quarta-feira, 2 de abril de 2014

The Walking Dead - 4ª temporada (parte 2)

Enfim uma temporada concisa! Desde a excelente primeira temporada (que vale lembrar, só tinha 6 episódios) The Walking Dead tem sofrido para estabelecer um ritmo uniforme, que equilibrasse desenvolvimento de personagens, tensão e zumbis nojentos. Assim, tivemos uma arrastada temporada em uma fazenda, seguida de uma temporada de altos e baixos, que ainda entregou o pior "cliffhanger" da franquia. (Governador praticamente sozinho na estrada e Rick adotando seus velhos e crianças).

O plano para a quarta temporada, no entanto, parecia melhor elaborado. Corrigindo as falhas e definindo não apenas um rumo, mas uma forma de contar a história. Assim a primeira metade (ainda em 2013) acompanhou duas linhas narrativas (Governador e Rick), preparando o terreno para o encontro dos dois líderes. O resultado foi um início de temporada uniforme e com um gancho, aflitivo e cheio de dúvidas.

A segunda metade reforçou estes nova abordagem e consequentemente apresentou os melhores dilemas da temporada. Sem pressa para chocar em cada episódio, há tempo para construir os personagens que precisam redescobrir seu lugar agora que a prisão foi destruída.

É claro, eles ainda tem que se preocupar em não virar lanche de zumbi e relembrar, depois de tanto tempo seguros na prisão, que os mortos vivos não são a única ameça a solta. Tudo isso em pequenos grupos e narrativas isoladas que esperamos quem se cruzem cedo ou tarde (pois é nem todos os sobreviventes do presídio se reencontram nesta temporada). Embora, curiosamente estejam percorrendo o mesmo caminho (físico, não metafórico), em busca do mesmo objetivo, chegar ao Terminus, onde aparentemente, quem chega sobrevive. Mas isso é assunto para outra Temporada.

Também é assunto para outra temporada, os novos personagens que afirmam ter a resposta para este caos e pretendem levá-la para Washington. Assim como os residentes do tal Terminos. Mas, paro por aqui e deixo as especulações para quem conhece essas tramas dos quadrinhos.

Enquanto isso o "terror" é mais abordado nas tragédias que nos zumbis de fato. Sim, ainda temos hordas destes monstros, em túneis, florestas e até pegando fogo. Nenhum deles entretanto tão assustador que a situação em que Carol e Tyrese se encontram ao se ver responsáveis por três crianças abaladas por viver em um mundo pós apocalíptico. Quanto a possibilidade se ficar sozinho, quando Carl vê Rick agonizando. Ou tão angustiante que o desaparecimento de Beth, logo após as personalidades conflitantes dela e Daryl, finalmente encontrarem conforto em sua companhia forçada. Assumindo que acima de tudo é uma série dramática, sobre relações e pessoas.

E apesar de resolver alguns dilemas, ainda é um mundo pós-apocalíptico onde ninguém sabe exatamente seu lugar, alguns até duvidam de quem sejam, mocinho ou bandido. E mesmo com alguns dos dilemas solucionados, os personagens são constante e naturalmente jogados em novos conflitos. É aí que está o equilíbrio desta boa temporada.

É claro, não é possível agradar a todos, sempre haverá quem prefira a correria e cenas chocantes, à tensão lentamente preparada. É puramente uma questão de gosto. Mas, ao menos a produção escolheu qual das abordagem prefere, e abandonou a hesitação entre o estilo e outro, que tanto a prejudicou no passado.

Assim, com um bem preparado "cliffhanger", cheia de mistérios e com personagens perdidos e/ou em perigo, é que The Walking Dead, abandona o expectador neste bom final de temporada. Roendo as unhas, e torcendo para Outubro chegar logo.

Enquanto isso, não esqueça: corte a cabeça ou destrua o cérebro!

Leia mais sobre The Walking Dead.

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