segunda-feira, 30 de junho de 2014

Penny Dreadful

Falta foco! Essa é a sensação que os primeiros três episódios de Penny Dreadful deixou nesta reles expectadora/blogueira que vos escreve. O que é uma penas pois a série parece acertar nos outros aspectos.


Publicações de ficção e terror na eram vendidas na Inglaterra do século XIX por um centavo. Por isso ganharam o apelido de "centavos do terror", em inglês "Penny Dreadful". A série de TV homônima pretende se apropria do tema e da época, e promete misturar personagens famosos da literatura e cultura Inglesa da época. Assim temos as presenças do Dr. Victor Frankenstein, Dorian Gray, Jack o Estripador e Drácula.

Todos estes personagens aparentemente sem conexão entre si, devem girar (acredito eu) em torno da busca de Sir Malcolm Murray (Timothy Dalton) por sua filha Mina, que foi levada por seres sobrenaturais "não identificados" (até o momento). Para tal, ele conta com a ajuda constante de Olivia Llewellyn (Eva Green), moça misteriosa e sensitiva. E o auxílio eventual do ianque bom com armas Ethan Chandler, e de um jovem "médico legista" chamado Victor Frankenstein (Harry Treadaway).

Direção de arte e ambientação impecáveis, elenco de estrelas empenhado, personagens que sozinhos já são incríveis, reconhecíveis e amados pelo público, além de um grande mistério e sangue, bastante sangue. O que poderia dar errado? Acredite ou não o excesso de tudo isso!

São muitos personagens, cada um com seu arco próprio além da trama principal, e todos parecem ter um mistério a ser desvendado pelo expectador. Isso, combinado com o estilo assumido de mistério extremo da série faz com cada trama demore demais para ser desenvolvida, exigindo demais da paciência do expectador. Vale lembrar, isso apenas baseados nos três primeiros episódios!

Por outro lado, já passaram três episódios, e ainda não é possível definir quem é quem, ou que rumos o roteiro pretende somar. Se a trama não está clara, o ritmo é lento, não conhecemos os personagens o suficiente para torcer por eles, a tarefa de conquistar o expectador recai toda sobre o carisma do elenco. Por mais esforçados que sejam os atores é responsabilidade demais para o elenco que ainda conta com, Reeve Carney (Dorian Gray), Rory Kinnear (o monstro de Frankenstein) e Billie Piper (a Rose de Doctor Who interpreta uma imigrante irlandesa que sofre de tuberculose) .
A primeira temporada tem apenas 8 episódios, e muitos elogios tem sido feitos ao sétimo. Será que leva todo esse tempo para a trama engrenar? De toda foma, a produção foi bem sucedida o suficiente para garantir uma segunda temporada com maior número de episódios. 

A blogueira que vos escreve ainda está pensando se dá uma chance a série. Em todo caso, Penny Dreadful é exibida na sextas-feiras às 22h na HBO.
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domingo, 29 de junho de 2014

Harry Potter VS Star Wars: fã de carteirinha

Desde os primórdios da nerdologia, ou pelo menos desde que lançaram o primeiro Star Wars, uma questão assola nerds e geeks de todo o mundo: Sabres de Luz ou Varinhas, qual a arma mais poderosa da ficção/fantasia? Com o aumento do oferecimento de varinhas no mercado, graças ao surgimento dos fabricantes de varinhas da franquia Harry Potter, e a lucrativa indústria de produtos relacionados, finalmente tornou-se possível para trouxas de todo o mundo desvendar este dilema.  

E foi a partir de uma briga boba, que um jovem bruxo e um padawan colocaram suas armas em teste. Descubram quem levou a melhor neste vídeo selecionado da série Fã de Carteirinha!


Ama as loucuras da rede? Leia mais da série Fã de Carteirinha.  Veja também mais sobre Harry Potter e Star Wars.

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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Believe - 1ª (e única) temporada

Segundo a publicidade do Warner Channel, "Bo mudaria o mundo, se sobrevivesse". Mas, nem o canal, nem a joven protagonista de Believe contavam com outro fator que poderia impedi-la de mudar o mundo: o cancelamento da série!

Believe já iniciou sua temporada com um fator contra, a expectativa. Criada por Alfonso Cuarón (diretor de Gravidade e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) e produção executivda de J.J. Abrams (Lost, Star Trek), causou expectativa quando anunciada, mas nem tanta quando finalmente chegou às telinhas. A reação do "efeito expectativa" no público ainda é uma coisa difícil de prever.

Bo (Johnny Sequoyah), uma garotinha de 10 anos demonstra poderes extraordinários desde que nasceu e que ficam mais fortes e difíceis de controlar conforme ela fica mais velha. É claro que tais habilidades chamam a atenção das pessoas erradas. Constantemente em fuga, a menina vive com famílias adotivas, que não costumam durar muito, apesar da supervisão constante de um grupo de protetores. É quando perde mais uma família que Milton Winter (Delroy Lindo), "lider de seus protetores", decide libertar do corredor da morte Tate (Jake McLaughlin), com a condição de proteger a menina.

Cuidado a partir daqui o texto pode conter SPOILERS

Não precisa ter poderes especiais para adivinhar que Tate é pai de Bo. Criar um relacionamento antes mesmo de saber de seu parentesco é uma das "tarefas" da dupla em sua jornada. A outra é entender os poderes de Bo e atender a sua constante necessidade de resolver problemas alheios. A série no entanto equilibra bem "o caso de caridade" da semana com episódios que revelam o passado da menina, do ex-presidiário e da "organização do mal", Orchestra.

O projeto Orchestra alias é responsável por manter este equilíbrio. Além de ser oferecer a ameaça constante que a dupla protagonista necessita para se manter em fuga, a organização comandada pelo Dr. Roman Skouras (Kyle MacLachlan), tem outros recrutas "especiais". É claro, que não hesita em usa-los para alcançar seus objetivos, na maioria das vezes esquecendo que são pessoas. Sempre em combate com a equipe de Milton, que incluí a Miss Channing (Jamie Chung), uma agente de campo treinada em combate, que trabalhava para a Orquestra, antes de "virar a casaca" no meio de uma missão e se dedicar incondicionalmente a proteção da menina.

Cancelada antes mesmo do término da exibição de sua primeira temporada, Believe tem apenas 12 episódios. O último deles "Second Chance" foi ao ar esta semana no brasil, com apenas alguns dias de diferença da TV "estadunidense". Mantendo a boa qualidade dos efeitos especiais, e o elenco aplicado que apresentou desde o piloto.

O final de temporada não chega a encerrar a história de Bo e Tate, mas coloca pontos finais em algumas das questões e ameaças criadas durante a temporada. Não é satisfatório, mas ao menos não deixa os expectadores desamparados. É possível imaginar os rumos que Bo, Tate, Winter, Channing e Skouras, podem seguir. 

Particularmente eu imagino, ou melhor "acredito", que a série merecia uma segunda chance. No mínimo um resgate miraculoso pelo Netflix, como tem acontecido com outras produções. Se não rolar, talvez os fãs de Jamie Chung possam  ao menos, vê-la retornar à Once Upon a Time a moça vivia a guerreira Mulan na série que coloca os contos de fadas todos juntos e misturados.

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

A Culpa é das Estrelas

Se você é cinéfilo ou mesmo leitor de carteirinha, já deve saber: a expectativa pode arruinar sua experiência com o produto. Entretanto, por mais que se tente evitar, é difícil passar impassível diante da comoção gerada por algumas obras, A Culpa é das Estrelas é um desses casos.

Como agravante, esta blogueira que vos escreve particularmente, tem um "pé atras" com filmes, séries, novelas e livros que usam a doença como foco de todo o drama. Pois, geralmente, estes tendem a restringir o personagem à sua doença, e nada mais. Além de tentar inferiorizar qualquer outro problema que não seja a doença. É como se este tipo de obra dissesse: pare de reclamar de seus problemas bobos, tem gente passando por coisa pior que você!

Felizmente, não é esse o caminho que o longa baseado no best-seller fenômeno de John Green. Isso pode ser notado em sua versão mais curiosa, na forma irônica em que aborda as sessões de auto-ajuda que a protagonista é obrigada a ir. Os frequentadores se apresentam: nome+doença. Fica claro, não é das reuniões mais animadoras. Não sei qual a força dessa estratégia "encare a doença de frente e tenha orgulho disso". Mas acharia muito mais produtivo conhecer essas pessoas, além da doença, seus interesses, talentos... Mas vamos ao filme.

Hazel Grace (Shailene Woodley) diagnosticada com câncer terminal mas sobrevivendo com uso de uma droga experimental, é obrigada por seus pais a frequentar um grupo de apoio, para "afastar a depressão". Lá conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um sobrevivente, perdeu uma perna mas "ganhou" da doença, em estado de remissão há tempos. E como os opostos se atraem, é claro eles tem formas bem diferentes de lidar com sua vida. Ela quer minimizar os danos de sua passagem e inevitável partida precoce. Ele quer deixar sua marca no mundo.

Em comum, a forma de parodiar os problemas, ao invés de tomar o tradicional posto de vítima cheia de auto-piedade. Tom, que acertadamente permeia todo o longa, e traz uma leveza e comicidade difíceis de se conseguir com um tema tão pesado. Impossível não achar graça quando os protagonistas numeram "os privilégios do câncer", quando mencionam as facilidades criadas por aqueles que tem pena. E mais ainda quando em um ato genuinamente adolescente irresponsável, ajudam um amigo em um pouco elaborado plano de vingança e se gabam que juntos, o trio tem "5 pernas, 4 olhos e 2 pulmões e meio" a serem enfrentados!


Afinal são adolescentes, e além de questionamentos profundos sobre vida e morte. Eles também tem os questionamentos e conflitos típicos da idade. Muitas questões e a consciência de que tem pouquíssimo tempo para sana-las!

Escrito pela dulpa Scott Neustadter e Michael H. Weber (500 Dias com Ela), o roteiro traz o mesmo tom minimalista e fofo, visual e narrativamente. Para isso abusa da relação de seu casal protagonista, dando pouquíssimo tempo de tela a seus coadjuvantes. Embora as participações destes sejam pontuais, como a realidade amarga do personagem de Willem Dafoe. Ou mesmo a preocupação constante, e afetuosa da mãe vivida por Laura Dern.

Enquanto isso Woodley (infinitamente melhor aqui, que como a fraca Beatrice de Divergente) Elgort, esbanjam carisma, para carregar a história dos amantes desafortunados, errônea e constantemente comparados com Romeu e Julieta. Os amantes de Shakespeare não tinham tanta consciência de suas limitações como Hazel e Guz.

Honesto e simples, talvez até simples demais. O diretor escolhe os planos mais comuns e alguns até cafonas para algumas sequencias (repara se a sequencia em Amsterdã não tem um "que" de filme turístico). Um pouco mais ousadia poderia dar um pouco mais ritmo a narrativa. Nada que comprometa muito, os narizes fungando na escuridão da sala de projeção provam isso.

A Culpa das Estrelas é sim um romance sobre pessoas com câncer. Mas prefere dar enfase as pessoas, e não a doença. Comove pela empatia com aquelas personagens, e não por sua "desgraça". O longa também é uma adaptação best-seller, consequentemente cercado de expectativas. Talvez não consiga excedê-las, mas também não decepciona. É um bom filme, não vai mudar o mundo, mas deve fazer a diferença para alguns que precisem dele.

A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars)
EUA - 2014 - 125 min.
Drama / Romance

P.S.¹: Sim, o casal protagonista Shailene Woodley e Ansel Elgort são irmãos na franquia Divergente. Por isso você os ache estranhamente familiar juntos um uma primeira impressão

P.S.²: É possível que você saia da sala se perguntando o significado do título. Segundo o autor é uma referência a uma frase de Shakespeare. - "A culpa, meu caro Bruto, não é de nossas estrelas / Mas de nós mesmos, que consentimos em ser inferiores." - Júlio César. Não li o livro, não sei se nele existe a referência, mas no longa passou batido, e a dúvida ficou.

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domingo, 22 de junho de 2014

Frozen: fã de carteirinha #1

Você tem certeza que um filme musical é bom quando um bando de adultos se dispõe a fazer o que o vídeo a seguir mostra. Especialmente se o longa em questão fora "oficialmente" produzido para crianças. Vale lembrar, eles não apenas fizeram a brincadeira, mas gravaram tudo e colocaram para o mundo ver no YouTube.

Não sei se você vai achar pura bobeira, mas na minha opinião, eles merecem palmas por ter coragem de se divertir como quando eram crianças. Principalmente quando o contrário é mais comum, crianças "adultizadas" cada vez mais cedo. Mas, isso é assunto para outro post. Agora, vamos brincar na neve!


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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Transcendence - A Revolução

Questionamentos sobre o limite e a possibilidade de criar Inteligência Artifial, nanotecnologia, um bom argumento e um elenco de competentes estrelas dão a sensação de que Transcendence - A Revolução seria um raro bom exemplo de ficção-cientifica disfarçada de blockbuster. Infelizmente não é nem um, nem outro.

Em um futuro não muito distante Dr. Will Caster (Johnny Depp), é o maior especialista do mundo nos estudos de inteligência artificial e tem feito enormes avanços na àrea. E claro, que desde que o mundo é mundo, há sempre um grupo (liderado pela personagem de Kate Mara) que não acha toda essa tecnologia uma boa ideia. Logo, não é surpresa o atentado, que o deixa apenas algumas semanas de vida. Auxiliado por sua esposa e coautora da pesquisa Evelyn (Rebecca Hall) e por seu melhor amigo Max Waters (Paul Bettany), Caster decide não morrer em vão, e transforma sua partida em uma oportunidade para avançar suas pesquisas, transferindo sua consciência para o computador.

Logo, no inicio do longa Caster é acusado de tentar "bancar" deus ao criar inteligência artificial. Este é apenas o primeiro, e mais óbvio, questionamento que o longa propõe. Qual o limite para a humanidade? É mesmo possível criar uma consciência? E nesse caso, seria mesmo a versão computadorizada o verdadeiro Caster, ou apenas um computador programado para agir exatamente como ele? O Caster virtual é capaz de sentir emoções, ou todas as suas ações, mesmo as afetuosas com relação a sua esposa são calculadas? E quais as consequências de transformar uma das mentes mais brilhantes do mundo em uma máquina, que não apenas potencializa todo seu potencial, mas também o expande por todo o mundo através da internet? Um ser com tanto poder poderia ser encarado como um novo Deus?

São estas as boas discussões levantadas no longa, quando este finalmente (por que demora), tem que lidar com as consequências do experimento. Infelizmente, o filme levanta as questões mas não as discute. Logo que as dúvidas aparecem o personagem de Bettany, o cientista de visão mais humanista, é colocado de lado em uma brusca transição para o lado dos ativistas anti-tecnologia. Logo, o triângulo amoroso disfuncional (homem, mulher, máquina), que devia ser desenvolvido em paralelo, como uma forma de explorar essas discussões se perde. Transformando um filme em um debate superficial entre o casal protagonista.

Já os efeitos especiais, e a ação no último ato, que junto dos astros do elenco transformariam o Transcendence em um pseudo blockbuster não empolgam. Em alguns momentos beiram o absurdo, quando por exemplo a máquina é capaz de controlar o clima. O que aliais, faz a solução para derrota-lo soar menos eficaz do que deveria.

O elenco bem que tenta, mas para a maioria não há muito o que fazer. Morgan Freeman e Cilian Murphy fazem pontas de luxo, em papéis previsíveis que somem e reaparecem sem muito critério. Enquanto Freeman encarna, novamente, uma especie de mentor. Enquanto Murphy é a força policial/representante do governo que ficamos com a sensação de estar por demais alheios a todos os eventos do longa.

O trabalho pesado fica para Hall e Bettany. Ela como única personagem (humana) que move a trama principal sozinha por um longo tempo. E Bettany realmente se esforçando para ser um bom narrador/personagem da história, embora não tenha presenciado boa parte dos acontecimentos que narra.

Já a desgastada imagem de Johnny Depp é visto quase que todo o tempo através de sua versão virtual, contida em uma tela sem profundidade (seria um reflexo de sua verdadeira natureza?), deixando o ator em um empasse. Por mais que se esforce, ele não agrada o público em personagens "não extravagantes". Entretanto, a mesma audiência se diz cansada de seus piratas, chocolateiros e chapeleiros loucos. Não é o estilo de atuação em que ele é bom, e o texto excessivamente auto-explicativo, também não ajuda uma vez que falar é a única coisa que ele pode fazer.


Nem mesmo a fotografia do longa impressiona. Esmero que era de se esperar de seu diretor estreante. Wally Pfister foi diretor fotografia dos filmes de Christopher Nolan (que neste é produtor).

Transcendence - A Revolução, tem o orçamento, elenco, argumento e discussões apropriados. Infelizmente faltou acertar a mão no roteiro e ritmo.Uma pena para os fãs de ficção-cientifica, e para os adoradores blockbuster, que poderiam se descobrir como novos fãs do gênero.

Transcendence - A Revolução (Transcendence)
EUA - 2014 - 119 minutos
Ficção científica
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terça-feira, 17 de junho de 2014

Valar Morghulis... Valar Doaheris!

Pela primeira vez, absolutamente nenhum dos personagens está onde deveria/gostaria. Depois de duas temporadas absorvendo o choque da morte do suposto protagonista, lidando com suas consequências e tecendo planos a partir delas, finalmente as tramas tomam novos rumos.

Mas antes de mencionar para onde a temporada foi, melhor entender como ela foi. O caminho escolhido foi oferecer a cada núcleo seu próprio ritmo. Mesmo porque, desde a temporada anterior algumas histórias avançaram mais que outras em relação ao livro. Para isso David Benioff e D.B. Weiss tiveram muita liberdade criativa, entregaram detalhes que nem mesmo os leitores sabem e subverteram a dinâmica das temporadas anteriores.

Nem é preciso dizer, mas eu digo: Spoilers a frente!

Começando logo, com o catártico Casamento Roxo elaborado com muita expectativa para dar um adeus memorável ao personagem mais odiado de toda a franquia (até agora, pequeno Robin está se esforçando no Ninho da Águia). Joffrey (Jack Glenson, se despedindo da carreira de ator) se foi, e a morte de um rei por mais desprezível que seja traz consequências para todo o reino.

E as consequências foram mais uma oportunidade para Tyrion (Peter Dinklage) brilhar. O "Imp" é definitivamente o personagem de sua vida. A qualidade de sua atuação é uma constante, mas sempre podemos destacar os melhores momentos, nesta temporada seu emocionante julgamento e sua derrocada final. Injustiçado até pela família Tyrion definitivamente chegou ao fim do poço, descobriu seu lado mais cruel e não tem escolha a não ser tomar os "novos rumos" que mencionei no primeiro parágrafo deste post. E de quebra, ainda leva Vayrs junto.


Também sofrendo com as consequências do Casório Purpura, Sansa (Sophie Turner), que já não é mais tão ingênua assim, finalmente está qualificada para jogar o jogo dos tronos com seu maior jogador. Mindinho (Aiden Gillen, palmas para ele!) dissimulado, cínico, sedutor e assumidamente o mentor de grande parte da trama, é de longe o personagem mais repulsivo de toda a série.

Uma das primeiras liberdades da adaptação, o avanço enorme na narrativa de Brienne (Gwendoline Christie), ganhou ainda mais novidades com o encontro surpresa com Cão (Rory McCann) e Arya (Maisie Williams). Além de ser fofo ver as duas guerreiras "trocando figurinhas", o evento dá um "upgrade" na trama de Brienne, que embora tenha muitos capítulos sua jornada ao lado de Pod, não tem acontecimentos memoráveis.

Assim como a trama de Bran (Isaac Hempstead-Wright), originalmente apenas uma longa e difícil  
caminhada na neve, a jornada ganhou uma parada na cabana de Craster, durante um embate da Patrulha com seus desertores. Embora uma ação coerente para os patrulheiros, o embate foi apenas uma oportunidade de incluir ação, e sexo (de necessidade narrativa questionável) na temporada.

Curiosamente a cena que causou discussão, foi o "estupro" de Cersei (Lena Headey). Na opinião desta humilde blogueira uma forma de mostra que Jaime (Nikolaj Coster-Waldau), que teve um arco bem desenvolvido na terceira temporada, deixou de ser totalmente submisso a irmã. Infelizmente a audiência ficou mais focada no ato, que no objetivo narrativo dele. (Ok, eu sei que há uma discussão social aqui, mas ei! É uma ficção e há personagem que merecem mais nossa preocupação que a Rainha)


Quem também não está nem aí para Cersei, é a Rainha do outro lado do mar. Daenerys (Emilia Clarke) finalmente deixou de ser nomade para ser regente, mas reinar uma cidade tomada só não é mais difícil que domar os seu crescidos e realisticos dragões de CGI. Também neste núcleo uma novidade para os leitores, o amor impossível entre Verme Cinzento (Jacob Anderson) e Missandei (Nathalie Emmanuel). Vale lembrar, ele é eunuco (será mesmo, ou só pensa que é?) e ela deveria ser criança, mas foi envelhecida para série.

E por falar em novidades continuamos acompanhando Theon, que nos livros não tem essa parte da trama contada. E descobrimos como se "faz" um Vagante Branco, detalhe que até agora não havia sido mencionado nas páginas. Enquanto Oberyn Martell (Pedro Pascal) faz uma boa apresentação do núcleo de Dorne, que deve ganhar mais destaque na próxima temporada.


Também devem ganhar mais destaque Melisandre (Carice van Houten) e seu rei, que pouco tiveram a fazer neste ano. Meio fraca sua chegada "triunfal" sobre os selvagens. Outro que ainda tem um arco crescente é John (Kit Harington), cada vez mais importante na combalida Patrulha.

Diversão mesmo ficou para a jornada de Arya e Cão de caça. Em uma relação de amor e ódio a dupla apareceu em quase todos os episódios, com ótimos diálogos (verbais ou não). A dupla seria imbatível, se tivesse algum objetivo em comum. Mas, não tem e com uma tensa cena de separação Arya também decide desistir de "voltar para casa" (até porque, que casa?) e também adota novos rumos.

A quarta temporada de Game of Thrones, pode não ter empolgado muito, mas foi excepcional. E eficiente em sua tarefa de colocar pontos finais, e reiniciar as jornadas de nossos protagonistas. Conseguir mudar o status quo, em um programa que já é cheio de reviravoltas, é uma tarefa e tanto!

Que venha a quinta temporada e o mundo maior que ela promete apresentar!

P.S.: Perfeitos os esqueletos que atacaram Bran, ao estilo Ray Harryhausen. E sou só eu que estou me perguntando onde Gendry foi parar com aquele barquinho?

Leia mais:  textos da segunda e terceira temporadas,  Game of Thrones - The Exhibition no Brasil, e mais tudo que já foi dito sobre a série no blog.
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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Como Treinar o seu Dragão 2

Todos os dragões já estão treinados. Não apenas treinados, mas as montarias voadoras dos vikings recebem mais regalias que qualquer cavalo de raça mimado. Afinal, passaram-se cinco anos desde que Soluço (Jay Baruchel), reinventou a relação entre sua tribo e os dragões, que agora vivem em plena harmonia e cooperação. Já Soluço é um jovem adulto e seu pai Estoico (Gerard Butler), decide que o rapaz deve se preparar para ser o próximo líder do clã. Mas o garoto está mais interessado no alcance que as asas de Banguela, seu dragão fúria da noite, lhe dão. O mundo ficou menor, e Soluço quer descobri-lo.

É quando está literalmente mapeando o mundo ao lado de Astrid (America Ferrera), que Soluço descobre que um misterioso líder Drago Bludvist (Djimon Hounson), está capturando dragões para formar um exército. Ele também descobre que não é o único, ou mesmo o primeiro "treinador" de dragões.

Novos personagens, novos cenários, uma nova ameaça, (muitas) novas espécies de dragões, um mundo infinitamente maior e mais perigoso. Acertadamente é isso que Como Treinar o seu Dragão 2 entrega. Uma evolução da história e dos personagens que não são mais adolescentes. Soluço e sua turma já são jovens adultos, exemplos para sua tribo, logo, precisam enfrentar desafios mais maduros. Tudo isso sem perder o colorido e a leveza que encantou os pequenos.

Sim, há uma certa dose de drama, mas o Rei Leão também tinha (aliais, é difícil não criar um referência com o clássico Disney em certo momento) e as crianças não apenas compreenderam e se relacionaram bem com a dificuldade. É em não subestimar sua audiência, de qualquer idade, que o longa acerta. Mesclando uma boa trama, com piadas físicas para os pequenos, mais elaboradas para os mais velhos, e ainda uma boa dose de drama e tensão, que não super-protege os pequenos.

A animação também evoluiu, desde o visual que embora realista (atenção a barba rala do jovem protagonista) que abraça bem os milhares de dragões das mais estranhas cores e formas. Seja na movimentação dos personagens, movimentos sutis que tornam suas atuações mais verdadeiras, sejam humanos ou não. Banguela, por exemplo, tem movimentos que lembram cães e gatos, e o transformam ainda mais em um pet com um relacionamento verdadeiro com seu dono. E claro, é sempre interessante quando uma das criaturas mais perigosas da natureza, são extremamente fofas!

Sim, existem certos clichés, como o a revelação de um personagem do passado do protagonista. E uma reviravolta dramática que muda a dinâmica do longa. Mas estes são bem executados e servem ao desenvolvimento da trama.

Entre os nomes novos no elenco de vozes estão, Cate Blanchett, Djimon Hounsou e Kit "John Snow" Harington. Este último fazendo uma referência cômica inevitável com seu personagem em Game of Thrones. A versão nacional, inclusive, brinca com o famoso bordão ligado ao ator. E por falar na dublagem, a versão nacional traz Rodrigo Lombardi como drago, em uma raro bom trabalho em se quando se trata de usar nomes famosos.


Como Treinar o seu Dragão 2, consegue trazer de volta ótimos temas. Desde os novos dilemas, até a leve abordagem da deficiência, tema principal muito bem explorado no longa anterior. Expande o universo, e avança a narrativa desenvolvendo interessantes arcos para seus protagonistas. Já as inúmeras cenas de voo e a exuberância do universo dos dragões, fazem o 3D valer o ingresso. Sim, todos os dragões estão bem treinados e sabem muito bem como executar seus truques!

Como Treinar o seu Dragão 2 (How to Train Your Dragon 2)
EUA - 2014 - 105 min
Animação/Aventura


Leia a crítica de Como Treinar seu Dragão
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domingo, 15 de junho de 2014

Game of Thrones: fã de carteirinha#21

O que é bom acaba cedo. É claro que estou falando da temporada de Game of Thrones, que termina hoje! E como por mais que adoremos esta série nada sai como desejamos (é por isso que gostamos né), o vídeo deste post traz uma versão que atenderia os desejos dos fãs. E que inevitavelmente tornaria a série chata, desconexa e previsível. Mas, para um vídeo de pouco menos de 3 minutos no YouTube é mais que satisfatória.

Atenção aos "ótimos" desenhos do vídeo, que provam que o vídeo é produto de fãs de carteirinha de verdade, que não tem vergonha de seus talentos como animadores! Igualzinho a Kit Harington que é fã de seu personagem até quando está de folga. Percebe a reação do moço que nada sabe quando créditos adequados aparecem no telão de um jogo que ele assistia na imagem acima. (Ok, tô perdendo o foco, mas tinha que postar esse gif, rs)


Conheça outros fãs de carteirinha!

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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Frozen: fã de carteirinha - Especial Dia dos Namorados

Sim! Tem copa, mas 12 de junho ainda é Dia dos Namorados. É, claro, que eu vou ser do contra, deixar o primeiro jogo do Brasil de lado, e fazer um post em homenagem aos corações apaixonados. Atenção casais de todos os tipos, solteiros, divorciados, fãs da animação Frozen, ou não, preparem-se para morrer de fofura com este cover mirim de "Love is a open door".

Com as mini versões de Anna e seu pretendente vividas por Mia and Anson, dá até para esquecer que este casal não dá muito certo ao longo da história, mas vou deixar o spoiler para outra hora. Feliz dia dos Namorados!


Leia mais Fã de Carteirinha e Frozen
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terça-feira, 10 de junho de 2014

O caso das sessões VIP

Você já assistiu a sessões VIP no cinema? Calma, eu explico. Lembro de uma época quem se o cinema de rua não vendesse "X" ingressos para a sessão tal, a projeção não acontecia, o bilheteiro educadamente devolvia seu dinheiro e sugeriria outro filme com exibição já garantida pela venda de ingressos ou voltar em um horário mais movimentado.

Mas, isso foi no tempo dos cinemas de rua, com os multiplexes o filme passa, não importa quantos ingressos tenham sido vendidos. Foi assim que já participei de várias sessões VIP no cinema. Por sorte eu estava acompanhada nesses dias, imagina só aquela sala imensa só para você e ninguém para confirmar que sua história é verdadeira.

Hellboy - Agosto de 2004, por volta das 16h no(então) Top Cine Teresópolis

A primeira vez a gente nunca esquece, e foi na companhia de minha tia que enfrentei uma sessão de sala vazia. Ficamos surpresas com a ausência de público, mas o que nos atordou mesmo foi o comentário do cara que fica na porta recebendo os ingressos quando a sessão acabou e saímos da sala:

- Ué, vocês estavam aí? Achei que não tinha ninguém. Querem ver outra vez, podem ficar na sala, a sessão tá vazia!

Deveríamos mas não, ficamos. Foi só tempos mais tarde que descobrimos que apesar de bom, pouquissima gente assistiu ao primeiro Hellboy nos cinemas, o filme virou cult foi no DVD mesmo. Nós vimos, em sessão VIP.

Sete Vidas - Janeiro de 2009, à tarde no(então) Box Cinemas, São Gonçalo

Não é que aconteceu novamente? Desta vez acompanhada da minha tradicional "movie colegue". Já passava de meia hora de projeção do longa menos lembrado de Will Smith quando conscientes de que estávamos sozinhas nos perguntamos:

- Porque estamos comentando o filme com susurros? Não vamos incomodar ninguém né!
É a gente fala na sala (sorry), mas sempre é sobre o filme e bem baixinho.

Homens de Preto 3 - Junho de 2012, à tarde no Cinépolis, São Gonçalo

 - O problema é com Will Simth!!!

Pensamos afinal a franquia MIB é de blockbusters. E fazia tempo que esperava-se por um terceiro filme, especiamente que fosse superior ao fraco MIB 2. Requisito que este longa supera leia a resenha.Mesmo assim sala vazia para mim e minha "movie colegue", teorias sobre o motivo ainda são aceitas.

O Espetacular Homem Aranha 2: A Ameaça de Electro - Maio de 2014, ás 13h30 no Cinépolis, São Gonçalo.

- Então o problema não era com Will Simth!

Provavelmente o problema foi a concorrência com Godzila e X-Men: Dias de um Futuro esquecido. Mas à essa altura já estamos acostumadas, paramos de especular e aproveitamos o presente que foi nos dado: não se preocupar com o lugar, poder espalhar suas bolsas por toda a fileira,falar quando e no volume que bem entender, sentar relaxada como se estivesse na sala de casa, e fazer piadinhas com os bilheiteiros e vigias da sala quando sair!

E você? Já foi um feliz expectador de uma sessão VIP? Conte como foi, exponha suas teorias sobre o porque de tal milagre. Seria o filme ruim? Tava chovendo granizo lá fora e ninguém chegou? Participe!

Leia mais acontecimentos estranhos na sala escura!

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