quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Bolão do Oscar 2014

É hora de ligar o "chutômetro" e tentar melhorar meu pavoroso desempenho na última edição desta blogagem coletiva. É fim de semana de carnaval Oscar, então é época de dar meus palpites na edição 2014 do Bolão do Oscar do DVD, Sofá e Pipoca. É claro, como de costume palpitando muito, já que nunca dá para assistir tudo. 

Melhor filme - Gravidade
Embora haja grande probabilidade de 12 Anos de Escravidão ganhar, só para fazer média e dividirem direção e melhor filme entre as duas produções. E claro, Scorcese sempre pode puxar o tapete de "geral" com O Lobo de Wall Street.

Melhor diretor - Alfonso Cuarón - Gravidade
Por que na minha cabeça o melhor diretor faz o melhor filme. Mas, novamente pode rolar uma média com 12 Anos de Escravidão, que segundo li é um filme essencialmente de direção.

Melhor atriz - Cate Blanchett - Blue Jasmine
Essa eu mudei de idéia "trocentas vezes", queria que a Amy Adams ganhasse; sempre torço para Meryl (quem não?); com a Sandra Bulock rola aquela coisa de "esforço de atuação em condições adversas";  e Judi Dench, bom ela é a Judi Dench! Na dúvida fiquei com a Cate mesmo.

Melhor ator - Leonardo DiCaprio - O Lobo de Wall Street
Que o Matthew McConaughey me desculpe, mas não sei se a indicação é pela atuação ou pelo esforço físico. Além disso tá na hora, né! Aliais Leonardo devia ter ganho ano passado por Django (nem foi indicado), parece que cada vez que vejo o "Monsieur Candie" fica melhor.

Melhor ator coadjuvante - Jonah Hill - O Lobo de Wall Street
Barkhad Abdi chegou agora, não vai sentar na janela. Bradley Cooper só porque tá com a Laurence outra vez. Michael Fassbender não tem muito espaço no filme. Jared Leto ta aqui só porque emagreceu com uma dieta doida!

Melhor atriz coadjuvante - Julia Roberts - Álbum de Família
Não quero entrar na briga Lupita x Laurence. Até porque está última precisa dar um descanso à sua imagem, está começando a cansar. - Eu sei, é um péssimo critério de escolha, rs.

Melhor canção original - "Let it Go" - Frozen - Uma Aventura Congelante
É ótima, não consigo parar de cantar, let it goooooo, let it go! Cant hold it back anymooooooore....

Melhor roteiro adaptado - Capitão Phillips
Puro chute. Apenas para ele levar alguma coisa, não acho que a academia vá deixar esse filme a ver navios. (desculpa pelo trocadilho, não resisti)

Melhor roteiro original - Ela
É realmente original!

Melhor longa de animação - Frozen - Uma Aventura Congelante
Disney princess revolution + let it goooooo, let it go! Cant hold it back anymooooooore....

Melhor documentário em longa-metragem - Cutie and the Boxer
Não vi nenhum então, o critério aqui é: escolha aquele com o nome mais legal!

Melhor longa estrangeiro - The Broken Circle Breakdown
O critério aqui também é: escolha aquele com o nome mais legal!

Melhor fotografia - Gravidade
Porque controlar luz no espaço é difícil. rs

Melhor figurino - O Grande Gatsby
Porque é belo.

Melhor documentário em curta-metragem - The Lady in Number 6: Music Saved My Life
O critério aqui também é: escolha aquele com o nome mais legal! Uso muito esse critério.

Melhor montagem - Gravidade
Sendo coerente com direção e filme.

Melhor maquiagem e cabelo - Clube de Compras Dallas
Até queria que O Cavaleiro Solitário levasse, mas acho que ninguém se impressiona mais com a habilidade de mutação do Johnny Depp.

Melhor trilha sonora - Ela
Apenas me pareceu o melhor candidato.

Melhor design de produção - O Grande Gatsby
Mas acho que os 4 candidatos estão no párero. Sem favoritos. Trapaça, Gravidade, Ela, 12 Anos de Escravidão.

Melhor animação em curta-metragem - Get a Horse!
É muito inteligente a forma como esse curta brinca com os conceitos e a forma de se fazer cinema através dos anos. É o curta do Mikey Mouse exibido antes de Frozen.

Melhor curta-metragem - Pitääkö Mun Kaikki Hoitaa? (Do I Have to Take Care of Everything?)
Ainda usando o renomado critério do "nome mais legal", difícil decidir qual dos títulos dessa produção é melhor, o original, ou em inglês!

Melhor edição de som - Gravidade
Porque o som não se propaga no vácuo. (ok, parei com as piadinhas espaciais)

Melhor mixagem de som - Gravidade
Porque mixagem e edição de som trabalham juntas!

Melhores efeitos visuais - Gravidade
Torcendo para o incrível Smaug de O Hobbit - A Desolação de Smaug, mas parece que todos tem dragões este ano. Já está na hora de criar o prêmio "melhor personagem em CGI".

Eis minhas apostas, baseadas em critérios nada ortodoxos de avaliação. Até porque, mais que acertar tudo, o interessante é discutir cinema. Venha para a discussão e participe do Bolão também!

O Oscar vai ao ar no próximo domingo, 02/03, em meio a folia de carnaval!

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ah! E por falar nisso, somos Top100!

Pela primeira vez o Ah! E por falar nisso... entrou na lista dos 100 melhores blogs do Prêmio TOPBLOG, na categoria "Arte e Cultura". É a terceira vez que o blog participa do prêmio que já teve 5 edições, e premia as melhores páginas segundo gosto dos internautas e também através de um juri acadêmico.

Com os 100 melhores definidos, começa a segunda fase da premiação que definirá os “TOP3 – OS FINALISTAS”. A votação vai até 10/03/2014, às 14h (horário de Brasília), e quem votou na primeira fase pode votar novamente.

Aliais, todo mundo pode votar até duas vezes, já que o sistema aceita votos por e-mail e via Facebook. Então não deixe de participar! E se possível vote neste blog.

Agradeço desde já a participação de quem votou, quem ainda vai votar, ou até quem só leu e ficou so torcendo com preguiça. Até o próximo post!



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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Sleepy Hollow

EUA ,1781, Guerra pela Independência dos Estados Unidos. O britânico vira-casaca Ichabod Crane (Tom Mison) morre durante uma batalha, em missão para o general George Washington, logo após decapitar um soldado incomum. Sleepy Hollow, 2013. Ichabod Crane levanta de seu túmulo, ao mesmo tempo que a cidadezinha do interior sofre ataques com vítimas decapitadas. 

A investigação sobrenatural cabe à Tenente Abbie Mills (Nicole Beharie), primeira no local. Depois de algumas suspeitas, um pouco de descrença sobre a parte sobrenatural e muitas discussões a moça acaba tornando Ichabod seu parceiro.


CSI + Supernatural. Na verdade é mais fácil comparar, Sleepy Hollow, nova série da Fox, com a saga dos Wincherster uma vez que a pacata Sleepy Hollow não dispõe de toda a tecnologia que os investigadores de cenas de crime possuem. Mas é na mistura de investigação policial e sobrenatural que a série se baseia. A parte cômica fica por conta da adaptação de Ichabod, um viajante no tempo, que precisa aprender às pressas 250 anos de história e evolução tecnológica. Mulheres de calças, negros livres, armas que disparam vários tiros e lâmpadas são novidades para ele.

É provavelmente pela situação incomum do protagonista e sua descoberta de um admirável mundo novo que você provavelmente vai acompanhar a série. E, talvez seja pela história intricada que você a abandone (ou não). Enquanto os irmãos Winchester gastaram muito tempo fazendo você gostar da dupla com "o monstro da semana", Sleepy Hollow vai direto à muito intricada trama principal. Apresentando pouco as personagens, demora mais para "gostarmos" da caricata Tenente Mills (policial durona, com passado nebuloso), enquanto isso cabe á Ichabod carregar a dinâmica da dupla. Felizmente, tem muita história para contar e distraír esta falha.

Além de viagem no tempo e misteriosos assassinatos sobrenaturais, existe toda uma trama envolvendo a morte e retorno de Ichabod. Sociedades secretas, bruxaria, terror e história "estadunidense" criam uma trama bastante intricada que exige dedicação do expectador. Sim, é possível que você fique confuso ao pular alguns episódios. Conseguir expectadores novos no meio da temporada, também é improvável. Mas a trama única contínua também pode deixar viciados intrigados quem resolver dar uma chance à série.


Curiosamente o formato de histórias contínuas cada vez mais popular hoje em dia (vide Once Upon a Time, The Walking Dead e Game of Thrones), deveria ser o favorito de expectadores educados à base de novelas, mas ainda não captou o grande público por aqui. Por outro lado, é a atração perfeita para maratonas do Netflix. Mas isso é assunto para outro post.    


Enquanto isso, Sleepy Hollow é uma ótima opção para quem curte, mas já está cansado da mesmice do gênero policial. Mas deve agradar ainda mais fãs de fantasia, horror e mistério. O elenco conta ainda com Orlando Jones e Katia Winter e tem participação especia de John "Sulu" Cho.

A primeira temporada de Sleepy Hollow tem 13 episódios, e segunda temporada já foi confirmada. A série é exibida pela Fox, as terças-feiras às 23h15, logo após The Walking Dead.

Sobre The Legend of Sleepy Hollow de Washington Irving
A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, é o nome mais popular no Brasil para o conto The Legend of Sleepy Hollow. Para aqueles que conhecem apenas a versão de Tim Burton, segue um breve resumo. Inspirado pelo folclore germânico o conto de Washington Irving foi publicado pela primeira vez em 1820. E conta a disputa de Ichabod Crane pelo amor de Katrina Van Tassel, luta que ele acaba perdendo por causa do Cavaleiro sem cabeça. A história se passa na vila real de Sleepy Hollow (New York, EUA, quepassou a se chamar North Tarrytown em 1997). Também acredita-se que alguns personagens foram inspirados em moradores reais da época.

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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Você conhece a use Jack?

Curte fazer compras pela internet? Então já deve ter descoberto uma vantagem que a lojinha no centro da cidade, ou até mesmo o shopping perto da sua casa, não proporcionavam: variedade e exclusividade. Nunca foi tão fácil encontrar produtos que tem tudo a ver com você (não importa o quão estranho seja seu gosto), e o melhor é difícil encontrar alguém com a mesma camiseta que você em uma festa!

É baseada no conceito exclusividade e identidade que surgiu a useJack. Uma loja que vende apenas 1 (isso mesmo uma) camiseta por vez, e por tempo limitado. Acabou, nunca mais! Mais exclusivo impossível. A loja também pretende sempre seguir um tema. Atualmente as estampas tem a temática "nerd" (exatamente a que você queria não é?).

Esta semana o site presenteia os whovians (fãs de Doctor Who), com a estampa Bowtie and Fez, para quem ainda está se despedindo do 11° Doctor e quer fazer isso com estilo.

E para você, caro leitor do Ah! E por falar nisso..., um segredo: digite o código "bowtie_fez_10" e ganhe 10% de desconto em sua compra!

Fica a dica! Agora preciso correr e garantir a minha, afinal fica disponível por apenas 5 dias, "Gerônimoooooo!!!!"".


Leia mais sobre Doctor Who e nerdices!
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Frozen - Uma Aventura Congelante

Admito, demorei para ver Frozen - Uma Aventura Congelante. Em parte, pela campanha publicitária tradicional da Disney, que inclui video-clipes com estrelinhas teens. Em parte, pela algazarra sobre a dublagem de certo humorista em faze de de overdose de exposição. Pareceu mais do mesmo. E saber que sairíamos para o calor de 50º após visitar um mundo congelado também não ajuda em nada. Que bom, eu estava redondamente enganada!

Sim, é um filme de Princesas da Disney. Nada mais tradicional já que as donzelas reais são protagonistas desde o primeiro longa do estúdio. Felizmente, não se fazem mais princesas como antigamente, e essas duas (sim duas), sabem que os tempos, e as crianças são outras.

Elsa nasceu com poder (ou seria maldição) de criar gelo. Poder que se mostra bastante divertido, até que acidentalmente sua irmã caçula Ana se machuca. Para sobreviver a menina tem sua memória apagada. Enquanto Elsa passa a viver reclusa, temendo machucar mais alguém. Mas chega o momento de sua coroação e a princesa perde o controle, assusta todo o reino, condena Arendelle à um rigoroso inverno e foge. Cabe a Ana enfrentar o frio e buscar a irmã.

Sim, Ana vai sozinha, mesmo tendo um príncipe à disposição. Enquanto Elsa, maior vítima de seus poderes, passa a ser a antagonista da trama, mesmo não sendo uma vilã. Moças bem complexas e inspiradoras que suas clássicas antecessoras, que só precisavam esperar o resgate do "amor verdadeiro" do príncipe. O conceito de "amor verdadeiro", alais é outras dos clichês Disney, que o longa apresenta, apenas para subverter mais tarde. Mostrando que existem muitas formas deste mágico sentimento, além da devoção cega ao moço em um cavalo branco.

Se as personagens principais são realistas e complexas, tradicionalmente os coadjuvantes são cômicos. Assim temos o bom moço Kristoff e sua rena antropomorfizada, Sven. E o boneco de neve apaixonado por calor Olaf, que felizmente não foi prejudicado pela voz de Fábio Porchat na dublagem.

Tudo isso pontuado pelas tradicionais canções, que além de belas e divertidas ajudam a avançar na história. Seja para apresentar um personagem cômico, ou para explicar os confusos sentimentos de medo, liberdade e solidão de uma das princesas. Aliais, foi este último exemplo, a canção "Let It Go" que me convenceu a dar uma chance ao longa. Candidata ao Oscar, a Disney liberou a sequencia da canção na íntegra no YouTube.

Impecável, faltou apenas um pouco mais de espaço para os mágicos e misteriosos Trolls apresentarem sua importância. O mesmo acontece para a súbita, embora criativa, solução para os problemas de Elza. Nada que prejudique demais a divertida aventura.

Cheiro de reviravoltas e subvertendo as normas Frozen é um clássico do estúdio. Divertido, visualmente deslumbrante, inusitado, porém coerente com seu tempo. Precisava apenas de uma publicidade mais original. Mas, valeu a surpresa, a ponto de ficar feliz por estar errada!

Frozen - Uma Aventura Congelante (Frozen)
EUA - 2013 - 85 min.
Animação / Musical

Assista à sequencia "Let It Go", e surpreenda-se também:

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Cargo - um curta zumbi!

Hoje é dia de zumbi! Em outras palavras a quarta temporada de The Walking Dead volta a ser exibida hoje no Brasil. Para entrar no clima assista ao comovente cutra-metragem australiano Cargo. A história de um pai se seu bebê no apocalipse zumbi dispensa comentários.



The Walking Dead é exibida as terças-feiras, às 22h30 na Fox. Lá outro pai não faz ideia do que acontecera com seu bebê, mas isso é assunto para outro post.
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sábado, 8 de fevereiro de 2014

6 anos falando nisso...

Este é o post número 605 publicado no Ah! E por falar nisso...! Este texto também comemora o sexto aniversário deste blog!!!

Nestes seis anos, o outrora tímido espaço para exercitar a escrita, enquanto um trabalho "jornalistico de verdade" não ocupasse meu currículo, se manteve uma constante. Trabalhos vieram e voltaram e o blog continuou com sua função inicial, e ainda acumulou mais algumas. Passou a ser um espaço que tenta entender, entender apontar e aproveitar este rico cenário cultural em que vivemos, onde tudo faz referência à alguma coisa. Quer você reconheça ou não!

E vamos à tradicional contagem! O número de posts, já mencionei 605. Em 2013 foram publicados exatos 95 posts. Que receberam mais de 860 comentários. Entre as novidades, estão a parceria com o site Adoro Cinema, e a participação em diversas redes sociais "blogueiras" (confira os selos em nosso menu lateral).

Balanço do último ano devidamente feito. É hora de preparar a nova temporada, com mais resenhas de filmes, livros e séries, além de vídeos, curiosidades, opiniões e o que mais a blogueira e vos escreve achar divertido, importante ou interessante. "Quem vamos?"

Apagando as velinhas e começando tudo novamente em 3, 2, 1...
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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

47 Ronin

Um Ronin é um Samurai que perdeu seu mestre. O que raramente acontecia já que quando perdia seu mestre o guerreiro deveria praticar o seppuku, aquele honroso ritual de suicídio reservado para a classe guerreira japonesa. Logo, não é surpresa a força da lenda dos 47 ronins.

Quando seu mestre é acusado por agredir Kira Yoshinaka (Tadanobu Asano) e condenado a cometer seppuku, seus samurais tornam-se ronin. Enquanto a filha do mestre Mika (Ko Shibasaki) é obrigada a casar com Kira. Algum tempo depois, os ronin organizam sua vingança, que inclui resgatar a moça de um casamento forçado. Para interessar ao público ocidental, nada mais eficiente que incluir Keanu Reeves como Kai, um "mestiço" que cresceu na província graças à bondade do mestre e sua filha, por que aliais é apaixonado.

O problema é que não existe química entre Shibasaki e Reeves, dificultando e muito a torcida pelo casal. Resta ao expectador torcer pelos samurais injustiçados, uma vez que seu mestre foi falsamente acusado graças à magia de uma bruxa (Rinko Kikuchi de Círculo de Fogo).

Reparou que em momento algum eu mencionei a quantidade de ronin na trama? Pois diferente da lenda, somando o Reeves e alguns problemas durante a jornada o número 47 só é alcançado ao final da projeção. Não que o exército mágico e em maior número dos vilões pareça em momento algum uma grande ameaça para os heróis.

E por falar em magia, ela está presente sim, e com efeitos visuais competentes. Entretanto nem de longe chega a ser a ameaça lendária que a narração inicial sugere. Aliais, é na tentativa de criar um tom épico que o filme perde o tom. Tentando equilibrar a fantasia de efeitos especiais e as tradições japonesas, acaba não se aprofundando nem um nem outro. 

Falta informação para os não iniciados nas tradições e hierarquia nipônicas e sobre própria lenda que inspirou o longa. Já a magia é moderada e desperdiça os bons efeitos em momentos esporádicos que, não são essenciais à história.

Fica a cargo da direção de arte, que apesar de usar um esquema simplista de cores, para evidencia bandido e mocinho, consegue fazê-lo de forma equilibrada e bonita. Especialmente nas cenas do tradicional seppuku.

Diferente do que muitos apostariam, não é na ocidentalização da lenda, incluindo Reeves e com samurais que falam inglês, que o filme se perde. Mas, na falta de coragem do diretor, na hora de escolher entre fantasia e tradição.

47 Ronin
EUA - 2013 - 127min
Fantasia
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A Menina que Roubava Livros

"Pouca gente se lembra de que o primeiro país que os Nazistas invadiram foi o deles!" - Afirmou certa vez um personagem de um blockbuster de super-herói estadunidense. De certa forma é disto que se trata A Menina que Roubava Livros.

Liesel Meminger (Sophie Nélisse), a tal ladra, é filha de uma comunista alemã é enviada pela mãe para viver a salvo (na medida do possível) com uma família adotiva em plena Alemanha Nazista. É no enterro do irmão morto a caminho de sua nova casa, com um volume perdido pelo coveiro, que começa sua pouco explorada carreira de surrupiar livros. Afinal, apesar de ser o título, o filme não é sobre furtos em bibliotecas, ainda que possuir certos títulos naquela época e local fosse, por si só, uma aventura e tanto.

Sem compreender completamente o contexto em que vive, Liesel tenta se ajustar a sua nova vida. O que é fácil com Hans (Geoffrey Rush), seu novo, amável pai. Mas, não tão simples com Rosa (Emily Watson) uma mãe severa, talvez mais consciente do tempo difícil em que vive. Existe ainda Rudy (Nico Liersch) "amigo à primeira vista". E Max (Ben Schnetzer), judeu fugitivo que a família abriga.

É a relação com Max, que merecia mais atenção do longa, dando mais ênfase a diferença de culturas e à falta de compreensão da menina do por que ele precisa fugir. Escondido em condições precárias, o rapaz passa boa parte de sua estadia inconsciente, ouvindo os tais livros roubados.

Eventualmente Liesel acaba por compreender (daquele jeito que até hoje não nos faz total sentido) o cenário perigoso em que vive. Afinal, passamos alguns anos observando sua vida. É aqui que a boa direção de elenco e de arte faz um bom trabalho, ao manter de forma convincente  Nélisse e Liersch, em seus papeis. Mostrando de forma natural, a passagem da infância à adolescência.

E por falar no elenco,  Rush e Watson equilibram muito bem a dinâmica de opostos do simples casal. Ele um homem sonhador apesar dos tempos, ela mas sofrida com a realidade mas mantendo no fundo sua ternura. Ambos tentando manter sua família viva, sem participar das atrocidades a que muitos eram impostos à época.

Uma versão bem executada, que merecia apenas um pouco mais de foco em alguns aspectos. Ainda assim, emociona e de bônus ainda deve conseguir alguns novos leitores para o romance. Baseado no livro homônimo de Markus Zusak, Menina que Roubava Livros é um raro relato dos cidadãos comuns que viviam do outro lado da história. Detalhe que volta e meia precisamos ser lembrados: sempre há inocentes em ambos os lados de todas as guerras.

A Menina que Roubava Livros (The Book Thief)
EUA/Alemanha - 2013 - 131 min.
Drama
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