terça-feira, 29 de abril de 2014

Divergente

Passamos bem pelos feiticeiros, nem tanto pelos vampiros, agora é hora do jovens conhecerem as distopias. E Divergente traz uma Chicago pós guerra (não explicada), em que a sociedade precisou se reorganizar para funcionar, separando seus indivíduos em facções de acordo com sua característica mais marcante: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição.

Ao completar 16 anos todos os jovens passam por um "teste vocacional", para descobrir a qual grupo pertence. Mas é claro, nossa protagonista Beatrice  (Shailene Woodley) nascida em Abnegação, não é uma garota comum. Ela tem características de três facções diferentes, é uma Divergente, condição rara e considerada perigosa. Escondendo sua condição ela escolhe pertencer à Audácia. E enquanto precisa aprender como funcionam as coisas em sua nova "casta", acaba esbarrando em um interesse romântico, e em um plano de motim entre as castas, que inclui o uso de drogas.

Assumidamente uma metáfora, para a passagem para a vida adulta (sério, a autora confirma), sutileza não é o forte da trama, ao passar essa e outras mensagens. Mas funciona, pois de uma forma ou de outra todos passam por isso. Escolher que tipo de adultos ser, fazer bom uso do livre arbítrio e de preferência sem o uso de drogas.

Inevitavelmente comparado à Jogos Vorazes, esta adaptação peca por não ter um roteiro mais conciso. Se perdendo entre, apresentar aquele universo, a jornada de Beatrice, a constpiração e o romance. Quase episódico, o roteiro oscila entre um tema e outro, sem nunca apresenta-los de forma uniforme. Por vezes ficamos na dúvida de qual ameaça é realmente maior e/ou mais urgente, o treinamento, o segredo, o motim?

Ao menos, o perigo existe e até morte. E embora estas sejam bastante previsíveis, ao menos são necessárias a à jornada da heroína. Também tem espaço muita ação, tatuagens, esportes radicais, e lutas corpo-a-corpo (que poderiam ser melhor coreografadas) afinal pessoas audaciosas só gostam disso, né?!

Restam também pontas soltas que o filme parece não ter descoberto como explicar. Como o fato de aparentemente não existir ninguém com mais de 30 anos em Audácia. Como a protagonista não reconhece pessoas, que teriam sido próximas a ela, em sua antiga casa. E se a sociedade foi dividida desta forma para garantir a paz, por que as facções são estimuladas a se odiar? Com direito até, à roupas características para diferenciar e facilitar o bullying. Talvez, tudo fique como conteúdo para a já confirmada sequencia.

Particularmente, acho implausível, classificar pessoas com apenas uma de suas características, mas até que faz sentido no mundo cheio de rótulos em que vivemos, onde parecer, é mais eficiente que ser. Espero que apontar isso, seja o que pretende a autora, Veronica Roth, em sua trilogia. Consideranto este último detalhe "não é um Jogos Vorazes", mas tem potencial e pode melhorar. Se fizer novas gerações, pensarem sobre quem são em sociedade, ou se interessarem por outras obras distópicas e/ou com temas semelhantes, já me dou por satisfeita.

Divergente (Divergent)
EUA - 2014 - 139 minutos
Aventura / Ficção científica

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domingo, 27 de abril de 2014

Game of Thrones: fã de carteirinha#17

Este ano, o mundo ficou encantado com Elza e Anna, ao descobrir que princesas Disney podem ser fortes e independentes em Frozen. E olha que tudo que as moças precisaram fazer, foi resolver um probleminha climático sem ser resgatada por um príncipe em um cavalo branco (Khristoff tinha rena né, rs).

Imagine então se uma dessas princesas sobrevivesse à tormenta, ao fogo, adotasse dragões e libertasse escravos? Sim vejam como seria a vida da princesa Daenerys, em um musical da Disney.



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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Livro vs Filme: A Invenção de Hugo Cabret

Um dia uma amiga me sugeriu fazer uma série de posts sobre as diferenças entre os filmes e os livros que o inspiraram. É claro, bastou uma "googlada" rápida para descobrir que alguém já teve esta ideia antes. Entretanto, também descobri que essas pessoas são na maioria fãs das obras, que apontavam as diferenças por duas razões: para mostrar que sabiam mais que os outros, e/ou apontar aquilo que consideravam erros na produção cinematográfica. É aqui que pretendo fazer diferente:

Filme é uma coisa, e livro outra, e ambas as obras devem funcionar por conta própria. Este é, na maioria das vezes, o motivo das mudanças nas adaptações. Logo, na série de posts "Livro vs Filme" vou listar sim as diferenças, mas tentando entender porque elas existem, e não fazer julgamento de valor entre uma e outra. Explicar parece mais fácil que fazer, então, mãos à obra!

Livro vs Filme: A Invenção de Hugo Cabret

Hugo é um órfão de 12 anos, que vive secretamente entre as paredes da estação de trens de Paris, ajustando seus relógios. Trabalho herdado do tio bebum, que certo dia desaparecera. Do pai, Hugo herdara um autômato (uma espécie de robô que funciona com maquinário semelhante ao de um relógio para executar uma função específica), que tenta desesperadamente consertar. Hugo se vê diante da oportunidade de finalmente consertar seu autômato, ao mesmo tempo que coloca em risco seu anonimato, ao se relacionar com o dono na loja de brinquedos da estação, e sua afilhada Isabelle.

O livro de Brian Selznick, foi laçado em 2007, e ganhou uma adaptação em 2011 com direção de Martin Scorcese. Leia aqui as resenhas do livro e do filme. Cuidado o texto abaixo contém spoilers!


1 - A História do pai de Hugo e o Autômato
No livro, o pai de Hugo não leva o autômato para casa. Mas, a pedido do menino, passa a ficar até mais tarde em seu trabalho no museu, consertando o robô, é durante o "turno extra" que o personagem morre. Sentindo-se culpado pela morte do pai, Hugo, resgata o autômato dos escombros do museu.

Tanto no livro, quanto no filme já conhecemos Hugo como órfão, na estação. No livro sua história é contada  com calma e gradualmente, conforme necessário. No filme isso é feito tem forma de flahsbacks, que somados, aos usados para desvendar os mistérios da trama, são muitos. Simplificar a história para que tenham uma duração mais curta, evita que o longa perca o ritmo, devido às diversas interrupções. Além disso ver pouco o pai (e até o tio) de Hugo, aumenta a sensação de abandono e solidão que o expectador tem em relação ao protagonista.

2 - Antes de descobrir o cinema Hugo descobre a mágica.
George Meliés era mágico antes de virar um dos primeiros cineastas do mundo. O livro pretende contar a história dele, e tem espaço para isso, benefício do qual o cinema não dispõe. Por isso a passagem sobre mágica é condensada e restrita à flashbacks, no longa. 

3- Isabelle, Hugo, Etienne e o cinema
No livro Isabelle já frequentava o cinema, com a ajuda de Etienne um funcionário de lá. É também com a ajuda de Etienne que Hugo descobre sobre sozinho sobre George Meliés.

A mudança aqui é bem simples de explicar, além de diminuir o número de personagens (eficientes no livro, mas excessivos em um filme que em 2 horas não poderia explorá-los tão bem), a eliminação de Etienne, também facilita a aproximação entre Hugo e Isabelle, que tomam o lugar do personagem perdido nestas passagens. Afinal, eles tem apenas 126 minutos, para se conhecerem, virarem amigos e solucionar um caso de detetive!

4 - Hugo rouba a chave de Isabelle.
Roubar é feio, e faria Hugo parecer antipático ao público, que poderia deixar de torcer por ele. Enquanto a barganha pela chave com Isabelle, novamente cria (e/ou reforçar) laços entre as personagens.

5 - No livro, há um momento para contar a história dos pais de Isabelle.
A passagem, não faz muita diferença na história principal, mesmo no livro, e atrapalharia o bom rendimento do longa. O mais importante ele informa: a menina é órfã e criada pelos padrinhos. Não é preciso se desviar da trama principal para isso.

6 - O perigo de ser descoberto pela falha dos relógios, que por andar sozinho pela estação.
Toda aventura precisa de ação, e uma perseguição em meio a uma estação lotada é com certeza mais atraente, que observar "preocupadamente" o andamento dos relógios. Além disso a alteração dá um espaço maior para o personagem de Sacha Baron Cohen,o Inspetor da estação, justificando sua presença em cena.

Hugo Cabret é um livro extremamente gráfico, em certos momentos até parece storyboards de um longa metragem. Com poucas palavras, Selnick não comete excesso, deixando para Scorcese apenas o trabalho de "aparar as arestas" em um bom roteiro.  Uma ótima adaptação, na humilde opinião da blogueira que vos escreve. E as diferenças ente o longa e o romance, foram apenas boas escolhas para adaptar a história para uma nova mídia. 

Então caro leitor/expectador, qual das duas versões da história é sua favorita? O que você acha que foi boa ideia mudar, e o que foi sacrilégio cometido por Scorcese ao alterar? Vamos lá, expresse todo amor e/ou ódio por A Invenção de Hugo Cabret.

Leia também 
A Invenção de Hugo Cabret (livro)
A Invenção de Hugo Cabret (filme)
Semana especial Hugo Cabret (DVD, Sofá e Pipoca)
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terça-feira, 22 de abril de 2014

A Oxford de Lyra

Muitos leitores desaceleram o ritmo nos últimos capítulos de um livro, pois percebem que vão sentir falta das personagens quando a aventura acabar. Outros passam a vida imaginando o que acontecera com eles depois de sua jornada. Alguns criam até suas histórias. Imagine então como é satisfatório descobrir A Oxford de Lyra nas prateleiras de uma livraria?

Na capa descrito como um "Novo Episódio" da Trilogia Fronteiras do Universo. Para quem não está lembrado da saga trata-se de A Bússola de OuroA Faca Sutil A Luneta Âmbar O primeiro virou um longa estrelado por Nicole Kidman e Daniel "007" Craig. Mas não, é! (mesmo porque, aí não seria mais uma trilogia, né!)

A Oxford de Lyra é um pequeno conto. Uma aventura "bônus", no mesmo universo. Passada dois anos após os eventos de Luneta Âmbar, Lyra e seu dimon Pan vão levando sua vida tranquila em Oxford, quando são abordados por um apavorado dimon de Feiticeira a procura de ajuda. Este, os leva a se engajar em uma mini aventura para encontrar um homem com uma profissão misteriosa naquele mundo, Alquimia.
Este livro contém uma história e diversas outras coisas. As outras coisas podem ou não estar relacionadas à história, mas podem também estar ligadas a histórias que ainda não apareceram. Não é fácil saber.
E é isso mesmo! Além da micro-história, que provavelmente vai, apenas, estimular sua saudade daquele universo, a pequena publicação traz anexos desconexos e curiosos. O melhor deles, uma mapa da "Oxford de Lyra", que curiosamente tem a marcação da residência de Mary Malone. - Mas, espera? A cientista não vive na "nossa Oxford"?

Difícil saber o que Pullman pretendia ao escrever A Oxford de Lyra, ele também queria apenas matar as saudades? Queria mostrar que mesmo depois de derrotar o grande vilão, ainda existem perigos no mundo? Testava a possibilidade de novas aventuras para Lyra e Pan? Ou já as tem em mente e está apenas colocando as peças em posição para uma nova corrida?

O jeito é esperar para ver o que o autor tem em mente. Enquanto isso, aproveitar a nova aventura. Embora, para alguns sua simplicidade, e concisão possa ser meio cruel. Ter de se despedir novamente de um universo, quando está ficando divertido e misterioso.

Cruel, divertido e misterioso, sou só eu que preciso de um dimon para discutir essas coisas que lemos?

A Oxford de Lyra (Lyra's Oxford)
Philip Pullman
Objetiva


Leia também as resenhas de A Bússola de OuroA Faca Sutil A Luneta Âmbar

*Philip Pullman escreveu mais um livro do cânone Fronteiras do Universo (His Dark Materials), Era uma vez no Norte (Once Upon a Time in the North) é um prelúdio da trilogia original e conta como o balonista Lee Scoresby e o Urso Iorek Byrnison dois de seus melhores personagens da saga se conheceram. Pullman anunciou outro livro neste universo, The Book of Dust (O livro do Pó, em tradução livre), ainda está sendo escrito e não tem data oficial de lançamento.
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domingo, 20 de abril de 2014

Game of Thrones: fã de carteirinha#16

Cuidado contém SPOILERS
Celebrando muito a morte de algum personagem ultimamente? Calma, não precisa ficar com vergonha. Você não é uma pessoa malvada por torcer, esperar e celebrar a morte de um personagem de ficção. Especialmente quando este já merecia faz tempo. Mas Game of Thrones é uma série onde personagens morrem como moscas. E apesar de amar dizer adeus à Joffrey, esta não é minha morte favorita.

Pasmem! Minha morte favorita ainda é da primeira temporada. Tão sádico, malvado e idiota quanto o Rei Joffrey era Viserys Targaryen. O Rei Pedinte  teve uma bela "morte por coroação", oferecida por seu adorável cunhado Kharl Drogo (que decepcionantemente morreu de dodói inflamado). Uma cena bonita com o metal liquido flamejante, e um estampido perfeito quando sua coroada cabeça atinge o chão.

Então, qual a sua morte favorita em Game of Thrones?
Não lembra de todas? Tudo bem a gente ajuda. Confira o vídeo do fã de carteirinha desta semana, que reúne todas as 5.179 mortes das 3 primeiras temporadas, em menos de 3 minutos!



E aí decidiu?
Bryan Menegus fez uma contagem direta das mortes na TV e também usou estimativas presentes nos livros de George R.R. Martin sobre as mortes ocorridas na Batalha da Baía do Água Negra.

A quarta temporada de Game of Thrones está sendo exibida aos domingos às 22h na HBO.

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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Noé

A história básica é bastante conhecida. Deus se cansa da maldade dos humanos e decide dar um reboot no mundo. Entretanto, como só os humanos parecem ter problema resolve antes, salvar todo o resto, incumbindo Noé de construir uma enorme arca para abrigar um casal de cada animal, durante um dilúvio que deve lavar a terra da maldade do homem. Some-se aí anos de traduções e re-interpretações da história, que não a questionam e até certo ponto compreendem completamente.

O resultado é a imagem pouco crível, porém totalmente aceita, de um Noé como um ancião barbudo de toga, sandálias que Darren Aronofsky (Cisne Negro) pretende atualizar. A começar por escalar o "gladiador" Russel Crowe, para o papel título. Além de jovem (em nenhum momento no filme é mencionado que Noé tenha 600 anos), Noé é um herói falho e complexo. Considerado digno pelo criador, segue cegamente às suas ordens e sofre com as consequências, de atos que não são seus.

Consequências essas apontadas pelo antagonista Tubal-Cain (Ray Winstone) criado para dar substância a um filme de duas horas. Rei desta humanidade decaída vai lutar pela salvação na arca. Afinal, quando varrer a humanidade o dilúvio também varrerá, inocentes, crianças, bebês, idosos. Cego de obediência Noé nunca questiona este genocídio. Dilema que fica a cargo de sua família, impotente diante do comportamento irredutível do patriarca.

Longe de ser um épico para um público religioso específico, o filme faz uso de várias licenças poéticas para dar conteúdo e extensão a trama. Noé leva apenas cerca 10 anos (não 120) para construir a arca, para isso Aronofsky dos Guardiões, gigantes que ajudam a família de Noé, em busca do perdão do criador. E por falar em sua família, está também tem diferenças em relação às escrituras. Além dos três filhos, Noé tem uma filha adotiva, Ila (Emma 'Hermione' Watson) que traz outro grande dilema para a trama.

Entretanto talvez a mais curiosa licença poética seja a passagem em que Noé conta para a família sobre a criação do mundo. O discurso une de forma competente evolucionismo e criacionismo. Logo, não é surpresa que de determinado ponto de vista, seja o Criador, o verdadeiro antagonista da trama. Digo "ponto de vista", pois nosso imaginário coletivo e conhecimento prévio da história, por vezes elimina nossa capacidade de questionar, suas razões e métodos. (sério, que uma entidade tão poderosa não encontraria outra solução para o problema?).

Ficam com pouco destaque, os animais. Criados por computador, apenas "batem ponto", na trama que pertence aos humanos. A estrela no entanto, a Arca, impressiona pela proporção. Construída como um enorme cenário real, com aparência rústica e rígida (é um caixote escuro, muito diferente do estilo "barco navegável" de nosso imaginário), é ela que dá enfase ao tamanho da tarefa a ser cumprida.

Jennifer Connelly (a esposa de Noé), Anthony Hopkins (o misterioso e sábio avô Matusalen), Logan 'Percy Jackson' Lerman (o ambicioso filho Cam) completam o elenco desta releitura da história do dilúvio. Com proporções de um épico, bíblico ou não, Noé traz temas, criacionistas, evolutivos e até questões ambientalistas, em uma trama apresentada com um olhar quase imparcial. Permite dúvidas, reinterpretações e questionamentos, como qualquer boa aventura, ou fantasia. Isto é, se o expectador estiver disposto a fazê-lo!

Noé (Noah)
EUA - 2014 - 138 minutos
Épico
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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Capitão América 2 - O Soldado Invernal

Em Capitão América - O Primeiro Vingador o contexto era fácil de compreender: nazistas são os vilões e aliados os mocinhos. Também era fácil em Os Vigadores: alienígenas genéricos comandados por antagonista shakespeariano que matou o agente Couson* são "do mal", todos os outros são "do bem". Mas enquanto Steve Rogers dormia, nós terminamos a Guerra Fria, derrubamos o muro de Berlin, e sem uma ameaça externa óbvia, fica muito mais complicado descobrir quem é mocinho e quem é vilão.

É neste admirável mente confuso novo mundo que reencontramos o Capitão América (Chris Evans). Soldado por excelência, agora trabalhando para a S.H.I.E.L.D. de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Após participar de uma missão misteriosa na companhia da Viuva Negra (Scarlet Johansson), Rogers começa a questionar e duvidar das intenções e segredos da maior agência de espionagem do mundo. É claro, não demora muito para suas suspeitas se mostrarem coerentes, e uma nova realidade tomar conta da organização. Deixando o Capitão sem aliados, em sem poder confiar em ninguém, e ainda com uma misteriosa e poderosa força a ser combatida, o até então mítico (o cara era encarado como lenda urbana) Soldado invernal (Sebastian Stan).

E se o longa original tinha o charme visual dos anos de 1940 em que a história ocorria. Capitão América 2 - O Soldado Invernal traz um acertado tom de thriller de espionagem da década de 70, inclua-se aí a presença de Robert Redford apenas para reforçar (será que o terceiro filme da franquia vai ter um tom anos 90, e assim por diante até nos alcançar? rs). Logo, é um filme mais austero, com dilemas morais mais complexos. Mas, ainda traz a mistura de ação e humor, que marcam os filmes da Marvel.

E por falar em cenas de ação, o longa traz ótimas cenas de perseguição para aqueles expectadores que deseja ficar boquiaberto, independente das regras da física. Mas falha em cenas de combate corpo-a-corpo, com cortes confusos, onde não temos certeza do que exatamente está acontecendo. Especialmente se estiver usando os óculos 3D, que escurecem uma já escura projeção. Convertido, e não filmado com a tecnologia, o filme não ganha em nada com a "profundidade extra", portanto economize e vá para a sesão 2D.

A melhor parte porém fica com o desenvolvimento dos personagens. Seja do próprio Capitão América, aprendendo a viver neste mundo ambíguo, onde todos seus amigos se foram, e cheio de informações que precisa colocar em dia. No pragmatismo exagerado de Fury, que parece cegar seu senso de "certo e errado", e deixa-lo em apuros. Ou ainda no espaço finalmente conquistado pela Viuva Negra. Antes presente apenas, para "cumprir a cota feminina" de heróis, finalmente ela tem espaço lidar com seu passado duvidoso, e com as consequências de seu hábito de apenas seguir ordens sem questionar muito.

Cumprimento de cotas, aliais, agora fica a cargo do Falcão (Anthony Mackie), responsável por apresentar o primeiro possível herói negro para a super equipe. O personagem é introduzido na história de forma coerente, e sem interromper a trama principal. Assim como aconteceu com a Viúva em Homem de Ferro.

Questionamentos, e ação bem equilibrada é o que entregam os diretores Joe e Anthony Russo em sua primeira grande incursão na tela grande. Além, é claro, de dezenas de referências ao universo Marvel, e obrigatórias pontas soltas, para reunir tudo eventualmente. Isso pode desagradar alguns que começam a perceber que estes longas nunca são finalizados em suas projeçõpes, são apenas mais um pedaço do enorme quebra-cabeças que a Márvel está criando e pelo visto, não tem data para terminar. Em minha humilde opinião, enquanto as peças se encaixarem, tudo bem!

Capitão América 2 - O Soldado Invernal (Captain America - The Winter Soldier)
EUA - 2014 - 136 minutos
Ação

*P.S.:  E por falar nos segredos deste universo ambíguo, vale lembrar o Agente Coulson, cuja morte foi o estopim a união dos Vigadores. Está vivo, e comandando sua própria equipe na série Marvel's Agents of S.H.I.E.L.D. . E por lá, eles enfrentaram, de leve, as consequências da segunda visita de Thor ao nosso planeta. Mas é com Capitão América 2 a maior conexão com o restante do universo Marvel. O episódio exibido pelo canal Sony, na última quinta-feira, acontece simultaneamente ao segundo longa do Capitão, e enfrenta os mesmos vilões. "Spoilersfóbicos"  podem ter problemas ao assistir este episódio antes do longa metragem. Por outro lado, os episódios seguintes provavelmente vão mostrar os desdobramentos desta aventura, e cobrir alguns buracos propositalmente deixados abertos. Uma pena que a série não esteja agradando tanto quanto se previa.
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domingo, 13 de abril de 2014

Game of Thrones: fã de carteirinha#15

Lembra de 2011, quando você começou a assistir a Game of Thrones, sem nunca ter lido os livros, achando que era apenas mais uma série de TV? Um expectador inocentemente, você se apegou à vários personagens, sem saber que isso poderia arruinar sua vida para sempre!

Essas moças do notliterally se lembram destes bons tempos, e dos personagens que costumavam conhecer...


Conheça outros fãs de carteirinha!

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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Seu look favorito: Lost, Sherlock e A Culpa é das Estrelas!

Não é só de filmes, séries, quadrinhos e livros que vive um nerd. Um nerd também precisa de roupas, de preferência com temática de filmes, séries, quadrinhos e livros. E as vezes um nerd (ou pseudo nerd), tem um tempinho livre e resolve brincar com um daqueles vários programas que abarrotam seu PC e criar suas próprias estampas sobre filmes, séries, quadrinhos e livros.

Estampa criada é hora tentar transformar em uma camiseta. É para isso que serve o site Camiseteria. Afinal nerd que é nerd, vai fazer tudo pelo computador não é? Mas não é tão simples assim, você envia sua estampa e ela tem que ser aprovada por outros nerds para ser produzida. É por isso que estou aqui hoje!

Veja bem, eu podia estar no cinema, assistindo séries ou lendo um livro. Mas, não! Eu estou aqui blogando e pedindo para você votar na minha estampa (com uma nota alta se possível). 

No momento tenho três em votação:

Não culpem as estrelas!!! - é inspirada no best-seller A Culpa é das Estrelas, e reivindica o direito de um julgamento justo para nossos corpos celestes favoritos, com bom humor.

Dharma Compass - faz parte da competição com temática inspirada em séries de TV. E apresenta um exclusivo dispositivo oferecido pela Iniciativa Dharma para todos os residentes de sua ilha. Uma bússola, que faz juz ao nome da série, Lost.

Sherlocked!!! - por último, mas não menos importante o melhor e mais famoso detetive de todos os tempos.   Como não amar Sherlock Holmes, especialmente na pele de Benedict Cumberbach.

Você pode ver as estampas com mais detalhes no site do concurso. Também é lá que você precisa ir para votar, basta clicar nos nomes das estampas acima para acessar a página de cada uma delas. Aproveite para conferir as muitas camisetas temáticas que já estão disponíveis no site.
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terça-feira, 8 de abril de 2014

Game of Thrones - The Exhibition

Publicidade inteligentemente disfarçada, absurdamente sistemática, que ainda deixa um monte de fãs felizes feito Joffrey no trono. Este é o jeito mais simples de descrever Game of Thrones - The Exhibition. É claro, que quando disse "absurdamente sistemática" não estava me referindo ao falho sistema de distribuição de ingressos online, que parecia ignorar a quantidade de fãs da série de TV e livros por aqui. Com ingressos (todos gratuitos) adquiridos, vamos a parte fácil.

Fácil porém misteriosa, os ingressos tinham horário de entrada e saída e além deles à mão (ou via smartfone,  "muderno") o visitante também precisa de documentos e enfrentar uma longa fila (o que arruinou completamente nossos horários de entrada e saída, mas...). Já na fila, a galera cadastra seu Facebook no app do evento, que a cada novo trecho da exposição atualiza automaticamente seu status com fotos e informações sobre o que você provavelmente está olhando.

É aí, que está a parte da publicidade inteligente, ao inundar o Facebook com imagens da exposição através dos perfis de quase todos os participantes. Isso sem contar com as fotos que os próprios participantes tiravam e postavam, já que câmeras eram permitidas e o WiFi era gratuito. Mas é só jogada de marketing, ou a exposição valia o esforço?
Mega fila e mega organização, nada de furar fila aproveitando o colega que chegou mais cedo.
Assim é GoT separando aliados desde a fila de entrada, rs

Vamos, à exposição (cuidado pode haver spoilers)

Se decepcionou quem achava que ia tirar aquela foto com a cabeça de Ned Stark, pois a exposição é mutante e segue as temporadas da série. Logo, você que curtiu ano passado em Sampa, provavelmente não viu as mesmas coisas que nós aqui no Rio. O que não significa que não haviam coisas legais a serem vistas. Mantendo a tradição de cabeças Starks decepadas por exemplo, um Vento Cinzento extremamente realista (só faltava o cheiro), deu o ar da graça.

Figurinos, armas e elementos de cena, era todos da terceira temporada, com algumas (poucas) surpresas da quarta. O que inclui, belo vestido de casamento de Sansa, as mãos (decepada e de ouro) de Jaime. Vestimentas da Khaleesi, jóias da coroa e de Jardim de Cima. Também não faltaram réplicas, de dragões e ovos, storyboards,  e outros objetos icônicos como o corvo de três olhos, Agulha e Garra Longa.

Confira algumas fotos:




Tinha bastante para ver? Tinha. Mas, podia ter muito mais! Com seções divididas por linhas narrativas da última temporada, ficou de fora muita coisa das temporadas anteriores, como utensílios do Starks, do Khalasar de Drogo ou do Ninho da Águia. Nem mesmo uma corrente de meistre estava em exibição. E estes velhinhos sábios estão em todos os cantos de Westeros.

Mas tinha o Trono de Ferro (isso mesmo, com letra maiúscula), com cenário, ambientação e um animado fotógrafo para pegar os melhores cliques dos pretendentes a regentes que passaram por lá. Queria saber se ele vai manter essa empolgação durante os 5 dias (eu fui no inicio do 1°).

E por falar em ambientação, toda a exposição tinha este ar de "sinta-se em Westeros", desde a 2ª fila de entrada (é tinham 2, ou 1 dividida em etapas, como preferir). Iluminação especial, trilha sonora constante (tensão quando tocava Rains of Castemere), vídeos, e um ar-condicionado ligeiramente mais potente quando nos aproximávamos da Muralha.

E por falar na Muralha, dava para subir nela. Mas, nada de escalar como os selvagens, pegamos carona nos elevadores usados pela patrulha da noite. Um simulador bastante divertido era a última atração do passeio, que ainda sorteou brindes, e ofereceu cópias impressas e emolduradas em nossas fotos no Trono.

Grande campanha publicitária sim (qual rede social não ficou inundada por Game of Thrones este fim de semana?), especialmente porque o Brasil teve a sorte de receber a exposição no fim de semana da estréia da quarta temporada. Mas, ao mesmo tempo um deleite para os fãs, que se divertiram "encontrando sua tribo" (podem não morar perto da sua casa, mas são muitos os fãs de GoT), e principalmente com trabalho tão minucioso e organizado.

Quem saiu perdendo foram apenas os frequentadores usuais do bem escolhido, porém de localização duvidosa, Shopping VillageMall. Não que o espaço tenha ficado superlotado (o lugar era gigantesco), ou que os nerds tenham feito bagunça. Aparentemente eles apenas não gostam que "o povão invada seu espaço". Palavras entreouvidas em loco mas, esse esnobismo é assunto para outro post. Para essa galera deixo apenas uma dica:

Valar Morghulis!

Além de imagens promocionais e algumas fotos mal tiradas pelo meu celular, este post tem belos cliques da colega fotógrafa/blogueria/cinéfila/viciada em séries Geisy Almeida.

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domingo, 6 de abril de 2014

Game of Thrones: fã de carteirinha#14

É hoje o supra-esperado o retorno de Game of Thrones na HBO. Então já é hora de ressuscitar (apesar de não termos parado de verdade, e ainda termos estendido para outras franquias) a série "Fã de Carteirinha".  Caso você não se lembre a série de posts reúne bizarrices coisas singulares encontradas na web, sobre nossas franquias favoritas, produzidas por quem também curte. 

Este ano começamos com uma uma antiga contagem dos acontecimentos em Westeros. O vídeo é de 2012, então não traz números atuais da série, mas traz bastante informações dos livros, e é um bom ponto de partida para se lembrar "onde diabos você pretende voltar a se meter" no próximo domingo.




A quarta temporada de Game of Thrones começa a ser exibida no Brasil, este domingo 06/04 às 22h na HBO.

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Believe

Bo (Johnny Sequoyah), uma garotinha de 10 anos demonstra poderes extraordinários desde que nasceu e que ficam mais fortes e difíceis de controlar conforme ela fica mais velha. É claro que tais habilidades chamam a atenção das pessoas erradas. Constantemente em fuga, a menina vive com famílias adotivas, que não costumam durar muito, apesar da supervisão constante de um grupo de protetores. É quando perde mais uma família que Milton Winter (Delroy Lindo), "lider de seus protetores", decide libertar do corredor da morte Tate (Jake McLaughlin), com a condição de proteger a menina.


De acordo com a propaganda da Warner, canal que exibe a série, "Bo vai mudar o mundo se sobreviver". Entretanto, após três episódios já posso afirmar que o tom é mais para "mudar o mundo enquanto sobreviver". Sempre fugindo e sempre em perigo, Bo e Tate, viajam de cidade em cidade tentando despistar seus perseguidores. E a cada novo local a menina acaba mudando (para melhor) a vida de alguém. Solucionando problemas sem pedir nada em troca, ou mesmo esperar agradecimento.

Lembra e muito outra série de TV, menos conhecida. The Pretender (foto ao lado), teve apenas 4 temporadas e dois filmes para a TV, entre 1996 e 2001. Enquanto a jovem Bo usa seus poderes especiais para ajudar pessoas, enquanto foge. O já adulto Jarod, usava seu elevado Q.I. e anos de treinamento (que permitiam que ele executasse qualquer profissão de cirurgião à sorveteiro), para ajudar pessoas em seu caminho de fuga do Centro que o treinou.

Calma, não estou dizendo que Believe é plágio. Porque não é, apenas tem temas semelhantes. Mas apontando um motivo para assistir a série, uma vez que apesar de pouco conhecida, The Pretender (que no Brasil era exibida na Record junto com Arquivo X), era uma ótima série.

Entretanto se você não conheceu a série dos anos 90, e ainda precisa de um motivo: Believe foi criada por Alfonso Cuarón (diretor de Gravidade e Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban) e tem produção executivda de J.J. Abrams (Lost, Star Trek). E até o terceiro episódio tem apresentado produção e efeitos especiais impecáveis.

O elenco bem escalado, que conta também com Kyle MacLachlan e Jamie Chung (a Mulan de Once Upon a Time), apresenta uma química eficiente especialmente entre os protagonistas Sequoyah e McLaughlin. Meio caminho andado para dar certo, uma vez que é a dupla que carrega a série. Resta torcer para que o formato "caso de caridade" da semana, não se esgote tão rápido. E que o roteiro encontre um bom equilíbrio entre estes casos isolados, e a misteriosa trama de Bo, que além de futuro incerto, ainda tem um passado cheio de mistérios.


Believe é exibida pela Warner as quartas-feiras às 20h. A transmissão Brasileira tem apenas alguns dias de atraso com relação à exibição "estadunidente". Nesta sexta-feira (04/04), o canal promete uma maratona com os três primeiros episódios a partir das 19h30.

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