sexta-feira, 21 de março de 2014

Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose

Responda rápido: Qual a cena de assassinato mais conhecida do cinema?

Provavelmente você pensou na cena do chuveiro de Psicose. De longe, longa mais lembrado de Alfred Hitchock. Uma proeza, considerando que o cineasta tem muitos longas memoráveis.

O que você provavelmente não sabe é que este foi seu filme mais barato, e ainda assim toda a sua produção foi extremamente confidencial. Hitchcock queria preservar os segredos da história, a tal ponto que obrigou toda equipe a fazer juramento. Proibiu fotógrafos, mesmo que fossem da equipe de marketing, e ainda distribuiu para a imprensa fotos dos estúdios guardados por vários seguranças. Logo, para um cinéfilo comum daquela época, ou mesmo dos tempos de hoje, saber detalhes da produção seria tarefa difícil, não fosse o livro de Stephen Rebello, Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose.

Lançado originalmente em 1990, o livro só chegou ao Brasil em 2013, acompanhando a estréia de Hitchcock, filme baseado na publicação. Rebello entrevistou vários membros equipe do filme e recontou o passo-a-passo para a criação do clássico. Desde a decepção com o fracasso de sei longa anterior Intriga Internacional, passando pela busca de um novo tema, até os frutos ou consequências, de Psicose, na sétima arte e na vida dos envolvidos.

A criação do roteiro, cenário, escolha de elenco (e os conflitos de Hitch com ele), dificuldades na filmagem, detalhes de cenas importantes, montagem, conflito com os censores (naquela época mostrar coisas como um vaso sanitário por exemplo podia dificultar e muito o lançamento de seu filme), trabalho de divulgação, aceitação de público e crítica ao redor do mundo. Esses e outros aspectos foram detalhados com suporte de entrevistas com pessoas que participaram de cada parte do projeto.

O livro aborda ainda as atrocidades de Ed Gein um homicida que exumava cadáveres do cemitério da cidadezinha onde morava, para fazer "artesanato", entre outras coisas. Os crimes foram descobertos em 1957, e horrorizaram pessoas em manchetes de todo o país. Serviu de inspiração para o livro Psyco de Robert Bloch em que o longa homônimo fora baseado. Gein também serviu de inspiração para os personagens Buffalo Bill - ( O Silêncio dos Inocentes ) e Leatherface - (O Massacre da Serra Elétrica).

Também explica detalhes burocráticos da produção de um longa e as loucas estratégias de marketing de Hitchcock. Conta os rumos das carreiras dos envolvidos após o sucesso do longa. Além, é claro de um vislumbre de quem era, e como trabalhava um dos cineastas mais icônicos da história. Sua personalidade forte, cheia de vontades e suas idiossincrasias.

Extremamente detalhado, chega a cansar em alguns trechos mais extensos e repetitivos, que buscam esmiuçar e respaldar com declarações reais o maior número possível de detalhes. Nada, no entanto, que prejudique o bom andamento da leitura. É material obrigatório para fãs de Psicose, de Hitchcok, amantes do cinema e estudiosos do processo de produção de filmes.

Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose (Alfred Hitchcock an the making of Psyco)
Stephen Rebello
Intrínseca

2 comentários:

Dayane Pereira disse...

Que interessante! Não conhecia o livro e acho mto bacana saber um pouco mais do que tem por trás desse grande diretor e dessa história incrível. Adoro Psicose, acho um dos melhores suspenses já feitos.

Fabiane Bastos disse...

O livro é bem bacana, para completar o pacote você pode também assistir o filme baseado nele com Antony Hoppkins, re-ver Psicose, e ainda assistir a série Bates Motel #tudojuntoemisturado.

Eu fiz isso durante o mês especial Hitchcock em outro blog q participo. Lançou um olhar distinto sobre as obras.

Olha o link p/ o Mês Alfred Hitchcock .

Obrigada pela visita! ;)

 
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