segunda-feira, 2 de junho de 2014

No Limite do Amanhã

É extremamente difícil não encontrar dezenas de referências ao assistir No Limite do Amanhã. A trama baseada o romance All You Need Is Kill de Hiroshi Sakurazaka, se apropria de forma inteligênte e nunca desnecessária à trama de momentos e detalhes icônicos, de filmes, games e até da história mundial.

O major Bill Cage (Tom Cruise), é responsável pela publicidade do excército, em uma longa guerra contra invasores alienígenas, com a qual a humanidade está lidando. Quando se recusa à fazer imagens em loco dos produtos que vende, exoesqueletos para os soldados, é declarado desertor, e jogado sem experiência no front. Morto em menos de cinco minutos em combate, ele acorda um dia antes da batalha e a partir daí, revive repedidamente o "dia D".

Cerco à europa, invasão à frança, e o já mencionado "dia D", são as primeiras referências detectáveis diretamente da 2ª Guerra Mundial. Além disso a batalha em questão, passada na praia e que eventualmente se torna um trecho do mapa a ser transpassado por um objetivo maior, faz uma re-leitura futurista dos primeiros minutos de O Resgate do Solda Ryan. Já a repetição diária, nos remete não apenas a Feitiço do Tempo, mas emula de forma eficieten universo dos vídeo-games.

E, se você já jougou video-games, especialmente os da era de 16bits sabe que o segredo para vencer estava na repetição. É dessa forma decorando cada obstáculo do dia-a-dia e evitando-o que Cage, consegue passar de um rostinho bonito assumido para um soldado eficiente em batalha. Claro, à certa altura ele consegue ajuda da veterama em combate Rita (Emily Blunt). A moça não apenas entende o curioso fenômeno pelo qual Cage está passando como de certa forma, acredita que este pode ser a chave para o fim da guerra, e está diposta a preparar o protagonista para cumprir tal missão.

Sem grandes furos em uma trama de viagem no tempo (o que por si só já é um merito), e uma edição inteligente o filme engaja a audência na missão para salvar o mundo ao subverter as normas do estilo. Escolhendo os momentos em que o expectador acompanha nossos heróis na descoberta de um novo trecho da missão, e outros em que percebemos que Cage já passara tantas vezes, que se comporta com um verdadeiro, bem treinado e com refléxos infalíveis Jason Bourne (vale lembar,o direntor Doug Liman e diretor do primeiro longa e produtor do restante da trilogia Bourne).

Com boas cenas de ação, e inclusive escolhas de repetição eficientes, já que vemos a mesma batalha repetidas vezes. O longa também não decepciona nos efeitos especiais, principalmente com os tentaculosos e fluidos aliênígenas que lembram as máquins de Matrix Revolutions. Vale, porém, evitar a versão em 3D, convertido não acrescenta à narrativa, mas pode de proporcionar dores de cabeças nas cenas de ação rápidas e escuras.

O elenco eficiente, na medida que um filme de acão permite. Cruise é eficiente em apontar os trechos em que o protagonista lida com algo novo, ou já está treinado pela repetição. Já Bill Paxton traz o alívio cômivo no papel do Sargento Farell. Emily Blunt oscila bem entre a soldado durona, e posteriormente o interesse romântico a ser salvo.
Entertanto, apesar do roteiro inteligente, e das inúmeras referências, este ainda é um blockcuster de ação. Logo, no terceiro ato o longa corre desesperadamente para deixar o expectador sair satifeito da sala. E se entrega à uma formulaica "última grande batalha pela humanidade". Previsível, mas não ao ponto de comprometer toda a projeção e decepcionar a audicência. No Limite do Amanhã não vai mudar um mundo, mas é uma boa surpresa, que no mínimo vai fazer o expectador se divertir buscando referências. E sei que não pesquei todas, e você?

No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow)
EUA - 2014 - 113 minutos
Ação / Ficção científica

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