segunda-feira, 31 de março de 2014

Tudo por Justiça

Russell Baze (Christian Bale), é um humilde operário que tenta fazer o melhor mesmo nas péssimas condições em que vive. Mesmo assim, acaba preso ao causar um acidente por dirigir bêbado. Quando finalmente retorna à sociedade o mundo que já era ruim, parece pior. Seu pai morreu, sua mulher (Zoe Saldana) vive com outro e seu irmão (Casey Affleck), um ex combatente na guerra do Iraque. está envolvido com lutas clandestinas. Incapaz de mudar a situação em relação ao pai e a namorada, resta a Russel "resgatar" o irmão, mesmo que seja via vingança.

Uma hora de filme é gasta apenas para apresentar e contextualizar o universo de Russell. A demora aliais, deixa por algum tempo a dúvida sobre qual história pretende contar. Á certa altura nos perguntamos qual dos irmãos Baze é realmente o protagonista. Com tanto tempo para dizer à que veio, não sobra muito tempo para que o protagonista se engaje em sua jornada. A missão de Russell, parece solucionada meio às pressas, sem muita dificuldade (há um policial para despistar aqui e ali, mas nada que realmente ameace o protagonista), e de forma bastante óbvia. É difícil crer que um bandido "escolado" como o personagem de Woody Harrelson caia em armadilha tão óbvia.

Este roteiro exitante, que perde muito tempo tentando explicar o mundo e criar um clima de suspense é o exatamente o ponto fraco do longa. A trama demora para se desenvolver e mesmo assim, os temas que pretende abordar, como o estresse pós traumático de combatentes de guerra e o descaso do governo com essas pessoas que arriscaram a vida pelo país, ficam apenas na tentativa sem nunca receber o espaço apropriado.

O longa acerta no tom angustiante criado pela fotografia dessaturada, e melancólica para mostrar a fria e dura realidade daquele mundo. O mesmo pode ser dito das atuações do elenco de peso. Interpretações consistentes e realistas, sem exageros. Afinal se nem as cores, conseguem "exagerar" nesse mundo, como seus moradores vão ter espaço para "fazer drama" (no mal sentido).

Além de Bale, Saldana, Affleck e Harrelson, o filme conta ainda com Forest Whitaker e Willem Dafoe. Infelizmente, um elenco composto por estrelas, entregando um trabalho bem feito, não é suficiente quando a trama perde o expectador ao exitar em começar.

Tudo por Justiça (Out Of The Furnace)
EUA / Reino Unido - 2013 - 117min
Drama, Suspense

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sexta-feira, 28 de março de 2014

Que personagem literário você levaria para a cama?

Calma! Não há segundas intenções neste post. Muito menos, se trata de um daqueles testes de "quem você levaria para uma ilha deserta". Hoje resolvi apresentar a campanha publicitária intitulada 'O livro certo sempre vai te fazer companhia', cadeia de livrarias israelense Steimatzky.

Através de imagens bem produzidas a campanha de 2013, deve ativar memória afetiva principalmente dos leitores noturnos. Aqueles que terminam "só mais um capítulo" antes de cair de sono apenas para sonhar com o universo das páginas. E quem sabe encontrar novos leitores em busca de novas companhias para uma noite de sono.

Confesso, já levei vários personagens para a cama. Especialmente nós últimos tempo lendo G.R.R. Martin e sua profusão de personagens. E você? Quem já levou, ou tem levado para a cama ultimamente? Algum dos candidatos abaixo já dormiu contigo?




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terça-feira, 25 de março de 2014

Discutindo a relação cinematograficamente

Mais de um mês sem portar nenhuma bizarrice em forma de vídeo que encontramos na rede. Para me redimir, apresento este divertido vídeo do canal POYKPAC Comedy. Movie Title Breakup, traz um casal discutindo vigorosamente (brigando mesmo) sua relação de forma cinematográfica.

E quando eu digo de forma cinematográfica, não estou falando de uma cena épica com drama, choro, trovões, trilha sonora, etc. Acontece que os ex-pombinhos usam apenas títulos de filmes para falar. E aí? Quantos você reconhece? E mais difícil ainda, quantos dos 154 longas você já assistiu?



Filmes:
Traffic, Waiting for Forever, Just My Luck, Seven, Like Crazy, Accidents Happen, Just Your Luck, Everyday, Babe, Be Cool, I'm Still Here, I Love You to Death, Pretty Woman, I Love You Too, When Do We Eat, Waitress, A Little Help, Jackass, I Am Sam, For Your Consideration, The Specials, Good Burger
As Good As It Gets, Out of Sight, Make it Happen, Taking Sides, Home Fries, Anything for Her, Layer Cake, Cake, Just Go With It, She's Having A Baby, Top Secret, Mamma Mia!, Anything For You, Baby Doll, She Gets What She Wants, Due Date, 9 1/2 Weeks, 8¹/2, Kick-Ass, Anything Else, Honey, Cocktail, Manhattan, Thank You, Precious, Juice, Milk, Beautiful, 15 Minutes, Can't Hardly Wait, Is Anybody There, Something's Gotta Give, Talk To Me, Get a Clue, Clue, I Know What You Did Last Summer, Heaven Help Us, What Is It?, Rumor Has It, Very Bad Things, How Do You Know, On the Waterfront, My Boss's Daughter, Saw, The Girl Next Door, Kissing A Fool, My Cousin Vinny, Saw II, He Said She Said, Please Give, Proof, Somewhere, Living Proof, Body of Evidence, Say Anything, Find Me Guilty, The Hot Chick
Next Door, What Planet Are You From?, She's Out Of My League, Maybe... Maybe Not, Definitely, Maybe, I Still Know What You Did Last Summer, Enough, Just a Kiss, Once, Liar, Liar, Just One Time, Answer This, Who Do You Love?, What's Love Got to Do with It?, Waiting..., It's Complicated, Still Waiting..., Just Tell Me What You Want, Nothing But the Truth, The Ugly Truth, Nothing to Lose, It's Kind of a Funny Story, Doubt, It, Why do Men Cheat?, I Am A Sex Addict, Cop Out, That's What I Am, It Runs in the Family, Two Can Play That Game, Guess Who's Coming to Dinner, People I Know, Jack, The Cable Guy, The Wrestler, The Mexican, You Don't Know Jack, The Doctor, The Artist, My Baby's Daddy, In The Name of the Father, If...., Who Am I?, The Man Who Wasn't There, Dear God, Why Did I Get Married?, Why Did I Get Married Too?, This is It, The Break-up, I Could Never Be Your Woman, Unfaithful, Look Who's Talking, Big, Dummy, Basket Case, Bully, Creep, Loser, Whore, Monster, Psycho, From Hell, Anti Christ, Cheaters, Shame, A Dirty Shame, A Low Down Dirty Shame, M, Don't Say A Word, Phffft, Shut Up Little Man, That's My Boy, Are We Done Yet, Eat Drink Man Woman, Clueless
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sexta-feira, 21 de março de 2014

Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose

Responda rápido: Qual a cena de assassinato mais conhecida do cinema?

Provavelmente você pensou na cena do chuveiro de Psicose. De longe, longa mais lembrado de Alfred Hitchock. Uma proeza, considerando que o cineasta tem muitos longas memoráveis.

O que você provavelmente não sabe é que este foi seu filme mais barato, e ainda assim toda a sua produção foi extremamente confidencial. Hitchcock queria preservar os segredos da história, a tal ponto que obrigou toda equipe a fazer juramento. Proibiu fotógrafos, mesmo que fossem da equipe de marketing, e ainda distribuiu para a imprensa fotos dos estúdios guardados por vários seguranças. Logo, para um cinéfilo comum daquela época, ou mesmo dos tempos de hoje, saber detalhes da produção seria tarefa difícil, não fosse o livro de Stephen Rebello, Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose.

Lançado originalmente em 1990, o livro só chegou ao Brasil em 2013, acompanhando a estréia de Hitchcock, filme baseado na publicação. Rebello entrevistou vários membros equipe do filme e recontou o passo-a-passo para a criação do clássico. Desde a decepção com o fracasso de sei longa anterior Intriga Internacional, passando pela busca de um novo tema, até os frutos ou consequências, de Psicose, na sétima arte e na vida dos envolvidos.

A criação do roteiro, cenário, escolha de elenco (e os conflitos de Hitch com ele), dificuldades na filmagem, detalhes de cenas importantes, montagem, conflito com os censores (naquela época mostrar coisas como um vaso sanitário por exemplo podia dificultar e muito o lançamento de seu filme), trabalho de divulgação, aceitação de público e crítica ao redor do mundo. Esses e outros aspectos foram detalhados com suporte de entrevistas com pessoas que participaram de cada parte do projeto.

O livro aborda ainda as atrocidades de Ed Gein um homicida que exumava cadáveres do cemitério da cidadezinha onde morava, para fazer "artesanato", entre outras coisas. Os crimes foram descobertos em 1957, e horrorizaram pessoas em manchetes de todo o país. Serviu de inspiração para o livro Psyco de Robert Bloch em que o longa homônimo fora baseado. Gein também serviu de inspiração para os personagens Buffalo Bill - ( O Silêncio dos Inocentes ) e Leatherface - (O Massacre da Serra Elétrica).

Também explica detalhes burocráticos da produção de um longa e as loucas estratégias de marketing de Hitchcock. Conta os rumos das carreiras dos envolvidos após o sucesso do longa. Além, é claro de um vislumbre de quem era, e como trabalhava um dos cineastas mais icônicos da história. Sua personalidade forte, cheia de vontades e suas idiossincrasias.

Extremamente detalhado, chega a cansar em alguns trechos mais extensos e repetitivos, que buscam esmiuçar e respaldar com declarações reais o maior número possível de detalhes. Nada, no entanto, que prejudique o bom andamento da leitura. É material obrigatório para fãs de Psicose, de Hitchcok, amantes do cinema e estudiosos do processo de produção de filmes.

Alfred Hitchcock e os Bastidores de Psicose (Alfred Hitchcock an the making of Psyco)
Stephen Rebello
Intrínseca
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terça-feira, 18 de março de 2014

Caçadores de Obras-Primas

Interessante e pouco conhecido foi o trabalho dos "The Monument Men", grupo formado pelos aliados em 1943, para proteger, encontrar e resgatar obras de arte roubadas pelos nazistas. Hitler era um artista frustado, e tinha planos de criar o maior museu do mundo, para isso "confiscou" e escondeu milhares de peças, durante dos territórios ocupados. Algumas das esculturas, pinturas, documentos e até móveis ainda hoje são considerados perdidos.

É este curioso e pouco explorado lado da história recente que Caçadores de Obras-Primas pretende apresentar ao público. Dirigido por George Clooney e estrelado por ele, e vários nomes famosos, o longa ainda promete fazer isso com a mesma atmosfera inteligente, surpreendente e mirabolante de 11 homens e um segredo.

Entretanto prometer não é cumprir, e após uma sequencia de "recrutamento", que lembra e muito o da equipe de Ocean's 11. O filme se empenha em pontuar detalhes, e acontecimentos (supostamente reais), sem grandes explicações (para criar um clima, talvez?). Tornando o roteiro um tanto quanto desconexo para o expectador, que além de não conhecer a história destes oficiais, também precisa lidar com um excesso de personagens e suas diferentes tarefas/trajetórias em curso Europa à fora.

O resultado é um expectador confuso por mais da metade da trama. Até que a equipe finalmente se reúna para a "caçada clímax" do longa. Esta sim melhor desenvolvida. Isto é, se o elenco de estrelas foi suficiente para manter o expectador até este ponto da história. Além de Clooney estão no elenco Matt Damon, Cate Blanchett, John Goodman, Bill Murray, Jean Dujardin, Hugh Bonneville e Bob Balaban.

Sobra ainda espaço para um questionamento existencial: em meio a tantas mortes, será que obras de arte são realmente tão importante? Mas o questionamento soa vazio, uma vez que a equipe escolhida para o trabalho, não tem habilidades bélicas, são curadores, artistas, museólogos. De qualquer forma, não ajudariam muito em uma guerra. Além disso, o expectador ou está confuso ou desatento demais para se preocupar, à altura em que estes questionamentos são lançados.

Caçadores de Obras-Primas desperdiça um bom elenco, e uma história real interessante com um roteiro mal elaborado e confuso. Tomara que ao menos sirva para lançar uma luz a esta parte desconhecida da história, e estimule autores, roteiristas, pesquisadores a mergulhar no tema, e quem sabe até encontrar ou produzir novas obras de arte!

Caçadores de Obras-Primas (The Monuments Men)
EUA / Alemanha - 2014 - 118 minutos
Guerra

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quinta-feira, 13 de março de 2014

RoboCop

Não há cinéfilo que não fique receoso quando, o assunto é remake. Especialmente por que Hollywood costuma errar bastante quando decide refazer seus clássicos. É claro, o anuncio de uma equipe certa pode ajudar um pouco. O anuncio de José Padilha como diretor animou um pouco os ânimos, e ainda gerou uma torcida para o diretor de Tropa de Elite.

Felizmente, RoboCop de Padilha acerta em cheio ao assumir que o personagem criado por Paul Verhoeven em 1987 é fruto de seu tempo, e principalmente, da visão incomum de seu criador. Logo, não tenta imitar ou substituir o longa original. Apenas situa o conceito do policial robô aos nossos tempos.

A origem do personagem é a mesma, Alex Murphy (Joel Kinnaman) policial bom moço, é gravemente ferido em ação e trona-se o candidato perfeito para o experimento RoboCop. Mas o contexto é outro. Em um futuro não muito diferente dos nossos tempos, o uso de drones e robôs para controlar violência é uma realidade em todo o mundo. Nos Estados Unidos entretanto, uma lei proíbe o uso das máquinas afirmando que um computador não pode decidir quem vive ou morre, um inconveniente para a Omnicorp. A multinacional bélica tenta melhorar seus lucros em solo estadunidense, criando híbrido de máquina e homem.

É na criação do personagem título e no universo que o proporciona, que o filme se concentra. Quem controla o RoboCop, o homem que "veste" a máquina, ou aqueles que a montaram? Como o próprio Murphy vai reagir a esta nova condição? Até que ponto é ético os cientistas interferirem nas decisões de Murphy? Há espaço ainda para o debate sobre, corrupção, o poder da mídia, a manipulação pública, e o lucro gerado através da guerra. Qualquer semelhança com temas atuais não são mera coincidência.

Achou muitos pontos de vista para um filme de aproximadamente duas horas? E são mesmo, talvez aí resita a maior falha, ou mérito (também depende do seu ponto de vista), do longa. Cada ponto de vista é apresentado por um coadjuvante, que também é parte importante da trama, mesmo assim é uma superpopulação de elenco de apoio (aliais pontas de luxo), que bode chatear quem queria ação pura.

Não que o filme não tenha ação de sobra, mas desde os primeiros minutos na cena da pacificação de Teerã, essa ação é intercalada com cenas que oferecem melhor contexto à ela. Por outro lado os muitos personagens e pontos de vista, nada mais não que um reflexo de nossa própria sociedade, bombardeada constantemente com um excesso de informação.

Tudo isso, com o bom trabalho de um experiente elenco de estrelas, que dão o suporte necessário para o menos experiente Kinnaman não sucumbir sob o peso do protagonista. Estão no longa Gary Oldman, Michael Keaton, Samuel L. Jackson, Jackie Earle Haley, Jay Baruchel, Abbie Cornish, entre outros.

Com tanta coisa para discutir o final, parece um tanto quanto apressado em deixar a trama no ponto para uma possível sequencia. O que não compromete muito o andamento do longa como um todo, e até nos deixa satisfeitos com a possibilidade de reencontrar esta competente versão contemporânea de um personagem tão adorado.

RoboCop
EUA - 2014 - 117 minutos
Ação / Policial

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segunda-feira, 10 de março de 2014

Walt nos Bastidores de Mary Poppins

Evite conhecer a fundo seus maiores ídolos, especialmente se terceiros escolherem a versão que será apresentada à você. Afinal, na realidade ninguém é perfeito, e na versão de terceiros, qualquer figura pode ser manipulada para atender a seus objetivos. Logo, ficamos desapontados ao conhecer a P. L. Travers, verdadeira protagonista de Walt nos Bastidores de Mary Poppins.

Embora seja verdade que a escritora de Marry Poppins fosse uma pessoa extremamente rabugenta, é difícil acreditar que a nada simpática senhora, criara um dos mais adorados personagens imortalizados pelos estúdios Disney. E ela não criou mesmo! Sua Marry era muito mais fria que a vivida por Julie Andrews, que foi, à contragosto da autora, modificada por Walt.

É essa relação entre autora e cineasta que Walt nos Bastidores de Mary Poppins se propõe a apresentar, supostamente de forma fiel, mas deixando de lado detalhes inconvenientes à magia do reino do Mickey. Além de fazer um paralelo entre a infância difícil de Travers e sua relação com sua obra, especialmente o personagem Sr. Banks. Por isso o título original Saving Mr. Banks, em tradução livre, Salvando o Sr. Banks.

Assim P. L. Travers (Emma Thompson) é apresentada como uma caricata britânica* esnobe, e até um pouco patética, que reclama sem pudores de tudo e todos. Enquanto Disney (Tom Hanks), é um magnata bonachão do entretenimento, que se importa mais com a magia que suas obras oferecem às pessoas que com os lucros. A ponto de tentar negociar por 20 anos os direitos do livro com uma mulher rabugenta apenas para atender um pedido das filhas.

Eventualmente, Disney e as mágicas canções de Richard e Robert Sherman (Jason Schwartzman e B.J. Novak) resgatarão Travers de sua rabugice, como se só bastasse uma colher cheia de açúcar para tal. Psicologia barata, até porque na vida real Travers nunca aprovou a premiada versão cinematográfica, e impediu a adaptação de suas outras obras. A Mary Poppins que conhecemos, só surgiu graças a pressões financeiras, sob supervisão de roteiro pela autora e diversas condições que Disney desrespeitou, como as sequencias de animação, e as músicas.

Indicado ao Oscar de melhor trilha sonora este ano (perdeu para Gravidade) é nas canções não originais que está a graça do filme. Reconhecer não apenas as canções do longa de 1963, mas também de produções da Disney anteriores a essa época. Outro ponto forte são as locações incluem o Teatro Chinês e a Disneylandia.

A razão para ficar até o fim da projeção, no entanto, é o competente elenco. Emma Thompson apresenta uma atuação precisa em trejeitos embora caricata em personalidade. Confira durante os créditos as gravações reais das reuniões da produção e, assim como eu, demore para perceber que não é de Thompson a voz que ouvimos. E se é para "endeusarmos" Walt Disney (não podia ser diferente o filme é dos estúdios dele), ao menos é fácil acreditar no sempre bom moço Tom Hanks. O filme conta também com pontas de luxo de Paul Giamati e Colin Farrell.

Walt nos Bastidores de Mary Poppins tem grandes pretensões mas, hesita em apresentar todos os aspectos, bons e maus, da história. Tanto Travers quanto Disney ainda merecem serem retratados apropriadamente na tela grande. Ao menos, o longa faz com que fiquemos com vontade de rever Mary Poppins, este sim um clássico!

Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks)
EUA - Reino Unido - Austrália - 2013 - 125 min.
Comédia / Drama


*P. L. Travers era na verdade Australiana, mas se reinventou como britânica.
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sábado, 8 de março de 2014

Colin Stokes: Como filmes ensinam masculinidade

Colin Stokes estava só assistindo filmes com seus filhos, quando percebeu como as mensagens dos filmes podem merecer maior importância do que costumamos dispensar a elas. Além de exercer mais influência que imaginamos.

Feliz Dia da Mulher!



*Colin Stokes é diretor de comunicações para as Escolas Cidadão sem fins lucrativos,e pensa profundamente sobre os meios de comunicação que ele compartilha com seus dois filhos pequenos.
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sexta-feira, 7 de março de 2014

Uma Aventura LEGO

Tudo é incrível!!! Ao menos é isso que Emmet (Chris Pratt)e os outros moradores de sua metrópole acham de sua vida e cidade. Lá tudo é construído, executado e vivido conforme o manual. Mas, se você já brincou com duas pecinhas quaisquer de lego, sabe que não existe nenhuma lei que te obrigue a seguir o manual da caixa. É isso que Emmet vai descobrir ao acidentalmente sair do manual e conhecer Megaestilo (Elizabeth Banks).

A moça e o sábio Vitruvius (Morgan Freeman), acreditam que o cara normal, seguidor de regras e sem graça demais até para seus colegas seguidores de manual é o escolhido. Segundo a profecia Emmet é o grande mestre construtor que vai livrar o mundo da tirania de regras do prefeito Sr. Negócios (Will Ferrell). O político/vilão estende suas peças malignas para outros reinos como a Zelândia Média e o Velho Oeste.

O grande barato de Uma Aventura LEGO, é a gigantesca quantidade de personagens licenciandos que a Lego pode, e não hesita, em usar. Assim, além das personagens originais criadas para o longa, a aventura conta com inúmeras participações especiais, sejam de clássicos das pecinhas como o boneco astronauta dos anos 80, ou astros dos video-games da franquia como Batman (Will Arnet). Super-heróis, personagens do cinema, literatura, animação, esportes, a graça é tentar identificar o maior número possível. Isso é, quando eles não se apresentam descaradamente!

Para povoar todo esse mundo a animação conta com um grande elenco na versão original. Além de Pratt, Banks, Arnet, Ferrel e Freeman, estão na produção Liam Neeson, Channing Tatum, Jonah Hill, Cobie Smulders*, Anthony Daniels, Billy Dee Williams e Shaquille O'Neal.

Impressionante é o detalhismo ao criar aquele mundo de blocos, onde além de prédios e personagens, balas, àgua, fogo, nuvens e até a poeira é  (muito bem) feita de lego. As personagens aliais exploram toda a versatilidade de suas partes móveis, que lhe oferecem até super-poderes como andar no teto. E daí, que cabelo de plástico não esvoaça com o vento, você ainda pode "divar" rolando a peça de um lado para o outro.

Com um início um tanto corrido, o longa tem o ritmo frenético das brincadeiras que fazíamos com as pecinhas. Um argumento coerente com o produto (afinal eles querem vender mais legos, né), que também é divertido e inteligente para ofender os expectadores/construtores de variadas idades.

O longa até ensaia uma boa lição de moral mas, não é bem com isso que estávamos preocupados quando juntávamos os bloquinhos coloridos. Certo? Inclusive, sabe o que é incrível? Sair da sala com aquela vontade de brincar de lego, e lembrar que ainda deve ter os seus guardados em algum lugar!

Uma Aventura LEGO (The LEGO Movie)
EUA - 2014 - 100 min.
Animação / Aventura / Comédia


*Momento Spoiler inofensivo: Cobie Smulders, a agente Maria Hill de Os Vingadores, dá voz à Mulher Maravilha, provando que qualquer um consegue escalar a personagem melhor que a produção de Superman vs Batman.

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terça-feira, 4 de março de 2014

Oscar 2014

Domingo de carnaval, e de Oscar, e os cinéfilos sem TV paga foram novamente boicotados pela TV aberta.    Nós aqui seres viventes da rede mundia de computadores, resolvemos dar uma mãozinha ao cinéfilos injustiçados e comentamos o Oscar ao vivo, dessa vez na companhia do Cinema é tudo isso!

Mas, não é por isso que vou deixar de fazer o tradicional post de balanço do Oscar deste ano. E sinto lhe informar, se você não é um daqueles cinéfilos xiitas que odeia, tudo na cerimônia (dos looks, às piadas, passando pelos números musicais), você provavelmente adorou ou adoraria (se estava sem TNT) a cerimônia deste ano.

Apresentada pela segunda vez por Ellen Degeneres, comediante mais conhecida por aqui por ser a voz original de Dory, a peixinha azul desmemoriada de Procurando Nemo. A cerimônia foi mais simples, sem os exagerados números musicais e vídeos de paródia que outros apresentadores faziam uso.

Degeneres optou pelo stand up comedy e por incluir a platéia na brincadeira. Circulando pela platéia, ela sentou nas poltronas vazias (que o oscar não conseguiu disfarçar esse ano), pediu pizza e tirou selfies para bater record de compartilhamento.

A quem estiver se perguntando, a pizzaria Big Mama's & Papa's, existe e Degeneres é cliente. Por isso, ganharam merchandising grautito por acidente. A pizzaria recebeu pedidos para teatro Dolby, mas não imaginava que seria entregue no palco ao vivo. Nem precisa dizer que o numero de pedidos cresceu absurdamente desde aquela noite.

Entre os convidados Jennifer Lawrence tentou testar qual das superstições do Oscar era mais forte. Não ganhar por usar vermelho, ou cair para dar sorte. O vermelho é poderoso!

Happy música de Meu Malvado Favorito 2, não tinha chances, mas proporcionou dancinhas das concorrentes. Quando mais você veria Meryl Streep fazer dancinha e comer pizza de vestido de gala em uma mesma noite?
* Lupita e Amy Addams também curtiram

E os números musicais foram bonitos e nada enjoativos. Mas, John Travolta anunciou uma tal de Adele Dazeem, para cantar Let it go. Felizmente, foi uma muito nervosa Idina Menzel, que entrou para cantar a música de Frozen, que levou os Oscars de melhor canção e animação.

Jamie Foxx tirando a concentração de Jessica Biel também arrancou gargalhadas.
A cerimônia teve ainda um preguiçoso tema de homenagem aos heróis, que só lembrou heróis que todo mundo lembra. Sem ele talvez a homenagem aos 75 anos de O Mágico de Oz, pudesse ser mais criativo, que dois apresentadores fantasiados e um bom, porém previsível, número musical com a Pink. 

Alguém mais sentiu falta de Tom Hanks e do Steven Spilberg? O primeiro tinha um filme concorrendo, e o segundo não é praticamente sócio da cerimônia, aparece todo ano?

P.S.: Sim, eu sei que exagerei nos gifs, mas estão divertidos!

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