sexta-feira, 30 de maio de 2014

Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. - 1ª temporada

O ministério dos spoilerfóbiocos informa: esta resenha pode conter Spoilers de Capitão América 2 - O Soldado Invernal.


Sua primeira incursão na TV, não foi nada fácil para os agentes da S.H.I.E.L.D..Após um piloto bem estruturado, porém com muitos personagens novos, a série caiu na armadilha dos episódios burocráticos (aqueles para preencher uma temporada longa).E quase se perdeu entre, o caso misterioso da semana e sua trama principal, que incluía o mistério da ressureição de Coulson e o vilão Clairvoyant. (é por isso que Game of Thrones só tem 10 episódios) Os episódios isolados teriam o objeito de atrair o expectador não iniciado, mas acabaram por espantar os fãs e a série teve uma queda de audiência significativa.

As pausas para o "caso da semana" no entanto, deram o tempo para a série desenvolver melhor os personagens e suas relações. Afinal, a não ser por Coulson (Clark Gregg) e eventuais participações especiais do universo do cinema, nunca ouvimos falar de nenhum deles.

Assim, gradualmente a veterana, os dois nerds técnicos de laboratório, um agente de campo, e uma hacker. Se tornaram Melinda May (Ming-Na Wen), uma agente super-experiente (e eficiente), a ponto de ser uma lenda, a "Cavalaria". A dupla de inseparável gênios Fitz-Simmons (Iain De Caestecker e Elizabeth Henstridge), assim mesmo com nomes quase sempre mencionados juntos (tipo Sandy-Júnior, lembra?), tem as melhores traquitanas e idéias para solucionar qualquer problema que Coulson enfrente. O agente Grant Ward (Brett Dalton), aparentemente durão, extremamente técnico. E a Hacker Skye (Chloe Bennet), recrutada logo no primeiro episódio, foi nossa porta de entrada para conhecer o dia-a-dia de um agente, além de ter sua própria origem misteriosa.
Skye, Ward, Simmons, Fitz, Coulson e May
Deu até tempo de conhecer Lola, concersível voador vermelho, com tecnologia que lembra bastante a usada por Tony Stark em suas armaduras. E por falar em tecnologia, os gadjets absurdos, nomes e acontecimentos oriundos do cinema, bem como todo o universo em que se passa, são os pontos fortes da série. Afinal você já conhece aquele mundo dos filmes solo dos heróis e de Os Vingadores. É claro, sempre vai ter aquele expectador que esperava mais, com participações especiais e um mini filme dos Vingadores semanal.

Mas, se tiverem participações extras toda semama, não seriam mais tão especiais. A série tem consiência disso (e provavelmente um orçamento que garanta essa limitação), assim as participações foram esporádicas, mas pontuais. Especialmente a de Stan Lee, situada no ótimo episódio ótimo "T.R.A.C.K.S.". O capítulo marcou o ponto de virada da temporada, quando os episódios burocráticos diminuiram e encontraram seu tom, para dar espaço a trama principal. Além disso sua trama, que coloca toda a equipe em missão em um trem, e se desenvolve de forma dinâmica e inteligente através dos pontos de vista de cada um dos personagens, é provavlmente o melhor da temporada.

A partir daí, a série corrigiu as falhas, desvendou parcilamente alguns mistérios e melhorou ainda mais, ao lidar com os acontecimentos do segundo filme do Capitão América. A equipe já havia dado conta das consequencias de Thor - Mundo Sombrio, copntando até com a participação de Lady Sif (Jaimie Alexander). Mas nada tão grande quanto -SPOILER- a infiltração da Hydra na agência e sua consequente queda.


Com a trama se desenvolvendo simultâneamente aos acontecimentos das telas. Os agentes da S.H.I.E.L.D. passaram a ser os procurados Nº1, da CIA, FBI o  MI6 e toda e qualquer organização de defesa do mundo. Grande parte deles, incluisve dentro da equipe de Couson se mostran traidores, e ainda precisam ser detidos. Outros aparentemente abandonam a causa, como a agente Maria Hill (Colbie Smulders) em outra participação especial. Sem recursos, ou opções os últimos episódios exploram melhor as habilidades da equipe, que sem ajuda, e com muita gente contra, ainda pretendem pegar os bandidos.

E pegam! Aos trancos e barrancos, e com recursos absurdos (é uma série de TV de super-heróis gente!) menos parte deles, como o traidor Ward e seu Mentor Garret (Bill Paxton, canastrão na medida certa). O bom episódio final, só falha em sempre apresentar as cenas de luta em locais escuros, mal dava para ver o que acontecia. Provavelmente um recurso mal aplicado, para esconder dublês ou coreografia precária.

Mas, é claro, com segunda temporada confirmada alguns vilões conseguem escapar, há baixas na equipe, é preciso lidar redenção e/ou tortura do traidor Ward. Há ainda há o mistério da verdadeira origem de Skye, as consequencias da ressurreição forçada de Coulson e a reconstrução da Strategic Homeland Intervention, Enforcement and Logistics Division (Divisão Logística e Aplicação de Intervenção Estratégica Interna),a S.H.I.E.L.D.! Tarefa dada a Coulson, novo diretor da agência, pessoalmente por Nick Fury, em uma aparição para lá de descontraída.


Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D., promete uma segunda temporada mais segura e acertada, com personagens melhor trabalhados e tramas mais equilibradas, e com sorte, mais participações especiais. Fica a torcida para que estem bom final de temporada, traga de volta alguns fãs.

P.S.: Difícil mesmo entender, foi a organização da programação do canal Sony, que após terminar a maratona com os últimos episódios, e o season finale, cancelou o epsódio inédito de Once Upon a Time, apenas para reprisar (coladinho sem nem comercial), o episódio que acabara de ser exibido. Detalhe, geralmente a programação já tinha uma reprise no mesmo dia, logo após Once Upon a Time.

Leia Mais ››

terça-feira, 27 de maio de 2014

Todo mundo ama, mas eu...

Como eu estava com saudades de memes e blogagens coletivas que rolavam na blogsfera anos atrás. A sensação era que últimamente entre blogeiros (e especialmente blogeiras) era cada um por sim, ou melhor, por seu ego. Nada contra quem acha importante mostrar para o mundo seu visual/make de cada dia, isso não gera discussão, muito pouco diverte alguns. E adivinha quantos blogs hoje só vivem disso?

Entrão eu descobri o Rotaroots, blogueiros de raiz, em prol da blogsfera old school. E não é que esse pessoal, promove blogagens coletivas e memes mensalmente? Ok, não são temas filosóficos que vão mudar o mundo, mas vão promover discussão, interação, troca de idéias. E não é por isso que criamos um blog? 

Eis então a blogagem coletiva (devidamente ilustrada) da qual resolvi participar este mês:

Todo mundo ama, mas eu....odeio. #prontofalei

Balada/festa/muvuca
Juntou um monte de gente e música absurdamente alta, parou pra mim. Sério, fico nervosa agitada, desesperada para fugir da muvuca. Mas para a maioria das pessoas esse é o programa!
Tá zonzo? É bem assim que me sinto na muvuca!
Esmalte vermelho
Sem querer ofender, acho cafona, vulgar e óbvio, se acompanhado de unhas gigantescas então, nem se fala! Não que quem esteja usando seja cafona e vulgar, mas ahhrg! Não rola.

Calçados femininos "frufru"
Calma, não sou tão radical, é claro que gosto de calçados femininos (embora viva de Converse). No entanto me refiro aqueles que a mulherada adora, que tem estampas exagerdas, laçarotes, flores, cores visíveis em uma estrada à noite. São mais enfeitados que muito sapato infantil por aí. Não entendo porque a mulherada se derrete por eles, se nem ao menos são confortáveis.

Quantos anos você tem mesmo?
Exibir a vida em redes sociais
Pode confeir minha página no facebook, as poucas fotos minhas presentes foram colocadas por terceiros. Ainda assim, pode acontecer de eu pedir para tirar. Postagens como "partiu lugar tal..." nem sonhando. Mensagens inspiracionais, de como está minha vida no momento, não vai encontrar. Acho absurda, narcisista e egoísta essa compulsão das pessoas em esfregar na cara dos, como outros sua vida é maravilhosa (após devidamente editada, claro!). Estão tentando fazer alguém se sentir mal? Se sua vida for realmente satisfatória, creio que vivê-la será o suficiente não.


Aparentemente eu poderia continuar para sempre, pois dizem: sou muito "cri-cri". entretanto como a idéia é variar o conteúdo e usar a criatividade, fico nestas quatro coisas, sem ligação aparente, que me dão nos nervos, mas são adoradas pelo resto da humanidade.

E você? O que odeia? Tem algo semelhante na sua lista? Participe!

Leia Mais ››

domingo, 25 de maio de 2014

Star Wars: fã de carteirinha no Dia do Orgulho Nerd - 2014

Caso você seja um leitor normal e ainda não saiba, 25 de Maio é Dia do Orgulho Nerd (ou Orgulho Geek, se preferir). A data tem a intenção de relembrar o direito de toda pessoa ser um nerd (ou geek). A data relembra a premiere de Star Wars - Uma Nova Esperança, em 1977. Hoje também é o Dia da Toalha, data comemorativa nerd por natureza.

Então vamos dar um tempo para os fãs de Game of Thrones e agradar os Fãs Jedis com este vídeo de Peter Hollens & Lindsey Stirling, interpretando a trilha de John Williams para a saga de George Lucas apenas com voz, violino e cosplays divertidos. E descubra mais sobre a data logo após o vídeo.



Sobre o Dia do Orgulho Nerd:
A primeira celebração do Dia do Orgulho nerd aconteceu em alguns lugares da Espanha e na internet, em 2006. No ano seguinte a comemoração cresceu, alcançando todo o país, e ganhou vários eventos oficiais promovidos por várias instituições. Houve até doação de sangue nerd. Em 2008 o Dia do Orgulho Nerd foi comemorado também nos Estados Unidos, divulgado por vários blogs e sites. Desde então a data tem sido comemorada por todo o mundo anualmente e tem até normas, afinal nerds adoram regras. Confira no fim deste post os direitos e deveres dos nerds e Geeks.

Sobre o Dia da Toalha: 
Também comemorado em 25/05, o Dia da Toalha homenageia os fãs da série O Guia do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams. Na saga vivida por Arthur Dent a toalha é equipamento essencial de qualquer mochileiro, uma vez que é útil nas mais diversas situações. Nesse dia é possível encontrar mochileiros prevenidos carregando sua toalha nas ruas. Convenhamos, isso também é muito nerd!

Manifesto Nerd
Direitos
  • O direito de ser ainda mais nerd.
  • O direito de não sair de casa.
  • O direto de não ter um par romântico e de ser virgem.
  • O direito de não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
  • O direito de se associar a outros nerds.
  • O direito de ter poucos (ou nenhum) amigo.
  • O direito de ter tantos amigos nerds quanto quiser.
  • O direito de não ter que estar "no estilo".
  • O direito ao sobrepeso (ou subpeso) e de ter problemas de vista.
  • O direito de expressar sua nerdice.
  • O direito de dominar o mundo.
Deveres
  • Ser nerd, não importa o quê. 
  • Tentar ser mais nerd do que qualquer um.
  • Se há uma discussão sobre um assunto nerd, você tem que dar sua opinião.
  • Guardar todo e qualquer objeto nerd que você tenha.
  • Fazer todo o possível para exibir seus objetos nerds como se fosse um "museu da nerdice".
  • Não ser um nerd genérico. Você tem que ser especialista em algo.
  • Assistir a qualquer filme nerd na noite de estréia e comprar qualquer livro nerd antes de todo mundo.
  • Esperar na fila em toda noite de estréia. Se puder ir fantasiado, ou pelo menos com uma camisa relacionada ao tema, melhor ainda.
  • Não perder seu tempo em nada que não seja relacionado à nerdice.
  • Tentar dominar o mundo!

Veja outros posts comemorativos do Dia do Orgulho Nerd/Dia da Toalha!

Leia Mais ››

sexta-feira, 23 de maio de 2014

X-Men - Dias de um Futuro Esquecido

Quando X-Men: First Class, chegou às telas muita gente teve certeza, a franquia com o elenco original chegara ao fim (exceto, talvez para o Wolverine). Expecialmente por esta "nova geração", ter se saído bem melhor que X-Men - O Confronto Final . Mas todo bom nerd sabe, que sempre há um jeito de consertar equívocos em franquias de fantasia: a viagem no tempo. E todo fã dos mutantes sabe que eles possuem uma ótima história com o recurso temporal prontinha nas HQs. Logo, X-Men - Dias de um Futuro Esquecido, faz a felicidade de fãs literários e cinéfilos, unindo as duas gerações de mutantes do cinema em um único longa.

Sempre vistos por muito como uma ameaça, os mutantes tem sido dizimados, por décadas pelos sentinelas. Os robôs gigantes, dizimaram não apenas a população com gene X, mas qualquer um que tentou ajudá-los, ou ainda aqueles que poderiam gerar filhos com mutações. O resultado é um futuro apocalíptico de fazer inveja ao Exterminador do Futuro (que aliais, dizem, teve este quadrinho como inspiração).

Os poucos mutantes que resistiram, liderados pelo Professor Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen), encontram uma última esperança, na viagem do tempo. Com a ajuda de Kitty Pride (Ellen Page), enviam a consistência de Wolverine (Hugh Jackman) para o passado, para que o carcajú possa evitar o evento que deu ínício a produção dos sentinelas. O assassinato de Bolivar Trask (Peter "Tyrion" Dinklage), criador do programa "caça mutantes", por Mística (Jenifer Lawrence). É claro, que para isso ele vai precisar da ajuda das versões jovens de Charles (James McAvoy) e Eric (Michael Fassbender), que já não são mais grandes amigos.

Com 70% da história ambientada nos anos de 1970, a produção acerta na ambientação da época, bem como no úso de imagens em super 8 para simular a documentação das aparições mutantes na época. E nos figurinos que misturam o estilo hippie setentista com as cores dos quadrinhos, além de servir à narrativa (repara como a vestimenta do jovem Xavier muda gradualmente, conforme ele fica mais centrado).

O escorregão mesmo fica por conta da preguiçosa maquiagem da Mística, que não apenas usa um tom diferente e excessivamente brilhante de azul (parece que ela vai manchar qualquer coisa em que encoste), como também simplifica suas escamas, resultado da mudança da maquiagem corporal por uma espécie de macacão. Se você, como eu assistiu, à cena de auto-aceitação da moça em First Class pouco antes deste, fica difícil não reparar na simplificação.

Também é Lawrence a peça mais fraca de um elenco muito forte. Em parte, porque sua imagem está desgastada pela mídia (e tem mais dela no fim do ano com Jogos Vorazes 3), em parte porque a própria Mística parece estar confusa quanto a sua natureza. Enquanto isso, a atriz parece estar no piloto automático.

Mas o elenco forte, e a trama bastante equilibrada compensam os pequenos erros (que incluí, as inevitáveis falhas de coerência de toda a franquia). Assim temos Stewart e McKellen trazendo peso e urgência ao futuro catastrófico. Enquanto o elenco jovem traz incerteza e ameaça ao passado à ser alterado, com um Xavier longe de ser professor e Magneto mais instável e ameaçador. E Wolverine (Jackman já confortável ao interpretar pela sétima vez o mutante), tentando manter tudo coeso.

A montagem nos faz saltar entre as diferentes épocas apenas quando fazê-lo é eficiente à narrativa. Sobra até tempo para Fera (Nicholas Hoult), explicar a hipotese de o futuro ser imutável. Para piadas históricas, para a menção ao dano causado ao potencial dos jovens pelo uso de drogas. E, claro, mais mutantes demonstrando seus poderes, seja com a volta de rostos familiares como Halle Berry e sua tempestade na resistência, ou a aquisição de novos recrutas, como Mercúrio (Evan Peters) que de tão divertido, ganha o direito de pausar a trama, apenas para demonstrar seus poderes de velocista na melhor cena da produção.


X-Men - Dias de um Futuro Esquecido, tem algumas falhas sim (nenhum filme é perfeito), mas traz uma trama divertida,inteligênte e dinâmica. Além boas atuações, duas gerações de mutantes, seus incríveis poderes, viagem no tempo, e todo o potencial de reboot que brincar com o tempo proporciona. E um bem realizado, embora não indispensável 3D. Precisa pedir mais?

P.S.:Quem prestar atenção ao letreiro enquanto espera pelas cenas pós créditos, vai descobrir que foram usadas cenas dos 6 outros filmes da franquia mutante neste longa. Só faltou mesmo o Stan Lee.

X-Men - Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past)
EUA - 2014 - 131 min.
Aventura
Leia Mais ››

terça-feira, 20 de maio de 2014

Godzilla

Infelizmente, a referência mais forte sobre Godzilla que esta blogueira possuía até hoje era o filme "estadunidense" de 1998. Referência que, obviamente, não faz jus ao mais famoso dos kaijus. Sim, eu tinha conhecimento dos longas originais japoneses, mas infelizmente não são o tipo de produção que passa na Sessão da Tarde, ou que se encontre em uma locadora de bairro. Logo, é de se animar quando uma nova produção surge, e apesar de "estadunidense" promete ser mais respeitosa com o monstro original.

A curiosidade sem moderação, combinada com um acidente e testes nucleares despertam criaturas gigantes adormecidas nas profundezas, entre elas o Godzilla. Simples assim! O argumento troca a metáfora do medo causado pelas bombas nucleares, por um "acidente" de mesma natureza. Tentando mostrar como o protagonista surgiria, e como a humanidade reagiria nos dias de hoje.

Sacada inteligente, é inciar o filme com uma teoria de conspiração, que liga possíveis aparições do monstros na década de 1950, com os testes nucleares realizados na época. Dessa forma soa quase como uma "sequencia" das produções japonesas, e coloca a existência do monstro sob um novo ponto de vista.

A partir daí, o filme se divide entre seguir a ação dos militares e dos "pesquisadores descuidados" em relação aos monstros, nucelo onde está Ken Watanabe. E o filho do cientista desacreditado (Bryan Cranston) que previu a catástrofe, vivido por Aaron Taylor-Johnson (o Kick-Ass). É aqui que o filme tem suas falhas apostando demais nas coincidências (sério que os monstros escolhem a mesma escala que o jovem protagonista?), e abusando da revelação gradual (e excessivamente lenta) do personagem título. Em certo momento o cineasta literalmente fecha as portas em 3D na cara do expectador animado achando que finalmente teria um vislumbre mais detalhado do monstro.


Ainda assim, mesmo quando parcialmente visto, o Godzilla empolga pelo visual e pelas boas sequencias de luta/ação, que protagonista. O que atente as expectativas do expectador consciente de que comprara ingresso para um filme de monstros gigantes. Assistir os monstros destruindo tudo é incrivelmente divertido, apesar de toda a catástrofe humana envolvida.

Pensando dessa forma a "entidade" Godzilla, neste longa perde e muito o peso que tinha quando fora criada. Era uma metáfora para o horror causado pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki. Entretanto, não acredito que nenhum remake, nunca terá o mesmo peso e importância do original de 1954. É outra época, outro mundo, outro público. Neste caso fico satisfeita que a produção ao menos faça jus aos filmes de kaijus, gênero genuinamente japonês que nasceu com o "Gojira" (é assim que o monstro é chamado em japonês, e Ken Watanabe fez questão de usar esta pronúncia durante toda a película).

Falta espaço para desenvolver personagens interessantes Elizabeth Olsen, por exemplo é apenas face para seguirmos quando o monstro chegar no local onde ela está. Já Johnson encarna o tipico soldado especialista em bombas, apenas para você ter certeza que de haverá uma no clímax. Enquanto o excelente Watanabe, serve para explicar o que está acontecendo. Á exceção é o personagem de Cranston que, infelizmente, tem pouco tempo de tela.

Um começo inteligente, personagens rasos e um final empolgante porém previsível, afinal ainda é um blockbuster. No final, o diretor Gareth Edwards entrega um filme divertido, que não será um clássico, mas também não envergonhará ninguém como a produção de 1998. E talvez apresente a criatura, e seus filmes originais a uma nova geração.

Godzilla
EUA - 2014 - 123 minutos
Ação
Leia Mais ››

domingo, 18 de maio de 2014

Game of Thrones: fã de carteirinha#18

Para não dizer que só posto vídeos gringos no Fã de Carteirinha, segue uma pérola da internet brasuca. O vídeo traz o trailer da série no estilo Sessão da Tarde. Lembra bastante os Trailers Honestos do canal  screenjunkies, mas trazem o estilo inconfundível da emissora global.

Se o autor aceitar sugestões (se não, vou dar assim mesmo, rs) vale maneirar um pouco no exagero do vocabulário e maneirar (as vezes a piada precisa deles, mas nem sempre) nos palavrões, afinal é Sessão da Tarde, né! Também vale aprimorar a narração, acredite ou não o pessoal da emissora do plim-plim faz até fonoaudióloga para suavizar o sotaque. Mas o esforço e a criatividade estão de parabéns!



E já que mencionei, é claro que o screenjunkies também tem o trailer para a série de TV. O vídeo já rodou por todas as redes sociais, mas se você ainda não viu, confira abaixo. Se gostar, clique aqui, veja outros vídeos do canal que já postei por aqui!



Conheça outros fãs de carteirinha!
Leia Mais ››

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Sonhos bobos de consumo: Microwave Popcorn Popper

Nada de carros, mansões, viagens milionárias, agora é hora de postar sonhos bobos de consumo. Trata-se de objetos quase sempre baratos, que você adoraria ter mais por um motivo ou outro (não vende no Brasil, não lembra de pegar na loja de $1,99, nunca encontrou ou ouviu falar...), não tem. Como o caso abaixo.

Pipoca de microondas é muito prática, principalmente se você consome a iguaria tanto quanto eu. Entretanto a pipoca de panela sempre fica mais gostosa e com certeza é mais barata. Se concorda comigo, deve querer um Microwave Popcorn Popper

Como assim ainda não encontrei um dessas em uma loja de departamentos da vida? O simples aparato permite que você estoure milho de pipoca comum em seu microondas, e tem até a opção de aumentar as calorias e adicionar aquela manteiga derretida!

O vídeo está em inglês, mas não é preciso compreender o idioma para entender como o equipamento funciona. E se você já viu um desses em território brazuca, nos conte onde! Ou melhor ainda, meu aniversário foi semana passada....


E você tem algum sonho bobo de consumo? Compartilhe com a gente!

P.S.: Este não é um post publicitário, eu realmente gostei dessa garrafa de pipoca!

Leia Mais ››

terça-feira, 13 de maio de 2014

Livro vs Filme: A Bússola de Ouro

Foi provavelmente por causa deste livro que surgiu a ideia da série "Livro vs Filme", em uma discussão com uma amiga. Isso porque achamos o filme A Bússola de Ouro legal, até ter a chance de acompanhar as aventuras de Lyra nas páginas e ficarmos muito confusas.

Em um mundo onde os seres humanos possuem manifestações físicas da alma com forma de animais, os dimons. E Igreja e Estado ainda se confundem. Crianças pobres começam a desaparecer misteriosamente. Após perder alguns amigos, Lyra Belacqua, uma curiosa garota de 11 anos de idade, e seu daemon, Pantalaimon, resolvem investigar. A busca pelas crianças vai levá-los à uma jornada mais longe do que se possa imaginar. Com Gypsios, aeróstatas, ursos de armaduras, e claro, um plano maléfico. Mistura fantasia com passagens bíblicas e conceitos complicados de simbologia, física quântica e filosofia. Além de fazer uma crítica aberta (mas não descarada) a instituições religiosas, e mesmo a ciência.


Deixe de lado pequenos detalhes, como personagens que são cortados, trechos excluídos ou encurtados. Pois e versão cinematográfica do roamance de Philip Pullman traz alterações enormes, e infelizmente não fazem muito sentido.

1 - A Grande Inversão
No livro já em meio à sua jornada ao lado dos amigáveis Gypsios Lyra é sequestrada por caçadores de recompensa e levada para Bolvangar, local onde na verdade pretendia chegar. Pois é lá que se suspeita que os vilões mantém às crianças desaparecidas. Depois de causar "muita confusão" e salvar as crianças. Ela segue em busca de seu Tio Lorde Asriel, mas acaba virando refém dos Ursos de Armadura onde com sua habilidade de falar (leia-se lábia), consegue enganar o rei usurpador e restaurar o reinado de seu amigo Iorek Barnison.
Batalha em Bolvangar
No filme, as sequencias narradas brevemente acima são simplesmente invertidas. Simplesmente, porque acharam que a batalha em Bolvangar, seria um climax melhor para o fim do filme. Então sem por razão que desconhecemos os caçadores de recompensa levam Lyra para a terra dos ursos, onde ela restaura o reinado de Iorek. Apenas para obrigá-lo a deixar o reino para ajuda-la a chegar em Bolvangar. Mas, Lyra precisa começar a confusão/resgate das crianças sozinha, então uma fina ponte de gelo gerada por computação gráfica é adicionada ao orçamento, para que Lyra passe e o urso precise dar a volta e chegar apenas para o grande clímax, junto dos Gypsios, feiticeiras e do aerostata.

Realmente a Batalha em Bolvangar é maior, e envolve pessoas, e não apenas personagens em CGI, como ocorre na cena entre os ursos. Mas a inversão, que afasta os leitores e deixa os "não iniciados" com a sensação de que algo não se encaixa, não foi uma boa decisão. Especialmente se considerarmos que nenhuma das cenas é o fim do livro! O que nos leva ao segundo tópico deste texto.

2 - Cadê o fim do livro?
Após as grandes batalhas (independente da ordem em que acontecem), Lyra continua em sua jornada, agora acompanhada por seu amigo Roger, para encontrar seu Tio, o Lorde Asriel. - CUIDADO SPOILERS À FRENTE - Ela o encontra! O estudioso lhes apresenta sua pesquisa, toda a informação sobre o pó e a energia que ele gera, capaz de abrir portas para outros mundos. Infelizmente o cientista resolve deixar a teoria, e cometer um ato terrível para colocar sua experiência em prática. Ele consegue rasgar o tecido do espaço-tempo e atravessa. Horrorizada pelos atos do Tio Lyra decide impedi-lo ela e Pan o seguem pelo rasgo entre mundos.

Sim, este é o fim, em um clímax que inclui assassinato e um gancho, que expande a história para outros universos, e a jornada de Lyra continua por mais dois livros.

Então, porque deixar o verdadeiro final de lado, e ter um enorme trabalho para transformar Bolvangar no Clímax? Foi esta decisão que gerou altas discussões e, muitas hipóteses sem nunca chegarmos a um consenso sobre o motivo das mudanças radicais. O consenso, que e a morte da franquia reforça, é não era necessário.
___

Uma pena, pois nos outros aspectos a adaptação de Bússola de Ouro, não deixava a desejar. Desde o elenco que incluia Nicole Kidman, Daniel Craig, Eva Green, Christopher Lee, Kathy Bates, Ian McKellen e Freddie Highmore. A protagonista vivida pela novata Dakota Blue Richards, parecia ter saltado das páginas. Os efeitos especiais e personagens de CGI bem executados, além de uma direção de arte, que usava bem os conceitos do steampunk, para dar funcionalidade àquele mundo.


A Bússola de Ouro de Philip Pullman, é a primeira parte da trilogia Fronteiras do Universo, e foi lançada originalmente em 1995. Já o filme homônimo dirigido por Chris Weitz chegou aos cinemas em 2007.

Leia as resenhas da trilogia literária - A Bússola de OuroA Faca SutilA Luneta Âmbar
Leia mais Livro vs Filme
Leia Mais ››

domingo, 11 de maio de 2014

Game of Thrones + Frozen: fã de carteirinha

Venho por meio deste post lhes informar que é possível que eu transforme a série de posts Fã de Carteirinha em uma publicação diária e permanente. Porque? Oras, a cada post que programo encontro mais 5 coisas divertidas pela rede a fora!

"Zoeira never ends!", e sim, merecemos um momento de fanatismo, bizarrice e/ou humor diário. No vídeo de hoje, a Rainha Elza de Frozen entoa sua viciante canção "Let it Go" em uma versão especial para fãs de Game of Thrones

Quem sabe com a ajuda dela o inverno finalmente chegue!



Leia mais Fã de CarteirinhaGame of Thrones e Frozen
Leia Mais ››

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Sleepy Hollow - 1ª temporada

Que o Netflix e produções mais ousadas como as da HBO tem mudado a forma como os expectadores assistem séries já não é novidade. Também não é novidade que as séries de TV aberta (lá fora) tem que se reinventar para conquistar e manter o público. Mas, o que o final da primeira temporada de Sleepy Hollow fez chega a ser maldade.


A série que traz a lenda do Cavaleiro sem Cabeça para o século XXI, terminou em aberto. Ok! A segunda temporada interrupta, e talvez com mais episódios, já havia sido anunciada. Mas precisava não apenas criar uma ótima reviravolta, mas deixar todos (eu digo todos!), os personagens na berlinda.

Exibida pela Fox (coladinho em The Walking Dead, para pegar o expectador na adrenalina), sua primeira temporada da série chegou ao fim na semana passada. E ao longo de 13 episódios conseguiu elaborar uma trama complexa.

Aliais complexa até demais, se considerarmos que eles contavam e muito, com conhecimento prévio do expectador sobre mitologia e passagens bíblicas. Não chega a ser uma falha, eles explicam (meio apressados) a origem e sentido de tudo, mas se você conhecer um pouquinho mais, fica mais fácil. A boa notícia é que 8 temporadas de Supernatural, até que servem como esse "pouquinho" a mais. Ambas as séries bebem, da mesma fonte mitológica.

A graça de Sleepy Hollow é seu ilustre viajante do tempo e sua descoberta do século XXI. Ichabod Crane (Tom Mison) morre durante uma batalha em Sleepy Hollow na guerra pela independência dos EUA em 1871. E acorda em 2013, ao mesmo tempo que a cidadezinha sofre ataques com vítimas decapitadas. Alguns eventos sobrenaturais depois ele acaba virando parceiro da Tenente Abbie Mills (Nicole Beharie), para investigar estes eventos, em segredo claro, mas com o aval do Captain Frank Irving (Orlando Jones).

Com poucos episódios e uma trama que se revelaria bem maior que apenas capturar um cavaleiro sem cabeça (é claro que há um apocalipse eminente nesta loucura toda). A trama é baseada na amizade de Ichabod e Abbie, série não perde tempo e a cada episódio aproxima os personagens do beco sem saída em que a série abandona o expectador. E claro, que a coisa toda vai para o ralo, logo quando os protagonistas acham que estão começando a entender toda aquela bagunça, apenas para aumentar ainda mais atenção.

Infelizmente a correria tira um pouco do espaço dedicado à "Ichabod descobrindo o mundo", um britânico do século XVIII, transportado para nosso mundo traz ótimas situações nonsense. Uma pena não haver mais tempo para isso. Mas são apenas 13 episódios, para apresentar um universo mitológico e tentar salvar o mundo. 

Talvez eu esteja mal acostumada por Game of Thrones, que coloca seus "casamentos vermelhos" nos penúltimos episódios do ano, apenas para ter tempo de acertar os ponteiros e deixar tudo "engatilhado" para a temporada seguinte. Entretanto, se Sleepy Hollow tem o mesmo estilo de Supernatural, e provavelmente conquistou parte (se não todos) dos fãs dos irmãos Winchester, vale lembrar ao final da temporada ao menos um deles, fica quase a salvo para salvar o dia.

CSI + Supernatural, com reviravoltas de tirar o folego e segunda temporada confirmada. Uma boa opção para quem curte o gênero. Só não vale perder a cabeça enquanto espera pelo ano 2.

Leia Mais ››

terça-feira, 6 de maio de 2014

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro

Vale comentar, este título exageradamente grande é privilégio da versão nacional. Dito isso podemos falar sobre o longa. Finalmente conseguimos não pensar na trilogia de Sam Raimi ao assistir as novas aventuras de Peter Parker. Agora, a principal comparação é com o longa anterior desta mesma franquia.

Peter (Andrew Garfield), está entrando em uma nova fase na vida, prestes à se formar no colégio, curtindo a vida de super-herói, tem a admiração da população de Nova York, e até os policiais fazem "vista grossa". A única complicação é não conseguir cumprir a promessa que fizera ao pai de sua namorada, e ficar longe de Gewn Stacy (Emma Stone), para manter a moça segura. É claro, que a boa vida de pegar bandidos comuns não dura muito, afinal cedo ou tarde a "Ameaça de Electro" (Jaime Foxx) do título surge, assim como um velho amigo de Petter trazendo de volta conflitos que Peter deixara de lado e muito perigo para as cidade.

O "conflito" que Peter havia deixado de lado, é o misterioso passado de seus pais, que volta à cena quando o Harry Osborn, herdeiro da Oscorp (Dane DeHaan) retorna à cidade. Já Electro, um tímido e invisível funcionário da Oscorp sofre um absurdo acidente de trabalho que lhe provém seus poderes. E se você lembrar que que Gwen trabalha lá, assim como o pai de Peter trabalhou, é difícil não se perguntar? Quantas coincidências o universo é capaz de criar?

Aparentemente tantas quantas os roteiristas puderem criar. Assim, nesta nova franquia do cabeça de teia, tudo está interligado, da morte dos pais do protagonista, seus poderes e até seus maiores vilões. Isso pode incomodar dependendo do nível de "suspensão de descrença" que o expectador está disposto à dispensar.

Ao menos o excesso de subtramas e vilões (fator que afundou Homem Aranha 3), aqui estão melhor equilibradas. Talvez até por estarem tão interligadas. Sim, muitos vilões foram anunciados e estão no longa, mas a ameaça principal é Electro, e não há desvios quanto a isso.

Além disso o filme compensa finalmente acertando o tom de seus personagens. Assumindo seu Petter jovem hipster (nada nerd) que tenta manter seu bom humor mesmo em situações difíceis. Dando uma motivação mais coerente para Harry Osborne (que caso você não se lembre da primeira trilogia eventualmente se tornará o Duende Verde). E mesmo os exageros no visual patético de Electro antes de sua transformação, e no ultra brilhante após, fazem sentido. Afinal ele vai lutar com alguém vestido de colante vermelho e azul, que faz piada dos bandidos. O tom quase cartunesco é mais próximo do bom humor das animações, que dos dilemas morais de quem tem grandes poderes e consequentemente responsabilidades.

O perigo dessa abordagem é perder o peso da carga dramática  nos pontos da trama em que ela se faz necessária. Assim, em minha sessão, durante uma cena de luta um pai brincava com os filhos, afirmando que o roteiro traria uma grande catástrofe. Mas, claro, o Homem-Aranha iria contorna-la facilmente. A sala estava muito escura para eu ver a expressão das crianças quando tal catastrofe realmente aconteceu, e não foi remediada. Em momento algum aquele pai acho que algo mais sério poderia acontecer em um longa tão divertido.

Mas, é divertido! E apesar das coincidências exageradas, e da trilha sonora de video-clipe exagerado, é muito mais coerente que seu antecessor. Os problema do 3D escuro demais, também foi solucionado e até vale a pena, apenas para ter a sensação de voar pelos prédios de NY com a câmera em primeira pessoa. Embora não seja indispensável. E claro, a trama termina com um gancho grandioso, para as sequencias.

Falta apenas descobrir a função de tia May (Sally Field, praticamente uma ponta de luxo), neste universo. Com isso, e mais os dois longas da tetralogia, quem sabe finalmente entendamos a real necessidade de um reboot tão prematuro da franquia do seu amigo da vizinhança.

O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2)
EUA - 2014 - 142 minutos
Ação

Leia a resenha de O Espetacular Homem Aranha

P.S.: Em algumas sessões há uma cena pós créditos de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido. Propaganda gratuita ganhada pela Fox após pendenga judicial. Na minha sessão não tinha, então...


Para mais informações sobre os X-Men, visite o especial Mutante do DVD, Sofá e Pipoca.
Leia Mais ››
 
Copyright © 2014 Ah! E por falar nisso... • All Rights Reserved.
Template Design by BTDesigner • Powered by Blogger
back to top