção da hora, ou finalmente lembrar que não é verão.

Para essas duas últimas dicas vale lembrar: protetor solar também se usa no inverno, viu!

Hibernar no sofá/cama
Embrulhados nas estranhas peças de vestuário que mencionei acima, mais quantos cobertores e edredons quiser, estoque lanches ao seu redor e hiberne. Nesse período de "dolce far niente" (o quase isso), vale tudo: dormir mesmo (colocar o soninho em dia, e até estocar para o futuro é importante), colocar séries literárias, televisivas e filmes em dia, jogar de uma vez só aquele game novinho que está na caixa. O que vale é não abandonar o calor de seu sofá, puff, cama.

Já que na vida real não é possível, combater vagantes brancos, libertar Nárnia da Rainha Branca, passar o natal em Hogwarts, se aquecer nas chamas de mordor, ou construir e dar vida a um boneco de neve. Estas são minhas sugestões de coisas para fazer no inverno.

O tema deste post foi sugerido pelo Rootaroots (blogueiros de raiz, em prol da blogsfera old school) veja outros memes e blogagens coletivas do blog.
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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Under the Dome - 1ª temporada

Baseada no romance* homônimo de Stephen King, Under the Dome (O Domo, na TNT e Under the Dome - Prisão Invisível, na Globo), acompanha a reação da pequena cidade 'estadunidense' de Chester's Mill, e seus moradores à um fenômeno sem precedentes. Em um dia aparentemente comum a cidade é isolada do mundo por um domo invisível, indestrutível e inexplicável.

Além do mistério do domo em si, ninguém sabe de onde veio, como apareceu, ou mesmo do que é feito. A série foca na micro sociedade que se forma a partir do fenômeno, sem circundar a cidade inteira, a cúpula separou famílias, e deixou de fora, governantes, grande parte da força policial. Tentando se organizar, os moradores também precisam se preocupar com a escassez de recursos. Mas nada causa mais impacto que as diferentes personalidades, e suas reações ao desconhecido.

Assim, temos a jovem policial (Natalie Martinez) que precisa assumir as rédeas da cidade. O único político restante Big Jim (Dean Norris), que claro, se acha no direito de ser o novo governante e seu filho (Alexander Koch ) de comportamento duvidoso. Além é claro, do belo forasteiro misterioso e de nome estranho, Barbie (Mike Vogel), logo se envolve com a jornalista da cidade (Julia Shumway).

Com roubos, incêndios, assassinatos, falta de suprimentos, água e remédios, a tarefa de "investigar" o domo acaba ficando com os jovens. Estes como bons adolescentes, descobrem pistas e fenômenos por acaso, e claro, não contam para os mais velhos. No elenco jovem Colin Ford (o joven Sam Winchester, de Supernatural) e Britt Robertson (The Secret Circle) e Mackenzie Lintz.

Encrenqueiros, bons cidadãos, pregadores dos fins dos tempos, pessoas que precisam de cuidados especiais e até bandidos completam, a população que precisa se adaptar à nova situação e a convivência forçada. Ambas tarefas realizadas aos trancos e barrancos, e ainda não alcançadas, o que já garantiu uma segunda temporada.

Elogiado, o episódio piloto causa impacto e apresenta bons efeitos especiais. A série na verdade se sustenta nas inúmeras reviravoltas e nas perguntas sem resposta que vão aumentando e se acumulando ao longo da temporada. Enquanto as reviravoltas prendem e surpreendem o expectador, a falta de respostas pode frustar alguns. 

Falta de respostas e reviravoltas rocambolescas à parte, o ritmo é bom. E a trama é bem distribuída entre conflitos dos moradores, problemas causados pelo domo e as pistas do mistério. Até o desapontador episódio final, que além de não resolver nenhuma das questões ainda deixa um clímax frustante em aberto para a segunda temporada. 

A boa notícia é que a segunda temporada logo foi garantida, e tem seu primeiro episódio escrito pelo próprio Stephen King. Para muitos garantia de uma solução para o fraco final da primeira temporada. Drama, mistério e ficção científica, bem distribuídos em 13 episódios, é o expectador vai encontrar em Under the Dome. É claro, há um clichê, uma pieguice ou escorregão aqui e ali, mas nenhuma série é perfeita, e ouso dizer, faz parte do estilo.

A segunda temporada de Under The Dome estréia hoje na TNT, às 22:30h, com episódio duplo sem cortes.

*No Brasil o romance foi publicado com o título Sob A Redoma.
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domingo, 27 de julho de 2014

Psicose: fã de carteirinha

Não são apenas os expectadores que são fãs de carteirinha de séries, filmes, livros, atores e personagens. As vezes quem interpreta também adora e defende sua "segunda identidade".

Vejam o caso de Freddie Highmore, que é tão fã de Norman Bates, seu personagen em Bates Motel, que até fica enciumado quando invadem sua casa cenográfica, e tem reações, digamos, psicóticas com quem tenta roubar sua identidade.

O vídeo a seguir é uma brincadeira produzida especialmente para a promoção da primeira temporada da série. Foi exibido durante seu painel na Comic-Con de San Diego em 2013.


A segunda temporada de  Bates Motel está  sendo exibida nas quintas-feiras, às 22h pelo Universal Channel. Já a Comic Con teve sua edição 2014 esta semana, e termina hoje 27/07.

Veja mais posts da série Fã de Carteirinha

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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Sem Evidências

Três garotos de oito anos, desapareceram em Robin Hood Hills na cidadezinha de West Memphis, no estado do Arkansas nos Estados Unidos em Maio de 1993. Seus corpos foram encontrados no dia seguinte, no fundo de um rio amarrados, machucados e despidos. As investigações supostamente levaram a três adolescentes da mesma cidade que teriam assassinado as crianças como parte de um ritual satânico.

É o desenrolar deste caso real e polêmico que Sem Evidências, filme baseado no livro The Devil's Knot: The True Story of the West Memphis Three de Mara Leveritt, tenta apresentar. Sim, tenta! Pois, mesmo na vida real, o caso não tem um desenrolar satisfatório.

Acusados dias depois, sem provas que os ligassem aos crimes, ao não ser depoimentos duvidosos, os garotos passam a ser repudiados pela sociedade que já os rejeitava por serem diferentes. Eles usavam preto, e ouviam Heavy Metal. Ao mesmo tempo acompanhamos o interesse do investigador particular Ron Lax (Colin Firth), que trabalhou junto dos advogados de defesa.

Burocrático, o filme aponta o trabalho desleixado da polícia desde o momento do desaparecimento das crianças. Seguido por investigações mal feitas, e suposições e histórias mal contadas por parte da acusação. E a inútil tentativa da defesa em apontar as falhas no caso, por mais óbvias que estas sejam. E até insinua a existência de outros suspeitos, mas assim como as investigações do caso real, não vai além disso, uma insinuação.

A narrativa não decide quem pretende acompanhar, o investigador, as famílias das vítimas, o julgamento, os acusados, outros possíveis suspeitos. Mostrando de tudo um pouco, o roteiro mal construído, confunde pelo excesso de personagens, o vai-e-vem, e as várias pontas soltas. Vale lembrar, pontas soltas no caso seriam inevitáveis, já que até hoje não se tem certeza do que realmente aconteceu. No filme,  no entanto, a própria falta indefinição no caso poderia ser melhor trabalhada, do que através de letreiros no final da projeção.

Se desperdiça os temas que poderiam ser levantados, inclua aí corrupção, incompetência,  preconceito e perseguição de uma cidadezinha religiosa. Ao menos a reconstrução da época, e do visual dos personagens, especialmente os jovens acusados, é impecável. Colin Firth e Reese Whiterspoon que vive a mãe de uma das vítimas, estão bem em cena. O elenco de apoio que inclui Mireille Enos, Dane DeHaan, Stephen Moyer, Kevin Durand e Bruce Greenwood, mantém o nível.

Difícil e com cara de documentário, Sem Evidências, não consegue emocionar, mas ao menos intriga. Não se espante se sair da sala escura em meio a várias discussões sobre o que realmente aconteceu com as crianças. E o porque de uma investigação tão (por falta de palavra melhor) equivocada. Se a comoção intelectual pós filme se dá pelo filme em si, ou pelo complexo caso real ainda não resolvido, não sei dizer. Mas se levanta uma discussão, já é lucro!

Sem Evidências (Devil's Knot)
EUA - 2013 - 114min.
Drama


Suspeitos originais e o elenco do longa. (Clique nas imagens para ampliar)

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Bates Motel - 1ª temporada

O ministério dos serie-maníacos e cinéfilos adverte: a resenha a seguir contém spoilers de Psicose, clássico de Hitchcock. Entretanto, também advertimos: se você ainda não assistiu a obra prima do mestre do suspense, corre o risco de não ser um bom cinéfilo. Corrija este erro imediatamente!!!!
Além de falhar como cinéfilo, não ter assistido à Psicose, tira parte da graça de assistir á série Bates Motel. Afinal a série nada mais é que um prelúdio do longa de 1960. Logo, quem não assistiu o primeiro vai inevitavelmente perder nuances da trama e personagens, e até alguns "easter eggs", além de encontrar spoilers que vão tirar parte do charme do filme, caso um dia você resolva assistir.

Após a morte do marido, Norma Bates (Vera Farmiga, impecável) decide recomeçar a vida ao lado do filho adolescente Norman (Freddie Highmore, aquele que ganhou uma Fábrica de Chocolates do Willy Wonka). A dupla compra um hotel de beira de estrada, com uma residência nos fundos, na cidadezinha de White Pine Bay.

Unidos feito unha e carne, a relação de dependência de Norma e Norman não é apenas estranha, mas exagerada e doentia. Nas palavras de Vera Farmiga: "Norma não é uma mãe que não ama o seu filho o bastante, mas que o ama excessivamente", o que implica em nem sempre fazer o que é certo para proteger sua cria. Já Normam, 17 anos, é um jovem tímido e retraído, que teme desobedecer a mães e esconde pensamentos e sentimentos estranhos e até um certo desequilíbrio, em sua personalidade introspectiva.

Como se personalidades complexas e um passado misterioso não fossem o suficiente para criar um psicopata, a nova morada dos Bates, não é uma cidadezinha qualquer. Segundo os produtores White Pine Bay foi inspirada pela série Twin Peaks. A própria cidade tem seus segredos bizarros que vão de encontro a tentativa de vida pacata de Norma.

Enquanto tentam lidar com sua nova vida, os Bates também nos dão um vislumbre de seu passado e de situações que vão transforma-los em quem são no longa de Hitchcock. Assim descobrimos que Norma tem um filho mais velho. O renegado primogênito de Norma, Dylan (Max Thieriot), aparece para aumentar a disfuncionalidade da família Bates. Também vemos o comportamento de Normam estudante, sua relação com outros alunos e as descobertas da vida amorosas típicas da adolescência. Além de presenciarmos as reações nada comuns de cada um destes personagens as estranhas dificuldades da vida.

Com uma direção de arte caprichada, que chegou a criar réplicas idênticas da casa e do motel utilizados por Hitchcock (Os originais ainda existem, são atrações do passeio turístico do Universal Studios), a série consegue estranhamente recriar a atmosfera dos anos de 1960. De fato, durante os primeiros minutos do piloto, é possível crer que a série se passa nos anos 60. Até que à certa altura, percebemos Normam, ouvindo um Ipod. O visual incorpora o retrô (ou seria antiquado?) aos tempos de hoje também ajuda a construir as personalidades dos personagens principais.

Não se engane pelas aparências, essa série se passa nos dias de hoje!
Mistérios,  reviravoltas, terror e ação, a primeira temporada de Bates Motel, faz jus ao material que a inspirou. Agrada não apenas à fãs de Hitchcock, mas a qualquer um que goste de uma boa história, exemplarmente contada pelas ótimas atuações de Farmiga e Highmore. Este último consegue até, em alguns momentos recriar maneirismos e expressões de Anthony Perkins, interprete original de Normam, sem abandonar o fato de que este ainda não é o vilão de Psicose. 

A segunda temporada de Bates Motel, começa nesta quinta-feira (24/07) às 22hs , no Universal Channel. A primeira temporada também foi exibida pelo canal pago, na TV aberta ganhou espaço nas noites da Record. Ambas as temporadas tem apenas 10 episódios!

Leia minha resenha de Psicose e diversas curiosidades do filme no blog parceiro DVD, Sofá e Pipoca
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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Segunda opinião: Juntos e Misturados

Uma segunda opção, serve para medicina, moda, culinária, porque não para o cinema. É por isso que colega blogueira convidada Geisy Almeida do  DVD, Sofá e Pipoca retorna para dar sua opinião sobre  Juntos e Misturados. Leia aqui a minha resenha do longa de Adam Sandler e Drew Barrymore.

Juntos e Misturados

Por Geisy Almeida

“Juntos e misturados” era exatamente o que eu esperava que fosse: algumas boas piadas em um filme que não empolga ao tentar recriar a parceria de sucesso de outro filme, “Como se fosse a primeira a vez”. Dito isso, vamos aos fatos.

O filme começa com um encontro amoroso que não dá muito certo. Lauren (Drew Barrimore) e Jim (Adam Sandler) estão tentando se adaptar a uma nova vida de solteiros, o que não está sendo nada fácil. Ela é uma organizadora de armários que tenta manter tudo organizado também em casa, mas com dois filhos problemáticos (um pré-adolescente com hormônios à flor da pele e um hiperativo com dificuldade de lidar com frustrações), ele é gerente de uma loja de produtos esportivos, viúvo, pais de três filhas e que não sabe lidar muito bem com elas apesar de terem uma relação bastante amistosa.

Ambos acabam desistindo do encontro horrível, mas o destino acaba arrumando outras oportunidades para se verem. Na farmácia, onde ele foi comprar absorvente para a filha mais velha e ela foi comprar uma revista masculina para repor a que tinha rasgado do filho, eles acabam tendo os cartões de crédito trocados. Quando vão destrocar, descobrem que a amiga e parceira de trabalho de Lauren acabou de desmarcar uma viagem de uma semana para a África com o novo namorado por causa dos cinco filhos que ele tinha. Pensando em dar umas férias bacanas para as crianças, Lauren pede para ficar com a parte da amiga na viagem.

Acontece que o namorado cheio de filhos em questão calhava de ser o chefe de Jim, e ele também teve a mesma ideia: aproveitar a viagem com suas meninas, que ainda sentiam a falta da mãe. Que coincidência que a viagem fosse para dois adultos e cinco crianças, não? Pois bem. Lá chegando, não resta a eles outra alternativa a não ser se aturarem e tentar aproveitar as férias. Aí vem uma chuva de clichês: a alegria típica dos africanos elevada ao nível do ridículo, o casal de mulher novinha e burra, porém gostosa, e o marido mais velho e babão - que estavam escalados para dividir as experiências do hotel com a turma principal, safári, transformações de patinho feio, um conquistando os filhos do outro...


O final é previsível, todos terminam felizes, juntos e misturados. Mas confesso que me incomodou um certo sexismo no filme. É como se homens fossem incapazes de educar filhas garotas sem transformá-las em garotos e mulheres fossem incapazes de controlar e lidar com as necessidades masculinas (aqui tidas como ótimo desempenho esportivo e começo da atividade sexual). Acho bobeira bater nessa tecla, mesmo que seja para tentar fazer graça. De todo, o filme não é ruim. É bem “okay”, e só. Na verdade, Sandler até surpreende com um personagem com um quê dramático mais forte que os outros personagens que costuma interpretar - e dá conta do recado quando o clima fica mais delicado. Até que não teve nada muito escatológico (fiquei com medo, principalmente depois da primeira sequência do filme). As boas piadas vem como um bônus, uma recompensa pela nossa paciência em esperar algo diferente. 

Destaco o nome de uma das filhas de Jim batizada em homenagem a um canal de tv esportivo, a referência a outros filmes - de Exorcista a Crepúsculo, as dancinhas de Terry Crewe e os pensamentos traduzidos em música (quem nunca?). As crianças menores roubam a cena, tanto o acelerado Tyler quanto a fofíssima (e ocasionalmente sinistra) caçulinha do elenco vivida por Alyvia Alyn Lind.

Juntos e Misturados (Blended)
EUA - 2014 - 117min.
Comédia romântica
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domingo, 20 de julho de 2014

Frozen: fã de carteirinha #2

Eu bem que fiquei decepcionada quando assisti à patinação artística nas Olimpíadas de inverno deste ano, em Sóchi na Rússia, e ninguém se apresentou com Let It Go. A música chiclete da animação Frozen (da qual ainda não enjooamos), era perfeita para as patinadoras, "as princesas do gelo", como muitos comentaristas elogiavam. Princesa, gelo, música = tudo a ver!

Mas eu tinha consciência, que o filme havia sido lançado há menos de 2 meses, não havia tempo para ninguém preparar uma apresentação. Ao menos, não uma digna de medalha.

Qual não foi minha felicidade quando descobri este vídeo de Gracie Gold postado em Abril. A patinadora "estadunidense" que ficou em 4º em Sóchi, se apresenta com a canção da Disney no Stars on Ice 2014 (apresentação não competitiva) , em Orlando na Flórida. Faltou um pouquinho de interpretação na parte de balé, (chama a Abby Lee! - como assim ela não finca o patin no chão na frase "here I stand"?) mas, mesmo assim ficou lido. E de bônus tem uma molecadinha na platéia cantando junto.


Leia mais da série Fã de Carteirinha e sobre Frozen.

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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Planeta dos Macacos: O Confronto

O planeta ainda não é deles, mas estamos chegando perto disso. Dez anos se passaram desde a batalha na ponte Golden Gate, os macacos inteligentes se refugiaram na floresta nos arredores de São Francisco. Enquanto os humanos perderam a batalha contra o vírus símio que não só dizimou a população, mas deixou os poucos sobreviventes em um mundo pós-apocalíptico,  sem recursos.

E se a interação entre o personagem de James Franco e o macaco Cesar (Andy Serkis)no ótimo Planeta dos Macacos – A Origem (2011), lhe deu a falsa impressão de que esta é uma história compartilhada por humanos e símios, esta sequencia (do prelúdio!) vem para provar, que você entendeu errado. Há vários invernos sem saber dos humanos, os macacos desenvolveram sua própria sociedade, incluindo leis e normas de conduta. Liderados por Cesar, como toda sociedade tem seus conflitos, especialmente com membros mais radicais como Koba (Toby Kebbell). Mas estes geralmente são solucionados pela última palavra do líder e seus ideais evoluídos.

O problema acontece quando Cesar permite, após muita discussão, a entrada de um grupo de humanos em seu território. Liderados por Malcoml (Jason Clarke), os sobreviventes pretendem consertar uma hidrelétrica, para levar energia para a área dos sobreviventes. O que é visto por Cesar como uma oportunidade de paz, para Koba soa como franqueza gerada pela relação do líder com os humanos.

Inclua aí nesta trama discussões sobre a natureza humana, e a humanidade dos macacos. O quanto somos parecidos? Diplomacia, estruturas sociais, disputas políticas e de poder. São algumas das diversas questões presentes na ficção cientifica.

Os efeitos especiais bem feitos não são uma surpresa, afinal são uma evolução do bom trabalho apresentado no longa anterior. Especialmente a interação entre os macacos criados através de captura de movimentos e dos humanos, que em momento algum soam falsas, embora  Jason Clarke, Keri 'Felicity' Russel (figurantes de luxo, esse filme é dos macacos) estejam na verdade contracenando com atores em ridículos colãs azuis.

Se os figurantes de luxo conseguem atuar com naturalidade, o destaque fica mesmo para a equipe que interpreta os símios. Especialmente Andy Serkis que aparentemente já colocou "ator de CGI" em sua carteira profissional. Utilizando a técnica desde Golum, não é difícil perceber detalhes e nuances do que Cesar sente e pensa. Um dos poucos pontos contra é, a criação de características especiais, para que os expectadores diferenciassem os macacos, o que dá a Koba, vítima de experiências dos laboratórios humanos, uma aparência bastante caricata, embora necessária. Afinal ele é o antagonista, identifica-lo é crucial.

Outro ponto cansativo é a comunicação entre o clã dos macacos. Alguns espécimes se comunicam por sinais, outros falam com a dificuldade de quem ainda está aprendendo um novo idioma. O que somado com o tom de voz grave, e os diversos grunhidos entre uma sentença e outra, tornam algumas passagens lentas. Nada que comprometa muito, o desenvolvimento do roteiro cheio de camadas, personagens complexos e um bom ritmo. O 3D é dispensável!

"Macacos à cavalo empunhando metralhadoras" pode parecer ideia boba, mas quando bem encaixada em um roteiro inteligente, e cheio de ação, é uma imagem muito divertida! E não há dúvidas que se mantiverem a qualidade das produções, e o foco nos símios, logo logo nosso planeta vai pertencer a eles. Assim como foi em 1968.

Planeta dos Macacos: O Confronto (Dawn of the Planet of the Apes)
EUA - 2014 - 130min
Ficção científica/Ação

P.S.: Planeta dos Macacos: O Confronto entra em cartaz oficialmente dia 24/06. Mas tem pré-estreias pagas em diversos cinemas desde 17/06.

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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Juntos e Misturados

Muita gente, muita mesmo, tem um pé atrás com o comediante Adam Sandler. Afinal, apesar de muito populares, seus longas baseiam a comédia em situações grotescas exageradas e escatológicas. Mas uma coisa é possível afirmar quando acompanhado de Drew Barrymore seu trabalho melhora significativamente.

Foi assim no divertido Afinado no Amor (The Wedding Singer - 1998), e no fofo Como se fosse a primeira vez (50 first dates - 2004). Mas já faz dez anos desde a última comédia romântica, e com a idade um fator novo entra na equação: filhos.

Em  Juntos e Misturados Jim (Adam Sandler) e Lauren (Drew Barrymore) tem um péssimo primeiro encontro, daqueles que você não quer nem passar pela pessoa no super-mercado. Mesmo assim, acabam dividindo as reservas de uma viagem de luxo para a exótica áfrica, em uma dessas coincidências que só acontecem na tela grande. Além de lidar com a antipatia um pelo outro, a dupla ainda tem que administrar 5 crianças. Jim, tem três meninas desesperadas por toques de mãe. Enquanto Laurem tem dois meninos que sofrem com a ausência de figura paterna.

É claro, até os dramas das crianças são abordados de forma cômica, mesmo quando soa mais sério que o normal em comédias. Assim temos meninas que se vestem como garotos, e uma delas ainda fala com a mãe ausente. E garotos com sérios distúrbios de personalidade. Se você acha que o casal vai acabar trocando as bolas e ajudando os filhos um do outro, acertou em cheio. Também acertou se acho que eles provavelmente se apaixonariam durante o processo. Nada que comprometa, afinal surpresas não é o que um expectador de comédias românticas procura.

Se já sabemos o que vai acontecer, é claro que a graça fica por conta do "como acontece". É aí que surgem algumas boas piadas, especialmente quando relacionada às crianças, aparentemente com menores em cena a escatologia precisa ser controlada, e os roteiristas precisam se esforçar mais para arrancar risos da audiência.

É claro, ainda há espaço para algumas piadas "menos espertas". Incluindo a participação de Terry Crews (o pai do odiado Chris), com uma piada musical repetitiva, que se não vencer o expectador pelo cansaço, vai ao menos desviar a atenção da ausência da habitual participação especial de Rob Schneider (que também ficou de fora em Esposa de Mentirinha). Os pequenos vão reconhecer a estrelinha do Disney Channel, Bella Thorne, como uma das filhas de Sandler.

Sem grandes surpresas, misturando pastelão com um pouco de sentimentalismo, e personagens caricatos  Juntos e Misturados entrega exatamente o que promete. Mais um filme do Adam Sandler, relativamente melhor que a maioria. Pode não parecer muito, mas se o expectador estiver disposto, vai conseguir algumas horas de diversão.

Juntos e Misturados (Blended)
EUA - 2014 - 117min.
Comédia romântica
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segunda-feira, 14 de julho de 2014

The Leftovers

De repente, em um dia qualquer, 2% da população desaparece sem deixar rastro. Aos ouvidos, 2% não parece muito, mas na verdade é algo em torno de 140 milhões de pessoas. E pela lógica da série The Leftovers isso corresponde à ao menos 1 pessoa de cada família do mundo.

Três anos mais tarde, ainda não há explicação para o que aconteceu. Mas para quem ficou, a vida continua e são as reações (a longo prazo) em uma cidadezinha qualquer dos EUA, que a série criada por Damon Lindelof (Lost) pretende explorar. Há quem tente manter os rumos da sociedade como a prefeita (Amanda Warren), que insiste em relembrar com uma cerimônia o "dia do não sabemos o que diabos aconteceu". Outros tentam levar a vida com mais cautela, como o Chefe de Polícia (Justin Theroux), mesmo quando nada faz sentido. Tem quem tente encontrar um sentido para o mistério como o reverendo Jamison (Christopher 'Doctor Who' Eccleston). Adolescentes aparentemente não ligam muito, e tem aqueles que ainda parecem estar perdidos nesta nova realidade (Liv Tyler).


A teoria mais comum, do arrebatamento bíblico, não parece se sustentar muito nas evidências. Mesmo assim é claro, misteriosas seitas surgem. Algumas meio secretas misterioso guru com poderes criativos. Mas a maior delas, é formado por um grupo de pessoas que passou a usar branco, parou de falar e aparentemente fumam por sua fé. E tem a bizarra mania de perseguir pessoas.

Sim, temos muitos núcleos. Cada um com seus mistérios, e um caminho desconhecido a ser mostrado, não sabemos onde cada um estava, o que perdeu, e como reagiu ao dia 14/10, três anos atrás, muito menos como se tornaram as pessoas que são agora.

Apesar das inúmeras incógnitas e núcleos, a narrativa é bem construída, dando aos personagens o espaço necessário para a parte da história que pretende contar. Logo, há episódios em que todos os núcleos participam, mas também é possível focar em um ou outro personagem.


Apenas 3 episódios foram ao ar, e já difícil evitar as comparações com Lost. Seja por seu ar de mistério, ou pelo seu criador. Mas já é possível ver que esta trama pretende focar no agora, e não abusar tanto dos flashbacks e flashfowards, características marcantes da série da ilha. Se o ritmo mantiver este estilo deve agradar o jeito é torcer para os criadores, não se perderem no caminho e não entregarem "uma rolha" como explicação para tudo. As vezes é melhor não ter explicação.

Mas estas foram apenas as primeiras impressões. The Leftovers é baseada no livro homônimo de Tom Perrotta. Está sendo exibida simultaneamente com a estréia estadunidense na HBO. A série vai ao ar aos domingos, às 23hs.

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